30 novembro 2011

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Renove seus votos - Bellydancing Diva.com



Link de origem: http://bellydancingdiva.com/2010/08/renew-your-vows/
Autora: Selene Rivera

Está se sentindo como se a dança do ventre e você estivessem “se divorciando”?. Lembre-se que o seu relacionamento com a dança não é muito diferente de um casamento. Se você quiser que o “relacionamento” funcione, você precisa estar pronta a oferecer à dança um tempo de qualidade, paciência e dedicação. Então renove seus votos "para o melhor ou para o pior, na riqueza ou na pobreza, na doença ou na saúde", e você vai desfrutar de um enorme desenvolvimento em sua dança.


Você pode ter entrado num relacionamento com a dança do ventre pensando que a vida seria um mar de rosas, com pêssegos e creme todos os dias após alguns meses de aprendizado. Talvez você acreditou que os passos, as combinações, técnicas, graça, etc. etc. viriam fácil para você, e que logo você seria admirada e reconhecida, e estaria dançando em todos os lugares. Mas agora, depois de alguns anos de aprendizado, você não consegue evitar uma sensação de desapontamento. A dança do ventre foi, um dia, o seu maior amor, mas agora é uma monótona rotina de aulas e eventos e festivais que juntos não satisfazem seu ego, não acrescentam tanto em seu aprendizado e aquela genuína satisfação das primeiras aulas e apresentações se tornou apenas “boas lembranças de sonhos insatisfeitos”.




Você quer dançar melhor, mas não está avançando em suas aulas e, às vezes, você não está nem prestando atenção a sua professora. Pior de tudo, você usa desculpas para entrar atrasa na aula, sair mais cedo ou estar ausente. E depois há a famosa pergunta “Como é que pude ficar presa a este nível na dança? Por que não consigo aprender mais? Porque não estou me divertindo e me apresentando?"

Isto acontece porque, para dominar uma arte, você precisa de três componentes: tempo de qualidade, paciência e dedicação, mas sua falta de tempo e suas frustrações levaram o melhor de você, e a deixaram totalmente insatisfeita. Felizmente, a Dança do Ventre não vai embora. Dê a si mesma a chance para fazer o seu relacionamento com a dança dar certo.


Tempo: Ele pode fazer maravilhas para você. Escolha sua professora de dança do ventre favorita, e opte por começar de novo. Chegue cedo às aulas se você tem dúvidas e questionamentos, e só vá embora depois que a professora anunciar o encerramento da aula. Não se ausente de sua aula, mesmo se você acha que já sabe os passos. Se você prestar atenção, você vai se surpreender sempre há coisas novas a aprender com um passo ou um movimento. Concentrar-se no que você quer e se concentrar. Ouça sua professora e não converse durante a aula. 

Saiba que nada é do dia para a noite. Não espere aprender alguns passos de imediato - cada professora e intérprete que você vê dançando sem esforço e graciosamente, passaram horas e horas praticando e aperfeiçoando suas habilidades. Tenha o seu tempo "eu" para uma aula de dança do ventre em vez de assistir TV ou ir às compras. Lembre-se a quantidade de energia que você colocava para a aprendizagem quando você descobriu a dança do ventre, e a praticava com paixão. Com o tempo, a paixão redescoberta irá compensar tudo.


Paciência: É o seu melhor aliado. Quantas vezes você ter ido para a aula para perceber que novos alunos estão aprendendo mais rápido do que você? Bem, isso acontece. Você pode estar aprendendo alguns passos, ou combinações de certos movimentos de imediato, mas outros passos podem levar mais tempo.

O mesmo acontece com outras alunas, então não se preocupe ou fique frustrada. Contanto que você continue a praticar e ter paciência, um dia você vai entrar em classe para descobrir que você pode fazer o passo que tinha dificuldades. Peça a sua professora para observá-la e corrigir o que você está fazendo de errado. Às vezes são pequenos os erros que arruinam seus movimentos, mas na maioria das vezes você precisa da repetição (momento Suellem Morimoto – “A repetição é a mãe da sabedoria”). Repita sempre que puder e encontre a beleza em cada passo difícil. Optando por excluir os passos do seu repertório só empobrecerá seu processo de aprendizado.

Dedicação: nunca dá errado: Você tem que “se doar em aula” para a dançar do mesmo jeito que fez na primeira vez que você pisou em uma classe, mas você também terá que praticar em casa para uma aprendizagem mais consistente. Quantas vezes você já ouviu sua professora fazer piada sobre estar fazendo um shimmie na fila do supermercado ou em pé no banco? Ou talvez, que “flutuou dançando” no caminho para o carro ou que ficou ofegante atrás do volante para executar uma vibração na barriga? Bem, não é uma piada. Professores profissionais e artistas riem sobre esses fatos, porque eles já fizeram isso e saiba que mesmo que possa parecer engraçado, não há nada de ruim em ser dedicada.

