20 setembro 2013

5

Os próximos eventos de São Paulo

Olá meninas!!!

Estamos entrando na temporada de um evento por final de semana, e a coisa fica uma LOUCURA!!!! Pra quem tem tempo ($$$) disponível, é uma excelente oportunidade de colocar toda aquela habilidade adquirida em sala de aula à prova, mas quem não tem tanto tempo ($$$) nas mãos acaba tendo que selecionar os eventos para participar.
Não é segredo pra ninguém minha visão sobre eventos de dança do ventre: eles devem trazer visibilidade e networking para a professora, auto estima para o grupo e conforto para os convidados. A combinação parece simples, porém, nem sempre é realidade nos eventos de São Paulo. Acabamos de passar pelo Festival Shimmie, que encontrou a fórmula "quase" ideal (eu moro em Osasco né gente, metrô Conceição é longe PACA), e hoje vou listar mais três eventos que recomendo muito, não só pelos fatores listados acima, mas porque conheço pessoalmente as organizadoras e sou testemunha do cuidado que têm com cada um dos participantes. Vamos a eles (em ordem cronológica):


Yalla Festival - 26 de Outubro
Local: Associação Aichi do Brasil (Liberdade)
Organizadora: Danna Gama




Este será meu 4o. Yalla Festival, e é um evento do qual eu gosto cada vez mais. Em primeiro lugar porque a Danna é uma das pessoas mais queridas que já conheci no meio da dança do ventre. Amo mais que biscoitinho Belvita. Como eu disse anteriormente, existe uma preocupação muito grande da organização com o feedback que será oferecido às participantes, e isso está claríssimo no quadro de jurados. Na edição 2013, eu ouso dizer que é uma das melhores "escalações" de jurados que vi em um evento.
Outro ponto positivo do evento é o clima de amizade que é mantido pela organização. Embora o evento seja, basicamente, composto por competições, a competitividade negativa não é alimentada. Todos os participantes se confraternizam, trocam experiências, enfim. É um ótimo evento para estreitar laços, conhecer gente bacana, dançar, se divertir e ainda ter um feedback sério de "gente grande" na dança do ventre de São Paulo.
Este ano ainda temos o "segundo round" que é um dia inteiro de workshops, 8 horas de estudo com os melhores. Se você quer um bom motivo para passar o final de semana em São Paulo, ta aí. Yalla Festival.


8o. Festival Ventremania - 03 de Novembro
Local: Auditório Alphaville
Organizadora: Ana Claudia Borges





Esse é meu evento preferido, kkkkkkkkk...  O Festival Ventremania é organizado pela minha prô Ana Claudia, e eu acompanho de pertinho cada escolha, cada convite, cada novidade para os participantes. É muito carinho, muito cuidado, e, na correria, quem participa do evento nem percebe. Neste ano a locação é um charme: o Auditório Alphaville. O teatro é incrível, um palco super bacana, e um ambiente para os convidados que a CARA DA RIQUEZA meu bem! Um deck super charmoso para confraternização, uma excelente estrutura para professoras, alunas e convidados. Recomendo muitíssimo, e convido a todas as leitoras do blog a participar do evento e me ver sem gramú e sem maquiagem carregando cadeiras, kkkk...


Divas Bellydance Brasil - 23 e 24 de Novembro
Local: Hotel Maksoud Plaza - São Paulo
Organizador: Produção Divas Bellydance Brasil


Quando eu vi a primeira divulgação deste evento, na hora eu pensei naquele gifzinho da norma: EU SOU RYCAAAAAAAAA!!!



Maksoud Plaza meu bem, um dos espaços mas RYCOHS de São Paulo, pela primeira vez utilizado para um evento de dança do ventre. Auto estima PURA, fala sério!

Além da locação rica, o time de professores dos workshops (que, acredito, também atuarão como jurados dos concursos) é excelente: Mahaila el Helwa, Ariella, Ana Claudia Borges, Hadara Nur, Nesrine, Priscila Samra, Kiania Lima, Mari Garavello e Faell Rabelo. É o primeiro evento da equipe de produção, mas acredito que eles querem começar com o pé direito: uma boa locação, boa divulgação, bom time de professores. Tem TUDO pra dar certo.

Se você é professora de São Paulo, ou mesmo de fora de São Paulo, e quer trazer suas alunas para um final de semana bacana na capital, essa é a melhor pedida! Vocês não irão se arrepender.

E depois, contem tudo pra gente, suas impressões sobre os eventos, os locais, tudo! Vamos adorar saber!!!

Beijossss!!




13 setembro 2013

6

Festival Nacional Shimmie - O show de Gala - Ritmos da Alma 2



Bailarina é um bicho bom para se adicionar superlativos, fala sério? É verdade. Todas as propagandas de shows que temos internet afora estão classificadas com a palavra "inesquecível". Para alguns eventos, isso se torna uma verdade: o impacto das apresentações reverbera em nossas almas por muito tempo. Em outros, os sentimento de euforia não dura nem 5 minutos.  O mestre Fernando Pessoa já dizia que: 

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” 

A segunda frase explica, exatamente, meu sentimento em relação ao show de gala do Festival Nacional Shimmie no domingo: momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. 

É certo que dançar no show de gala de um dos festivais mais aguardados do ano traz um peso diferente para a bailarina. Trata-se, nada mais, nada menos, do que uma grande vitrine, cuja exposição já começa quando a produção da revista divulga o elenco. Mais do que apenas dançar, é preciso impactar, transportar o público para as nuvens, que é o único caminho para aquele lugar do cérebro e do coração responsáveis por guardar o inesquecível. E as 15 apresentações da noite foram precisas neste quesito. 

Os 30 reais do ingresso não foram absolutamente NADA perto das sensações que poderiam ser experimentadas por lá. 

Vamos às apresentações:

Abertura: Aida Gamal e Pierre Saloum




O show começa com esse maravilhoso Rhythm ´n Blues de Big Bill Broonzy "Somebody´s got to go" (não é a versão original, mas é muito boa!), e Pierre Saloum fazendo pose de "bluzero" foi demais. Considero esta uma das fusões mais difíceis de adaptar para a dança oriental porque a estrutura do Rhythm ´n Blues é muito complexa, frases muito instáveis. No entanto, Aida Gamal foi muito bem na interpretação, aproveitou muito bem todas as nuances da música. Poderia ter sido um pouquinho mais energética pela versão escolhida, mas sua delicadez não tirou o brilho da música em nenhum momento. Excelente!

Grupo Adriana Amazonas



Vou transcrever a descrição do início da apresentação conforme está no youtube:

"No início da apresentação, os dois tecidos representam o encontro das águas (Rio Negro x Rio Solimões), uma das mais espetaculares atrações turísticas do Amazonas que acontece nas imediações da cidade de Manaus."

Achei a apresentação de uma leveza, e a bailarina de uma elegância sem fim. Quando começou o "batidão", Adriana mostrou serviço e o "poder do açaí". Muito linda.

Elaine Rollemberg



Se eu saísse do teatro nessa hora, ia demorar um tempão pra me recuperar da grandeza dessa apresentação. Eu fiquei de queixo caído, de verdade. Primeiro, James Brown, dispensa apresentações. O pai do rock, só para resumir (e eu como roqueira assumida e orgulhosa, não podia deixar de vibrar). A qualidade dos movimentos orientais, misturada ao funk americano e ao hip hop foi nitroglicerina pura. Os pequeninos acentos na hora do batidão, o molejo malandro, o carisma da bailarina, foi tudo perfeito. Sem dúvida uma das melhores apresentações da noite!


