28 fevereiro 2012

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E então você quer bordar seu figurino de dança??? Hum...

Luana al Hafiz, com figurino preto confeccionado por ela. 


É oficial!

A partir do momento em que passamos a praticar dança do ventre, a parte do corpo que mais dói é o bolso. São aulas regulares, workshops, inscrições para milhares de festivais, convites para as imperdíveis festas árabes cidade afora, os acessórios para uso em aula e, principalmente, os figurinos de dança.

O figurino de dança, que em um passado longínquo era apenas um acessório complementar, hoje é parte integrante da dança, assim como técnica, expressão e interpretação. Acha que estou exagerando?? Experimente então participar de um concurso de dança com um figurino da 25 de março. Eu já fiz o teste. Leia o resultado aqui. 

E, por conta dessa nova "atribuição" dos figurinos na dança, seus preços aqui na cidade de São Paulo estão I.M.P.R.A.T.I.C.A.V.E.I.S. Quer um figurino básico, poucas pedrarias, somente paetê bordado e franja descontinuada (praticamente gotas)? Trezentos reais. Quer um figurino com tecido metalizado, alguns chatons e uma franja de vidrilhos? Quinhentos reais. Vai um strass? Oitocentos reais. Quer uma mega combinação de pedrarias diversas, chatons, strass, franja, bojo personalizado, mangas, adereços de pernas e togethers and evers? Leia e caia desmaiada: R$ 1.200,00 ou como diria o paulista MILEDUZENTOSREALMEU!!!!




Não estou aqui de forma alguma desmerecendo o trabalho artístico do estilista que desenvolve figurinos personalizados para cada tipo de proposta de dança, valorizando cada tipo de corpo, enfim. Mas, avaliando o valor do material empregado, dobrando o valor desse material em nome do trabalho artístico do estilista, adicionando mais 30% do valor pago às costureiras e bordadeiras (e nem sempre é isso tudo), podemos concluir que um figurino de médio porte, com uma boa quantidade de pedrarias, cristais e strass poderia ser vendido, tranquilamente, por R$ 600,00. Então, pois é...

E é por isso, por todos os motivos já lidos acima, que as bailarinas que possuem habilidades com as agulhas optam por bordar o seu próprio figurino de dança. Como dizia minha primeira professora: "se é pra gastar R$ 300,00, que seja em strass e cristais pra fazer um figurino de CEGAR JURADO". #todasshoraderi

E, desde o Orkut, estão se formando espaços virtuais onde se reúnem as bailarinas que bordam seu figurino de dança, que oferecem dicas de costura, de bordado, de materiais, sugestões de figurinos, e, ao final do trabalho, servem também para divulgar o trabalho pronto. Isso sem contar no fator motivador dessas reuniões virtuais, afinal, quem é que não gosta de ouvir elogios após a finalização de um trabalho esmerado?  

No Orkut podemos destacar as comunidades:

"Eu bordo minha roupa de dança", de Najla Hayek
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1508100

"Bailarinas Pobres", de Beth Damballah
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95360601

Recomendo demais a leitura da comunidade "Eu bordo minha roupa de dança", o conteúdo é riquíssimo, lá você poderá encontrar desde dicas de materiais para um cinturão mais resistente (EVA rulez), até técnicas de bordado garimpadas de canais do youtube que você jamais pensaria em pesquisar. Vale a visita!

Abaixo, veremos um vídeo da comunidade "Bailarinas Pobres", onde a Karina Beraldo mostra (lindos) figurinos, feitos com materiais que foram reciclados, ou até materiais inusitados, como um biquíni dourado comprado na Marisa.