Lembre-se em todos os momentos que se dança do ventre fosse tão fácil como os profissionais fazem com que pareça, haveria muito mais mulheres e homens dançando, e não haveria necessidade de escolas, porque as pessoas seriam capazes de assistir a um DVD ou um vídeo pela Internet e apenas se levantar e sair dançando.

Parece fácil para você?

Por que dar ao relacionamento com a dança mais uma chance? 

• Porque você gosta de dançar. Isso te faz feliz, lhe dá energia e faz o seu stress desaparecer. 

• Porque você ama a música. Não se limite a um CD, compre, peça emprestado para as amigas, ou baixe novas músicas pela internet. Ouça as suas músicas novas, a pratique com com paixão e deixe a música te guiar.

• Você sabe que é encantada pelos brilhos dos trajes e das lindas jóias. 

• Graças às suas aulas de dança do ventre que você ganhou boas amigas e continua a conhecer pessoas muito legais que compartilham seu interesse. 

• Você tem gasto tanto dinheiro e tempo em aulas e workshops, que você não pode simplesmente largar a coisa toda. 

• Seu sonho é saber dançar. Esse sonho está mais perto do que ganhar na loteria, para vivê-lo porque não é impossível. 

A ação de começar de novo com sua "amada", depois de um tempo difícil certamente irá proporcionar a maior satisfação, e sua satisfação maior virá quando você puder compartilhar com orgulho o que você pode fazer melhor para a dança do ventre: Dançar!

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Olá meninas!! Mais um artigo traduzido e adaptado pra vocês do site Belly Dancing Diva (www.bellydancingdiva.com). Eu achei este texto um pouquinho mais complicado de traduzir, não sei por que, mas caso tenha ocorrido alguma gafe na tradução, por favor, me avisem. 

Quero saber sua opinião nos comentários hein!!!

Beijos a todas!!!

26 novembro 2011

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Espetáculo Aladdin - Uma História de Amor



"A noite na Arábia, e o dia também...
É sempre tão quente, que faz com que a gente se sinta tão bem..."

Quem tem pelo menos um filho ou sobrinho nascido nos anos 90 assistiu ao Alladin pelo menos umas 5 vezes. Eu, como tenho 10 sobrinhos assisti ao desenho Aladdin umas... sei lá... 993 vezes. É diferente quando você sai de casa para assistir a um espetáculo temático onde você sabe cada se-gun-do da história que será contada (mesmo que for de um filme). Mas o espetáculo comemorativo dos 10 anos de carreira de Juli, dirigido pelo Tárik não me decepcionou. Pelo contrário... cheguei em casa suspirando apaixonada!

O espetáculo foi realizado no Teatro Brigadeiro, e, mesmo sendo uma sexta feira à tarde no meio do fervo de São Paulo, o teatro estava LOTADO. O cenário era o palácio, e embora fosse simples estava bem decorado e caprichado. 

Eu queria MUITO ter várias fotos aqui, mas como eu dancei estava sem máquina e o povo ainda não "liberou" as fotos no Facebook. O elenco (O Sultão, Jasmine, Alladin, Abu, o Gênio e Jafar) estava perfeitamente caracterizado. Jafar era IGUALZINHO, fiquei chocada. E tinha até o Abu gente, olha que coisa mais linda!!!


A história teve algumas "alterações" que só enriqueceram o espetáculo. Jasmine foi pra balada de sainha e saltão dourado (assistir ao meu grupo, KKKK). Alladin tomou um porre e ficou delirando com Jasmine dançando Burlesque. Alladin foi preso pela "Dama das Espadas" (Suellen). Jafar tinha uma serviçal que dançava (Lulu Sabongi). 

E os números fiéis à história foram incríveis. O primeiro número que derrubou meu queixo no chão foi a "Gênia" Nur. A primeira dança, com o Alladin foi linda e divertida, era quase como você assistisse ao desenho. O solo da Nur também, Jesus me abane... qualquer hora o quadril dela pede demissão do corpo e vai viver sua vida sozinho.  Tenho medo. 

Outro número maravilhoso foi a parada do "Príncipe Ali Ababua" - um número de wings, daí as bailarinas se reúnem no centro do palco e o príncipe surge como uma aparição de dentro dos véus. Tárik vestido de príncipe? Fiquei um tempão com minha bombinha de cetotifeno à postos caso me faltasse o ar. Todo mundo merece. 



E por último, o número do tapete mágico. Nesse eu não consegui segurar as lágrimas - a atuação de Tárik e Juli neste número foi intensa e perfeita. E você acha que não teve beijo no final?  Meniiiinha, achei que o Teatro ia cair!!



