30 abril 2012

The Hip Circle - A importância de aprender coreografias



Este é, certamente, um tema polêmico. Há certos tipos de professores que condenam eternamente o aprendizado de coreografias com o argumento de que estas tolhem de forma indelével a criatividade. Outros enaltecem a coreografia justamente como um instrumento auxiliar no processo criativo. Esta matéria traz o voto "a favor". Acompanhem:

A importância de aprender coreografias
Por Karima Nadira
Tradução e adaptação: Vera Moreira


Houve momentos, tenho certeza, quando você estivava praticando a matéria da aula em casa, tentando lembrar alguns movimentos que você aprendeu em sala de aula, ou trabalhando as transições onde você se perguntou quais movimentos “casam” com a música que você está ouvindo. Coisas que pareciam óbvias em sala de aula com a música tocando, agora parecem algo vago e difícil de lembrar. Às vezes ajuda bastante ter uma ferramenta que possa auxiliar você a recordar os movimentos e acelerar o processo de aprendizado! 

A maioria das crianças aprende o alfabeto de uma forma muito particular, não gravando a fonética e a grafia de uma letra de cada vez, mas aprendendo a cantar a famosa musiquinha: abcdefg ....Vinculando o alfabeto completo em uma pequena canção acaba por ser não só uma ferramenta de ensino útil, mas um instrumento de referência útil mais tarde (que não cantou parte dela mentalmente quando se procura algo no dicionário?) Ao amarrar as todas as letras em uma canção, a coisa toda se torna mais fácil de lembrar. Tenho certeza que você também tem muitas músicas favoritas as quais você decorou as letras e, muitas vezes a música se torna difícil de se lembrar se não há uma pequena frase da letra na memória. A estrutura interdependente de palavras e música faz ambas, em conjunto, mais fácil de lembrar. 



Da mesma forma, uma das melhores ferramentas que temos para o ensino da dança é a coreografia. Ela pode servir perfeitamente como um exercício estruturado que torna os movimentos mais fáceis de se lembrar. Na dança, o vocabulário do movimento é o ABC, as combinações são como frases, combinações padrões de acordo com a música são como sentenças, múltiplas combinações e padrões de transição em si são como parágrafos, e uma coreo completa pode contar uma história! 

A coreografia bem construída pode ser um repositório de muita informação que pode ser útil em vários níveis: de instrução, de referência, prática, exemplificação, para “nomear” o óbvio. Para as iniciantes, a coreografia oferece um catálogo dos movimentos, e em alguns casos, uma grande parte do vocabulário de movimentos pode ser incluído em uma única dança. 

A coreo usará movimentos em combinações, e as combinações podem ser usadas em padrões (combinação à direita, a combinação à esquerda). Padrões de combinação podem ser executados de várias maneiras, com alternância na sequência de movimentos, com o objetivo de expandir o repertório da bailarina no uso dos movimentos. Isso é particularmente útil para alunos iniciantes, que geralmente ainda não têm a facilidade com os movimentos para compor combinações, mas ainda assim desejam praticar sua própria coreografia. Movimentos e combinações que aparecem nas coreos podem, então, ser adicionados ao seu próprio repertório de movimentos.



Em uma boa coreografia, as combinações de movimentos já são sequenciadas em transições naturais que, quando praticadas, permitem que ao corpo que se familiarize com a fluidez natural de um movimento para outro. Quando repetida muitas vezes, tornam-se uma segunda natureza para que, quando você precisa de tais transições para desenvolver suas próprias coreografias ou mesmo na improvisação, sua dança terá a fluidez que é a marca registrada desta forma de dança. A coreo muitas vezes também contém “camadas” de variações de movimentos, oferencendo a oportunidade de praticar as técnicas mais avançadas. Obviamente, nada disto é feito em um vazio: tudo é executado em sincronia com a música,e enquanto você está aprendendo a coreo você está ouvindo a música repetidamente. 

Depois de um tempo, você vai notar sinais na música que correspondem a determinados movimentos, e você irá sentir como o ritmo está sincronizado com os movimentos.Padrões de movimento que correspondem com as frases na música se tornam mais evidentes à medida que a memorização da coreografia progride. Quanto mais você repetir a dança, mais você pode ouvir as sugestões musicais para cronometrar seus movimentos exatamente com a música, incluindo os movimentos ou pausas que funcionam como sinais de pontuação. Adicione um pouco de expressividade e agora você está interpretando a música! 

(“A mãe da sabedoria é a repetição.” – Suellem Morimoto) 


A maioria das coreografias são dinâmicas, portanto, incorporam um grande número de deslocamentos. Depois de ter memorizado a coreo e pode concentrar-se em dançar, você tem que começar a pensar sobre o seu público. Como você usar os deslocamentos da coreografia para mover-se em volta do palco / platéia / restaurante? Você pode começar a desenvolver sua presença de palco, imaginando o público em várias direções. 

Mais tarde, você vai desenvolver suas próprias coreografias, no entanto, utilizar as coreografias absorvidas em sala de aula como ferramenta de aprendizado é uma excelente dica. 

Aprender coreografias de diferentes tipos de música pode ser uma maneira muito eficiente de aprender que tipos de movimentos correspondem a determinados tipos de música, ou que movimentos podem ser incorporados a determinados momentos da música.Mais tarde, quando você estiver fazendo suas próprias coreografias ou trabalhando o improviso em um determinado tipo de música, você pode relembrar as coreografias, onde você conhece para referenciar os movimentos. Claro, quanto melhor a coreografia, mais você pode extrair dela, por isso é aconselhável optar por aprender as coreografias de instrutores de renome com boa técnica. Quando uma coreografia é muito bem desenvolvida, ela se tornará referência como a melhor interpretação possível de que a música, o que também a torna mais fácil de lembrar!
Você pode aprender a dançar sem nunca memorizar uma coreografia? Certamente você pode. Mas você vai aprender mais rápido, usando a maior quantidade de ferramentas que puder, e aprender a coreografia é uma ferramenta muito valiosa! 

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E vocês? Concordam ou discordam da visão da autora??? Quero saber tudo na seção de comentários:




Beijos a todas!!!




27 abril 2012

Amar el Binnaz entrevista: Luciana Arruda


Quando começamos a nos relacionar com as pessoas "on-line", nem sempre temos a certeza de que algum dia iremos encontrar essa pessoa "ao vivo". Ainda mais em dança do ventre, onde os sábados, domingos, feriados e dias santos são reservados ao trabalho, aos workshops especiais, às reuniões de planejamento. O fato é que nos acostumamos com a falta de tempo, e investimos nos "relacionamentos à distância" como se esses amigos fizessem parte do nosso dia-a-dia. 

E essa é minha história com a Lu, que hora a "trocentos quilômetros" de São Paulo, mas que está sempre perto todas as vezes em que eu grito por ela. 

Eu não perderia por nada a noite de autógrafos do livro "Cartas de uma bailarina de dança do ventre", tive a honra de "praticamente" escrever o prefácio (embora tenha outros relatos, meu texto é de longe o mais longo), fora a vontade de conhecer essa pessoa tão querida pessoalmente. Abdiquei de assistir minha prô Aninha dançar a primeira fase do concurso, e lá fui eu pra KK conhecer a Lu. 