E no Facebook já existe um grupo dedicado às bailarinas que desejam bordar sua roupa de dança:

"Eu bordo minha roupa de dança", de Karina Berado:
http://www.facebook.com/groups/101508086644308/

No vídeo abaixo, feito especialmente para o grupo, a Karina mostra alguns materiais para bordado, adquiridos na 25 de março:



O próximo vídeo já tem uma motivação diferente, serve como uma vídeo aula de preenchimento de desenhos com vidrilhos, para bordado de tecidos estampados (altamente na moda aqui em Sampa). Observe a delicadeza do bordado:



Pras meninas que tem habilidade e paciência, e principalmente, persistência com artesanato, vale a dica de bordar seu figurino de dança. Em primeiro lugar pelo custo-benefício: por mais que demore, ainda assim você terá um figurino por, no mínimo, 1/3 do valor de um figurino de ateliê. Além disso, existe o fator exclusividade: você conhece de longe figurinos feitos por Simone Galassi, Tony & Robby, Cristtiano Ferreira e outros. Mas o seu figurino será exclusivo, só seu, ninguém jamais terá igual. E isto, simplesmente, não tem preço. 

Por último, podemos destacar que praticar um trabalho manual é uma terapia, é uma das poucas atividades onde é possível manter um alto nível de concentração, pode ser aliada ao estudo de música árabe (e pra quem discorda, desafio você a bordar e deixar uma música rolando "de fundo", a música ficará na memória por muitas horas), enfim, é uma atividade que traz somente benefícios. 

Vamos??

Beijos a todas

Vejam fotos de roupas postadas na comunidade "Eu bordo minha roupa de dança" do Orkut:

by Kely Montarroyos

by Ana Maria Leal

by Débora Lelis

by Elisangela Martins

23 fevereiro 2012

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Estrutura da Música Clássica - é verdade absoluta para todas as músicas?



Olá meninas!!

Dividindo meu caderno de aulas com vocês, vim hoje compartilhar sobre a estrutura da música clássica. Muitas bailarinas, ao iniciar o estudo da música clássica árabe, acabam adotando a cartilha pregada em sala de aula e internet afora como regra imutável. No entanto, nem todas as músicas possuem a mesma estrutura e vão repetir os mesmos momentos para que você linda sempre arrase nas suas apresentações.

A música clássica árabe tem uma "estrutura interna" comum à quase todas as composições, e o planejamento da dança para este estilo musical também é estruturado. Os 4 primeiros estágios dos quais falaremos hoje são:

1.Introdução: o momento inicial da música, a apresentação dos músicos em cena (a bailarina fica quietinha na coxia esperando sua vez) e pode ser uma peça melódica ou mesmo uma peça cadenciada. Uma característica de fácil identificação para este momento da música é justamente a ausência de um ritmo marcado.

Na música que utilizaremos como exemplo, Saher al Shaker Etneen (Al Ahram Orquestra), a introdução vai do segundo inicial até os 55s. Ouça:



Found at: FilesTube

2. Chamada da Bailarina: esta é a primeira peça ritmica da música, e o nome é auto explicativo - é a chamada da bailarina. O ritmo que geralmente é executado na chamada da bailarina é o Malfuf (DUM-TAKA-KATA), de uma forma cadenciada, rápida e normalmente sem floreados. Não existe uma outra forma para descrever este momento: é o início do fluxo de movimento da dança.

 Na música abaixo, Layali Marya, a chamada da bailarina vai dos 33s aos 40s. Ouça:



Found at: FilesTube

(Tenho algumas dúvidas sobre o ritmo apresentado na chamada da bailarina da música Layali Masrya. Pra mim parece mesmo um Malfuf, mas as batidas estão um pouco abafadas, então, se errei nessa parte, por gentileza quem tiver maiores informações me corrija). 




3. Entrada da bailarina: Pronto, pronto... já estava achando que essa hora de entrar no palco não chegava nunca, não é??? Melodia e percussão se unem, e juntas abrem espaço para a bailarina entrar em cena em grande estilo. As frases, normalmente têm grande impacto, e pedem uma execução da dança com deslocamentos, arabesques (para quem gosta) e giros.  O trecho de entrada da bailarina pode ou não manter o ritmo da chamada como base. 99,9%  das bailarinas utilizam o véu na entrada em cena, e as certificações Brasil afora avaliam também se a bailarina consegue identificar o momento exato de largar o véu. O senso comum atesta que o momento de largar o véu é a frase que precede a mudança do ritmo da entrada para o ritmo cadenciado (que geralmente é o ritmo baladi). 

