30 junho 2011

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Dança da leitora: Enta Omri by Zahira Nader


Olá meninas!!!

Faz muito, mas muito tempo que eu quis fazer essa série de postagens - Dança da Leitora, quando as seguidoras do blog eram figurinhas carimbadas e era mais fácil de controlar esse tipo de coisa, e a coisa foi aumentando eu deixei a série meio de lado. Mas ultimamente eu tenho visto danças maravilhosas de leitoras e amigas queridas que tenho encontrado em diversos eventos, e vou aqui dividir com vocês. Se vocês quiserem ler os posts antigos, clique abaixo:


Hoje vou compartilhar com vocês mais uma vez uma dança da Zahira Nader, que foi apresentada no concurso profissional do E-Ventre 2011. Como eu já informei anteriormente, no E-Ventre as músicas são enviadas com antecedência às bailarinas, e no momento da apresentação a música é sorteada e a execução deve ser de improviso. No E-Ventre 2010 a Sasha Holtz venceu o concurso dançando justamente Enta Omri. Quando vi que a Zahira havia sido sorteada com a mesma música, na hora me veio o pensamento "vai dançar pra cacete, mas a música vencedora do ano passado vai embaçar a possibilidade dela vencer este ano". Como de fato aconteceu. Vejamos a dança:





A primeira coisa a se notar na dança da Zahira é uma postura excelente e movimentos muito limpos. A introdução dessa versão de Enta Omri é bem longa e eu achei uma má escolha a leitura musical toda de costas para a o público, e isso se estendeu para a primeira frase. No primeiro contato visual dela com os jurados a opção é por um arabesque e uma andada com contratempo. Visualmente é lindo e foi muitíssimo bem executado. Mas sendo um concurso de dança do ventre, acaba virando uma "entrada da bailarina" em lugar errado. 

Passado este primeiro momento, aí vemos dança do ventre de altíssimo nível. A Zahira é uma bailarina que consegue administrar bem a mistura de movimentos sinuosos com acentos fortes, e colocou os movimentos nas frases de uma forma muito interessante. Eu simplesmente adorei o soldadinho com arabesque e giro na parte "pergunta e resposta" da música. O trabalho de braços está primoroso, e eu não posso deixar de ressaltar aqui a influência de sua professora, Elis Pinheiro - grande dama do trabalho de braços na dança do ventre. 

Uma pena que no vídeo não é possível ver a expressão, mas a Zahira colocou o coração no palco. Ela dançou de uma maneira introspectiva, é verdade, mas foi emocionante sua atuação no palco. Era de arrepiar de verdade, como disse o Falcão sabiamente "era um sentimento que brota do cantinho da pleura e emana até a raiz do chifre"... ahahha, adouro. As juradas consideraram isso um ponto negativo. Eu considero essencial para toda e qualquer bailarina que queira mostrar sua arte. 

Enta Omri é uma música maravilhosa porque ela tem todo aquele "taksim kamanja" (violino) que você pode interpretar somente para si mesma, e quando ela vai reapresentando os demais instrumentos é o momento que a bailarina tem para retomar sua comunicação com o público, e na minha opinião foi aqui que a Zahira falhou na escolha e manteve a linha introspectiva quando ela poderia crescer um pouquinho mais na música e jogar todo aquele sentimento gerado na parte lenta pro público e transformar aquela apresentação de concurso numa verdadeira experiência para quem estava assistindo! 

No geral foi uma apresentação belíssima, a Zahira é uma profissional de alto nível, tem muito futuro no cenário de dança do ventre de São Paulo, e meu desejo é vê-la muitas vezes dançando, mas principalmente, encantando a todos!

Beijocas!!!

27 junho 2011

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Consumismo: até para isso é preciso orientação?


Fico me perguntando se existe alguma mulher que fique passiva face ao glamour que exala a Dança do Ventre. Figurinos cada vez mais luxuosos e cheios de brilho, brincos e pulseiras com muito strass, cabelos e maquiagem esmerados. À primeira vista, é o mundo dos mais insanos sonhos femininos, em que a vaidade e a feminilidade podem ser elevados à última potência.

Como mulheres que somos, o "senso de medida" nos foi concedido de menos - temos uma necessidade nata de ter "muitos" - sapatos, bolsas, roupas, acessórios... E tudo isso é transferido para a dança do ventre também. Quando iniciamos nossas aulas e gostamos do ambiente, queremos muitas músicas, muitos lenços, muitos figurinos, muito tudo. É aí que passo a me perguntar: até onde vai a responsabilidade da professora na orientação do consumismo em sala de aula?