Tudo o que vocês pensarem sobre ela ser simpática, doce e meiga, é tudo verdade. Extremamente atenciosa com todas as pessoas que passaram pelo café KK, ela personifica o tipo da leitura que oferece: simples porém dinâmica. Sua atenção está voltada para todos, ao mesmo tempo, mas ela também consegue fazer você se sentir único, especial e bem vindo. E esse dom é para poucos. 

Como entrevistar alguém que praticamente desnuda a alma em palavras no seu próprio blog? (Blog esse no qual eu me inspiro desde o primeiro dia em que comecei a escrever o Amar el Binnaz) Eu não sabia muito bem o que perguntar, e me senti bem boboca falando igual a uma tagarela ali, mas o fato é que eu estava bem feliz de conhecer essa pessoa fantástica... foi um dia especial. 

Com vocês - Luciana Arruda.



Pelo fato da cafeteria KK ser um ambiente muito escuro, tive que tratar a imagem, e o vídeo não ficou muito bom, mas dá pra ver bem!!!

Quero saber a opinião de todas hein!!!

Beijos a todas!


23 abril 2012

Mercado Persa 2012 - As boas compras e Considerações Finais

Olá meninas!!!

Em primeiro lugar, quero pedir mil perdões por não ter finalizado a semana Mercado Persa, mas passei por alguns problemas pessoais no final de semana que culminaram com a morte da minha avó no sábado. Mas hoje - finalmente - conversaremos sobre o que havia de legal na feira do MP, e algumas apresentações simplesmente INCRÍVEIS!

Antes de falar sobre as boas compras, quero informar que não é publieditorial, não ganho nada de nenhuma marca para escrever aqui, a opinião é 100% isenta, ok?? 

Este ano notei uma boa diminuição no número de expositores no MP. Se no ano passado eram 200, nesse ano havia, no máximo, uns 150. Acredito que esse seja o número ideal, tanto pra quem compra quanto para quem vende. Se é para ficar naquele espaço do Sírio, que já está um ovo, que sejam 150 no máximo mesmo. O interessante é que vi o aumento de expositores com produtos de baixo valor agregado: bijuterias, artigos de decoração, camisetas... Pelo que percebi, as bailarinas preferem comprar 40 produtos de 10 reais do que investir num figurino de 400 reais, por exemplo. Com exceção de Simone Galassi, todas as grandes marcas de figurinos de SP e outras "figurinhas carimbadas" de outros estados estavam lá, mas não havia muitos "desconhecidos" vendendo figurinos. E quem estava lá, posso dizer, estava bem realista nos preços, GRAÇAS A DEUS, com a proliferação de figurinos egípcios no mercado, e com o sem-número de vídeos ensinando "faça você mesmo", os ateliês caíram na real e moderaram nos preços. 

Pelo 2o. ano consecutivo, o prêmio "Barateira do ano" de figurinos profissionais do Mercado Persa vai para:

Atelier Yasmin Hassanein


Novamente Yayá trouxe figurinos belíssimos, com uma média de preços de 380 a 500 reais, e 650 reais para figurinos com strass, e a coleção preparada para o MP estava muito linda. Aproveitando para deixar uma dica, ela colocou no Facebook vários figurinos em promoção pós MP, a partir de R$ 300,00 à vista. Sim, eu disse TREZENTOS REAIS. Vai amiga, se joga:



Vi muitas coisas lindas em relação a figurinos, strass pra todo lado, o primor de aplicação de cristais da Balily, os figurinos egípcios trazidos pela Giuliana Scorza (inclusive a roupa usada pela Aninha na final do solo Master foi comprada no MP com a Giu e "já batida" num solão de derback, sem soltar um cristalzinho sequer), mas o figurino que conquistou meu coração foi esse...

Atelier Daniela Minotti - SP
(014) 9784-8750

A Daniela Minotti tinha vários figurinos egípcios muito bonitos a preços camaradas, mas o figurino mais lindo de seu stand era esse aqui:




Observe que o figurino não é aquela explosão de strass, aliás, quase não os tem, só um cristalzinho ou outro, mas o trabalho da combinação de cores do tecido com o bordado, o drapeado, a escolha dos materiais, estava tudo perfeito. Uma pena ou melhor que o cinturão servia só na minha coxa, senão... ai meu cartão de crédito!!!!

Teve uma ala na feira do MP onde só se ouvia árabe para todo lado - os egípcios vieram pra ficar no MP!!! Eu adoro todas aquelas caixinhas de madrepérola, os derbacks, mas o bacana mesmo são as bijuterias que podemos utilizar para compor figurinos folclóricos. E achei esse colar a cara da Hagalla da Azza Sharif. Por 45 dinheiros, era seu!!

Bazar do Nilo
(011) 6551-3131


Esqueci de fotografar um item que achei bem interessante - tacinhas para dança com led! Ao invés da chama, a taça continha uma lâmpada led azul ou amarela. Na hora fiquei louca, queria comprar uma, mas depois fiquei pensando no simbolismo da dança, na energia do fogo que é perdida... desisti. Mas para apresentações em grupo, competições e afins, achei uma ferramenta muito válida. 

Como boa fã de artigos personalizados, sempre me encanto por bolsas, necessaires, "porta-tudo" com o nome dança do ventre. É, eu sei que muita gente se aproveita disso e coloca os preços lá em cima, mas é por isso que a feira do MP é tão útil: é possível negociar preços especiais para grupos, pedir desconto para compras a vista, e é nítido que os comerciantes estão abertos para negociação. E fiquei louca com essas bolsas com esse material plastificado:

Arona by Jamili Khalih
(011) 2382-1517


Fiquei apaixonada nessa "bolsona" rosa para aulas, pude conferir o material, é bem duro e bem resistente. No canto inferior direito da foto, o porta-pandeiro, olha que graça!! Achei a necessaire um pouco grande pra colocar na mala de bailarina, mas se for pra carregar na mão, por exemplo, é ótima. 


O que chamou a minha atenção no stand foi isso aqui: porta tacinhas. A bolsa é toda acolchoada por dentro, para evitar que as taças se quebrem, e elas ficam muito bem acondicionadas. E fora que as estampas são um mimo! Amey!!!


Outro item bacana é essa bolsa, que no stand elas estavam chamando de porta véus, mas vamos combinar que ela é um porta tudo: véus, maquiagem e bijuteria. E o melhor: vem com gancho para pendurar, ou seja, uma vez aberta você tem a visibilidade de todos os materiais que levou para o evento para compor seu traje. Achei muito criativo, e principalmente, muito útil mesmo. 

Em relação aos acessórios para dança, havia muito, mas muito pandeiro egípcio mesmo, que eram bem mais bonitos do que os que vemos vendendo por aqui, mas as espadas eram uma unanimidade: praticamente todos os stands vendiam as espadas da Dunya Bellydance.



E o que achei mais interessante foi o lançamento da Dunya Bellydance para o MP 2012, que foram as espadas com as estrelinhas vazadas, um verdadeiro trabalho de arte. Eu adorei de verdade, e no domingo já não havia mais nenhuma nem pra contar a história.



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Chega de falar de compras, vamos aos "vídeos incríveis" do MP:

Jefferzion - Música Indiana - Artes plásticas



A dança acontecer no palco já é, em si, uma mágica. Ver um artista que, além de dançar, pinta, chega a ser surreal. E esse moço é um poço de carisma! Me senti privilegiada de poder prestigiar essa apresentação ao vivo, simplesmente inesquecível.