No exemplo ilustrado abaixo, a música Layali Zaman de Setrak Sarkissian, a entrada da bailarina vai de 01:00 até 03:03, e o ritmo da entrada é o mesmo da chamada, no caso, o Malfuf. Essa música é bem interessante de se estudar porque nos 02:28 ela dá uma paradinha na melodia, e parece que o ritmo vai mudar, mas o Malfuf permanece sendo executado até os 03:03. #pegadinha. 


Found at: FilesTube


4. Ritmo cadenciado: é o momento de mostrar sua habilidade técnica e colocar seu corpo a serviço do reconhecimento dos ritmos. Neste momento, a maioria absoluta das músicas apresenta um baladi 2D, mas essa não é uma regra infalível.

Na música apresentada abaixo, Nour el Amar (Al Ahram Orchestra) você verá que a entrada é pouco convencional, com uma estrutura diferente. O ritmo cadenciado começa em 03:18 e vai até 03:29. 



Found at: FilesTube


No entanto, é preciso estar bem atenta às músicas que fogem à regra que, muito embora sejam clássicas das clássicas, sua estrutura nem sempre obedece ao que temos como regra magna. E uma dessas perigosas músicas, principalmente pra quem faz pré seleção e afins é Raks Bedeya de Ali Mohammed.



Found at: FilesTube

Quando você ouvir os acordes iniciais pensará: ah, tô craque, é a música da peça "Egyptian Nights" do show das Bellydance Superstars. E embora eu pense que a versão criada pelas Superstars tenha virado uma febre "boring" dessa música que motivou milhares de bailarinas mundo afora a dançar somente a versão editada,  a verdade é que a versão original traz uma estrutura das mais difíceis de se coreografar ou improvisar, justamente pelo fato de que foge bastante à estrutura da cartilha. 

A introdução vai do segundo inicial até 01:07. Em seguida entram Malfuf e melodia junto. O que fazer? Entra junto? Não sei. Espera a primeira frase? É curta demais. Espera a primeira estrofe? É longa demais.  E por ter ficado com a pulga atrás da orelha, resolvi procurar o que diz o senso comum no youtube. O problema é que só achei duas apresentações na versão original. Vamos a elas:

1. Suheil que entrou "junto" com a execução da melodia e do ritmo:




2. Ceci Guevara - essa atropelou a introdução, vejam:



A conclusão a que cheguei sobre essa música? Nenhuma. Vou arriscar entrando na segunda frase depois da introdução mesmo.

E vocês, o que tem a dizer sobre a estrutura da música árabe e as músicas pegadinha??

Beijos a todas

20 fevereiro 2012

4

O balanço do desfile da Unidos de Vila Maria - Carnaval 2012


"Vamos dar as mãos, nossa família
Fazer na avenida a corrente de fé,
Bate forte no tambor AXÉ".

Mais um ano em que o mundo bellydance se volta ao Anhembi para acompanhar a passagem das grandes bailarinas da Dança do Ventre no palco do samba. Neste ano a escola que prestigiou a nossa dança foi a Unidos de Vila Maria, que depois de um desempenho fenomenal em 2011 vem "com sangue nozóio" para a conquista do título. E nós, como bons fans de dança do ventre que somos, ficamos com os olhos colados na telinha para prestigiar nossas meninas. 

Os desfiles já estavam com um atraso de 30 minutos, o horário previsto para a Vila Maria entrar na avenida era 02:50, porém às 03:25 da manhã o desfile da Águia de Ouro ainda não havia terminado, a escola saiu com EXATOS 70 minutos regulamentares de desfile, o que nos deixou mais ansiosos ainda para o início do desfile da Vila Maria. Aliás, meu muito obrigada ao Michel Rosa, Ana Graziela Hana Aysha e Carol Mello que me mantiveram "antenada" com nosso momento "comentaristas de carnaval". 

O desfile da Vila Maria começou por volta das 03:45. No esquenta, em uma filmagem geral da escola pudemos assistir às bailarinas Aysha Almée, Mahira Hasan e Chrystal Kasbah. Para impressionar os jurados "de cara", a Vila Maria veio com a melhor comissão de frente do carnaval de São Paulo. A Globo ficou tão impressionada com a fluidez do figurino e a qualidade da coreografia, que deu destaque à comissão de frente por intermináveis 23 minutos. Isso mesmo: 23 MINUTOS. Não preciso nem falar que ainda tinha muita escola pela frente, e que a passagem pelos outros carros e alas seria bem rápida. 