Toda essa reflexão começou no dia em que a minha vizinha me abordou perguntando se eu fazia dança do ventre já que ela havia ouvido música árabe por várias vezes aqui na minha casa. Respondi que sim, e ela então pediu que eu a auxiliasse na venda de alguns acessórios de dança, já aposentados há muito tempo em sua casa. Indiquei minha escola e as professoras conhecidas para que ela voltasse a fazer aulas, colocar seus acessórios em ação novamente. Diante da resposta negativa, fui à casa dela para dar uma olhada nos acessórios. Quase caí para trás:
1 figurino da 25 de março (esse é de praxe)
3 figurinos de luxo de um famoso ateliê de São Paulo
4 (??????) lenços de quadril
2 cintos de moedas
2 lenços de quadril egípcios
2 véus de seda
3 conjuntos para aulas



O que me intrigou mais ainda foi quando eu perguntei quanto tempo de aulas regulares ela havia feito: 1 ano foi a resposta. 1 ano, pra tudo isso de material!!!! Perguntei em seguida se ela já havia dançado com aquilo. Descobri que 2 figurinos foram usados em solos ou coreografias (o da 25 e um dos figurinos de luxo), e os outros dois figurinos de ateliê NUNCA FORAM USADOS.  Experimentei várias sensaçoes: em um primeiro momento fiquei pasma, depois senti pena (pelo fato de que ela deve ter pago uma fortuna por aqueles figurinos, que hoje serão vendidos por 1/3 do preço, já que não estão mais na moda), e em seguida revisei todas as situações pelas quais vivi na dança, e quais foram minhas orientações às pessoas que já foram minhas alunas, e pensei: meu Deus, será que a professora dela viu isto? Se viu, será que deu um alerta do tipo "pera lá menina, muita calma nessa hora"?

Desde que comecei, até os dias de hoje, meu consumismo na dança é direcionado a vídeos. Eu trabalhava perto da 25 de março, e não podia sobrar 30 reais na minha mão que eu já ia à Casa Árabe ou à KK me abastecer de fitas VHS. Minha professora na época, vendo minha empolgação no (altíssimo) consumo de fitas, principalmente didáticas,  não escondia sua reprovação, e comentava, às vezes de uma forma até meio antipática "você está consumindo muita informação, não vai saber absorver essa informação, e ainda vai adquirir vícios de treino de movimentos que não foram orientados em sala de aula".  Na minha cabeça ela estava cerceando meu crescimento, estava  com medo de que eu ficasse melhor do que ela (afff, coitada de mim). Hoje eu consigo reconhecer que, mesmo de uma forma "pedagogicamente incorreta", ela estava tentando me orientar, me alertar a este tipo de consumismo, que, sem direcionamento em sala de aula, iria ser prejudicial ao meu desenvolvimento na dança.

O consumismo faz parte do ser humano, de seu pensamento, de seu comportamento e do seu cotidiano. Nos dias atuais, em que "ter" é de uma importância maior do que "ser", a professora de dança do ventre assume também o papel de orientadora, de coaching, e deve sim emitir alertas quanto ao consumismo de produtos para dança que ainda não foram introduzidos no aprendizado e não fazem parte de nenhuma coreografia treinada pela aluna (tipo assim, a Verinha que tem um véu wings adquirido em 2005 que NUNCA foi usado). Obviamente a professora não tem e nem nunca terá o poder de impedir que a aluna faça o quer com seu dinheiro. Porém, a partir do momento que se estabelece uma relação de confiança e amizade entre a professora e a aluna, esses alertas saem do contexto "orientações de aula" e passam a ser somente um consellho entre amigas. "Olha, super na boa e de coração: você não acha melhor encomendar esse ultra figurino de luxo do ateliê mais famoso de São Paulo quando for dançar na festa de final de ano da escola?" / "Menina, vamos deixar para fazer o figurino de grupo, daí a gente investe um pouco mais e você aproveita mais do figurino, fará mais apresentações com ele". Inserções sutis, feitas com empatia e amor. Tenho certeza que plantará uma semente no coração da aluna e ela irá pensar melhor quanto à compra impensada.  



Outro "ramo" extremamente beneficiado pelo consumo irresponsável aqui em São Paulo são justamente os workshops. Meu objetivo aqui não é reduzir o público dos workshops, bailarinas de São Paulo, por favor não me matem!!! Mas pense o seguinte: o que uma aluna com um ano de dança entenderá, por exemplo, do workshop de Mowashahat do Tárik, um workshop de espada da Ju Marconato, um workshop de técnicas de quadril da Mahaila el Helwa? Claro que todos os profissionais citados aqui são competentíssimos e sua didática é maravilhosa, porém, será que a aluna está apta a aproveitar o conteúdo oferecido? A não ser que a aluna dedique muito, mas muito tempo ao estudo da dança, o conteúdo oferecido não será absorvido a contento. Ainda assim, os workshops ministrados aqui na cidade de São Paulo contam com um público o mais diverso possível, desde muito iniciantes até profissionais da dança, sendo que o conteúdo do workshop não será direcionado de acordo com o nível da bailarina. Investimento impulsivo que nem sempre trará retorno eficaz no desenvolvimento da aluna.