Yasmin Khaled



Toda vez que eu penso nessa menina, fico triste porque quem desenvolveu a coreografia com ela não respeitou o tema do concurso, porque ela era a MELHOR sem discussão do concurso juvenil. Aliás, ela poderia estar na final do solo profissional star, sem dúvida tinha nível pra isso. Fiquei CHO-CA-DA!!!

Titãs - Festival de Bailarinos Árabes



Junta todos os homens famosos da dança árabe no palco + o Tárik e temos o que gente??? Gritaria ENSURDECEDORA e desnecessária! O fato é que o grupo dirigido por Ali Khalih arranca suspiros por onde passa, e essa foi realmente uma apresentação de gala, fiquei arrepiada. E Lulu Brasil no final para "abençoar" a apresentação foi demais. Mais uma apresentação inesquecível do MP!

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Considerações finais:

Esse MP, foi, pra dizer o mínimo diferente. Porém em um nível muito positivo. A justiça nos concursos melhorou em muito o clima nos corredores do evento. Observamos também que vários pequenos eventos ocorreram fora dos palcos, um deles foi a tenda da Zeinab, onde muita gente se emocionou com várias apresentações, e era possível "dançar sem compromisso" também. Houve roda de Dabke na feirinha, com direito a show do Nasser, e essas apresentações inesquecíveis no palco. Ou seja, quem estava lá para dançar, dançou e quem estava para se divetir, atingiu seu objetivo também!

Digo e repito por mais um ano: o Sírio não comporta mais o MP, além dos corredores lotados, dos banheiros escassos, esse ano tivemos o caso do estacionamento que foi um absurdo. Mais uma vez deixo a sugestão: não seria legal fazer uma cotação de um dos blocos do Expo Center norte???

Que essa harmonia que vi acontecer no palco e nos corredores do MP se estenda por todo o ano, porque só com amor e muita justiça conseguiremos fazer diferença no meio da Dança do Ventre no Brasil. 

E que venha o MP 2013!!!!!!!!!!!!!!!!

Beijos a todas!!!




20 abril 2012

Mercado Persa 2012 - Concursos Parte 2 - Os mais admiráveis

Flavio Amoêdo - Campeão da Categoria Solo Masculino Show


Existem aquelas horas em que eu quero ralhar com Deus porque ele não me deu o dom da duplicação e nem do teletransporte. E no Mercado Persa essa sensação piora horrores quando eu assisto no youtube apresentações que eu queria ter visto ao vivo. Vamos conversar sobre elas.

Categoria baby - 1o. lugar - Ana Julia 
Estúdio Alma Gitana da professora Hana Zahira

É aquele caso de "se você gostou curta, se vc sentiu vontade de apertar e encher de beijo compartilhe". Olha que cuti-cuti essa menina, que linda! A Ana Júlia tem 6 anos, e, segundo sua professora, foi ela quem escolheu os movimentos da coreografia. É de admirar né gente, 6 aninhos, já coregrafando, e ainda dançando super graciosamente! Como vocês podem ver pelos gritos, ela simplesmente arrebatou o público, e mereceu a vitória. 




Categoria Solo Masculino Show - 1o. lugar - Flavio Amoedo

Não há vídeos dos outros concorrentes da categoria solo masculino show, mas fico eu aqui pensando que para bater essa apresentação do Flávio Amoedo, só se o concorrente, sei lá, de repente fosse transmorfo e virasse a Souhair Zaki, a Azza Sharif, a Nour e se teletransportasse para o meio da platéia fazendo um shimmie da Soraia Zaied. Aí "talvez" ele ganhasse do Flávio. Eu sentia muita falta de um lento bem executado na dança do Flávio, as danças dele sempre são tão fortes e eu não gostava muito dos lentos. Mas nessa apresentação ele estava realmente inspirado, e houve uma fluidez incrível nos movimentos lentos. Preciso dizer que gostei muito da força aplicada na percussão, especialmente nos tranquinhos. Fico bolada quando vejo uma dança masculina "delicadinha". Quero delicadeza, sim, mas que o homem também utilize seus atributos físicos para aperfeiçoar a dança, e a força aplicada na hora certa é lindo de se ver.  Pra não dizer que eu AMEI TUDOOOOO eu achei os meio redondos "pulados" - porém acredito que essa era a intenção na marcação da música, e não gostei muito dos círculos com os braços, achei meio rápidos demais. São só observações, porque a dança é mais do que impecável. 




Agora, só uma observação sobre a platéia: a mulherada me matou de vergonha durante a apresentação dos homens. Não podia subir um homem no palco que a gritaria começava: "lindo", "gostoso", "abusado", isso não foi só com o Flávio Amoedo, foi com TODOS. Parecia show de striptease. De mau gosto e extremamente desnecessário. 

Vamos falar um pouquinho sobre os grupos clássicos. Ano passado também houve uma polêmica grande envolvendo o resultado do concurso Grupo Clássico, várias pessoas (inclusive eu) acharam que seria justo o bicampeonato da Kahina Cia. de Dança, no entanto o grupo ficou em terceiro lugar. Achei que o grupo da Ju Marconato dançou bem, mas o primeiro lugar eu simplesmente NÃO ENTENDI.Ok, agradou o público e tudo, mas de clássica não tinha nada.  Porém, em 2012 a competição estava muito mais forte do que no ano anterior, os grupos estavam extremamente bem ensaiados, e os jurados passaram por maus bocados para escolher os três vencedores. E escolheram muito bem, houve justiça no resultado. 

Categoria Grupo Clássico - 1o. lugar - Cia Yahliw 


Ví o vídeo mais de uma vez (pra não dizer umas 10 vezes)  tentando concluir se a música era clássica ou moderna, e confesso que ainda não cheguei a uma conclusão clara. A introdução gera muitas dúvidas, mas a segunda parte da música era bem clássica, então vou dar um desconto. Observem a sincronia desse grupo: é perfeita. Apenas em alguns poucos momentos vi um braço, uma perna fora do lugar, mas é detalhe de quem tem TOC. As trocas de posições foram perfeitas, o trabalho com as saias e os desenhos em cena com as combinações de cores dos figurinos idem. Vitória merecidíssima!!!



2o. Lugar - Cia. Mahaila el Helwa - SP

Fico feliz da Mahaila não ter dançado com o grupo porque iria criar o "efeito Jesus" (alô Rhazi) - a coreografia é muito a cara dela - e as alunas merecem todo o mérito da execução porque deram show em cena. Devem ter sido muito pequenos os detalhes que diferenciaram o primeiro lugar do segundo - observei alguns bracinhos pouco alongados, e uma leve confusão no primeiro desenho da coreografia. Mas novamente: são PEQUENOS detalhes. Gostei muito também do trabalho de saias e da evolução final. Um primor! Parabéns à Mahaila pela criatividade e às meninas que arrasaram!




