12 junho 2013

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Economicamente falando, onde está a Dança do Ventre?

Olá meninas!!!

Fim de semana agitado com um super evento, o E-Ventre 2013, do qual falaremos mais adiante essa semana. Posso adiantar só uma coisa: o evento foi BAPHOOOO BEECHAAA!!!

Conversando com minhas amigas Jussara e Joelma Brasil no E-Ventre, refletíamos um pouco acerca da situação econômica da dança do ventre em São Paulo atualmente, quem consome produtos de dança, qual a situação de professoras e aulas, e o que a dança agrega, efetivamente, à economia de um modo geral.

Papo de maluco?



Pode ser. Mas tenha certeza de uma coisa: é papo de maluco forrado de strass. Mesmo que ele não saiba nem fazer um shimmie direito.

Minha impressão enquanto consumidora é que, quando o acesso à informação era mais difícil, existia um encantamento muito maior em relação à dança do ventre. E, consequentemente, muitas mulheres eram levadas à sala de aula muito mais pela curiosidade do que pela necessidade de elevação da auto-estima, por exemplo.  

Existia um senso comum que ditava a dança do ventre como uma manifestação artística democrática, indicada, inclusive, como complemento terapêutico por endocrinologistas e psicólogos. Esse diferencial, embora intangível, elevava a dança a um patamar quase essencial, e os produtos do mercado de dança eram como uma extensão desse bem estar, e, portanto, igualmente necessários.


O público-alvo das aulas de dança era, quase que predominantemente, de mulheres economicamente estáveis, donas de renda própria, ou participante ativa de um orçamento doméstico, que poderia "arcar" com as despesas extras da dança: compra de acessórios, figurinos, inscrições para festivais, baladas árabes.  Novamente, esta é uma impressão que eu, Verinha, tenho do que acontecia alguns anos atrás no cenário econômico da dança. 

A coisa mudou e MUITO economicamente falando no cenário da dança, mas alguns fenômenos são bem engraçados. 

Tivemos a era Clone, que acredito ter sido a "era de ouro" ($$$$$$) da dança do ventre no Brasil. Ganhou muito dinheiro quem estava disposto a isto, em todos os segmentos, proliferavam escolas de dança pra todos os lados, muitas mulheres largaram profissões bem sucedidas para viver de dança porque a demanda era realmente grande. 

E o pós Clone foi marcado pela massificação das informações através da internet. A dança atingiu todos os tipos de público, os segmentos ligados à dança (confecção e importação de acessórios e figurinos, festivais, eventos, escolas) cresceram, quase que desordenadamente, e surge uma nova geração de bailarinas, cada vez mais técnicas e profissionais, que busca elevar a dança do ventre a um patamar de entretenimento de massas.

Absolutamente natural e orgânico. 

Porém, a dança do ventre foi "assaltada" por uma leva de pseudo profissionais na era pós clone, que precisava se sustentar depois que a novela terminou e as escolas esvaziaram. E, no afã de se manter ativas no mercado, acabaram por atacar o cenário econômico da dança, nivelando por baixo o custo e a qualidade do serviço. Dá-lhe cachê barato e aula barata. Apresentações de qualidade questionável que espantaram os contratantes "de grosso calibre" e baladas árabes caidinhas. 

Outro "fenômeno" é a adesão de mulheres cada vez mais jovens à dança do ventre. É uma população que não é ativa economicamente, suas decisões de consumo dependem de uma segunda ou terceira opinião. Profissionalmente falando isso é ótimo - são aspirantes à bailarina que terão um contato muito maior com a dança tanto em relação à tempo quanto em relação à dedicação, e quando profissionalizadas possuem uma qualidade absurda se comparadas às mulheres que conheceram a dança tardiamente. No entanto, essas jovens nem sempre conseguem motivar a parte economicamente ativa do orçamento a investir continuadamente em aulas e produtos de dança - a dança do ventre se torna a parte frágil do orçamento que é cortada instantaneamente nos momentos de crise. 



Outra questão delicada é a ausência de orientação para a aluna sobre a forma de consumo da dança. A aluna conhece o "fabuloso mundo do strass" e passa, então, a querer participar de tudo que se relacione à dança - aulas, shows, workshops, eventos, baladas... A contaminação do orçamento doméstico pela dança determina uma necessidade de priorização do elemento "satisfação". O que traz mais realização para uma mulher (esquece a aluna)? A IMAGEM. Tiro isso por mim mesma. Daí a coleção de figurinos cresce mais rápido do que a técnica, existe uma falsa impressão de que workshops eventuais orientam melhor do que aulas regulares, participar de eventos de dança treinando em casa com as amigas parece mais atraente do que a frequência em sala de aula. Essa estagnação logo contamina a motivação da aluna, a dança não "deslancha" em sua vida (claaaaro). E logo essa aluna estará afastada do mercado de consumo da dança. 

