02 abril 2013

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Qual o espaço da música na sua dança?

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Olá meninas!!!


Em tempo: Meninas que vão ao MP, deixem um recadinho na caixa de comentários!!! Vamos nos encontrar por lá!!!!

Desde o podcast "Sentimento, sensibilidade e emoção" com a equipe Sala de Dança e a convidada Nar el Hob,  venho tentando perceber nos vídeos em que assisto qual é o relacionamento da bailarina com a música, e tenho pensado e repensado o meu próprio relacionamento com a música árabe, e qual é o espaço dela na minha dança.

Parece meio óbvio não? Ora, a escolha da música é o primeiro degrau, é claro que, ao preparar uma apresentação escolhemos a música que de alguma forma nos toca.

Porém, uma vez escolhida a música, você pode estabelecer dois relacionamentos com ela: o antagonismo ou a parceria. Chamo de antagônica uma dança onde a bailarina enfrenta todas as batidas, flutuações, floreados, toda e qualquer variação rítmica ou melódica tem que ser transformada em movimento, reproduzida com o corpo. É a nossa realidade atual na dança, a demonstração de habilidade na leitura musical foi muito incorporada à essa cultura moderna de dança do ventre. A bailarina é o centro das atenções.

Eu gosto de uma leitura musical bem cheia, me encanta quando uma bailarina trabalha a música de tal forma que nenhuma batida ou flutuação passa desapercebida. Porém existe sim uma outra possibilidade de relacionamento com a música, que é a parceria, o "convidar" a música para se apresentar com você.

Às vezes dá vontade de assistir a uma apresentação onde a música e a dança foram reunidas para formar um cenário de encantamento. E, falando a verdade, 90% das apresentações acontecem com músicas que favoreçam o repertório de passos e habilidades da bailarina - o que é extremamente válido no sentido de melhorar a qualidade técnica da apresentação. Porém, pelo menos pra mim, é tão lindo, tão transformador quando a bailarina tem um momento de reverência à música, e consegue deixar a composição se destacar na apresentação. Demonstra, em primeiro lugar, o respeito e a reverência da bailarina pelo estilo, pelo compositor e pela canção.

Aliás, lembrando de mais um podcast das meninas do Sala de Dança, sobre a Dina, quando ela diz que ninguém consegue dançar Om Koulthoum como as egípcias, fico me perguntando se ela pensa isso porque as bailarinas estrangeiras não conseguem entender a profundidade da composição, ou se falta na dança das estrangeiras um respeito maior pela obra do compositor, permitindo que a música tenha o seu espaço de destaque na dança.


Dina e "Hayart Albi Maak" de Om Koulthoum - pura delicadeza na parceria. 


Não é tarefa fácil, requer conhecimento, repertório e uma boa dose de coragem. Digo "coragem", porque nem sempre aquela música que enche seu coração de amor lhe favorece, tecnicamente falando. Mas e aí? Vai deixar o bonde passar? Optar por aquela outra musiquinha, a que você tem certeza dos aplausos no final? NÃO, querida bailarina. Desafie-se, mas experimente um novo (e não pior) lugar - o segundo. Se a música fala tanto com você, faça com que seu corpo, seus movimentos façam um tributo a ela, ao invés de "enfrentá-la".

O resultado será de arrepiar.








As coreografias contemporâneas são minhas preferidas para observar a parceria bailarina - música.
Melanie Moore ARREBENTA as estruturas nessa coreografia.



E você, qual tem sido o seu relacionamento com a música???? Conta pra gente!!!



4 comentários:

  1. Vera, acho que vc ia adorar o work da Aida Bogomolova, pq ela insistiu tanto nesse ponto, do sentimento da musica!!!! Não acho que isso seja exclusividade das egipcias, mas realmente é algo que pouco se vê hj em dia!!!

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  2. Parabéns pelo blog e todo o conteúdo... Amei!

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  3. Oi, Vera

    Então, de maneira alguma, sentimento durante a música árabe é exclusiva das egípcias, mas entendo que para elas seja muito mais fácil expressar isso. Falta sentimento não só nas músicas de Oum Khoulsoum, mas em todas!

    Esse me parece um assunto meio chato hoje em dia porque todo mundo diz que o sentimento deve ser exaltado e bla-bla-bla, mas as mesmas pessoas continuam exaltando bailarinas famosas que, para mim, são apenas lindas e malabaristas. Então, acho esse assunto muito contraditório, por isso, não tenho mais paciência para discuti-lo.

    Você não aparece mais lá no meu blog.... snif.

    Beijocas

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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