3o. Lugar - Nucleo Belly - Patrícia Saldanha

Outro grupo fortíssimo que teria plenas condições de envergar o título. Na minha opinião, as meninas de Patrícia Saldanha só não levaram o título porque a música começa muito forte, elas "queimam" movimentos de um nível de dificuldade razoável no começo, mantém um ritmo forte durante a música, porém o final da música é meio "nheco nheco" como diz minha prô - não oferece uma oportunidade de impacto. E a última impressão do jurado é a que talvez garanta a nota 10 para o grupo. Observei um problema também em relação aos braços no arabesque - algumas meninas "quebravam" ao invés de finalizar o círculo no ar e isso ficou um pouquinho feio cenicamente. Mas, de novo "detalhes tão pequenos de nóis dois... " 

Agora PRECISO comentar sobre o quadril dessas meninas - parabéns à professora: todas com o quadril muito soltinho, e isso nada tem a ver com a coreografia, é fruto do esforço em sala. Tô passada! Parabéns. 




Como vocês puderam observar, o concurso de grupos foi nivelado por cima, boa leitura musical e boa qualidade técnica, figurinos impecáveis, desenhos em cena (que é o que mais gosto), e, principalmente: palco cheio. De fato um ano memorável para o concurso de grupos do Mercado Persa!


Concurso Maturidade

Outra competição que me emociona muito é a categoria maturidade: mulheres que conheceram a dança do ventre já no entardecer da vida, e talvez não disponham daquela ultra master blaster técnica em cena, mas, ao vê-las dançar, a gente consegue enxergar que em cada movimento, cada deslocamento, existe uma luta para vencer o próprio corpo duro e teimoso, e chegar ao palco é uma vitória. Elas curtem demais cada minuto em cena, e nos oferecem o mesmo sentimento. Pra mim todas foram lindas e merecem vencer!!! Parabéns. 








E vocês meninas, o que acham???

Beijos a todas.




18 abril 2012

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Mercado Persa 2012 - Concursos - Dramas e Delícias (e baphões)...

Ana Claudia Borges - Campeã Solo Profissional Master - Bailarina do Ano

Sem dúvida o assunto mais comentado, mais polêmico, porém ao tempo mais amado do Mercado Persa: os concursos. Estava comentando com minha prô Aninha, e com a Samantha no MP: muita, mas muita gente mesmo desconfia da lisura dos concursos do Mercado Persa. Porém, todo ano o número de inscritos é cada vez maior, inclusive para grupos! O que será que acontece??? Eu credito esse "fenômeno" ao fato de que, uma vez com a medalha do MP no peito, a divulgação acontece de forma gratuita na Revista Oriente, no site do Mercado Persa, enfim... é um marketing que pode trazer retorno. 

Conheço muitas, mas muitas pessoas mesmo que sonham em vencer o MP, fazem uma preparação especial, pagam aulas particulares caríssimas, figurinos idem, e no final saem decepcionadas porque desconfiam do processo de avaliação. Porém, após assistir ao MP  2012, posso dizer com certeza: algo está mudando!

Bom, pra começar eu tentei fazer um quadro com os vencedores para colocar aqui mas desisti: são muitas categorias. Esta é a razão pela qual o sábado ficou exclusivo só para os concursos. Fico pensando em grupos, como por exemplo, o Studio Giovana Franchi que levou concorrentes para a maioria das categorias: é uma verdadeira tortura o sobe e desce de palco, além da expectativa quanto ao resultado!!!

Minha única ressalva quanto aos critérios de avaliação do Mercado Persa foi no concurso juvenil, onde aconteceu o maior "acidente" no palco. A menina estava dançando bem, arrancando suspiros dos juízes, e de repente UOOOOOOOU!! Ela levantou os braços e o bustiê voou pelos ares. Não caiu nem desabotoou - ele simplesmente adquiriu vida própria e resolveu ser artista no palco do MP voando violentamente. A competidora SAIU do palco, ficou praticamente 1 minuto e meio fora do palco (a música de avaliação tem 3 minutos), e voltou, tudo isso enquanto a outra competidora estava se exibindo para os juízes. E ainda foi para a final!!!

Uma série de pataquadas que teve um final que considero injusto - a menina participar da final do concurso:
1. Da Aluna: antes de saber dançar, é preciso saber conferir o figurino, já adquirindo desde cedo um cuidado com a plástica em cena. 
2. Da Professora: que permitiu que uma aluna juvenil já com seios fosse pro palco com um bustiê de velcro sem colocar 902849052420438 alfinetes para evitar o constrangimento da aluna. 
3. Da Organização do concurso: que não parou NA HORA a música, oferecendo à competidora a chance de se recompor e dançar novamente com chances iguais de classificação para as duas meninas que estavam no palco. 
4. Dos Jurados que não despontuaram seriamente esse erro que considero gravíssimo em relação ao figurino, e ainda colocaram a competidora na final sendo que ela ficou somente metade do período em cena. 

O mais interessante foi ver o alvoroço de alfinetes que virou na coxia depois que a menina perdeu o bustiê, era professora enchendo o bustiê das alunas de alfinetes pra todo lado. Uma praticamente me derrubou enquanto estava tentando filmar e justificou "dá licença que preciso colocar uns alfinetes ali...". Enfim, fica a lição: alfinetes é o único item NO UNIVERSO para o qual não se aplica o ditado nordestino "tudo demais é muito". 

Quanto aos concorrentes, quero conversar um pouquinho sobre a aplicação da regra para o tema proposto no concurso. Pelo fato do histórico de premiação para quem descumpre o tema do concurso, tudo virou um grande bundalelê, e ninguém está mais nem aí para o tema. Por exemplo: no concurso solo juvenil o tema era "a suavidade do véu". Só uma concorrente apresentou a música lenta com movimentos cadenciados e o véu mais leve possível. O restante optou por músicas das Superstars ultra-tsunami, com véu wings, fan veil, poi veil, gira, gira, gira e... GENTE!!! Isso sem contar no fato de que a proposta do concurso era dançar a música inteira com véu, e algumas concorrentes largaram o véu na metade da música. 

Na minha opinião, descumprimento de regra do concurso é passível de desclassificação sumária. Em primeiro lugar porque a coreógrafa, seja a aluna ou a professora, têm que assumir a responsabilidade sobre sua criação. E se ela está fora do tema, é um risco assumido. Esse problema aconteceu em TODAS as categorias. 

Vamos comentar alguns concursos / resultados:

Categoria Grupo Moderno - 1o. lugar - Studio Giovana Franchi - MG



Como bem disse a Michele Pletsch do RS (que gracinha de pessoa), o concurso grupo moderno virou na verdade um concurso de véus. Pra ser moderno tem que ter véu - e não é bem por aí. Eu achei muito justa a vitória da coreografia montada por Giovana Franchi, que acertou desde a escolha da música, do figurino, a coloração do véu wings que deu um belíssimo contraste com a roupa, os desenhos em cena foram impecáveis, embora com alguns poucos erros de execução, mas o desenvolvimento foi muito criativo, e o solo de percussão no final foi a cereja do bolo. Imbatível. 

Categoria Grupo Fusão - 1o. lugar - Grupo Simone Hokama - "O Cisne negro"



Depois de um 2011 extremamente polêmico no resultado da categoria Grupo Fusão (a maioria saiu com a impressão de que era só trazer uns mano vestido de rapper e fazer qualquer coisa no palco, e a medalha tava no peito), em 2012 a vitória do grupo de Simone Hokama foi simplesmente incontestável. Novamente: escolha acertada de figurinos, os cortes na música foram PERFEITOS, e as "subidas" e "descidas" na coreografia criaram uma expectativa no público que ao final era pura euforia. Incrível, parabéns Simone Hokama pelo trabalho.