Em contrapartida, o segmento de produtos de dança cresceu vertiginosamente. 

Aqui em São Paulo logo logo atingiremos a marca de um evento por final de semana. E, sejamos francas: eventos são ótimos, mas eles "assaltam" as escolas de dança - inscrições (cada vez mais caras, 100 pila por um solo, 150 pilas de inscrição de grupo, ... vixxxxxxx....), figurinos (nem vou comentar, hoje se diz o preço do figurino em quantidade de parcelas, e não mais o valor final), cabelo, maquiagem, transporte, estacionamento, alimentação... É certo que a professora que inventar de participar de TUDO, via de regra vai acabar sem receber a mensalidade. E tem a questão dos concursos, dos quais já falamos algumas vezes: nem sempre são sérios, nem sempre os jurados estão bem preparados, e os resultados nem sempre são inquestionáveis. E daí que sua aluna gastou R$ 1.000,00 para participar do "Tal" evento - incluindo tudo o que listei acima, dançou bem, levantou a galera, e teve que ler na ficha que não ganhou porque a galabeya era egípcia e a música era libanesa (hã?). Nem preciso falar que, depois de uma decepção significativa, no mês seguinte, um apertozinho mínimo no orçamento mandará a dança para o final da lista de prioridades... 

E, acredito que por causa disso, as grandes escolas estão preferindo manter suas alunas dentro das paredes da escola, onde o compromisso é somente com o bem estar e com a felicidade da aluna, do que levar para eventos grandes em São Paulo. 

Dei essa volta toda (maior viagem), mas o que eu queria falar mesmo é que falta o foco na BASE. Quem tem que comandar o giro do dinheiro nessa roda toda são as escolas de dança. São as professoras em sala de aula. Têm que estar muito satisfeitas e bem remuneradas para investir em sua própria formação, e assim "engrossar o caldo" com o qual alimentam suas alunas. E as professoras, por sua vez, têm que estar preparadas para orientar o consumo, para que, lá na frente, a aluna não se torne um elemento insatisfeito com o resultado da dança em sua vida, e venha a se distanciar da dança. 

Na real, eu estou achando que a grana está cada vez mais longe da dança do ventre. É só impressão???

Me ajuda colega!!!




13 comentários:

  1. Vera, a conversa foi tão longa e tão legal que eu realmente nem sei o que comentar! hahahahah
    Mas acho que isso de profissionais despreparados que acabam nivelando o mercado por baixo não é exclusividade da dança... Sou estudante de publicidade e recentemente um amigo me mandou esse texto, que relata basicamente a mesma problemática na área do design gráfico (que é bem relacionada com a publicidade). Dá uma olhada: http://www.propositto.com.br/wordpress/2013/06/escolhi-uma-profissao-de-merda-e-agora/

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    1. Achei interessante o seu comentário pq ironicamente eu sou professora de dança do ventre (a 10 anos) e formanda em criação e produção gráfica digital (design gráfico) e trabalho nas duas áreas, e AMBAS estão na mesma problemática! As pessoas não valorizam o seu trabalho, pq o "tio do primo do sobrinho" pode fazer um "loguinho" para sua empresa, e no caso da dança, procuram um lugar mais barato ou compram um DVD e são auto didatas! #complicado

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    2. É verdade Nanda, é exatamente isso que eu ouço, sem tirar nem por!

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  2. Vou falar pela experiência que tive. O que me afastou das aulas regulares, nas duas escolas em que estive, foi a impressão que algumas professoras (por favor, não estou generalizando), pra nos "prenderem" por mais tempo, dão uma segurada nas aulas, nos passos, e em certos momentos vc sente que não está progredindo, só pagando a mensalidade pra ver a mesma coisa todo dia. E verdade seja dita, que quando o objetivo não é profissionalização, repetição em excesso, professoras que colocam a técnica como algo difícil de ser alcançado, só desanimam... Conversando com outras ex-colegas que também saíram, os comentários foram os mesmos, ou em algum momento a professora começa a dar uma "segurada" ou fica tudo muito igual, falta estímulo pra continuar, principalmente pra quem não pretende se profissionalizar... Há pouco tempo comecei a fazer um curso bimestral com a Lulu e também aulas regulares com uma moça que não vive apenas de dar aulas, pra ela dar aulas também parece ser um hobby e não tive mais esse problema... Ela me parece mais tranquila e até mais disposta a avançar logo, a ver a gente aprendendo, toda aula tem alguma novidade e isso dá um ânimo bem maior.
    Works e cursos mensais, bimestrais, com as mais conhecidas, também acabam chamando naturalmente mais a atenção, exatamente por dar essa sensação de novidade, de muito conteúdo em pouco tempo que vc pode anotar e ir aprimorando depois.