Na dança, como na vida, há quem encontre contentamento e aceitação quando assina um cheque e passa a ter a roupa da moda, o véu de grife e está no workshop badalado. Como professoras não somos responsáveis pelo exercício da personalidade da aluna. Porém, como orientadoras e amigas somos chamadas à guiar a aluna pelo caminho do consumo responsável na Dança do Ventre.

Boa semana!!! Beijocas!!! 

21 junho 2011

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Tempo de Sorteio: Viva os festejos juninos!!!!!

Olá meninas!!!

Festejos juninos, muito bolo de fubá com goiabada (hello twitterfriends!!!), quentão, pé-de-moleque, pipoca tudo junto e misturado dançando quadrilha. Êta lelê!!! Que beleza.

Para comemorar os festejos juninos, nada melhor do que um sorteiozim aqui no blog. Os prêmios são patrocinados pelo blog e também pela Revista Shimmie (parceirassa de sempre) e pela Hadara Nur que ofereceu a vocês um CD Bellydance Orient Volume 44 que ela está na capa. PELEJEI para que ela autografasse, mas ela disse que não era celebridade. Humpf!!!!

Então vamos lá:

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Os prêmios serão:

1. Revista Shimmie nr. 4 - com a Suellem Morimoto na capa,
2. Pack Revista Shimmie nr. 5 - Lulu Sabongi e mais o CD lançamento de Tony Layoun "Helwa ya baladi",
3. CD Bellydance Orient Volume 44 - Hadara Nur (tem Fakkarouni - MARA),
4. Quarteto de sombras ELF "Drama" (Branco, Cinza, Grafite, Preto com brilho)
5. Duo Lápis / Pincel de aplicar sombras ELF.

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Para concorrer não requer prática, nem tampouco habilidade. Você terá 2 chances de concorrer:

1. Você deverá ser seguidor do blog, e inserir seu nome e e-mail na caixinha abaixo:



2. Seguir o nosso twitter - @amarelbinnaz e Retwittar:

Quero ganhar o pacotão de prêmios do @amarelbinnaz - Siga-nos no Twitter, ReTweet e concorra!

A vencedora também receberá um par de ingressos para o V Evento Mistério das Deusas, organizado pela Alessandra Roncoleta, aqui em São Paulo no bairro da Liberdade. Caso a vencedora não seja do Estado de São Paulo, os ingressos serão sorteados novamente em 03/07. 


O sorteio vai até 02/07/2011, e a vencedora será revelada no dia 03/07/2011.

Boa sorte a todas!!!!!!!!!!!!!!!

18 junho 2011

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Resenha: Delineador em pó Natura Una


Atire a primeira pedra a bailarina que não olha toda esperançosa os catálogos da Avon/Natura/Jequiti/Yes Cosmetics/Eudora e outras marcas afim de encontrar um delineador milagroso que chegue em um cavalo branco, olhe para você e diga "venha comigo e nunca mais farás linhas borradas e tortas"... (nossa, viajei na batata agora).

Eu, como uma entusiasta do olho delineado procuro experimentar toda e qualquer novidade que apresente o nome "delineador", fui seca no novo Delineador em pó da Natura Una, que esteve na última campanha em promoção de lançamento por R$ 19,90. Os blogs de beleza que "receberam para testar" teceram 1.000.000 de elogios, e a foto de divulgação era de para o trânsito:


Nem preciso dizer que fui seca e fiquei... decepcionada. No dia em que encomendei, já me veio na mente apenas uma sombra preta mais pigmentada com o aplicador tipo palito do Kohl tradicional. Quando você vê a foto acima, pensa em um traço preciso e pigmentado, mas o aplicador plástico não tem formato pontudo, é meio chato e arredondado, portanto, a precisão do traço é prejudicada em muito!