O destaque do espetáculo sem dúvida foi a produção, a ligação entre as "cenas", a atuação do elenco principal, era uma peça de teatro com um "plus" de dança. Uma noite perfeita. Parabéns ao Tárik pela direção (e acompanhamento MUITO de perto de tudo, estrelismo é uma coisa que não faz parte da vida desse rapaz), parabéns à Juli pelas coreografias perfeitas - a Cia. profissional, seu corpo de baile, estava perfeito, dançando muito e colocado em cena na medida certa.

Um dos melhores, senão o melhor, espetáculo do ano!

O link para assistir ao espetáculo completo está disponível aqui:


Beijos a todas!!!


24 novembro 2011

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Tempo bem investido: Aplausos para quem merece


Todo mundo diz que o "universo bellydance" é extremamente rude, competitivo e desunido. Concordo em grande parte com isso - somos vítimas de egos inflados, rivalidade desnecessária, tudo causado pelo excesso de estrogênio por metro quadrado. Como disse a Giulia Gam no filme Assalto ao Banco Central: "Mulher é uma merda". Às vezes é mesmo. 

Porém, o que deve realmente ser objeto de reflexão para melhorar esse cenário, para mudar essa realidade é: quanto incentivamos nossas alunas a interagirem entre si? E, principalmente, quanto incentivamos nossas alunas a interagir com alunas de outras professoras ou outras escolas? 

O primeiro termômetro dessa interação é avaliar quanto tempo você reserva para que suas alunas aplaudam outras bailarinas. Quanto tempo você investe em aplaudir?

Não entendeu? Eu explico:

- Você chega a um evento para se apresentar. No geral, seu grupo chega sempre com 40, 50 minutos de antecedência, e esse é o tempo que levará toda a produção: maquiagem, ajustar figurino, ajudar as colegas do grupo. Chega a hora da apresentação. O grupo sobe ao palco, faz o show. Volta ao camarim, tira a roupa, e se não há necessidade de aguardar avaliação (como no caso dos concursos), a aluna olha em volta, assiste a uma ou duas apresentações, dá uma volta na feirinha e VAI EMBORA. E investiu, no máximo, 10 minutos para assistir e admirar (ou não) o trabalho de outras profissionais e aplaudir as outras alunas. 

Esse é uma cena absolutamente comum na dança do ventre. A maioria dos eventos prefere revelar os resultados depois do show de gala, porque se divulgar antes, simplesmente não haverá público para o show. Se um evento entre escolas não tiver uma estrela MASTER se apresentando ao final do show, coitadinho do grupo que ficou por último - só dançará para os parentes das bailarinas, e olhe lá. 

O conceito mais antigo (e no qual prefiro acreditar até hoje) do aplauso vem da Grécia. Ao assistir uma apresentação, os gregos patiam as palmas da mão para que os deuses prestassem atenção aos artistas, atores, músicos, e através desse gesto pediam que os deuses abençoassem quem fazia bem à arte. O blog "Sua mente" - www.suamente.com.br - traduz o aplauso como "um agente endorfinante capaz de transportar qualquer ser humano à situações de excelência, revigoram as energias e atraem o positivismo."

Talvez pelo fato do aplauso ser essa coisa tão boa, que nos dá tanto prazer, desenvolvemos por ele um apreço egoísta, e queremos ser aplaudidas demais, mas aplaudimos de MENOS. Muito MENOS.

Creio piamente que para elevar o padrão das energias no meio de dança do ventre, é imprescindível que as bailarinas / alunas / amantes da arte invistam mais tempo em aplaudir suas companheiras, suas colegas, as alunas de outras escolas, enfim, OUTRAS PESSOAS. Parafraseando a Suheil (que além de bailarina phodástica é um baú de conhecimento) - "A primeira lição que a aluna deve aprender de um espetáculo não é ser aplaudida, e sim aplaudir - para receber reconhecimento do público, a primeira lição é, justamente, aprender a reconhecer o esforço alheio."

Concordo plenamente com ela. Se eu fui falha, quero mudar hoje, agora! Vamos?

Beijos a todas!!

21 novembro 2011

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Bailarinas do Brasil - Alana Alflen (BA)



"Toda menina baiana tem um santo que Deus dá,
Toda menina baiana tem encantos que Deus dá,
Toda menina baiana tem um jeito que Deus dá,
Toda menina baiana tem defeitos também, que Deus dá"
(Gilberto Gil - Toda menina baiana)

Quando alguma colega de escola participa de uma seleção como a da Casa de Chá, do Omar ou da Lulu, após a divulgação dos resultados sempre utilizamos um tempinho em aula pra falar do resultado, da dança da colega, se concordamos com a seleção de algumas, e por que. É um momento de aprendizado tanto quanto desenvolver os passos em frente ao espelho. E após a seleção de Lulu, um nome foi unânime na sala de aula, tanto de quem participou quanto de quem avaliou: Alana Alflen ARRASOU. 