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    1. Lana querida, você está certíssima. Isso acontece mesmo.

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  3. Adorei o post Verinha. Muito bem descritas as questões mais que relevantes quando trata-se da situação econômica na dança do ventre.
    Sempre que tenho uma aluna nova, e ela me pergunta o valor de roupas, acessórios, etc, falo que ela escolheu uma dança extremamente cara. Aliás, a cada dia que passa, mais e mais cara. Que se ela estiver disposta mesmo a se aprofundar e investir, o valor não será baixo.
    Eu (como mencionei no post que comentamos há pouco), tenho uma pequena academia e sofro na pele mensalmente essa questão do dinheiro. Quando resolvi trocar minha profissão pela dança, foi em uma época que ainda dava para ganhar um pouco de grana (embora nem de longe se comparasse ao que eu ganhava em minha outra profissão), e foi realmente por amor. Mas, ninguém vive só de amor. Precisamos nos manter. E é nessa hora que a coisa fica difícil. Tudo que vc citou está correto.
    O que mais me deixa fula da vida, são os profissionais despreparados, que desvalorizam a profissão, não cobram cachês, cobram mensalidades 50% menores do que o preço praticado na região em que atuam e empobrecem e desmerecem nosso trabalho.
    Essa questão dos festivais é outra. Nos últimos meses venho debatendo comigo mesma e tb com minhas alunas essa coisa de participar ou não. Houve uma época em que eu adorava ir assistir e posteriormente levar minhas alunas para dançar, mas mudei minha opinião. Acho que até por essa questão da dificuldade financeira dentro das escolas ou através de outros meios (festas, eventos, etc) o "mercado de festivais" cresceu absurdamente. E com isso, é claro, tb o nível de alguns ficou ruim. As inscrições estão absurdas, e sim, com essas alunas que não se mantém (normalmente ainda são mantidas por pais), e que adoram participar de festivais e se apresentar, o custo aos olhos dos responsáveis fica elevadíssimo. E quando o resultado final do festival é decepcionante ??? A frustração da aluna/bailarina, dos pais (que investiram) e minha, é claro, é imenso.
    Enfim, estou realmente "triando" os festivais que participamos, seja por qual motivo for (taxas de inscrições altas, nivel do festival, distância, etc), e assim vamos seguindo. Mas sinceramente, não tenho a menor idéia de onde ou até quando essa situação vai dar.
    Isso que vc mencionou da BASE é certo. Mas para que essa base esteja bem estruturada, voltamos ao centro da discussão que é grana e prioridades. Como professora e dona de academia, tenho despesas mensais relativamente grandes. Aluguel, condomínio, taxas, salário das professoras, etc, etc. Meus gastos e contas pessoais... e ainda os gastos e investimentos profissionais. Cursos e works estão cada vez mais caros (me sinto extremamente pobre, pq eu acho sim, caros. Não estou desmerecendo o trabalho de ninguém, estou dizendo que EU não ganho o suficiente para arcar com essas despesas). Os figurinos, etc.
    Então tenho sempre que criar um "malabarismo mensal" e uma lista de prioridades para tentar administrar tudo isso. Me manter atualizada e preparada, e orientar as meninas.
    Mas... não sei. É complicado. O mercado está SIM minguado de $$$$

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  4. Não sei dizer se o dinheiro está longe da DV... acho que ele está diluído devido ao aumento da concorrência. Conheço cada vez mais pessoas passando a viver de dança.

    As escolas talvez, sim, essas estejam com mais dificuldades para manter suas alunas e creio que os motivos vão além desses que você citou. A vida está cada vez mais cara e a dança sempre será cortada do orçamento. Ou as alunas estão em alguma fase difícil da vida (faculdade, filhos, etc) e não conseguem se organizar direito para irem às aulas ou estudar. Pode ser mais endêmico em SP, eu não vejo aqui no Rio essa questão de alto investimento em algum festival como motivo da desmotivação.

    Agora, concordo em número, gênero e grau sobre o aumento do número de festivais. Está em excesso e esse ano de 2013 foi o ano que levei um susto aqui no Rio com o número de cursos de formação e festivais inéditos. E não sei como o povo garante o retorno do financeiro porque os teatros e as bailarinas estão caríssimas. Tem público para tudo, sim. Mas o excesso de opção torna esse tipo de atividade cada vez mais banal, o que impede sim que a empolgação de dançar, de fazer aulas e o encantamento de tudo isso se perca. Fora os preços fora da realidade. Eu não ia realizar o meu evento esse ano por conta desse número excessivo de eventos; mas resolvi fazer por conta de uma proposta que eu recebi. Definitivamente, não é o possível dinheiro que eu vá ganhar com isso que me interessa, senão tô ferrada presa na expectativa...