Rebeca Piñero




Rebeca Piñero trouxe uma versão de Louis Armstrong para a música "Only You" que eu não conhecia. Que delícia! Seu figurino de melindrosa e seus movimentos delicados fizeram um contraponto interessante com alguns passos característicos do tribal. E Rebeca é toda posuda, braços muito alongados, uma presença de palco ímpar. Gostei bastante. 

Cristina Antoniadis



Eu estou oficialmente apaixonada por essa música grega que Cristina dançou, e invejei vê-la cantar a letra em grego!  Não vou arriscar cometer uma gafe e errar dizendo que a segunda música era um Chiftitelli, mas eu acho que era, KKKK... Eu adoro ver a Cristina dançar. Ela traz para o palco um prazer e uma alegria que arrebatam o público, e que tem sido muito difícil de se ver ultimamente. Gosto mais ainda do trabalhar tranquilo de seus quadris, ela consegue misturar leveza com agilidade, é um troço esquisito mesmo, mas delicioso de se assistir!

Débora Valério



Se fosse outra bailarina que entrasse no palco com a música da Beyoncé e fizesse um mega redondão na hora da frase "I´m feeling sexy" ia parecer absurdamente forçado. Mas não com Débora Valério. Essa menina é uma explosão de sensualidade, e a bailarina perfeita para "segurar" a interpretação de Beyoncé. Sua comunicação com o público é incrível. E apesar da vibe "Stiletto" da apresentação, seus lentos foram perfeitos, várias soluções lentas com os braços anotadas para estudo. Amei!!!

Lunah Farah




O figurino da Lunah era de uma perfeição que, no camarim, eu nem olhava muito porque eu tinha medo que, sei lá, explodisse um strass, de tanto que invejei aquela roupa. Brincadeirinha. Lunah dançou o bolero de Mario Kirlis, que eu achei muito árabe (vixi, dei uma atravessada agora, mas vcs entenderam, vai!!) para a sequência de apresentações, mas ficou lindo também. Classe e fluidez são o nome dessa bailarina. Que limpeza de movimentos. Linda.

Linda Hathor



Eu sempre sou dura nas críticas com a Linda, mas sua apresentação no show foi a única que me arrancou lágrimas. A música certa, a bailarina certa, o figurino certo, o momento perfeito. Ela soube aproveitar cada momento da música, cada espaço do palco, cada tecido do seu figurino, dançou com a alma, arrebentou o coração no palco. E conseguiu transparecer esse sentimento para o público. Foi realmente uma grande apresentação de Linda. Paguei minha língua, ela é demais.

Rhazi Manat e Blaisson Farid


Tá escrito no manual da bailarina: quem escolhe Queen não erra jamais! Somebody to Love! Conheço os gostos musicais da Rhazi, e tenho certeza de que foi um prazer absurdo pra ela dançar essa música. E esse prazer foi visível em cada um de seus movimentos. O mais legal foi ver que nos momentos mais dramáticos da letra, seu corpo e seu rosto traduziam essa dramaticidade. E o final com Blaisson Farid foi perfeito, um gostinho da delicadeza da apresentação que arrebatou os corações em 2012, novamente em 2013. INCRÍVEL. 

Shirley Salihah




Um caminhão passou em cima de mim e eu não anotei a placa na hora da apresentação de Shirley Salihah. Achei que tinha pouco de dança do ventre na apresentação, mas quem se importa? Foi LINDO!! Que linha de braços e pernas tem essa bailarina! Sua coleção de giros perfeitos, sua beleza e sua interpretação vão me fazer lembrar "for a thousand years", certamente.

Aysha Almée e Marcio Mansur



Eu tive uma forte impressão de já ter visto essa apresentação! Mas não sei! Aysha é perfeita sempre, e combina muito bem com o Márcio em cena! Lindos.

Nesrine




Eu saí do palco direto pro camarim pra abraçar a bailarina que escolheu minha música preferida no mundo inteiro pra dançar! Quando começaram os primeiros segundos de "Segue o Seco" de Marisa Monte,  eu dei uma sacolejada tão grande na cadeira que chamou a atenção da galera. Eu cantava alto, gente, uma vergonha, tamanha euforia!!! Nesrine é uma rainha em cena, e mesmo a música sendo difícil, ela deu conta do recado com louvor! E o cacto do figurino deu o toque da apresentação, viva o nordeste!!!

Mahira Hasan



A Mahira é um negócio. Quando ela entra em cena, vc vê aquela loirisse, aquele penteado perfeito naquele cabelo loiro, o figurino vermelho INCRÍVEL, te acende uma inveja. Sou humana gente! Eu queria jogar uns tomates só pra me sentir mais bonita, KKKKK.. Brincadeira. Que LINDAAAAAAAAAAAAAA! Eu hein. Ela trouxe uma densidade pra apresentação que vc tinha a impressão de que ela ia atear fogo na chuva mesmo! Movimentos perfeitos, maravilhosa.

************* Se eu fosse embora agora, eu já ia feliz, realizada, impactada, revigorada. Mas o melhor veio realmente no FINAL.

Ariella



Toda a pressão tava em cima da Ariella gente! Ela é a atual capa da revista, e tinha que deixar sua marca. Pra arrebentar o coco escolheu Hallelujah de Leonard Cohen (na versão do Shrek), uma música que amo, que pra mim é uma oração. Meu, me arrepei inteira na hora. Aí na hora do primeiro Hallelujah ela faz a pose da Vitória da Samotrácia, em adoração. Gente, eu não consigo descrever o que foi. Na hora do "broken Hallelujah" (O amor não é uma marcha vitoriosa / É um frio e triste aleluia), ela cai no chão, faz aquela super pose. Uma interpretação IRREPREENSÍVEL. E quando vc acha que chorou tudo o que tinha que chorar, começam os primeiros acordes de Fortuna, da ópera Carmina Burana.

Deusulivre, que apresentação. QUE APRESENTAÇÃO!


Ana Claudia Borges - A evolução das danças




Todo mundo fala que eu sou muito tiete da minha prô, e é verdade. E somente ela para colar 13 músicas em 5 minutos de apresentação. Porque para a pessoa sair de uma coisa toda "Anjos e Demônios" (descrição da Dani) que foi a apresentação da Ariella, e começar com "Let´s do the twist", passar por Michael Jackson, Galinha Pintadinha, Macarena, Harlem Shake e terminar com Anitta, num show como esse, é preciso muita coragem e confiança na sua qualidade. Aninha ARRASOU!!!!!!!! Meu, a gente ficava ansioso pela próxima música, teve Kuduro, na hora do Psy eu tinha a impressão que o teatro inteiro ia dançar o Gangnam Style! Arrebatou todo mundo!

E fim!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ou o começo de um festival 2014 cheio de muito sucesso!

***

Eu PRECISO parabenizar a equipe da Shimmie pela iniciativa em realizar dois shows de gala com músicas não árabes, mas, principalmente pela escolha do elenco. Eu sei que rola um buxixo de que é uma panelinha, mas não tem nada disso. Para segurar a onda diante da proposta apresentada, elas tinham que conhecer muito bem o trabalho das bailarinas. Além de tudo existe o "padrão Shimmie" de qualidade, que foi absolutamente respeitado e enaltecido neste show.  E foi sucesso, foi incrível, pelo menos pra mim foi uma noite que me fez, assim, renovada.