Categoria Grupo Folclórico - 1o. lugar - Cia. de Dança Munira Magharib

A maior atração do sábado no Mercado Persa, sem dúvida nenhuma é a apresentação da categoria grupo folclórico. Os grupos todos com muitos integrantes, figurinos coloridos, elementos, disposição e força na execução das coreografias e... enfim. Porém o resultado não foi o mais justo na minha opinião, os grupos masculinos estavam muito, mas muito fortes, o grupo da Nagla estava PERFEITO, e eu tive a impressão de que os jurados pensaram assim "ah, mas só os homens vão ganhar??", "ah, mas a Nagla já ganhou antes..." e ignoraram esses competidores na hora da nota! Achei que o grupo da Munira era bom, mas não era Ótimo, nem era o melhor. Infelizmente. Na minha opinião o título TINHA QUE SER do Nasser, foi o melhor grupo do dia LONGE.




Categoria Solo Juvenil - Vitória Mello

E aqui está a vencedora do solo juvenil, cujo concurso foi marcado pelo "incidente" descrito acima. Vitória foi a única a cumprir integralmente a regra proposta, merecendo a vitória. Parabéns.

Agora, ignorando um pouco o regulamento, o que foi a aluna da Jannah el Havanery na final? Nível ultra profissional, e é só uma menina! Não lembro o nome, mas fiquei marcada com a qualidade técnica da menina, que primor. Maravilhosa.






Categoria Solo Amador - 1o. lugar - Charleny Bueno

Tem muita gente me perguntando do amador, mas eu não assisti à final do concurso amador, e nem há vídeos das vencedoras no youtube. Porém conheço o histórico da Charleny Bueno que foi a vencedora, e sei que ela é uma bailarina incrível.

Categoria Solo Profissional Star - 1o. lugar - Natasha Zohar - SP.

Eliminatórias: Pelo segundo ano consecutivo, a categoria profissional star foi um FIASCO nas eliminatórias.  Podem me xingar, eu não ligo, mas é essa minha opinião. Músicas extremamente conhecidas (de novo), e gente catando cavaco (de novo). Só pode ser ansiedade, pois tamanha insegurança em cena não se justifica para bailarinas profissionais. Uma das poucas apresentações que gostei foi justamente da Natasha, não é a toa que ela levou o título.



Final: Outra categoria onde a maioria mandou às favas o tema do concurso que era justamente "dança tradicional". Gente, sem brincadeira, eu DORMI na final, tipo, pesquei feio. E o mais interessante era que eu olhava em volta, e tinha um monte de gente pescando também. A palavra era SONO. O nível técnico não tem do que se discutir, quando a música é coreografada o nível sobe em 900%, fica todo mundo perfeito e tal, mas tudo o que eu via eram pernas subindo, cambrês absurdos - uma das competidoras fez um cambrê tão escalafobético que eu fiquei com medo de ela ficar tetraplégica, juro! E eu lembrava do regulamento e pensava "ué, será que tive acesso ao regulamento do ano errado???".  Não tive. A maioria das bailarinas dançando de forma igual, só muda o cabelo, o figurino, a música e o esmalte da unha do pé (que agora vamos avaliar também, já que o battement está praticamente incorporado à dança do ventre) Olha só meninas: o fato de se dançar Tahtil Shibbak, Mashael, Cairo, Asmahan e outras não quer dizer que a dança é tradicional só por causa da música, ok? FIKADIKA.

Mais uma vez a Natasha Zohar deu um show, não só de graciosidade e técnica, mas de respeito ao regulamento. Parabéns.



Concurso Profissional Master - Bailarina do Ano - Ana Claudia Borges

Taí gente, chegou a categoria que não posso falar. Por que? Simplesmente porque a Aninha é minha professora, minha amiga querida, e eu acompanhei muito de perto a preparação para este concurso, em todos os aspectos, e sei que atrás dessa medalha tem muita, grande, absurda ralação, hematomas, dieta, investimento em figurinos, cabelo e maquiagem, enfim. Na minha opinião, mais do que merecido. E na de vocês???

Em relação à organização do concurso, achei simplesmente HORRÍVEL duas das etapas classificatórias terem apresentações de 1 minuto. O que se avalia de uma bailarina em um mísero minuto de dança??? As competidoras fizeram toda uma preparação no domingo, e nós como público nos estapeamos pra conseguir um bom lugar nas etapas finais para ver 1 minuto de dança?? Sinceramente: FALA SÉRIO!!! Fiquei plis da vida com isso.

Chega de mau humor e vamos à dança de Aninha que ela mereceu esse caneco!!!




Acredito que o Mercado Persa de 2012 foi extremamente satisfatório em relação aos concursos. Muita justiça nos resultados, somente um ou outro resultado não agradou, mas a maioria concorda com as premiações. Isso é muito importante não só para o concurso em si, mas para que se desenvolva no meio de dança um respeito maior pelo trabalho realizado pelo outro. No tipo "eu não ganhei, mas aquela que ganhou, vixxxxx, que bailarina, que coreografia, olha, merecido viu!" Isso é saudável para o meio da dança, já tão desgastado pelas eternas disputas. O que aconteceu nos bastidores para que isso acontecesse eu não sei, nem me interessa, mas o fato é que até o clima nos corredores do MP melhorou por conta desse "movimento de justiça" nos resultados. É bom, e deve ser mantido para sempre. Agora só falta os jurados serem mais generosos na avaliação escrevendo nas fichas dicas de melhora, mas isso só saberemos daqui a dois ou três meses quando as fichas estiverem disponíveis aos competidores.

NÃO GOSTEI! NÃO GOSTEI! NÃO GOSTEI! Daquelas medalhinhas pequenininhas. Cadê as medalhas de acrílico, grandes, bonitas??? Já não tem premiação em espécie nem em dinheiro, e agora nem a medalha bonita gente! Por favor né!! O valor da inscrição para o concurso só aumenta, e a medalha piora de qualidade???

Quero saber a opinião de todas, e se alguém quiser comentar outros resultados que não estão aqui, será importantissimo para que as leitoras tenham uma idéia maior do que rolou nos concursos.

Beijos a todas.



17 abril 2012

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Mercado Persa 2012 - A estrela Claudia Cenci + Entrevista


No Mercado Persa deste ano foi possível assistir a dois extremos da dança: de um lado Saida e Romina Maluf, ícones do estilo argentino com suas pernas altíssimas e ondulações contrárias com acentos de deslocar a coluna, e do outro lado o extremo do tradicionalismo sem perder a essência e a beleza: Claudia Cenci.

Cláudia Cenci tem 22 anos de experiência em dança do ventre. Em 2001 já era uma bailarina reconhecida nacionalmente quando foi convidada pelo diretor Jayme Monjardim para fazer a preparação do elenco da novela "O Clone", exibida em 2001 pela Rede Globo - grande sucesso da TV, exportado para 91 países, e que, inclusive foi "requentada" pela Telemundo da Colômbia e virou "El Clón" (odeio novelas colombianas, mexicanas e afins...). Nesse trabalho de preparação, Cláudia Cenci ministrou aulas para as atrizes Giovana Antonelli, Letícia Sabatella, Eliane Giardini e Carla Diaz para as performances em cena, e também convidou bailarinas de todo país para fazer participações nas inserções de dança do ventre na novela. Ela própria chegou a fazer uma pequena participação na novela. 