    No meu evento só dançam bailarinas convidadas por mim e sempre tem gente perguntando sobre inscrição; ou seja, a impressão que eu tenho é de que as pessoas estão muito mais interessadas em dançar para colocar no youtube que estudar, seja por work ou aula regular ou mesmo apenas apreciar um show de dança.

    Quem tem ganhado com esse história toda são as bailarinas do momento, mais ninguém. Se você não é famosa, perde aluna pra aquela que tem selo da KK, afinal, só é competente quem é bonita e tem selo. Você é famosa mas se afastou um tempo para ter filho, corre o risco de não conseguir voltar pro mercado. Você é boa e é conhecida, mas não ganha aluna porque a bailarina do lado é mais bonita.

    Triste.

    Esse assunto é muito maior que imaginamos.

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    1. Hanna, isso realmente é assunto que rende.
      Penso como vc tb. E infelizmente é nossa triste realidade.

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  5. Verinha, tudo bem querida? Adorei o post, não tenho nada a considerar ou a acrescentar. Mas tenha certeza de que estás me trazendo reflexões valiosas.

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  6. Vera, infelizmente, enquanto houver bailarina que paga 120 reais por um concurso, haverá gente explorando! Além do mais, muito conteúdo de dança do ventre, seja em video ou em conteúdo escrito como seu blog - está na internet e, tem gente que compra dvd ou revistas
    O que tenho a impressão é que, tem muita gente burra na dança do ventre pedindo para ser explorada

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  7. oi Vera.. olha vou falar por mim..
    acho td muito caro!!! e cada vez aumenta mais! todos precisam de dinheiro pra viver? sim! mas a economia nao esta a mil maravilhas pro meio da danca fazer td o olho da cara!
    eu trabalho por conta.. impostos so aumentam, e valor do seguro tb.. temos q tirar cada vez mais de nossa comissao se quisermos manter os clientes... ve se alguem pensa em manter as alunas? naoo oferta é pra alunas novas.. fidelizar antigas? aaa naoo pra q.. afinal tem contrato com multa alta... e alias, muitos contratos de varias escolas sao abusivos! pq em nenhum negocio q vc paga parcelado, as regras e a multa beneficia unica e exlusivamente as escolas!!
    outra coisa... sim vendo tanta podridao q vi.. uma mafia perfeita... o q vou cortar qdo o orcamento apertar/ claro q a danca!! ate pq ja sei q dela, nao há nada o q esperar.. nem a esperança do sonho do começo q é algum dia poder ser uma boa professora... ja sei q nunca sera possivel, nunca terei espaco, nunca me darão nenhuma oportunidade... pelo menos em sampa nao!
    ficar sempre iludida de algo q nunca acontecera nao da!! ai claro, cortamos a danca! e td q seja ligado a ela...
    e o pior.. é um dinheiro q vc so depois de saber certas verdades, sabe q foi jogado no lixo!!! certos concursos por ex.. eu nunca mesmo participei, e nunca participarei... é triste saber o q ocorre! esse padrao ai.. entra quem é comercialmente viavel, so!!!! e ai quem nao sabe da realidade, gasta os tubos, anos e anos, e ainda se sente triste, acha q nao danca bem...
    Na boa.. foi triste e duro, mas agradeco por descobrir tanta podridao, assim nao dou mais meu suado dinheiro pros que nao ta nem ai pra arte!!! prum meio q exclui, q manipula... q vc é so uma conveniencia enquanto gera grana!!!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Olá Verinha!!!! Promessa é dívida!!!! Vim aqui comentar!!!! rssss...

    Adorei o seu post, a sua análise profunda de uma situação que está angustiando todas nós que vivemos da Dança e precisamos de um mercado profissional, justo, sério e competente.

    Puxa, e eu nem sei ao certo como comentar porque ando me questionando tanto a respeito do mercado da Dança do Ventre, pra onde ela está indo... e como manter nossos sonhos tão seriamente construídos...

    Eu acho que o número de eventos e de profissionais não é o problema, mas a falta de qualidade sim! Acho que tem lugar pra todos, público pra todos se o nosso trabalho não gerasse tanta antropofagia como a Cris Antoniadis brilhantemente coloca. E se em cada trabalho tivesse uma estrita preocupação com o público-alvo e com a qualidade do que está sendo ofertado.

    Muitas vezes a qualidade vai na contramão do tempo corrido. Leva-se tempo de amadurecimento e preparo. Precisa de responsabilidade e conhecimento para se tornar profissional da dança. Ao passo que o mundo quer tudo pra ontem, de forma rápida, sem conteúdo e descartável.

    Não sei como concluir, Verinha... e não sei onde tudo isso vai nos levar. Mas quero acreditar, e trabalhar muito na contramão de tudo que é nocivo pra nossa dança.

    Super beijo e parabéns pela provocação! ;-)

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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