Comissão de Frente da Unidos de Vila Maria com o tema "Fiat Lux - E se fez a luz"

As bailarinas vieram no carro "Aurora dos Tempos", o segundo carro da escola, que destacava o uso das mãos na evolução humana. A impressão que eu tive era de que o espaço era muito pequeno para as evoluções planejadas na coreografia, talvez uma das bailarinas que participaram possa nos esclarecer essa dúvida. A passagem foi muito rápida, e, dessa vez as bailarinas destacadas foram Karina Galasso, Najwa Zaidan, Karol Reis e Michelli Nahid.

Bailarinas no carro "Aurora dos Tempos" - Foto de Sandra Reis. 

O carro no qual desfilou Suellem Morimoto trazia o artesanato brasileiro, e na frente do carro, para mandar pra longe o mau olhado, duas enormes carrancas ladeavam um caneco de cerâmica em forma de focinho. Na minha opinião esse era um dos carros mais interessantes da escola, pois nele estavam representadas as esculturas mais famosas do nosso país mundo afora. A Globo, no entanto, não divulgou nenhum detalhe do carro, apenas mencionou o nome do destaque, sem, ao menos descrever o que ele representava. A fantasia de Suellem, a Iemanjá, a imagem da mulher morena com o vestido azul é a escultura brasileira mais vendida no mundo. Merecia um comentário no plim plim, não merecia?

Fonte: Folha de São Paulo

Veja o vídeo da participação das meninas da dança do ventre no desfile:



Minha opinião geral sobre o desfile da Vila Maria é que foi um desfile correto, gostei demais do carro com o telão que demonstrava os tweets da galera em tempo real. No entanto, achei que faltou um pouco de ousadia nas alegorias, principalmente com uma alegoria tão espetacular na comissão de frente, o público ficou com uma expectativa grande em relação às demais alegorias da escola. Não estou falando que elas não eram lindas e luxuosas, pelo contrário. Estou falando que faltou aquele elemento "VAVAVOOM" que faz o povo sair do sambódromo falando dele por horas (eu, pelo menos, ainda não apaguei da minha cabeça a imagem da Rainha de Bateria da Mocidade tocando um surdo de terceira, e nem da Bateria da Gaviões que trocou de roupa em plena avenida).

Outro item crítico, na minha opinião, foram justamente as informações fornecidas pela transmissão, sabidamente oferecidas pela escola. Faltou detalhamento, houve uma preferência em falar da Quitéria Chagas, da Val Marchiori, do Chico Espinosa do que realmente da Vila Maria. Um exemplo é a ala das baianas. Falaram que o Chico Espinosa foi até Americana, ficou 15 dias trabalhando no desenvolvimento do tecido do qual foram feitos os vestidos das baianas. Mas qual era o tema da ala mesmo? Até agora não sei. 

Aliás, a Val Marchiori é um outro item a ser considerado. Será que vale chamar a socialite mais polêmica (no mau sentido, aquele de que "falta inteligência") de um reality show extremamente supérfluo para envergar a fantasia mais cara da escola?

Que a Vila Maria estará no desfile das campeãs, eu tenho certeza. Vamos torcer que esteja lá com o caneco. 

Antes de mostrar algumas fotos, queria deixar só dois comentários aqui:

1. NOTA ZERO pra Vai-Vai que trouxe um enredo cujo tema era "Mulher", e nem cogitar colocar uma ala de Dança do Ventre, uma das danças mais femininas (se não a mais feminina) da humanidade.

2. Já passou da hora de uma agremiação de São Paulo contar a história da imigração árabe no Brasil, já que este é um povo que foi primordial no desenvolvimento da cidade de São Paulo. Escolas de Samba: FIKADIKA!

Vamos às fotos de nossas meninas:

Essas fotos abaixo eu extraí da filmagem.




Fotos de Sandra Reis:







Beijos e bom carnaval à todas!!!