Josi, Dani, Rhazi, Bridocs e demais meninas da Shimmie, já estou esperando ansiosa pelo ano que vem.

Se você não foi no show, se puder, assista mesmo a cada um dos vídeos deste post. Você não vai se arrepender, garanto.

E você, o que achou do show de gala do Festival Nacional Shimmie - Ritmos da Alma?






10 setembro 2013

12

Festival Nacional Shimmie 2013 - A day to remember




Olá meninas!!!

Não tem jeito: até a finalização do novo QG do Amar el Binnaz, eu ficarei longos períodos sem postar, mas é por uma boa causa, acreditem! #sonhandoacordada

Há algumas semanas atrás, em meio à correria que tem sido meu dia a dia, eu separei um tempinho para ir a um evento de dança do ventre em São Paulo, e não consigo esquecer da sensação de impotência que tomou conta de mim face à tendência dos eventos de dança. Nós, amantes da dança, pensamos em um evento com o máximo de amor possível, pois dedicamos o nosso melhor, muitas horas de ensaio, preparação, figurino, maquiagem, enfim... Mas os eventos, em sua maioria, têm o objetivo do LUCRO, o que, nem sempre, significa satisfação total (depois procure pela matéria da Revista Exame "O que seu cliente pensa de você", dá claramente para perceber a distância absurda que existe entre o desejo do cliente e a necessidade de lucro). 

É exatamente nesse ponto que o Festival Nacional Shimmie - Edição São Paulo se diferenciou dos demais. "Amor" é o sentimento que define tamanha qualidade, que vai desde a escolha da locação para o evento até os aplausos finais do show de gala. Fiquei muito feliz de ver, em 2013, o reconhecimento do público de São Paulo para o Festival Nacional Shimmie: no domingo o teatro ficou lotado o dia todo, em contraponto ao que aconteceu em 2012, quando várias cadeiras assistiram solitárias às belíssimas apresentações que aconteceram, uma judiação. 


Percebi já algum tempo que a "bailarina" e a "blogueira" não podem andar juntas, porque para colher impressões de todas as apresentações não dá para perder tempo na coxia. Assim sendo, levei a "bailarina" para o evento, não sou boba nem nada de não aproveitar para dançar no cenário mágico que é o Teatro Cleide Yáconis

Quero acreditar que o sentimento da maioria das professoras é levar seu grupo de alunas para eventos que possam aumentar a autoestima das alunas enquanto amantes da dança. Um palco bacana, uma boa estrutura para receber os convidados, uma boa programação de apresentações (alô organizadoras de eventos SP afora: isso é uma DIRETA), tudo forma um conjunto que serve para motivar as escolas a enviarem seus grupos para um evento. Diante do exposto, é impossível não pensar no Teatro Cleide Yáconis como o cenário perfeito para a apresentação de suas alunas: sofisticação, glamour, muito espaço, ventilação, proximidade com o metrô: we can have it all!

E pude observar, de fato, que as escolas entenderam esse recado e enviaram seus melhores grupos para as apresentações de domingo: o nível da mostra estava altíssimo (ó a modéstia: dancei lá, derrubei a espada, fiz a egípcia e ainda me diverti! Uhuuuuuu). Brincadeiras à parte, mas apresentações lindíssimas como "A morte do cisne", interpretada pelas alunas de Chrystal Kasbah, aconteceram por lá:



Outro ponto alto do domingo foi a apresentação do ATS das alunas de Rebeca Pinheiro, inclusive, homenageadas com o troféu "Grupo de Ouro 2013", tamanha foi a comoção causada por elas com sua performance.




Aliás, preciso comentar sobre a ordem das apresentações no domingo, que achei excelente:


Primeiro o horário: o início a partir das 13 horas - permite às bailarinas uma "possibilidade" de se alimentar direito antes das apresentações, mas preserva, principalmente, o convidado dessa bailarina, que não está muito afim de ficar longas horas sem se alimentar, e nem o motiva a sair para comer e não voltar para o teatro depois. Acredito que essa sacada foi o pulo do gato para manter o teatro lotado o dia todo. 

A entrega das premiações foi finalizada às 18:30, sem prejuízo para o show de gala. Perfeito. 

Em relação aos concursos, só tenho uma coisa a dizer: O BICHO PEGOU SERIAMENTE. Nóssinhora. Grupos de altíssimo nível, que deixaram os jurados com a missão ingrata de despontuar no detalhe. E quando isso acontece meu parceiro, é IMPOSSÍVEL que não aconteçam algumas pequenas injustiças. 

Vamos aos vencedores:

Grupo Folclórico 1o. Lugar: Tárik Troupe de Danças Folclóricas Árabes


Grupo Moderno 1o. Lugar: Cia. Aluaha

EU PRECISO COMENTAR que achei HORROROSO não ter ninguém do grupo para receber o troféu no encerramento da premiação. 

Essa foi a categoria que me causou uma pontinha de desapontamento. 

Eu fiquei esperando ansiosa pela nova "invenção" de Karina Galasso, que está se consolidando na posição de uma das maiores coreógrafas de dança do ventre em São Paulo, mas assisti, novamente, à coreografia "Brincadeira de Criança" que foi ao MP e ao Eventre. A qualidade técnica é indiscutível, não vou discutir a premiação de 3o. lugar,  mas eu queria muito ver algo diferente!

Minha outra decepção foi o 5o. lugar do grupo da minha escola, que ralou pra cacete, mas foi despontuado sob a alegação de que a coreografia era "clássica demais". Fico pensando se a coreografia era clássica demais mesmo, ou se os jurados esperam ver uma "fusão" com outras danças como jazz, por exemplo, ao invés de uma apresentação moderna de dança do ventre. Porque se os jurados estão esperando ver uma fusão com movimentos de outras danças, quem deveria mudar de categoria mesmo?




Minha última decepção foi com um grupo que vi na saída, cujo comportamento das meninas achei INACEITÁVEL. A frase que me deixou mais de cabelo em pé foi: "Agora a gente vai lá, sobe no palco e grita: CHUPAAAAAA xxxxxxxxxxxxxxxx" sendo que o "X" é um outro grupo, também premiado por sinal. Fiquei me perguntando quem alimenta esse tipo de competição negativa, se é a professora, ou se é algum membro do grupo. Que sirva de exemplo do que NÃO se deve fazer, principalmente com um troféu na mão. 


Solo Clássico 1o. Lugar: Vitória

Eu esqueci o nome e não tem vídeo na internet, mas o nome dessa menina é examente a dança dela: VITÓRIA retumbante e incontestável. Deusulivre, dançou muito. Se alguém tiver o link da dança, POR FAVOR, deixe na caixa de comentários.

Mas o que me deixou feliz mesmo foi ver, mais uma vez, a habiba Letícia Alves, da minha escola, faturando o 2o. lugar. Assistam um trechinho da apresentação dela:

https://www.facebook.com/photo.php?v=573047746076941&set=vb.100001151626773&type=2&theater


Por hoje é só. Amanhã falarei do que realmente me arrebatou para as nuvens: o show de gala. Fiquem ligados.

E você, o que achou do Festival Shimmie 2013??? Conta pra gente!!!




30 julho 2013

1

A falta da dança e a espera da borboleta...

Olá meninas!!!

Saudades de todas, sempre!

O sumiço? Acreditem, a culpa é da borboleta!

Outro dia, me preparando para sair em um sábado ensolarado (estou em São Paulo, então: faz tempo!), e percebi que na porta de casa havia um casulo de borboleta pendurado. 