Ela foi tão elogiada que fiquei mega curiosa de saber quem era essa bailarina. 

Essa "Menina Baiana" de Gilberto Gil foi lembrada, principalmente pelo domínio da leitura musical e pela sua segurança em cena, que deve ser muita, já que foi marcante para todas que a assistiram. De fato ela tem uma técnica bastante apurada, porém, o que impressiona de fato é sua leitura musical de acentos minúsculos e precisos. Engana-se quem pensa que sua dança perde em vitalidade: embora a "força" e o "impacto" sejam diferentes do que estamos (bem ou mal?) acostumados a ver, ela simplesmente não perde NENHUMA batida da música - a leitura percussiva é absolutamente impecável. 

Pra quem quer adicionar delicadeza à sua dança, essa bailarina é parada obrigatória na rotina de estudos. 

Meu único ponto negativo para essa bailarina é que, às vezes, eu vejo um excesso de inspiração nos movimentos característicos da Kahina em seu repertório, principalmente no trabalho de braços. Mas não é algo que chega a contaminar a performance, é mais uma observação pessoal mesmo. No restante, adorei, achei perfeita. 

E vocês?

Beijos a todas




Música: Layali Masria



Música: Cairo



Música: Leylat Hob

14 novembro 2011

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Escola de dança - Qual é o caminho para a regulamentação?



Olá meninas!

A cena é típica, e tenho certeza de que isso já aconteceu com muitas. A aluna do nível avançado que já se apresenta profissionalmente e pretende transformar a dança em sua única fonte de renda,  passa na frente de uma casa com a placa "Aluga-se" e sonha com o dia em que abrirá sua própria academia de dança. Ou então, tem um excelente espaço disponível em sua própria casa, e coloca um espelho enorme e adornos egípcios, já aguardando as primeiras alunas. 

Bailarinas profissionais de qualquer modalidade são empreendedoras em potencial, uma vez que a quantidade de shows em um mês nem sempre paga as contas, e ter uma escola de dança é o mais próximo de um rendimento fixo que uma bailarina pode ter. Porém, o empreendimento "escola de dança" pode ter o mesmo futuro de 75% das micro empresas do país se certos cuidados não forem observados: o fracasso.

A chamada "alma de artista" é indispensável para qualquer bailarina que queira alcançar o sucesso nos palcos, mas para manter as engrenagens de uma escola de dança sempre bem alinhadas é necessária uma boa dose de racionalidade e espírito empreendedor - sentimentos nem sempre "nobres" para a alma de artista. Embora muitas duvidem, esses sentimentos antagônicos podem sim coexistir em harmonia.

Em dança do ventre, o caminho da maioria das empreendedoras ainda é a informalidade. Algumas estão na informalidade pela falta de informação, e outras pelo receio de que o custo fixo da escola seja alto demais, já que uma vez a empresa formalizada será necessário pagar contador e recolher impostos. Porém o bicho nem sempre é tão feio como parece. 

Neste post, por sugestão da leitora Diana Mendes (beijos Di!!) estarei esclarecendo algumas dúvidas gerais para a regulamentação de uma escola de dança.

1. O que é necessário para a regularização dos documentos?

É preciso contratar um contador profissional para regulamentar a empresa junto aos órgãos:


- Junta Comercial; 

- Secretaria da Receita Federal (CNPJ); 
- Secretaria Estadual de Fazenda; 
- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; 
- Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da Constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano a Contribuição Sindical Patronal); 
- Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”. 
 


2. Nossa, quanta coisa!!! Tenho que pagar por tudo isso?? Não posso enquadrar minha empresa diretamente na lei do Microempreendedor Individual, que prevê custo na documentação de abertura e agilidade no processo, além de descontos nas aliquotas de tributação?

Pode sim, a LCP 123 de 14/12/2006 prevê para o Microempreendedor Individual o benefício de "tarifa zero" para a documentação de abertura de firma, e tributação máxima de até 17,5% sobre o faturamento (normalmente não chega a esse percentual máximo), porém é preciso estar atenta: para quem deseja o benefício previsto na LCP 123 não é permitida a participação com mais de 10% (sociedade) em outra empresa (pessoa jurídica) que não esteja no mesmo regime de tributação. Exemplo: seu pai tem uma empresa de pequeno ou médio porte, e você para ajudá-lo, permitiu que seu CPF fosse incluído na constituição da sociedade. Como você era da família, o contador atribuiu a você 11% da empresa. Pronto! Você não pode mais contar com o benefício da lei do Microempreendedor Individual. 