Letícia Sabatella e Cláudia Cenci

Também em 2001 lança o livro "A Dança da Libertação" pela editora Vitória Régia que, com textos de linguagem simples e acessível, busca sensibilizar o grande público em relação aos movimentos praticados na dança, às diversas modalidades, e contando um pouco da riquíssima história dessa arte milenar. 



Apesar do sucesso estrondoso da novela, que motivou a abertura de um sem número de escolas de dança em todo o país, em 2002, Cláudia Cenci se muda para Madrid na Espanha, iniciando uma nova fase em sua vida, vivendo na Europa, abre uma escola de dança, e em pouco tempo já é reconhecida nacionalmente na Espanha. 

Em 2010 muda-se para o Egito onde está até hoje. Atualmente dança em eventos particulares no Egito, e é proprietária da grife "BellyChic" que traz uma proposta diferente e inovadora para figurinos de dança - ao invés de quilos e quilos de strass a Bellychic traz tecidos exclusivos de diferentes partes do mundo e aplicações em peças antigas.

O estilo de dança de Cláudia Cenci é T.R.A.D.I.C.I.O.N.A.L. Ponto! Se você gosta das bailarinas antigas, como Samia Gamal, Taheya Karioka (aliás, quando eu assisto a Claudia, a única palavra que me vem à cabeça é khawanin) que usavam, além dos passos típicos muito charme e graciosidade, com certeza você irá gostar muito da dança de Cláudia Cenci. Longe de ser básica, ela representa uma geração de bailarinas que aprendeu a dança de uma forma quase intuitiva, além, claro, da orientação em sala de aula, e por isso sua dança não é "contaminada" por nenhum estilo que não seja o dela própria. E isso é lindo demais de se assistir.

Sendo ela a maior estrela do Mercado Persa 2012, não pude deixar de entrevistá-la. Apesar do furor, de uma fila ENOOOOORME de pessoas querendo fazer fotos, ela foi muito delicada em conceder essa entrevista para o Amar el Binnaz, onde conta sobre sua experiência na novela, sua mudança para a Espanha, sobre o estilo de dança que se pratica no Brasil e sobre a grife. 



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BellyChic - Figurinos Exclusivos para Dança do Ventre


Atendendo ao pedido da Cláudia, estou postando abaixo as fotos dos figurinos de sua grife BellyChic para que vocês conheçam o trabalho. Infelizmente as fotos não fazem justiça à beleza dos figurinos ao vivo. Assistindo às apresentações da Cláudia, percebo o quanto faz diferença um tecido bonito, uma flor bem colocada, uma jóia diferente.  As roupas são lindíssimas e os figurinos são exclusivos.

Clique no slideshow abaixo para visualizar todas as fotos.




E vocês, o que acharam????

E amanhã: os comentários sobre os CONCURSOS do Mercado Persa... xíiii... Nitroglicerina pura!!

Beijos a todas.

16 abril 2012

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Mercado Persa 2012 - Primeiras impressões

Olá meninas!!!!

Depois de uma maratona incrível de 2 dias de Mercado Persa, impossível não estar M.O.R.T.A!!!! Mas, cá estou às 3 da matina para conversar sobre o MP pra vocês. 

O lance é que o stress começou já na entrada no sábado. O guarda carros do estacionamento dizendo que foram distribuídas cortesias de estacionamento na sexta feira, e que não havia vagas. Alô? Que história é essa de cortesias gente? Baita idéia de girico! Eu concordo que os expositores têm a preferência, mas tirando os expositores, é de quem chegar primeiro. Simples assim. E os estacionamentos próximos? Fantásticos 50 REAIS. Você leu certo: C.I.N.Q.U.E.N.T.A. R.E.A.I.S. Nem vou falar nada....

Compra convite e entra. Não tem pulseirinha. Moço, e se eu precisar sair do Sírio pra fazer qualquer coisa?? Comer, sacar dinheiro, buscar alguma coisa no carro??? Tem que comprar outro convite. Hã?


Pode isso produção? Isso é um absurdo. Estávamos literalmente APRISIONADOS no Sírio e reféns dos preços abusivos da cantina, porque não havia pulseirinha, carimbo, nada que garantisse sua entrada. Em relação aos preços, estamos acostumados - se submete quem quer. Mas impedir a saída até pra sacar dinheiro, sorry, não aceito. 

Outra reclamação é com a velha e mal educada mania do brasileiro "guardar lugar" enchendo de bolsas e sacolas as cadeiras enquanto várias pessoas ficam em pé. Ano passado os seguranças passavam de hora em hora obrigando todos a removerem as bolsas das cadeiras para garantir os lugares a quem quer se sentar, mas a equipe da segurança este ano estava meio sonolenta, chegando ao extremo de eu ver 12, sim 12 cadeiras com as malditas bolsas e sacolas, e quando abordei o segurança pra solicitar a retirada, ele disse "Não, a gente não faz isso não moça, desculpe". Ainnn que ódio!!! Educação gente! É tudo na vida!!!



Chega com o mimimi (por enquanto...)

Sábado praticamente exclusivo para concursos, sendo os individuais no palco B e os grupos no palco A. Fiquei bastante tempo no palco B, e posso dizer de cadeira: a iluminação estava um horror! Vi várias bailarinas reclamando da iluminação. Os fotógrafos profissionais, com suas máquinas só faltam falar conseguiram fazer boas imagens, mas nós pobres mortais NADA!! Filmar então nem se fala. Se você estava longe da primeira fila, a luz negra deixou a filmagem roxa. Se você estava muito perto, as cortinas douradas estouravam a luz de iluminação. Enfim. Não estava boa. Aqui está um exemplo da iluminação:

Finalistas do solo profissional master

Essa é uma foto da segunda fila, pra vocês terem uma idéia de como estava a iluminação. Realmente ruim.

No geral achei que vários grupos de SP deram uma desaparecida geral do Mercado Persa. Senti falta de várias bailarinas que, independente de dançar ou levar grupos, iam, davam uma zanzada pela feira para cumprimentar os amigos e saíam. Senti falta da Kahina, Ju Marconato, Malak, Mayara al Jamila...  Ou eu que não vi, mesmo, não sei.

Esse foi o ano dos figurinos egípcios no Mercado Persa. E vi muito, mas muito figurino "sem grife", mas não sem glamour. Na categoria juvenil, a Vitória, também aluna da Ana Claudia Borges estava com um figurino que era uma verdadeira jóia, confeccionado por sua mãe. Fico feliz que a maioria dos grupos este ano preferiu aderir ao faça você mesmo, o que, com certeza, vai levar os ateliês a repensarem seus preços.

A feira estava menor este ano - ano passado tinha uns 200 expositores e este ano devia ter uns 150, 160 no máximo. Mesmo com mais espaço, no domingo à tarde ainda estava impossível de se andar. Mas uma coisa bacana que eu vi este ano foi que a maioria dos expositores levou produtos de baixo valor agregado, e fizeram verdadeiras promoções. Havia lenços de quadril com moedas a 10 reais, mais barato do que na 25 de março. Outro detalhe é que os egípcios descobriram o mercado brasileiro, porque havia pelo menos uns 10 stands de egípcios com roupas, artigos de decoração, bijuterias....