Eu sou abençoada em ter um jardim em casa com uma mangueira enorme, uma primavera carregada de flores, várias plantinhas, enfim. E fiquei pensando na situação da lagarta, ali, pendurada e imóvel, esperando o momento certo de virar borboleta, sendo obrigada a olhar toda aquela beleza, sem poder fazer parte dela. Pelo menos naquele momento. 



Essa é a parte pessimista da coisa: pensar na espera interminável.

Por outro lado, durante o tempo em que está imóvel, a lagarta poderia planejar cada instante do seu vôo de borboleta. Ela poderia pousar nas flores que ficam próximas ao chão, enquanto suas asas ainda estão meio úmidas, subir pela primavera se amparando nos galhos à medida que suas asas se tornam menos pesadas, e então, quando o vôo já não for uma dificuldade, ela poderia sentir o aroma delicioso da flor de guaco que está no alto da copa da árvore. E então tomar outro rumo, ou ficar no jardim, experimentar da liberdade que essa nova vida traz. Que beleza!


Foi pensando nisso que decidi, depois de 9 anos de estudos, tirar um mês de férias da dança, e ficar como a lagarta, contabilizando os dias que já se passaram e planejando os próximos. Eu nunca havia feito isso antes, mesmo nos meses de férias, sempre passei estudando algo diferente, ou assistindo a vídeos, ouvindo músicas,  qualquer coisa. Nos últimos 9 anos posso dizer sem medo de errar que a dança do ventre esteve presente em TODOS OS DIAS da minha vida, sem exceção. 

O objetivo de tirar um mês de férias é, também, observar qual a importância da dança em minha vida, se estou tratando-a com o amor e respeito que ela merece, ou se nosso relacionamento é uma paixão obsessiva, que não dá frutos nem traz benefício à vida de ninguém - como comentei no post anterior. É claro que fiquei ansiosa em alguns momentos, às vezes me senti como uma desertora. Várias coisas acontecendo, e eu à margem. Nada de facebook, nada de instagram, nada de youtube. Jejum absoluto. 

Como foi importante esse período de recolhimento. 

Já parou para pensar que seu corpo só sente falta de algo, e só reconhece sua importância, quando é privado daquilo?  Quando sente falta? Estou começando a amadurecer a idéia de que nosso grande erro em nosso relacionamento com a dança do ventre é, justamente, deixá-la ocupar todos os espaços em nosso tempo. E nesse transbordar acabamos por nos sentir sufocadas, exigidas, vampirizadas. Tem que estudar, tem que ensaiar, tem que comprar, tem que maquiar, tem que bordar, tem que pechinchar, tem que assimilar, tem que assistir, tem que aplaudir, tem que agendar, tem que aprimorar, tem que, tem que, tem que.... 

E daí, quem acaba passando é a vida, e acabamos nos ressentindo com a dança, sem raciocinar que é a nossa inabilidade de organizar nossas prioridades de forma mais assertiva que está nos roubando o prazer

Lembre-se que o tempo reservado a você mesma é o melhor investimento que se pode fazer. E, por mais que você ame a dança, você tem outras áreas de sua vida que precisam de carinho, atenção, tanto quanto a dança. 

Neste mês de férias fiquei em casa fazendo tricot (váaarias mantinhas, adoro), curtindo o marido, os sobrinhos, jogando Guitar Hero, assistindo Prison Break (novo vício), estudando maquiagem (dessa vez com um foco, digamos, mais "acadêmico"), fazendo um monte de coisas que nada tem a ver com dança. E pude atestar como a dança do ventre faz falta na minha vida. O quanto eu amo essa arte. O quanto eu quero ver essa arte crescer no mundo, e poder fazer parte desse mover. É demais. 



Eu amo a dança do ventre com todas as forças do meu ser. Estou de baterias recarregadas! Posso voar alto e longe. 

E você? Já teve uma experiência de afastamento? Que lições tirou dela? Conta pra gente!!! 


25 junho 2013

9

Professora de dança do ventre? Já????


Quem acompanha o blog a bastante tempo, sabe que frequentei uma igreja evangélica por mais de 10 anos. Quando eu tinha 15 anos, estudava a Bíblia PRA CARAMBA MESMO, lia tudo o que passava na minha frente, sempre respondia tudo primeiro, então, eu estava plenamente convencida de que poderia assumir uma liderança na igreja, ou dar aulas na escola dominical, ou, pelo menos, ser líder do louvor. Qualquer posição de destaque. Eu me sentia pronta e preparada, e queria que todos na igreja me enxergassem da mesma forma que eu me enxergava. Então, eu fui conversar com um seminarista que trabalhava na minha igreja naquela época, e ele, com toda a paciência do mundo "me colocou no meu lugar", me explicou que eu era muito jovem, que assumir uma posição de liderança diante da igreja não tinha nenhum glamour, pelo contrário. Era uma honra grande, mas um fardo também, porque eu teria que dar exemplo, ter uma vida de santidade, e que minha motivação estava completamente errada.



Antes que o preconceito contra os evangélicos grite dentro do seu peito e você feche a página, quero explicar que essa é uma história da minha vida que vou usar para exemplificar o assunto que quero abordar hoje. Nada de discutir religião, OK????

Se tem um assunto que já foi largamente discutido na bellynet foi, justamente, sobre a diferença de uma bailarina amadora de uma bailarina profissional, o que diferencia uma categoria da outra, qual a importância do rótulo para ambos os lados, e quais as possíveis consequências de se "cruzar a linha" antes da hora. 


Lulu Brasil aborda o assunto de uma forma muito feliz, e do alto de seus 30 anos de carreira nos dá uma verdadeira aula. Leitura absolutamente obrigatória:


Deixando o lado performático do bailarino de lado, uma curiosidade genuína que tenho, é o que motiva alguém a almejar ser professor de dança. Mais ainda, o que motiva alguém a decidir que a partir de determinado momento ela está apta a mudar de lado e partilhar conhecimento, ao invés de absorvê-lo. 

Observando o cenário de Osasco, por exemplo, percebo que a motivação para o ensino parte, quase que única e exclusivamente, do desejo de validar o momento da transição do rótulo. Se ontem eu era uma aluna, bailarina amadora, "aspirante", hoje, ao ensinar qualquer pessoa a fazer um básico egípcio, eu me torno profissional, professora de dança do ventre, coreógrafa. A coisa acontece tão rápido, que não dá nem tempo dessa nova "professora" (e leia-se dessa forma mesmo - professora entre aspas) refletir sobre suas novas responsabilidades enquanto facilitadora da dança, educadora e coach. 

Aliás, um fenômeno que acontece na dança do ventre é que essas preocupações, tão sérias, tão pesadas, ao invés de "atormentar" o profissional (ou aspirante a) de uma forma positiva, para que ele busque conhecimento, experiência, novas formas de ensino e didática, o afastam de suas verdadeiras responsabilidades enquanto educador. E, a partir daí, outras coisas mais fúteis e efêmeras como figurinos, ensaios fotográficos e concursos assumem o lugar prioritário. 

Daí você me pergunta: o que está faltando? Está faltando a figura do seminarista para explicar que:

Assumir uma sala de aula de dança do ventre não tem nenhum glamour, pelo contrário. 