3. É indispensável o CREF ou DRT para abertura de uma escola de dança?

Aqui a porca torce o rabo!!

O CREF (Conselho Regional de Educação Física) determina sim uma exigência de que todos os profissionais e/ou instrutores de atividades ligadas ao corpo sejam registrados no órgão e, inclusive, realiza fiscalização penalizando as academias que não respeitam este disposto. Porém, já existe uma jurisprudência de que profissionais da dança têm sua profissão regulamentada pela lei 6533 de 25/05/1978 e pelo decreto lei nr. 82.385 de 05/10/1978 e, portanto, têm para sua profissão lei e regulamentação próprias, não sendo necessário sua inscrição no Conselho Regional de Educação Física. Alguns estados, inclusive, já possuem representação no ministério público contra o CREF ressaltando a ilegalidade da exigência da inscrição para professores de dança, capoeira, yoga e artes marciais. 

Porém, para utilizar o título de "Artista-educador" previsto na lei 6533, e se livrar para sempre dos fiscais do CREF (esse item é super importante para quem dá aulas em academias de ginástica),  é INDISPENSÁVEL o registro no DRT. 

É, eu sei. Tem muita gente que não acredita que o processo de avaliação do DRT é sério (depois que a Fernanda Souza recebeu o DRT na final da dança dos famosos, com apenas D. Maria Pia do SindDança na "banca", fiquei ainda mais incrédula), mas a lei é clara neste sentido. Para saber mais sobre o processo de registro no DRT, indico a leitura no blog da Luana Mello:

http://luanamello.blogspot.com/2008/06/falando-em-drt-comprido-mas-necessrio.html

4. Escola de Dança também tem que se enquadrar na lei municipal de Zoneamento?

COM ABSOLUTA CERTEZA. Se você deseja abrir uma escola em sua casa, pesquise primeiro se o município onde ela está localizada possui uma lei de zoneamento que define a área, a região, ou microrregião, se pode ser comercial ou se é estritamente residencial ou mesmo se é mista. 

Para tirar a dúvida, leve à prefeitura de sua cidade uma cópia de seu carnê de IPTU, informe a atividade pretendida, e mediante o decreto de zoneamento da cidade você saberá se poderá se estabelecer no local pretendido ou não.

5. É obrigatório o contrato de prestação de serviços com as alunas? As aulas não podem ser controladas apenas na "fichinha"?

O contrato de prestação de serviços não é obrigatório, porém é IMPORTANTÍSSIMO para a segurança da prestadora de serviços e da aluna, e pode ser estabelecido mesmo pela professora que não tem a escola regulamentada. É a manifestação  pública e notória dos direitos e deveres das partes envolvidas, e uma promessa de respeito ao voluntariamente pactuado, além de ser uma comprovação jurídica dos compromissos assumidos.

Em palavras simples, serve para determinar quais são as obrigações de professora e aluna, quais são seus direitos, e quais são as consequências de uma rescisão unilateral, seja por vontade própria ou inadimplência.

Seguem abaixo alguns links com exemplos de contratos de prestação de serviços para escolas de dança ou professoras autônomas. Para adequar os contratos à sua pessoa física ou ao seu empreendimento, conte com a ajuda de um advogado.

http://www.uj.com.br/publicacoes/contratos/278/CONTRATO_DE_PRESTACAO_DE_SERVICOS_DE_ACADEMIA_DE_GINASTICA

Contrato de prestação de serviços - aula de ballet - Prodança

Luciana Arruda - Modelo de contratos para bailarinas

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Bom pessoal, essa é minha contribuição! Gostaria muito que as professoras que possuem o seu negócio legalizado nos deixassem mais dicas na página de comentários!

Abaixo, seguem alguns links úteis para quem quer tirar mais dúvidas sobre como abrir seu empreendimento de dança:


Dicas de como abrir uma academia de Dança - SEBRAE

http://www.sodinheiro.info/ideias-de-novos-negocios/ideias-de-novos-negocios_escola-de-danca-de-salao.php

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O "Shiva Nataraj negócio em dança" é uma série de palestras GRATUITAS (a próxima é em 20/11, das 10:00 às 14:30) destinadas não só a quem deseja iniciar um negócio, mas também para quem já possui uma academia de dança, que tem por objetivo orientar as professoras de dança em um nível empreendedor. Os temas são bastante pertinentes: "Planejamento e Metas", "Agregando valores lucrativos ao seu negócio", "A força da marca" e "Gestão de Vendas". 