15 fevereiro 2012

6

E mais Dança Árabe no Carnaval - Unidos de Vila Maria (SP)


Olá meninas!

"Samba da minha terra deixa a gente mole, quando ele bamba todo mundo bole...
Quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou é doente do pé..."

O ano de 2011 já começou "sacudido" pelo carnaval da Gaviões da Fiel, que colocou nossas meninas da Dança Árabe para sacudir o Anhembi com o enredo sobre Dubai. Foi um sucesso estrondoso, várias emissoras de TV comentando a beleza e a qualidade da apresentação das meninas da Dança do Ventre. Acredito que esta performance abriu as portas do carnaval para a dança árabe como uma forma de expressão com reais chances de arrancar boas notas dos jurados. 

O resultado disso é que em 2012 mais uma escola apostou na Dança Árabe para compor uma alegoria, a Unidos de Vila Maria (SP), que levará ao palco do samba no Anhembi o enredo "A Força Infinita da Criação - Vila Maria feita a mão"

Este enredo vem cheio de responsabilidade, pois sucederá um dos mais belos carnavais da história da Vila Maria, que em 2011 trouxe o enredo "Teatro Amazonas - Manaus em Cena" e contou a história do Teatro Amazonas. Em suas alegorias estavam destacados a beleza e a grandiosidade dos grandes festivais de Paritins, e a escola ficou em terceiro lugar no Carnaval, porém, sendo considerada por muitos a campeã moral de 2011, já que vários críticos creditam a vitória da campeã Vai-Vai somente à figura de João Carlos Martins e não à performance na avenida. Polêmicas à parte, foi um Carnaval inesquecível e um excelente cartão de visitas para os jurados em 2012.

Comissão de frente da Vila Maria em 2011 - uma das mais elogiadas pela crítica

O enredo irá exaltar a importância das mãos, desde o início da história da humanidade até o advento da internet e promete trazer mais de 3.000 componentes para a avenida. Para reforçar a busca pelo título, a Vila Maria vem para a avenida com a assinatura de Chico Spinoza, carnavalesco tricampeão pela Vai Vai, campeão com a Estácio de Sá do Rio de Janeiro e já conhecido pelo luxo e extravagância de seus desfiles. 

A Dança do Ventre estará representada em um carro com o tema oriental - o nome oficial será revelado apenas na avenida. A produção deste carro é de Cinthia Ribeiro. Todas as bailarinas estarão trajadas com figurino tradicional de duas peças, e mais todos aqueles adereços típicos do carnaval. A coreografia da bailarina Najwa Zaidan, como não poderia deixar de ser, foi composta em cima dos pontos fortes do enredo, destacando o trabalho de mãos e braços.

As bailarinas que participarão "carro oriental" no desfile da Unidos de Vila Maria são:



E além da oportunidade de mais uma vez mostrar dança do ventre de qualidade para o grande público, a Unidos de Vila Maria nos reservou mais uma surpresa: em 2012 a musa da escola é ninguém menos que Suellem Morimoto, sim, a japa mais amada da dança do ventre. Suellem desfilará vestida de Iemanjá, em um carro com (deusulivre) 15 metros de altura.


O desfile será na madrugada de sábado para domingo, por volta das 3 da manhã. Você não vai perder vai????

Somente a dança do ventre é capaz de me fazer torcer pra outra escola de samba que não a minha idolatrada Gaviões da Fiel. Vou hoje aqui lançar um movimento: cole o selinho abaixo na sua página principal do Facebook, conte para o máximo de pessoas possível, vote durante o desfile para que a escola seja destaque nas transmissões televisivas! Vamos fazer uma campanha para que a Unidos de Vila Maria saia vitoriosa do carnaval e nossas meninas cada vez mais consagradas!!!


Beijos a todas!!!!

Veja na Central da Dança do Ventre fotos dos ensaios para o Carnaval 2012.

13 fevereiro 2012

7

Cheguei no avançado! E agora????



Olá meninas!!!