Ao trocar de lugar com a professora, é necessário desviar o olhar da sua imagem para focar no outro - e isso demanda um desprendimento com o qual não estamos acostumadas. Daqui para a frente, além de transmitir o conhecimento, você terá que ter sensibilidade suficiente para entender as necessidades do outro, de cada aluna individualmente, a forma que cada aluna tem de receber e decodificar a informação que você está passando, para que todas cheguem a um resultado comum: a execução perfeita do movimento. 

De semelhante modo, você terá que lidar com as pequenas frustrações que acontecem em sala de aula a cada tentativa de executar o movimento sem sucesso, e transformá-las em motivação e incentivo. Mesmo depois de tentar mil formas diferentes de didática do movimento para facilitar a execução da aluna. Mesmo depois da 65426685236852365523635423 tentativa. 

Por fim, a parte nada glamourosa de preparar as aulas, selecionar músicas, gravar CDs, realizar avaliações constantes de desempenho de cada aluna, e mantê-las organizadas de forma que possam ser utilizadas para desenvolvimento de aulas que realmente venham a atender às necessidades da turma, mas também falem individualmente a cada aluna. 

Isso tudo sem falar no seu desenvolvimento pessoal como bailarina, que deverá "tomar esteróides" a partir do momento em que você admite para si o rótulo de professora de dança do ventre. Pense naquele grupo super fraquinho que você assistiu em um festival, e alguém comentou com você "aquela do meio é a professora", e você, automaticamente, pensou "nossa, ela dança assim, e se acha professora?"  Inverta esse pensamento: você não vai querer que os familiares de suas alunas, ou suas alunas, ou suas companheiras de mercado pensem assim de você, certo? Então, rabo de cavalo, legging, blusinha, e vamos conseguir mais algumas bolhas no pé. Yalla!


É uma honra grande, mas um fardo também, porque você terá que dar exemplo. 


Não há absolutamente nada neste mundo que substitua a sensação de satisfação que enche o peito de uma professora quando ela observa uma aluna "vencer" o movimento, vencer a limitação corporal. É absolutamente mágico. Não consigo descrever em palavras, e, acredito que qualquer pessoa que ame a dança do ventre como eu amo, pode ser professora a trocentos anos, ter trocentas alunas, e ainda assim se sentirá tocada neste momento. 

Quando eu digo que é um "fardo" não pense no sentido perjorativo da palavra. Mas a carga que recai sobre a "verdadeira educadora"  de dança não é leve. Todos os itens citados no tópico anterior demandam uma coisa primordial: investimento de TEMPO. 

Minha gerente costuma dizer que ela tem muito de tudo, mas tem tempo de menos. Essa é a nossa realidade: nós temos tempo de menos. No entanto, quando você escolhe ser professora de dança, esse pouco tempo que você tem acaba sendo direcionado para o estudo, para a preparação de aulas, para a organização de sua rotina enquanto professora. É inevitável que a dança se "espalhe" em sua rotina, mesmo que você exerça outra atividade (como é o caso de muitas professoras), e é preciso muito jogo de cintura para não preterir atividades importantes do seu dia a dia, como dar atenção para sua mãe, ou estar com o marido, ou brincar com o filho... Eu JURO que não estou exagerando, é o que de fato acontece. 

Sua motivação pode estar completamente errada. 



Se você perguntar a si mesma por que quer ser professora de dança do ventre, e a resposta demorar mais do que 2 segundos para surgir em seu coração, creio que você deve fazer uma releitura de todos os motivos que a levaram à conclusão de que estaria preparada para ser professora.

Porque não é simples.

Não é "" uma etapa para se profissionalizar.

Não faz parte de um processo desestruturado, onde a docência pode anteceder a formação.

No mundo secular, se você quer ser professora, você precisa de uma formação em pedagogia para poder alfabetizar uma criança (ou seja, ensinar o BÁSICO), e para ensinar o intermediário você precisa de uma formação específica com licenciatura. Ou seja, para ensinar o básico, você precisa de 9 anos de estruturação, mais 3 anos de ensino médio, mais dois anos de graduação. 14 anos de estudo.

Se você for convidado HOJE no seu trabalho para dar uma palestra sobre qualquer assunto que domine, tenho certeza que irá tremer nas bases, mesmo executando o trabalho a anos - é muita responsabilidade transmitir conhecimento.

Por que, então, é possível se sentir motivada a trocar de lugar com a professora de dança do ventre ainda no processo de formação? Para adicionar um título de "bailarina, professora e coreógrafa" em seu currículo? Somente para isso? Ou porque você está apaixonada pela dança de tal forma que não consegue conter tanta paixão dentro de si: quer espalhar a "virtude da dança pelos confins da terra"?

Cuidado. É preciso amadurecer até o sentimento pela dança, para que, de paixão, que só devasta e destrói, ele se transforme em amor:

"O amor é sofredor, é benigno;
o amor não é invejoso; 
o amor não trata com leviandade, 
não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, 
não busca os seus interesses, 
não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça,
mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".
1 Coríntios 13:4-7

Que todas encontremos esse amor tão longânimo pela dança, que "tudo sofre, tudo crê, tudo ESPERA, tudo suporta".

Beijos e boa semana de MOSAICO BRASIL EGITO para todas!!!

Gostou? Não gostou? Concorda? Discorda? Fala pra mim guriaaaaaaaaaaaaa!!!



17 junho 2013

5

E-Ventre 2013: um novo formato de eventos em São Paulo?

Olá meninas!!

Dia agitadíssimo de protestos em São Paulo e nas grandes capitais do Brasil. Que orgulho ver o brasileiro trocar o status de "deitado eternamente em berço esplêndido" para "verás que um filho teu não foge à luta". Um dia para nos lembrarmos eternamente.


Vamos falar de E-Ventre 2013?

Pois é, o E-Ventre 2013, realizado em 09/06 em São Paulo vestiu a camisa do inovador, e trouxe algumas mudanças na programação que, uma vez implementadas em outros eventos, prometem agitar a cena de eventos para Dança do Ventre em São Paulo

O evento, organizado por Deborah Macedo, vêm crescendo absurdamente nos últimos anos, atraindo grupos de São Paulo, Grande São Paulo, Interior e, inclusive, outros estados. É um evento leve, de ambiente amigável, e, embora suas competições venham se tornando acirradas nos últimos anos, a animosidade competitiva ainda não chega a incomodar nos corredores do evento. Na minha opinião, é o evento perfeito para encontrar as amigas, assistir boas apresentações, rir à beça, renovar os votos com a dança. 

Deborah Macedo - Organizadora do E-Ventre

Carol Koga e Nanda Salíma - "a mafiosa"

Joelma Brasil e Nanda Salíma

Cristina Antoniadis - Sou fã!

Acompanhem os melhores momentos do evento no vídeo abaixo:


Mostras não competitivas:

Infelizmente não consegui assistir nada das mostras não competitivas, uma vez que tive que acompanhar o processo de votação e apuração dos votos, como o intervalo entre as competições era de meia hora, e o evento estava sem atrasos, ficarei devendo. Porém, pela quantidade de aplausos, tenho certeza de que o nível estava bom. 

Competições:

O objeto do desejo das competidoras, confeccionado por Luanda Bianco


Antes de falar das inovações - que foram decisivas no processo avaliativo do E-Ventre, falaremos um pouquinho da qualidade das apresentações. 

Eu gosto muito da preparação das escolas para o E-Ventre, acredito que, pelo porte que o evento está adquirindo no cenário de dança do ventre em São Paulo, as professoras estão caprichando no quesito criatividade. A coreografia vencedora da categoria dupla teve como tema "Amizade". Sinceramente falando, havia outras duplas com mais qualidade técnica. Porém as meninas desempenharam super bem o tema da coreografia, a apresentação foi empolgante, emocionante. Eu simplesmente amei! Uma pena que o vídeo não faz justiça ao "clima" que se instaurou no evento!