Recomendo muitissimo, principalmente àquelas que já iniciaram seu negócio de maneira intuitiva, mas que desejam transformar seu negócio em um empreendimento de sucesso. E, mais importante de tudo: É GRATUITO GENTE!!!

Maiores informações: http://www.shivanataraj.com.br/negocioemdanca/

Beijos a todas!!!






10 novembro 2011

64

É hoje!! É aqui!! É agora!! Sorteio de Natal 2011


Olá meninas!!!

O ano praticamente já acabou!! 2011 foi um ano que passou voando, mas isso não significa que não foi cheio de bênçãos e resultados. Principalmente aqui no blog, estou extremamente satisfeita com algumas mudanças. As entrevistas tiveram uma receptividade enorme, os sorteios e promoções tiveram o resultado esperado, e conseguimos os tão sonhados 1000 seguidores, mas principalmente, solidificamos, eu e você leitora, uma relação de carinho e amizade. Eu realmente não poderia estar mais feliz. 

E eu não vejo outra forma de celebrar com vocês este momento, a não ser fazer um sorteio. Simplesmente porque vocês merecem! Eu acredito que realizar sorteios no blog não é simplesmente "gritar por seguidor", nem "se perder no lance", e sim reconhecer que um blog só tem sentido quando tem leitoras, e que, nos dias de hoje, em que as pessoas têm as vidas mais corridas possíveis, saber que essas pessoas queridas investem alguns minutinhos do seu dia para ler nossos escritos é, sinceramente, uma honra. E, diante, disso, me sinto na obrigação de retribuir. Eu gostaria, de coração, presentear a todas. Mas como isso não é possível, uma sortuda irá levar um sacolão de prêmios.

E agora o sorteio.

Vamos aos prêmios:


Paleta 88 cores 3D da Jasmyne:

Um excelente exemplo de custo-benefício para a maquiagem da bailarina. A pigmentação dessa paleta é excelente, mas o que me chama a atenção é a textura quase "amanteigada" das sombras, que torna o processo da maquiagem muito mais fácil para as iniciantes na arte. Além do que, essa gama de cores permite um infinito de combinações. E ela é em formato de carteira, o que facilita em muito o transporte nas malas (lotadas) de bailarina da vida.






Kit 34 pincéis réplica da Bobbi Brown:

Já ofereci esse kit aqui no blog em outro sorteio, e até fiz um vídeo detalhando o uso de cada um dos pincéis. É um dos kits mais completos para venda, com excelentes opções de pincéis sintéticos (os melhores na minha opinião). Indispensável para profissionais ou amadoras em maquiagem.



3 Pigmentos réplica MAC nas cores:

- Freshwater
- Romp
- Chocolate

Os pigmentos réplica da MAC são potinhos de maravilha com incríveis 7 gramas - isso mesmo: 7 gramas de sombras (multiplique o potinho da Contém 1G por 7 e visualize o tanto de produto). Dá pra você e várias amigas compartilharem.

Escolhi três cores que acredito serem bastante estratéticas para a composição de um look incrível para dança:


Freshwater                                                                    Romp
Chocolate

Top borboleta dourado patrocínio Izza Artigos Orientais

Este top é lindo, e seu uso não está, absolutamente, restrito à dança. Você pode combiná-lo com um jeans transado e uma sandália baphonica, ou uma pantalona preta bem agarradinha no cós. Aaaaaahhhhh, um sonho. 







Revista Shimmie - Edições 5,6,7 e 8: 

A Revista mais conceituada do mercado de Dança do Ventre, fonte de informação para bailarinas formadas, material de estudo para alunas, e extremamente interessante para quem tem interesse em iniciar aulas de dança. Encante-se você também com o glamouroso universo árabe!











Ufaaaaa... a sortuda que ganhar vai levar todos esses prêmios para casa!!

Para participar do sorteio, é necessário ser seguidora do blog e se inscrever na caixa abaixo. Vale apenas 1 inscrição por e-mail.

Inscrições Encerradas! Aguarde a divulgação da vencedora em 22/12/2011!

Mas acaboooou? Ainda não!

A habiba que mais indicar seguidoras para o blog, e melhor participar na divulgação do sorteio, será presenteada com um kit de 18 pincéis rosa e branco:



Aqui não é sorteio!! É premiação. Quem mais indicar leva e pronto! E esse kit é MA-RA-VI-LHO-SO!!!

As inscrições para o sorteio serão admitidas até 20/12/2011. A vencedora será anunciada em 22/12.

MUITA, MAS MUITA, MAS MUUUUUITA SORTE a todas!!

Beijo grande!!

04 novembro 2011

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A dança eloquente - Nur e suas lições para palestrantes...