Não sei porque mas tenho esse devaneio a cada vez que penso que a aluna é "promovida" para o nível avançado: a trilha sonora é aquela da novela "Celebridade", a bailarina se imagina entrando no Harém da Casa de Chá para dançar "Set el Hosen" diante dos olhos admirados do público, e lá no cantinho estão o marido e a professora com o peito estufado de orgulho enquanto a bailarina gira e gira e treme no meio do salão. Nesse nível tudo é possível. Todas as portas estarão abertas! "Daqui pra frente, tudo vai ser diferente..."

Será?

São pouquíssimas as metodologias de ensino da dança do ventre que utilizam a audição como forma de avaliação para mudança de nível, a maioria das escolas opta pela avaliação individual da professora de acordo com o progresso da aluna em sala de aula e nas apresentações. Algumas escolas optam, ainda, por avaliar o progresso da aluna através de seu desenmpenho em concursos (so dangerous!). O fato é que, independente da forma escolhida pela escola para a mudança de nível, para a aluna que sonha em se profissionalizar na dança, a aula de avançado é a antessala do sucesso e muitas colocam todos os tipos expectativas idealistas neste nível de aprendizado.

De "glamour" a aula de avançado talvez tenha só o nome. Nas boas escolas é o nível de estudo mais sério de construção musical árabe e composição da coreografia clássica, identificação dos ritmos, refinamento dos passos, aprofundar o estudo de folclore e nos tempos atuais a manipulação de (cada vez mais) elementos. Muitas escolas, ainda, não tem aulas específicas para profissionais, e mantém uma turma única de alunas de nível avançado e bailarinas profissionais. Portanto, no melhor dos mundos, em sala de aula serão abordados ainda tópicos de direção artística, posicionamento cênico para shows ao vivo, interação com os músicos e com o público. Existem ainda as escolas que incluem nesse módulo a formação de professores, com aulas de iniciação à didática, cinesiologia, consciência corporal e whatevers... E, via de regra, isso tudo e ainda participar do corpo de baile da escola em apresentações e concursos.

É informação pra muito mais de metro. E se você está passando por esse momento e está se sentindo intimidada, não se assuste. Você não é a primeira, não será a última a passar por isto, e dá pra aliviar vários itens seguindo algumas dicas básicas:

1. Anotar é preciso.




    Eu tinha um gerente que adorava dizer que caderno era coisa de gente encostada, que tinha preguiça de guardar na mente as informações mais importantes para desempenhar o serviço. No nosso caso vou ter que discordar dessa afirmação porque precisamos manter nossa mente focada no desempenho e não só em acumular informações. Do que me serve ter decorados todos os ritmos árabes, suas leituras, preenchimentos e floreados, se eu não sou capaz de saber a diferença entre a "chamada da bailarina" e a "entrada da bailarina" na música clássica?

Reserve sua memória para a ação: se está estudando uma coreografia, mantenha o foco nela e anote o conteúdo restante. Se está desenvolvendo uma música clássica tenha em foco os estágios da música e anote o conteúdo restante. Quando necessário for, o caderno estará ao alcance da mão para consulta. E para quem ousar dizer que caderno é coisa de gente encostada, é sempre bom lembrar que um cérebro, por mais notável e bem estimulado que seja, nem sempre é capaz de fornecer de bate-pronto qualquer informação em qualquer tempo, de qualquer maneira. Já o caderninho...

2. Desligue o comparômetro



Você chega na sala e olha em volta: todas as meninas estão com aquele lindo macacão de um ombro só da Tetê Souto, e você está com aquela legging puída com a camisetinha da empresa do marido. Começa o aquecimento e todas as meninas estão com o dorso da mão encostado no chão e você mal consegue chegar aos seus pés. Começa a aula e os movimentos fluem com a maior facilidade para todas e você tem que ralar pra conseguir realizar. Diante de tantas diferenças e dificuldades é natural se sentir desanimada em um primeiro momento, mas não caia na cilada de estabelecer comparações entre o seu desempenho e o de suas colegas de sala de aula. Para ser feliz DESLIGUE O COMPARÔMETRO. Não se esqueça de que suas colegas de sala já estavam participando da aula antes que você chegasse e já existe um rapport entre o timing da aluna e o da professora. Não se desestimule com o mimimi "Não consigo girar como a fulana.", "Não consigo tremer como a ciclana", "Jamais terei o alongamento da beltrana." Seja exigente somente consigo mesma, com seu progresso e desempenho, e não com o ideal "phodásticas da sala de aula".