Os concursos individuais foram uma grata surpresa no MP. Discordei de algumas premiações do sábado, mas no domingo todos os resultados foram justíssimos, fiquei passada. Veja abaixo um vídeo super divertido que eu e Samantha Monteiro fizemos depois das categorias baby, amador e juvenil:




Ao mesmo tempo, de uma certa forma, fiquei feliz, pois no ano passado eu fiz um manifesto aqui no blog pedindo que o tema do concurso fosse mencionado nas fichas de avaliação, e pelas vencedoras, pelo fato das vencedoras seguirem o tema com exatidão, acho que esse objetivo foi atingido. A dança do ventre agradece! Mas vou deixar esse assunto pra quarta feira, para conversarmos também um pouquinho sobre interpretação e aplicação do regulamento.

Minha prô Aninha, campeã do solo profissional categoria master - Tinha uma bailarina no meio de todo aquele strass????


Quero deixar aqui registrado que a melhor dança que vi no MP não foi no palco principal, nem no palco B, mas foi na tendinha da Zeinab. Eu estava conversando com a querida Lucy Link, de repente a Zeinab começa a dançar um Khalige super delicado, de raiz, só a marcação no pé e a delicadeza dos movimentos! Daqueles que dá um arrepio de amor à dança sabe? E, em seguida, Joelma Brasil dançou Nebtidi Mnain el Hikaya de uma forma tão linda, tão pura, tão doce que me levou às lágrimas - fazia tempo que eu não via uma apresentação que me emocionasse dessa forma. Eu queria muito ter filmado, mas não foi possível... uma pena. Quem estava lá partilhou daquele momento mágico...

Quero mandar um beijo pra todos os leitores que me deram um oi, não vou citar os nomes de todos porque com certeza vou injustamente esquecer alguém, mas quero deixar uma mensagem especial para uma leitora querida da cidade de Jundiaí, e ela me abordou no único minutinho que consegui para entrevistar a Cláudia Censi, e não deu pra tirar a foto com ela. Então flor, essa mensagem é pra você: muito obrigada pelo carinho, são manifestações como a sua que motivam a gente a continuar escrevendo, participando dos eventos, porque essa energia positiva que vem de vocês é que faz tudo valer a pena. Um beijo no seu coração.

Quero saber as impressões de todo mundo, e amanhã aqui no blog: CLAUDIA CENCI gente!!  Mas antes, vejam que lindinha a dança dela no show de gala de sexta feira (vídeo da Central da Dança do Ventre) :






12 abril 2012

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Glossário da Dança do Ventre por Suheil



Olá meninas!!!

E a bellynet está agitadíssima essa semana com o lançamento do "Glossário de Dança do Ventre", de autoria da Suheil, bailarina com mais de 20 anos de experiência em Dança Oriental, e mais outros tantos de quando ela vestia tchu-tchu e subia na ponta. A madrinha do projeto é ninguém menos que Lulu Brasil, e o trabalho promete ser um divisor de águas no ensino da dança. 

O primeiro passo para o reconhecimento é, sem dúvida, a normatização. No entanto, o anos de ensino não-normatizado criaram um sem número de nomenclaturas para passos, variações, mini-sequências. A maioria das escolas têm uma linguagem interna para a nomenclatura, mas quando a aluna sai daquele universo e vai parar em outra sala de aula, o que ela aprendeu como limão pode (e deve ser) laranja. Passei por 4 escolas, e nas 4 fui vítima desse mesmo problema.

Tomando por base o dicionário de ballet, a nomenclatura dos passos, na minha opinião, deve ser simples, clara, e de fácil associação para quem está aprendendo. No ballet a nomenclatura dos passos é praticamente a tradução literal da palavra em francês: Alongée, Balancé, Battement, Chassé, Contretemps, Detiré...  Em contrapartida os nomes de passos que se tornaram populares no Brasil não tem nada a ver com o aspecto físico do passo e nenhuma "licença poética": ovinho, soldadinho, passo do soluço... 

O Glossário da Dança do Ventre não é o primeiro esforço editorial de normatização. Outro material disponível no mercado é o livro "Ventre que encanta" da Bailarina Níjme:



A abordagem da Níjme é um pouco diferente da Suheil. Acredito que, pelo fato da Bailarina Níjme ter a formação em educação física, alguns passos ganharam a nomenclatura 100% física, que nem sempre é de fácil associação e memorização. Por outro lado, outros passos ganharam nomes extremamente subjetivos como "Bandejas Egípcias", "Caracol luminoso" ou "Mulher judaica" - dou um doce para quem descobrir como se realizam esses passos.

Já o Glossário da Dança do Ventre procurou academizar ao máximo a nomenclatura dos passos, uma vez que o objetivo e, não só atingir o público de dança do ventre, mas também informar aos praticantes de outras danças sobre os passos da Dança do Ventre. E sim, isso inclui nomenclaturas do ballet (não vou mentir que me soa escandaloso ler "Básico Egípcio en dehors" - mas entendi o propósito da nomenclatura). Mas podem ficar tranquilas que ao final do glossário tem um mini dicionário de ballet.

Embora sugerido para bailarinas amadoras e profissionais, na minha opinião o uso do glossário sem supervisão por uma iniciante se torna bem difícil. Algumas descrições são de difícil entendimento, por exemplo: "Os deslocamentos horizontais e verticais são permitidos e acontecem simultaneamente a um trabalho de pernas: cada lado completado do desenho do oito do infinito termina em um rond de jambe a terre en dehors" No mini-dicionário de ballet existem as descrições de "rond de jambe", "a terre", "en dehors", no entanto, a junção dos passos somente com a leitura, sem supervisão para execução do movimento, pode levar sim a uma execução incorreta.

No geral eu gostei muito do glossário, fiquei contente de ver alguns passinhos que executávamos em sala de aula e nem tinham nome que estão lá listados, a nomenclatura é simples mesmo com a referência acadêmica, permite tradução literal para outras línguas (alô bailarinas internacionais que dão workshops na gringa) e, ACIMA DE TUDO, está sendo disponibilizado na internet sem custo algum. Parabéns à Suheil pelo belo trabalho e pelo espírito doador! Ela plantou a semente, quem irá colher os frutos são as bailarinas, professoras Brasil afora e, sem dúvida nenhuma, a Dança do Ventre, que alcançará um novo patamar no Brasil a partir desse incentivo.

Clique abaixo para fazer o dowload gratuito do livro no site da Suheil:


Beijos a todas e bom final de semana



08 abril 2012

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Prazer além da estética - trabalho acima da reclamação: a questão do padrão estético na Dança do Ventre.



O assunto estética X dança do ventre virou modinha nas rodas virtuais novamente, e, cá estou eu para falar de meu tópico favorito.  

Já discuti sobre esse assunto de forma muito apaixonada no passado, questionando a ética e as normas de um mercado que menospreza o conteúdo artístico de uma apresentação para apreciar apenas a beleza da bailarina, já me indispus com os "cachorros grandes" da DV brasileira por conta desse assunto (ê Orkut, que saudade que dá), e também já tive a oportunidade de ouvir piadinhas sem graça de "ratos de balada" pelo fato de ser gordinha. 