Karine Nawaar e Lilith - Professora: Ledah Bernardi




A coreografia vencedora da categoria "Grupo Moderno / Fusão" levantou a galera DE VERDADE no E-Ventre: "Brincadeira de Criança" do Studio K. Foi a única coreografia de todo o evento que motivou muitas pessoas aleatórias no evento a levantarem de seus lugares e votarem para que a coreografia fosse a vencedora. Também pudera: é uma teatralização da dança para uma brincadeira de criança, porém com qualidade, sem ser caricata, e sem perder em nível técnico. Karina Galasso simplesmente ARREBENTOU. Merecidíssimo título. 

Atenção escolas: quem quiser levar o caneco do Festival Shimmie, terá que suar muito a camisa para bater essas meninas!




Fiquei bastante impressionada com as meninas do Núcleo Belly de Patrícia Saldanha, muita qualidade no Grupo Clássico, achei muito inteligente o "ton sur ton" no tecido das saias, gostei das trocas, dos desenhos, e da qualidade individual das bailarinas. Merecido título. Só um adendo: essa coreografia participou também do Mercado Persa, com 14 integrantes no palco, e, mesmo com toda essa qualidade, não levou pódio. Moral da história: às vezes é motivar seu grupo para participar de um evento menor, que não leva em conta o "peso da faixa", com reais chances de ganhar o primeiro lugar, do que participar de um mega evento, onde o nome da escola e da professora vem antes da qualidade da coreografia. 




Finalmente, quero falar do Concurso Solo Profissional. Nesta categoria, o E-Ventre é meu concurso preferido por conta do sistema de avaliação, que divulga com antecedência uma lista de músicas, e a organização faz o sorteio no momento da apresentação. É certo que a quantidade de vagas no E-Ventre não é "elástica" como em outros eventos, e quem deixa para a última hora fica de fora MESMO: a Deborah não flexibiliza. Mas fiquei triste de ver que várias "figuronas" do concurso Star do MP não se animaram a participar do E-Ventre: eu queria ver o bicho pegando no profissional. 

Por outro lado, é muito bacana ver a premiação de muito estudo: é certo que as vencedoras se MATARAM de estudar todas as músicas do CD - as apresentações pareciam coreografadas de tão perfeitas, e não discordo uma vírgula do pódio. Lili Hannah el Havanery foi absolutamente PERFEITA no palco, segura, fluida, leitura musical rica e irrepreensível, e levantou o público. Pesquisando vídeos no youtube, vi que ela já participou do concurso em 2010 e ficou em terceiro lugar. Muito bacana esse "repeteco com título", porque me parece que ela levou a ficha pra casa, corrigiu os apontamentos, e voltou 3 anos depois com a lição de casa feitinha para ABALAR tudo. Merecido título.




Inovações:

Até que enfim!!! Século 21 e somente em 2013 temos um evento que baniu as fichinhas de papel nas avaliações!!!



Cada categoria era julgada por 3 juradas, que tinham à sua disposição notebooks onde, através de um programa especialmente desenvolvido pela organização do evento, era possível atribuir notas a cada competidor e fazer comentários sobre a apresentação (alô Deborah, demorô de você patentear e vender para outros eventos hein???). A cada categoria, o programa disponibilizava uma lista com os nomes dos competidores, e ao clicar no nome do competidor uma planilha de avaliação se abria. A organização, por sua vez, anunciava claramente o nome do competidor para que não houvesse erros na seleção por parte das juradas. Eu achei fantástico, inclusive, alguns jurados conferiam as notas avaliadas em seu iPad, um show de tecnologia. 

Por outro lado, achei que algumas juradas ficaram um pouco mais concentradas em digitar os comentários do que em assistir às apresentações. A foto acima, por exemplo, foi tirada durante uma apresentação, e TODAS as juradas estão olhando para o computador. Isso eu, pessoalmente, achei ruim. Mas acredito que faz parte da inovação, é preciso adaptação, e as competidoras que são leitoras do blog podem colocar na caixa de comentários se a avaliação foi pertinente. 

Votação:

Eis aqui o assunto mais polêmico do E-Ventre 2013: a votação popular.

Como funcionou: do lado de fora do salão havia um computador que funcionava como urna eletrônica, operado por mim (exceto na categoria profissional, que acompanhei do começo ao final, e não dava tempo de operar a urna), e qualquer pessoa presente no evento - participantes e convidados - desde que devidamente identificados, poderiam votar.




Essa foi uma inovação muito interessante, em primeiro lugar, pela tentativa de dar voz ao público presente no evento (e essa era uma preocupação genuína da Deborah, que a todo momento vinha tomar o feedback da votação, tanto meu quanto do público presente no evento). Em segundo lugar, porque trouxe uma dinâmica nova ao evento: o público levanta, sai pra votar, se movimenta, conversa, enfim. Não fica aquela coisa massante e agoniante para o convidado, que tem que ficar horas e horas sentado, aguardando o final das apresentações ou a divulgação das premiações. Acreditem: muda, completamente, o humor do evento. Eu fiz a última apresentação do evento, e a galera ainda estava animada, feliz! É realmente um fato inédito, e quem se apresenta ao final dos eventos sabe do que estou falando. 

Uma coisa que é importante de todas saberem, é que a votação popular alterou o resultado apenas da categoria dupla. Nas demais categorias, a opinião do público bateu certinho com a opinião dos jurados. O que derruba a máxima de que "quem leva mais convidados tem mais chances de ganhar". É, apenas, um quesito a mais. 

O que eu achei?

Achei MUITO VÁLIDO. Meu único senão foi que o programador colocou intermináveis 8 segundos de intervalo entre um voto e outro, de resto, pra mim foi perfeito. Observei algumas pessoas insatisfeitas com o resultado final, achando que a votação alterou o contexto da votação, mas isso não aconteceu, de verdade. Mesmo que a votação alterasse o resultado final em todas as categorias, eu, ainda assim, acharia válido, porque acredito que o público presente nos eventos merece essa voz, essa homenagem. Se sentir "útil" para a bailarina / grupo que o convidou e não somente ficar sentado sem participar em nada do evento. 

Considerações Finais:

Só elogios para o E-Ventre 2013 - resultados justíssimos, ambiente agradável, inovações e um desejo genuíno de mudar a realidade dos eventos em São Paulo. Parabéns à Deborah, que teve coragem de "bancar" as inovações (e agora tá tomando a "porrada" que segue, mas ela é brasileira e não desiste nunca), e, com certeza, irá colher frutos positivos dessa seara. 

E, como alguns puderam assistir, virei vidraça no E-Ventre, depois de muitos anos, dancei solo em um evento, mas dessa vez de uma forma tranquila, apenas como convidada. 




O que acharam?

Contem pra gente suas impressões sobre as inovações do E-Ventre, estou louca para saber de tudo.

Grande beijo!!!


12 junho 2013

13

Economicamente falando, onde está a Dança do Ventre?

Olá meninas!!!

Fim de semana agitado com um super evento, o E-Ventre 2013, do qual falaremos mais adiante essa semana. Posso adiantar só uma coisa: o evento foi BAPHOOOO BEECHAAA!!!