"Fusche eloquentes"


"Eu não me importo se você não gosta de mim;
eu quero é que você aprenda;
eu não me importo se você não me aplaude,
eu quero é que você pense;
eu não me importo se você está se divertindo,
eu quero é que você aja."
Alan Weiss



Um famoso ditado reproduzido em facebooks, twitters, blogs Brasil e mundo afora diz que "A dança é a linguagem oculta da alma". Quando vejo uma dança altamente técnica, sentindo cada milímetro da preocupação da bailarina com a correção e a técnica, explorando os elementos de impacto ao invés de valorizar o sentimento, eu me coloco a questionar a veracidade deste ditado. Pense por um minuto: se a alma se desnuda através da dança, muita gente tem uma alma que se resume a " Shimmie Souhair Zaki, 1,2,3,4, diagonal, gira, conta, arabesque, ondulação contrária, balança pra direita, balança pra esquerda..." FALA SÉRIO!!

Somente algumas poucas bailarinas conseguem "traduzir" essa "linguagem oculta da alma" através de seus movimentos e proporcionar ao expectador não só uma experiência de admiração. A partir do momento que os expectadores passam a "assumir" o seu papel no processo de comunicação através da dança, o resultado é uma experiência extremamente enriquecedora para ambas as partes - quem assiste não esquece nunca mais da sensação que pôde experimentar naquele momento, e quem dançou fica tocado por muito tempo pelos olhares de admiração genuína que recebeu. 

"Bailarinas Inspiradoras" são aquelas que conseguem transformar seus movimentos em um megafone para que o mundo inteiro possa ouvir. Essas são raríssimas. E aqui no Brasil, em minha opinião, a representante maior desse conceito é Nur.

Nunca a vi dançar pessoalmente sozinha (só nas Super Noites nas apresentações em grupo, no solo eu estava no camarim), mas é nítido em cada vídeo que postam dela no youtube que sua dança não tem nada de introspectivo - seus objetivos são, de fato, a  interação com o público e a disseminação de um único sentimento: diversão. A maneira que Nur encontrou na dança para se comunicar com seu público é muito semelhante às técnicas utilizadas pelos palestrantes para tornar sua mensagem mais eloquente.

Vamos à elas:

"Use suas próprias idéias, abordagens e experiências. Você é que está sendo contratado, você deve ser a matriz das suas exposições e palestras."



Acredito que a não observância desse "preceito" é o erro mais comum entre bailarinas e aspirantes a profissionais Brasil afora. Enquanto a maioria "quer se enquadrar" e para "ser aceito" vai fazer aula com a professora "X" para incorporar a dança da moda em seu repertório,  Nur entende MUITO BEM esse recado, e isso se tornou um diferencial indelével na sua dança. O público quer ELA. Quer sua alegria, seus tranquinhos de fazer inveja, seu quadril soltinho, sua irreverência. E é exatamente isso que ela "entrega" no palco: 100% de Nur.


"Os objetivos, que o seu cliente pediu, e o envolvimento da platéia dirigem a sua palestra e o material utilizado nelas. A autopromoção e o seu ego devem ser esquecidos." 



Outra característica muito forte na dança da Nur: eu não consigo vê-la com uma expressão "Ok, sou fodona e sei muito bem disso." Pelo contrário, ela consegue arrancar um sorriso até do expectador mais carrancudo, uma espécie de Ivete Sangalo da dança do ventre (e quem já foi ao show da Ivete sabe muito bem do que estou falando), numa demonstração de genuína alegria por proporcionar aquele momento para o público. A mensagem que é transmitida no momento em que Nur está no palco é a beleza da Dança do Ventre em seu melhor, e não "eu sei que eu sou bonita e gostosa, e sei que você me olha e me quer...."

"Você tem 30 segundos para dizer ao que veio e 1 minuto para capturar a atenção: é a sua única e última oportunidade para causar uma primeira e boa impressão."



Todo mundo diz a mesma coisa: a dança deve começar leve, e suas especialidades devem ser apresentadas ao longo da dança, e o melhor pedaço do bolo deve ficar para o clímax. Jorge, Lulu, Carlla Sillveira, já escutei isso de muita gente grande na dança. Mas observando a dança da Nur percebo a aplicação desse conceito muito utilizado pelos palestrantes: no primeiro minuto de dança ela já apresenta dois ou três de suas especialidades (tremidos, trancos, flexibilidade e comunicação), e o expectador já desenvolve aquele sentimento "UAU" que permanece durante toda a dança. Extremamente coerente, já que bailarina e palestrante têm o mesmo interesse: motivar seu público à atenção e à admiração. 

"Seja racional, não no sentido da lógica, mas no sentido da compreensão do ser humano em suas infinitas possibilidades de dar vazão e vivência às suas emoções e aos seus sentimentos, não somente para a sua própria ação como, principalmente, para a sua percepção do seu público e da direção do que os leva à ação."