O fato é que a discussão é velha, mas a indignação parece não ter idade. 

Estou bem longe de ter adotado uma posição conformista sobre esse assunto, mas o fato é que, depois de alguns anos observando o mercado de dança, entendi que manter o tal "corpo em equilíbrio" é mais ou menos como falar francês para o historiador, dominar todas as fórmulas da HP para um administrador, ou ainda maquiar bem para um cabeleireiro.  DIFERENCIAL, DESEJÁVEL, EXTREMAMENTE IMPORTANTE, porém é possível viver sem. 

No entanto, quem escolhe "viver sem" atender um requisito do mercado de trabalho de dança, também assume para si mesmo a escolha de estar muito acima da média tecnicamente para ser considerado "apto".  Como mulheres, que enfrentamos por anos a dominação masculina nas empresas e conseguimos virar a mesa sendo muito superiores tecnicamente, sabemos (ou deveríamos saber) o caminho das pedras neste caso. Não é errado "desejar", mas é preciso assumir a escolha, e se isso demanda saber muito mais do que a maioria, por que não?

Mandanah, fenômeno do "fat bellydance pride" - Quase 4 milhões de visualizações no youtube.

Posso dizer por experiência própria que é muito importante ter papéis bem definidos na dança, e escolher o seu. O que você é na dança? É aluna, admiradora de dança, sem pretensões profissionais. Então que maravilha! Se você é gordinha e dança por puro prazer, não se deixe atingir pelas "normas estéticas " que existem por aí. Simplesmente porque você não precisa delas. Continue estudando tanto quanto puder, continue dançando cada vez mais e imprima em sua dança o genuíno prazer que você sente ao dançar. Esse será o seu diferencial. E os elogios virão - não existe coisa melhor do que sair do palco e ter um feedback imediato de que sua dança emocionou.

Quando o desejo é profissionalizar-se, a coisa fica um pouquinho diferente.

No âmbito profissional, não é fácil fugir dos adjetivos: "magra", "gorda", "velha", "feia". Porém, esses adjetivos só nos atingem quando nós mesmas nos acusamos das mesmas coisas. E não há pior acusador do que sua própria consciência. Há quem discurse inflamadamente sobre as limitações estabelecidas pelo mercado de DV comendo cenoura crua e tomando litros de chá verde por dia. Quanta incoerência! A menos que isso seja uma recomendação médica para assegurar sua saúde em relação àquelas doencinhas chatas relacionadas à obesidade (colesterol alto, diabetes e outros), não seja você a "paladina gordinha da justiça" em eterno processo de emagrecimento. Isso é patético.

Com o tempo, a gente descobre que viver reclamando só cansa, e não resolve. Se você é profissional da dança, está acima do peso, e sente orgulho de ser assim, verá que o tempo que se leva reclamando da vida poderia ser melhor utilizado dando aulas, ou estudando. Pare de reclamar e mãos à obra: escolha muito bem seu público e direcione com precisão sua carreira em dança. Existem SIM chances de sucesso, mas, tenha certeza, ele não está na ladainha repetida "cansada desse mundinho bellydance". Não mesmo.

E para quem está mais preocupado com a arte do que com a plástica:



Quero desejar a todas vocês uma feliz páscoa e uma semana de sucesso. MP vem aí  e a gente precisa de gás extra essa semana. Beijo no coração.




01 abril 2012

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Darya Mitskevich - A nova D.I.V.A. da Dança do Ventre



Passada a polêmica sobre a inserção de elementos ocidentais na dança do ventre - ballet e dança contemporânea - o perfil da bailarina também parece estar passando por uma transformação. Aqui no Brasil eu acredito que ainda não chegamos ao nível da "Dançarina século XXI" pois a preocupação excessiva com a técnica e com as linhas perfeitas compromete seriamente o elemento dramático na dança - razão pela qual muitos se queixam de estarem assistindo "robôs" em cena. O que tenho percebido, assistindo as grandes bailarinas que dominam as técnicas de danças ocidentais e as adicionam como diferencial na sua dança, tais como Saida, Kahina e Suellem, é que, uma vez "vencida a etapa" da técnica, o corpo quebra a barreira da expressão e a dança flui livremente. 

Mas no caso das bailarinas do leste europeu, que eu tenho certeza absoluta que já saíram da barriga de suas mães de tchu-tchu e sapatilha de ponta, parece que a dança do ventre atinge um nível diferente, já que os movimentos da dança ocidental já fluem naturalmente devido à preparação precoce. E o leste europeu, mais uma vez presenteia a dança do ventre, desta vez com uma bailarina da Ucrânia que virou fenômeno no cenário mundial: Darya Mitskevich.


Essa mocinha tem apenas 20 anos! V-I-N-T-E A-N-O-S!!! (Tipo, me senti muito velha agora) E, assim como a experiência traz um enorme diferencial à dança de uma bailarina mais madura, Darya transformou a ousadia típica da juventude em um elemento poderoso em sua própria dança. Ela é abusada! Mistura aqueles chicotes de cabeça com os giros rápidos e contínuos no melhor estilo patinação artística, que aos olhos do mais xiita admirador de raks sharki pareceriam escandalosos, porém, ela os executa de forma tão natural que se torna um prazer de assistir. Sério. Você começa a assitir aos vídeos dela e fica esperando a hora dos giros... crazy stuff. 

Outro diferencial desta bailarina é a preferência por composições modernas românticas, de artistas tipo Fadel Shaker, Wael Kfouri e Ehab Tawfic. Inclusive, foi com a música "Kermal Oyounak" de Wael Kfouri que ela venceu o Ahlan wa Salam 2009 (com apenas 17 anos! aff..) Músicas cadenciadas, que tem aquele balancinho delícia, que traz toda uma mágica à apresentação. Porém, aqui no Brasil essas músicas são consideradas até bregas e evitadas por 9 entre 10 bailarinas quando fazem apresentações de grande porte - para impressionar, o bom mesmo é aquela clássica enooorme, de 10 minutos, onde dá para fazer sequências de 150 passos em cada frase. O povo gosta disso! Será? Darya Mitskevich está aí para mostrar que qualquer música pode impressionar quando a dança está acima da média. 

Ela é tão apaixonada pelas músicas cadenciadas que até as clássicas que ela executa têm essa característica: em seu show na Argentina, a clássica escolhida foi Amal Hayati de Om Koulthoum. Mas será que essa preferência tão grande pela cadência quer dizer que ela evita os movimentos percussivos? Mas não mesmo! E é isso que faz sua dança tão especial: ela consegue privilegiar os movimentos sinuosos e os acentos perfeitos com uma harmonia incrível. E sua leitura percussiva inclui, pasme, cambrês laterais e um "cambrezão" de dar medo. 

Dona de um quadril poderoso, de uma expressão maravilhosa e de uma leitura impecável, essa discípula de Aleksei Riaboshapka tem tudo para se tornar um dos maiores nomes da dança do ventre mundial em todos os tempos. E quem ganha com isso somos nós que poderemos suspirar apaixonados a cada vez que Darya Mitskevich subir ao palco e arrasar na dança do ventre. 

Com vocês: Darya Mitskevich














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