Conversando com minhas amigas Jussara e Joelma Brasil no E-Ventre, refletíamos um pouco acerca da situação econômica da dança do ventre em São Paulo atualmente, quem consome produtos de dança, qual a situação de professoras e aulas, e o que a dança agrega, efetivamente, à economia de um modo geral.

Papo de maluco?



Pode ser. Mas tenha certeza de uma coisa: é papo de maluco forrado de strass. Mesmo que ele não saiba nem fazer um shimmie direito.

Minha impressão enquanto consumidora é que, quando o acesso à informação era mais difícil, existia um encantamento muito maior em relação à dança do ventre. E, consequentemente, muitas mulheres eram levadas à sala de aula muito mais pela curiosidade do que pela necessidade de elevação da auto-estima, por exemplo.  

Existia um senso comum que ditava a dança do ventre como uma manifestação artística democrática, indicada, inclusive, como complemento terapêutico por endocrinologistas e psicólogos. Esse diferencial, embora intangível, elevava a dança a um patamar quase essencial, e os produtos do mercado de dança eram como uma extensão desse bem estar, e, portanto, igualmente necessários.


O público-alvo das aulas de dança era, quase que predominantemente, de mulheres economicamente estáveis, donas de renda própria, ou participante ativa de um orçamento doméstico, que poderia "arcar" com as despesas extras da dança: compra de acessórios, figurinos, inscrições para festivais, baladas árabes.  Novamente, esta é uma impressão que eu, Verinha, tenho do que acontecia alguns anos atrás no cenário econômico da dança. 

A coisa mudou e MUITO economicamente falando no cenário da dança, mas alguns fenômenos são bem engraçados. 

Tivemos a era Clone, que acredito ter sido a "era de ouro" ($$$$$$) da dança do ventre no Brasil. Ganhou muito dinheiro quem estava disposto a isto, em todos os segmentos, proliferavam escolas de dança pra todos os lados, muitas mulheres largaram profissões bem sucedidas para viver de dança porque a demanda era realmente grande. 

E o pós Clone foi marcado pela massificação das informações através da internet. A dança atingiu todos os tipos de público, os segmentos ligados à dança (confecção e importação de acessórios e figurinos, festivais, eventos, escolas) cresceram, quase que desordenadamente, e surge uma nova geração de bailarinas, cada vez mais técnicas e profissionais, que busca elevar a dança do ventre a um patamar de entretenimento de massas.

Absolutamente natural e orgânico. 

Porém, a dança do ventre foi "assaltada" por uma leva de pseudo profissionais na era pós clone, que precisava se sustentar depois que a novela terminou e as escolas esvaziaram. E, no afã de se manter ativas no mercado, acabaram por atacar o cenário econômico da dança, nivelando por baixo o custo e a qualidade do serviço. Dá-lhe cachê barato e aula barata. Apresentações de qualidade questionável que espantaram os contratantes "de grosso calibre" e baladas árabes caidinhas. 

Outro "fenômeno" é a adesão de mulheres cada vez mais jovens à dança do ventre. É uma população que não é ativa economicamente, suas decisões de consumo dependem de uma segunda ou terceira opinião. Profissionalmente falando isso é ótimo - são aspirantes à bailarina que terão um contato muito maior com a dança tanto em relação à tempo quanto em relação à dedicação, e quando profissionalizadas possuem uma qualidade absurda se comparadas às mulheres que conheceram a dança tardiamente. No entanto, essas jovens nem sempre conseguem motivar a parte economicamente ativa do orçamento a investir continuadamente em aulas e produtos de dança - a dança do ventre se torna a parte frágil do orçamento que é cortada instantaneamente nos momentos de crise. 



Outra questão delicada é a ausência de orientação para a aluna sobre a forma de consumo da dança. A aluna conhece o "fabuloso mundo do strass" e passa, então, a querer participar de tudo que se relacione à dança - aulas, shows, workshops, eventos, baladas... A contaminação do orçamento doméstico pela dança determina uma necessidade de priorização do elemento "satisfação". O que traz mais realização para uma mulher (esquece a aluna)? A IMAGEM. Tiro isso por mim mesma. Daí a coleção de figurinos cresce mais rápido do que a técnica, existe uma falsa impressão de que workshops eventuais orientam melhor do que aulas regulares, participar de eventos de dança treinando em casa com as amigas parece mais atraente do que a frequência em sala de aula. Essa estagnação logo contamina a motivação da aluna, a dança não "deslancha" em sua vida (claaaaro). E logo essa aluna estará afastada do mercado de consumo da dança. 

Em contrapartida, o segmento de produtos de dança cresceu vertiginosamente. 

Aqui em São Paulo logo logo atingiremos a marca de um evento por final de semana. E, sejamos francas: eventos são ótimos, mas eles "assaltam" as escolas de dança - inscrições (cada vez mais caras, 100 pila por um solo, 150 pilas de inscrição de grupo, ... vixxxxxxx....), figurinos (nem vou comentar, hoje se diz o preço do figurino em quantidade de parcelas, e não mais o valor final), cabelo, maquiagem, transporte, estacionamento, alimentação... É certo que a professora que inventar de participar de TUDO, via de regra vai acabar sem receber a mensalidade. E tem a questão dos concursos, dos quais já falamos algumas vezes: nem sempre são sérios, nem sempre os jurados estão bem preparados, e os resultados nem sempre são inquestionáveis. E daí que sua aluna gastou R$ 1.000,00 para participar do "Tal" evento - incluindo tudo o que listei acima, dançou bem, levantou a galera, e teve que ler na ficha que não ganhou porque a galabeya era egípcia e a música era libanesa (hã?). Nem preciso falar que, depois de uma decepção significativa, no mês seguinte, um apertozinho mínimo no orçamento mandará a dança para o final da lista de prioridades... 

E, acredito que por causa disso, as grandes escolas estão preferindo manter suas alunas dentro das paredes da escola, onde o compromisso é somente com o bem estar e com a felicidade da aluna, do que levar para eventos grandes em São Paulo. 

Dei essa volta toda (maior viagem), mas o que eu queria falar mesmo é que falta o foco na BASE. Quem tem que comandar o giro do dinheiro nessa roda toda são as escolas de dança. São as professoras em sala de aula. Têm que estar muito satisfeitas e bem remuneradas para investir em sua própria formação, e assim "engrossar o caldo" com o qual alimentam suas alunas. E as professoras, por sua vez, têm que estar preparadas para orientar o consumo, para que, lá na frente, a aluna não se torne um elemento insatisfeito com o resultado da dança em sua vida, e venha a se distanciar da dança. 

Na real, eu estou achando que a grana está cada vez mais longe da dança do ventre. É só impressão???

Me ajuda colega!!!




03 junho 2013

15

Racks Sharki 2013 - Um dia especial



Olá meninas!!!

Depois de uma longa semana lutando bravamente contra todos os duendes que zoaram o Movie Maker no meu PC e Notebook, tentando desvendar os mistérios do Adobe Premiére Pro, chorando lágrimas de sangue... (nossa que drama!) Eis-me aqui para falar do Racks Sharki 2013, realizado em 26/05/2013 no Externato Nossa Senhora Menina, no tradicional bairro da Móoca, em São Paulo

Preciso dizer que foi um domingo bastante especial pra mim porque pude relembrar a sensação de estar em um colégio de freiras (estudei no São Pio X - alô galera salesiana!!!), e o Nossa Senhora Menina é parecido DEMAIS com o colégio que estudei, o formato do pátio, da cantina, a quadra, meu Deus. Que nostalgia deliciosa!