3. Mantenha uma rotina paralela de estudos relacionada aos assuntos principais que são abordados em sala de aula.



Se pararmos pra pensar, 1h30 de aula por semana é pouquíssimo para absorver conteúdo e tirar dúvidas, fora o fato de que esse tempo é dividido com outras colegas de classe que possuem as mesmas limitações de tempo que você. Então, mantenha uma rotina de estudos apartada, de preferência com assuntos relacionados à matéria ensinada pela professora em sala de aula. O método pode ser o que você escolher, hoje temos diversas ferramentas: sites, blogs, youtube, etc. Peça à sua professora um tempo para avaliar seu progresso neste projeto paralelo, solucionando dúvidas e colocando pontos de melhoria.  Seria interessante também chamar suas amigas (de confiança) para assistir à sua avaliação, ouvir as críticas construtivas e , por que não, deleitar-se com os elogios, afinal você dedicou tempo ao estudo não? Nada mais justo!

4. Harmonize.

Somos todos diferentes, sabemos disso, mas insistimos no tal de "conecsanto" com tudo. Tem que "bater" com a professora, com a recepcionista, com a tia da cantina e com as colegas em sala de aula. E o "santo" não "conectou" é um Deus nos acuda. Infelizmente o "conecsanto" é um celular da Tim no interior de São Paulo: só pega a hora que quer, somente em alguns lugares e mesmo assim com uma qualidade ruim. Mas nem por isso você vai tacar o celular no banheiro porque não deu sinal quando você queria. Na aula é a mesma coisa: nem sempre haverá empatia entre todas, mas o respeito pode e deve ser alimentado. E, acredite, quando o respeito está acima de qualquer outro sentimento, a empatia virá, no tempo certo. Somos um meio onde o ego às vezes é maior do que a técnica e o bom senso, então, faça sua parte em harmonizar.


Essas são dicas simples, que não tem nenhuma pretensão de ser "receita de sucesso", aliás, longe disso. Tenho praticado no meu cotidiano em sala de aula, e tem dado muito certo pra mim. E vocês? Alunas do avançado Brasil afora, contem suas dicas de estudo pra nós!!!

Beijos a todas

07 fevereiro 2012

3

Bazar da Bailarina + Resultado do Sorteio - Cartas de uma bailarina de Dança do Ventre

Olá meninas!!

Depois de um longo e tenebroso inverno, vamos ao resultado do sorteio do livro "Cartas de uma bailarina de Dança do Ventre", de Luciana Arruda.




























Parabéns Marcele Alves!!!!!!!!!!
Fico aguardando seu e-mail com os dados para envio, ok?

E você que não ganhou o sorteio, quero sinceramente te encorajar a adquirir o livro. É um texto de excelente qualidade, bem escrito e pesquisado, além de um investimento com um enorme custo benefício, pois o preço acaba sendo pífio diante do valor da informação que é transmitida. Certamente vai enriquecer seu estudo em dança do ventre, pra você que é professora será um utilíssimo material didático em aula e pra quem é simplesmente admirador da dança, será uma delícia de leitura.

Para adquirir o livro, acesse: http://www.abailarina.com/Guia-Pr%C3%A1tico.php . Quem adquirir o livro no mês de fevereiro participará da promoção do frete gratuito. Não deixe de encomendar o seu!!!

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O Bazar da Bailarina

Há muito, mas muito tempo mesmo, eu tenho um projeto de abrir um espaço virtual de "classificados" para dança do ventre. Simplesmente porque há figurinos Brasil afora que são verdadeiros tesouros, e nem sempre a bailarina que quer vender seu figurino consegue oferecer ao máximo de pessoas possível, e ele acaba ficando esquecido lá no fundo do armário, quando tem, certamente, muita gente precisando adquirir um figurino de qualidade a um preço acessível. 

