31 janeiro 2012

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Amando as bailarinas antigas - A Rainha do Baladi - Nabaweya Moustafah





"O que devemos aprender com os antigos, é como fazer o novo
(Bertold Brecht)



Hoje é dia de (finalmente) dar continuidade aos posts "Amando as bailarinas antigas" (Beijo Lívia!!!)

Para você que ainda não leu os posts anteriores, clique aqui:


Eu prometi que a terceira parte seria da Nagwa Fouad, Nelly e Taheya Karioka, mas vou abrir aqui um parêntese para uma bailarina que adoro, a aclamada "Rainha do Baladi": Nabaweya Moustafah. 

Às vezes me pergunto o que sobraria da performance de uma bailarina nos dias de hoje se tirassem dela o figurino luxuoso, os movimentos ocidentais e a leitura percussiva. O que me vêm à cabeça são tremidos intermináveis, poucos movimentos de ombro, e alguma coisa de expressão. O entusiasmo para assistir uma performance assim é nenhum. Entretanto, Nabaweya Moustafah concentra seu potencial artístico no quadril "mais chacoalhento" dos anos dourados do cinema egípcio, movimentos de ombro, e uma expressão extremamente carismática. E consegue manter o expectador ligado em suas apresentações do começo ao fim. 

Qual será a fórmula mágica?

Eu adoraria falar mais do início da carreira dessa bailarina, quem eram suas inspirações, porém o material biográfico disponível na internet é nulo. No entanto, comparando o trabalho dessa bailarina com suas contemporâneas famosas (Anos 40 e 50 - Taheya Karioka, Samia Gamal, e nos anos 50 Naima Akef), em especial com as bailarinas que passaram pela preparação artística de Badia Masabni, é muito nítido o diferencial dessa bailarina: Nabaweya Moustafah não apresenta elementos ocidentais em sua dança, usa e abusa de seu quadril poderoso e tem muito, mas muito carisma. Sua expressão facial é um show à parte, ela lança mão de muitas caras e bocas durante a dança. 


O que é mais interessante no estudo dessa bailarina, é que ela faz questão de executar os movimentos percussivos de forma bem proeminente, movimentos "grandes", acentos fortes, no entanto, seus movimentos sinuosos são médios ou pequenos, porém executados de forma perfeita. É reconhecida também por sua flexibilidade, nos vídeos abaixo vocês verão alguns cambrês de dar medo (todas shora de inveja!).


Em muitos vídeos ela é descrita como "A Rainha do Baladi". Não discordo nem por um minuto.


Estudar Nabaweya Moustafah é experimentar uma dança que começa primeiro no contato visual com o público, e que é executada não só com o corpo, mas que se expande em um momento de comunicação genuína com os expectadores. Ela dança, encanta e seduz com o que muitas consideram "o mais simples" da técnica. E é isso que faz dela ÚNICA e ETERNA.


Viva Nabaweya!









E vocês, o que acham?????

Beijos a todas!!!

9 comentários:

  1. Vera não me odeie rs
    Mas que bom que você não continuou então! Não conhecia essa bailarina!
    Que quadril de dar inveja hein!!! Meu deus! É tanto poder q nem identifico qual é o movimento ao certo que ela está fazendo! Adorei
    Eu nao saco muito de "estilos" mas achei que ela dança meio "libanês", o que não é critica não! Porque eu gosto de qualquer estilo desde que fique bonito e coerente. Muito legal vc trazer esta bailarina difrente das mais conhecidas que passaram pela mão da Badia. Ela é BASTANTE expressiva e muito simpatica! E os cambrês? Medo! Gostei muito!
    Parabéns pelo post! Beijos

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    1. Oi Lívia!!!

      Nabaweya é OURO mesmo. Sempre vejo a Soraia dizer que a Naima Akef é uma de suas inspirações, mas um quadril chacoalhento como o dela só deve ser "reencarnação" da Nabaweya!!!

      Vamos seguir com os posts, mas nesse formato "uma-a-uma".

      Beijoconasssss!!!

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  2. "é muito nítido o diferencial dessa bailarina: Nabaweya Moustafah não apresenta elementos ocidentais em sua dança"... assim você comenta. Realmente minha irmã, esse diferencial me chamou muito a atenção, pois estamos acostumadas a ver a dança árabe feminina impregnada de elementos ocidentais. Gostei de ver esta mulher exuberante dançando.
    Obrigada pela publicação.

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    1. Oi Aninha-flor!!

      Descobri que quem gosta de um estilo mais tradicionalzão como nós tem que fugir um pouco das bailarinas preparadas por Badia Masabni, claro que elas são referência e não devem ser ignoradas, mas já possuem uma grande influência de Hollywood e dança ocidental nelas. Vamos vasculhar o baú da dança oriental que lá tem muita coisa boa!!!

      Beijoconas!!

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  3. Adorei velho!! super quadril, eu teria uma cãibra linda fazendo aquilo tudo, nem comento os cambrês kkkk
    Super expressiva, adorei a mexidinha na sobrancelha! kkk
    Só vc mesmo Verinha, pra nos apresentar esta verdadeira relíquia!
    Olha só, teu blog já virou dever de casa lá no Talibah viu? Arrasa!!!

    Beijosssssss querida!

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    1. Oi Aline!!!

      A flexibilidade de Nabaweya é de outro planeta. Ela é um Avatar, na verdade.

      Fiquei tão feliz que ver que o blog virou dever de casa lá no Talibah! Manda um beijo enorme pras meninas, e estou aqui pro que precisarem viu????

      Beijoconas!!!

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  4. Menina!!!!!
    Que quadril é esse??????
    Que delícia vê-la dançar.

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  5. Fantástico este vídeo, sem falar no Aleksei, um grande artista! E também uma pessoa maravilhosa! Tive o prazer de dividir palco com o Aleksei, conversamos muito e ele tem muita curiosidade em conhecer o Brasil!
    Torço para que ele venha logo, sua técnica e carisma é maravilhosa e seu estilo é único!

    Ali Khalih

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  6. Fantástico este vídeo, sem falar no Aleksei, um grande artista! E também uma pessoa maravilhosa! Tive o prazer de dividir palco com o Aleksei, conversamos muito e ele tem muita curiosidade em conhecer o Brasil!
    Torço para que ele venha logo, sua técnica e carisma é maravilhosa e seu estilo é único!

    Ali Khalih

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