Antes de falar sobre o evento propriamente, fiquei pensando em algo que queria compartilhar com as professoras:

1. Você seleciona os eventos para os quais leva a sua aluna?
2. Procura saber sobre as organizadoras, sua conduta como bailarina, como coach, e como organizadora de eventos?
3. Pesquisa sobre a qualidade do palco, das acomodações para os familiares que eventualmente irão assistir à sua aluna?
4. Investe tempo para averiguar sobre o público alvo do evento, sobre os concursos, sobre o esquema de avaliações?

Avaliar cada um desses itens individualmente pode parecer preciosismo desnecessário, porque, afinal, para desenvolver o "gosto" pela coisa a aluna precisa do palco, mas será que a aluna precisa realmente de "qualquer" palco, de "qualquer" local para apresentar o trabalho que é SEU?

A gente conversa melhor sobre isso qualquer hora dessas.



Clique na engrenagem para assistir o vídeo em HD.

Pensei nas perguntas acima, porque, se eu ainda fosse professora e estivesse avaliando os itens acima, o Racks Sharki é um evento para onde eu levaria minhas alunas seguramente.

Organizado pelas bailarinas Fátima Braga e Nira Lucchesi (que já foi entrevistada aqui no blog, confira nesse link) está em sua terceira edição, e é realizado no auditório do Externato Nossa Senhora Menina. Confiram no vídeo acima o tamanho do auditório, a qualidade do palco, a iluminação, enfim. Tudo absolutamente I.N.C.R.I.V.E.L., 10 a 0 em muitos palcos por aí. 

O Racks Sharki é um evento um pouco diferente dos demais, pelo fato de que 100% das danças apresentadas são avaliadas. Mesmo se a professora não tem nenhuma intensão em relação a prêmios, a dança é avaliada e pode sim ser premiada. Acredito que, por essa característica, o sistema de premiação  obedece ao critério de nota mínima - se o participante não atingiu a nota mínima exigida para aquela determinada colocação, ninguém é premiado. Um exemplo: para ter direito ao primeiro lugar, a nota mínima é 9. Ninguém atingiu nota 9 - não há primeiro lugar. Simples assim. 

No momento da premiação pode parecer frustrante o fato de ninguém levar o caneco em algumas categorias, mas por outro lado é bom, porque conscientiza aos participantes que realmente estão lá para competir que, pelo menos para aquele grupo de jurados, é preciso fazer mais e melhor. Acaba nivelando por cima, mesmo que "Por cima" não tenha nenhum candidato. 

As premiações para todas as categorias são entregues, somente, no final do evento, pontualmente às 19 horas. Para os grupos que iriam se apresentar mais para o final, isso é ótimo, porque garante público no final do evento - todos sabemos que algumas pessoas só ficam até o final para saber o resultado das premiações. Por outro lado, se você se apresentou de manhã, e quer saber o resultado da premiação, ou tem que esperar o final do evento, ou tem que sair e retornar. 


Mesa de jurados 100% operante. Fiquei tão impressionada com a "farra do boi" dos jurados no MP, que me peguei olhando para a mesa de jurados do Racks MUITAS vezes, porém não posso falar "A" dos jurados, pelo menos no quesito concentração. Nas diversas vezes que olhei, todos estavam em silêncio, concentrados, trocando poucos comentários. 

Por outro lado, esse sistema de avaliação contínua demanda uma quantidade enorme de jurados, para que sejam trocados a cada etapa, ou o cansaço pode acabar influenciando nas avaliações. 

Enquanto público, minha única reclamação é em relação à divisão das "estações" no evento. Foram 6 baterias, sendo que cada bateria tinha um tema, e, claro, todas as apresentações obedeciam ao tema. Pessoalmente achei cansativo. Por exemplo, a bateria de Taksim foi um pouco depois do almoço. Depois do terceiro Taksim, poderiam colocar a Mahaila no palco que eu iria dormir do mesmo jeito. No tribal, poderiam colocar a Joline ou a minha amiga Mari Garavello, na quinta ou sexta apresentação de tribal, que eu não conseguiria me concentrar. Mas, claro, essa é minha opinião pessoal e intransferível. 

CATEGORIAS

Confira no link abaixo os vencedores do Racks Sharki 2013:


Letícia Alves - Primeiro Lugar Solo Amador - Estúdio Ana Claudia Borges




Muito bacana ver um evento que finalmente separou as amadoras das semi profissionais. Fiquei super feliz de ver a Letícia ganhar o primeiro lugar porque conheço a batalha dessa menina, e ela rala DE VERDADE pra dançar bem. Sábado estava com crise de asma, e ainda assim ensaiou horrores para dançar no Racks e levou o caneco pra casa. Super merecido. 


Sobre as demais premiações, eu pessoalmente não concordei com vários resultados, mas também não assisti a todas as apresentações de todas as baterias. Percebi várias manifestações negativas  no Facebook, mas ninguém comentou sobre as avaliações das fichas - a informação seria realmente útil para entendermos o porquê de não haver primeiros lugares em diversas categorias.

Meu único senão ABESURDO vai para o Grupo Fusão, porque fiquei absolutamente apaixonada pelo Ventre Brasil da Pandora Danças de Cristina Antoniadis, e não aceitei muito bem o terceiro lugar. Confiram vocês:




Clique na engrenagem para assistir o vídeo em HD.

A sexta e última bateria do evento começou com a emocionante apresentação do Grupo Malak de Nira Lucchesi. Era aniversário da Nira, e ela se emocionou muito no palco, arrancou lágrimas dos olhos de todos. Meu marido costuma dizer que a única palavra que ele consegue pensar quando ele vê o trabalho que a Nira desenvolve é "GRANDE". Nira Lucchesi é uma grande bailarina, uma grande profissional, grande professora, GRANDE SER HUMANO. Grande. 




Clique na engrenagem para assistir o vídeo em HD.

E, por último, o grupo sensação dos eventos de dança do ventre em São Paulo - o Grupo Mater, idealizado por Natália Salvo e Juliana Leme, que busca uma aproximação maior entre mãe e filho através da dança do ventre. Conheça melhor o trabalho dessas meninas lindas em: http://grupomaterdv.blogspot.com.br/




Clique na engrenagem para assistir o vídeo em HD.

*********************************************************************************

Para finalizar quero encorajar você, professora de dança do ventre de São Paulo, da Grande São Paulo e interior,  a conhecer o Racks Sharki, levar seu grupo ano que vem para esse evento, dar à sua aluna uma oportunidade de se apresentar em um teatro bacana, num palco excelente e apropriado para a dança, com conforto para o expectador, em um ambiente agradável, muito propício à interação saudável entre as bailarinas das mais diversas escolas. O Racks Sharki é um evento diferente, cujo foco não está na premiação e nem na competição, mas na confraternização entre os profissionais, alunas e amantes da dança do ventre. 

Quero agradecer imensamente à Nira que só faltou me colocar no colo, de tanto cuidado e atenção, obrigada querida, você é que merece todo o aplauso e reconhecimento. Foi um dia muito especial pra mim, pelo ambiente que me trouxe tantas lembranças boas, e ainda ter o privilégio de rir com as amigas, rever as pessoas queridas, abraçar minhas leitoras amadas, e ainda prestar uma homenagem à dança do ventre que eu amo tanto. Um dia feliz!

Confira o álbum de fotos do evento no meu Facebook:


E vocês, o que acharam do Racks Sharki 2013???




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...