Assim sendo, crirei um Bazar virtual para que todas as habibas que desejam vender seus figurinos:



Para a bailarina que deseja anunciar seus figurinos no Bazar da Bailarina o serviço é gratuito, basta enviar um e-mail para amarelbinnaz@zipmail.com.br com os dados básicos do figurino:

Tamanho e alcance do tamanho da roupa (no caso de vestir tamanhos maiores)
Propriedades do tecido - estica? Não estica?
Propriedades do bordado (materiais e estado)
Preço
Condições de pagamento
Condições de envio (frete, valor e para onde o envio está disponível)

E o mais importante: envie fotos de qualidade onde as interessadas possam ter uma boa visão do estado da roupa, do bordado, e uma idéia do tamanho. Isso valorizará seu figurino na hora da venda. 

Não há limite! Se você quer colocar lá 20 figurinos, fique à vontade!!!

Para lojas virtuais que estejam interessadas em anunciar seus produtos, o investimento é bem pequeno. Envie um e-mail para amarelbinnaz@zipmail.com.br e consulte a tabela promocional de lançamento!

Espero que esse espaço abra muitas oportunidades para todas que querem adquirir um figurino, ou acessório, ou qualquer coisa, a um preço acessível!!

Beijos a todas!

03 fevereiro 2012

8

Divas da Terra Brasilis: A poesia do corpo - Munira Magharib



"Sou bailarina
 Sou vibração
 Coração que se dilata
 Espargindo a emoção!

 Sou bailarina
 Sou de carne e de luz
 Sou passado que se redime na dança
 Sou presente que se tece na mudança
 Sou futuro na música da esperança."

(Daniela L.P. Soares)



Estou aqui a pelo menos uma hora tentando iniciar um texto que consiga expressar de forma justa e isenta minha opinião sobre a dança de Munira Magharib. A grande verdade é que não consigo. Sou muito fã, e esse sentimento me impede de escrever de forma isenta. Ademais, a dança de Munira é maior do que qualquer superlativo que eu utilize para descrever sua dança, o que faria de mim muito ridícula ao tentar descrevê-la apenas como uma "boa bailarina". 

A primeira palavra que me vem à mente para descrever a dança de Munira é TRADICIONAL. Eu nunca vi uma performance moderna da Munira. O fato é que Munira é uma especialista em música clássica árabe - e isso vai além de simplesmente executar perfeitamente os ritmos apresentados na música, ela é uma das pouquíssimas bailarinas que entende o timing da música e esse conhecimento é o diferencial na execução de uma dança mais tradicional que não entendia o público.


Outra palavra que me vem à mente quando penso na dança de Munira é TANGIBILIDADE. Quando assisto a uma dança da Munira, penso que se eu estudar e treinar até meus pés sangrarem, um dia vou conseguir dançar daquela forma. Munira é praticamente a ÚNICA bailarina a executar leitura percussiva com batida lateral! Suas combinações de passos são extremamente simples se comparadas às performances de outras bailarinas, porém, seu diferencial são a classe, a elegância e o sentimento absurdo que ela expressa ao dançar. Essas características a tornam uma bailarina de estudo obrigatório a qualquer aprendiz de dança, em primeiro lugar pela qualidade técnica, e em segundo lugar pelo grande apelo motivacional que representa a dança de Munira. Dançar bem, encantar, emocionar é possível sim. Basta estudar. E muito. 

Outra forte característica desta bailarina é sua paixão pelo folclore árabe (lembram do que Gamal Seif disse na entrevista sobre o que vai melhorar EM MUITO a dança das brasileiras???? Não? Então clica aqui!). Munira é, na minha opinião, até hoje uma das maiores autoridades em Saiidi na Terra Brasilis. Ainda não assisti a uma apresentação de Saiidi que supere aquela apresentação na Festa de 20 anos de dança da Lulu no Memorial da América Latina. Uma pena não estar no youtube. 

Que a dança de Munira nos encante por muitos e muitos anos. Porque a dança oriental merece!

Nebtedi Mnain el Hikaya - Shangrilá House - SP



Layali Masria - Uma verdadeira apresentação de gala - Khan el Khalili - SP



Lamma Bada - Mowashahat - Khan el Khalili - SP




Dabke - Khan el Khalili - SP



E vocês, o que acham??

Beijos a todas!
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