Não apenas dançar para impressionar, mas para despertar no público a maravilhosa sensação de participar, viver um momento único e absolutamente inesquecível. Simplesmente Nur!!!



E quem disse que a dança também não serve de referência no desenvolvimento da forma de se comunicar com o público?

Beijos a todas

Fonte: "Dicas práticas para palestrantes" - Carlos Alberto de Faria - Merkatus
http://www.merkatus.com.br/10_boletim/89.htm

01 novembro 2011

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Baladi - E mais algumas Zeinab que aparecem na vida da gente...

Fifi Abdo, a personificação do Baladi

Gostar de um bom Baladi tem sido mais ou menos como apreciar um vinho seco. A "opinião pública" diz que o vinho seco é aquele feito com a melhor uva, que é de melhor qualidade, mas o povo mesmo gosta é do vinho suave. A mesma coisa o Baladi: é uma tradição na Dança Oriental, vem do berço da dança, mas nem todo mundo gosta de dançar - preferem a dança que cai mais no gosto do povo, como uma clássica de impacto ou uma música moderna que levanta a galera. 

Porém quem aprecia um bom Baladi, não o troca por nada, da mesma forma como se faz com o vinho seco. E passa horas no youtube procurando uma bela performance, executada pela bailarina vestindo uma galabia, com aquela "vibe" Fifi Abdo. Não raro, depois de muitas horas sem sucesso, a gente acaba clicando em algum vídeo da Fifi Abdo, para não perder a viagem e se deleitar mais uma vez com uma das Rainhas da Dança. 

É uma questão de visão. A dança Baladi não é uma dança para levantar a galera, para conquistar jurado, para ganhar fãs cativos (embora a Fifi tenha feito isso por anos e ganhado muitos fãs com esse estilo). É uma homenagem maior à terra e a o povo que são o berço da Dança Árabe da forma como a conhecemos. Infelizmente, a dança Baladi não faz parte nem do programa estruturado das escolas. Quando chega a fase em que se estuda o folclore da dança, o primeiro da lista é o Saiidi, depois o Meleah, depois a Espada, depois o Candelabro... cadê o Baladi? Não tem.  E, na minha opinião, é por esse motivo que vemos cada vez menos bailarinas aqui no Brasil levando essa dança para o palco, não faz parte da "formação acadêmica" na dança. 

É polêmico. Muitas vão dizer - Ah Verinha, mas eu dancei "El Salamo Aleikum" do Hakim com galabia de zebra e com pés no chão. Óoooootemo, ainda bem. É um começo. Mas ainda não é o Baladi "pesadão" de raiz, com uma introdução taksim baladi, ou uma música genuinamente egípcia. 

Ainda bem que sempre tem aquelas poucas bailarinas que ainda tocam nosso coração, como Tamar Bar-Gil que citei no post "Onde estará Zeinab" (http://www.amarelbinnaz.com.br/2011/01/onde-estara-zeinab.html), e mais essas outras que achei no Tube e vou compartilhar aqui com vocês:

1. Bailarina Renée (USA) 



Achei esse vídeo em uma das minhas andanças para construir uma coreografia com a música "Tahtil Shibbak". Era quase como o texto do Hossam estivesse saindo do papel para dançar na sua frente. Ela inicia a dança super leve, e vai acelerando e colocando força nos movimentos à medida que os instrumentos também aceleram na música. E sua expressão, seu carisma em cena são imbatíveis. Excelente apresentação. 

2. Natalya Nikishenko (RUS)



Essa é uma apresentação Baladi que agrada bastante aos modernosos, já que sua leitura musical é um pouquinho mais dura e os trejeitos da bailarina lembram os modismos que vemos nos palcos do Brasil. Mas a interpretação do Taksim Baladi, e a aceleração da música foram executados de forma perfeita, e a expressão da bailarina acompanhava o crescimento da música. Só uma observação, pessoal, e de quem não perde a piada: borboletinha sugestiva e desnecessária no popô!!!

3. Aziza-Mor Said (BRA)



E a Aziza ganhou a chave do meu coração de vez dançando um baladi!! Vê-la de galabia, lendo cada flutuação do Acordeon e seu crescimento na música, dessa vez me levou às lágrimas. Fico muito feliz que uma bailarina do Brasil ainda leve ao palco essa dança que amo muito de forma tão excelente. Um verdadeiro épico (e um tapa na minha própria cara, como vcs podem ver a alguns posts atrás sobre a Aziza). 

Você tem também um baladi bacana pra mostrar pra gente? Deixa o vídeo aqui na seção de comentários, vamos adorar ver!!!!!!!!

Beijos a todas
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