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O conteúdo é de 700mg. A embalagem é muito pequena, e o produto é bem leve, mas se contarmos que o aplicador pega muito pouco produto da embalagem, ele vai durar bastante. Mas o tamanho é bem pequeno. Fiz um comparativo com um lápis de olho comum para vocês terem uma idéia:

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A pigmentação foi a minha maior decepção. Eu disse que meu medo era de ser uma sombra preta mais pigmentada e de eu ter comprado gato por lebre (eu tenho várias sombras pretas aqui, não precisava de mais uma), mas a verdade é que ele não chega nem a ser uma sombra bem pigmentada. A pigmentação é ruim, e para deixar o traço uniforme, é preciso riscar várias vezes:

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Para obter este resultado eu risquei 3 vezes. Vejam que o resultado não é muita pigmentação, e ele vai perdendo uniformidade no traço. Resolvi então, fazer um teste fazendo um traço com este delineador em pó, com uma sombra preta bem pigmentada (Natura Aquarela - nova coleção preta com brilhos - está por R$ 18,60 e é um preto PRETÃO mesmo), um lápis de pigmentação que eu considero ruim, que é o da Vult, e um delineador líquido comum para tirarmos as dúvidas finais. Será o delineador líquido substituível por um outro produto que não seja o delineador em gel?

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Foram feitos 2 traços para todos os produtos, sendo que com a sombra preta eu utilizei um pincel chanfrado para a aplicação. Observe que "não tem pra ninguém" no quesito pigmentação para o delineador líquido: ele é muito mais pigmentado do que qualquer outro produto, tem brilho, e além da pigmentação, ele tem o benefício da precisão na aplicação. Comparado ao lápis de pigmentação ruim, o delineador em pó ainda PERDE no quesito pigmentação. Ou seja, se você quer cor, opte por comprar essa sombra da Natura Aquarela leeeenda com brilhos, que é bem mais pigmentada. 

No quesito fixação, aí sim, esse delineador em pó ganha elogios. Já que ele não me serviu como delineador, resolvi testá-lo como sombra na base dos cílios inferiores. Passei o produto com um pincel chanfrado molhado, às 08:30 da manhã e quando cheguei em casa às 22:00 o produto ainda estava na pele. Mesmo com o pincel molhado, a pigmentação ainda fica ruim, mas a aplicação é bem mais precisa e dá para fazer um traço mais fino. 

As lições que ficam dessa experiência são:
1. Treinar mais com o delineador líquido porque ainda não inventaram milagre para este produto;
2. Confiar mais nas suas sombras pretas molhadas, porque elas são melhores do que este produto;
3. DESCONFIAR totalmente quando um blog de beleza afirma "recebi o produto para testar... ai é maravilhoso", porque quem recebeu gratuitamente para testar ainda não contou a verdade sobre este produto. 

Beijos a todas!!!

15 junho 2011

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Aplausos para sempre! Sentiremos saudades...


Como um cometa
Cruzando o céu ao anoitecer
Acabou tão rápido...

Como um arco-íris
Sumindo em um piscar de olhos
Acabou tão rápido...

Brilhante, cintilante
E esplendorosamente radiante
Aqui, um dia
Tornou-se em noite

Como a falta da luz do sol
Em uma tarde nublada
Acabou tão rápido...

Como um castelo
Construído na areia da praia
Acabou tão rápido...

Como uma flor perfeita
Que está fora do seu alcance
Acabou tão rápido...

Nascido para alegrar, inspirar, encantar
Aqui um dia
Tornou-se em noite

Como um pôr do sol
Morrendo com o nascer da lua
Acabou tão rápido...

Acabou tão rápido...

(Gone too soon - Michael Jackson)

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Ally Hauff nos deixou hoje, após 2 meses de intensa luta pela vida desde que foi vítima de um atropelamento (publicado neste post aqui). Gostaríamos muito de vê-lo brilhando novamente no palco, mas o plano do Altíssimo foi diferente...  Agora seu lugar é brilhando pra sempre entre as estrelas do céu, iluminando o caminho de quem perpetuar a história de sua dança através dos passos que ele executou e ensinou a centenas de pessoas. 

Como último legado, ele ainda foi capaz de unir bailarinas de diversos locais, das mais diferentes tribos, para homenageá-lo e ajudar a manter financeiramente sua escola de dança, houve uma bonita ação entre amigos no Mercado Persa, e mais alguns shows beneficentes em São Paulo. Mostrando que a união faz a força, e que as bailarinas unidas podem sim fazer diferença. 

Nossos sentimentos estão agora com sua família e com seu companheiro, Luy Romero. Que eles encontrem força e perseverança para superar este momento. 


Sua despedida em grande estilo: à frente da bateria da Gaviões da Fiel






14 junho 2011

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Balética Naima Akef?


Bailarinas Americanas em geral? Adoré? Saida? Kahina? Ansuya? Lulu Sabongi?

Não meninas....

Todos os movimentos da moda estão aqui, executados nos anos 50 pela gloriosa Naima Akef.




Para os críticos mais ferrenhos (como eu) das inserções de chutes, giros escalafobéticos, arabesques, movimentos saídos dos pózinhos de pirlimpimpim que as bailarinas utilizam em suas sapatilhas, eis uma prova de que tais movimentos já vem sendo inseridos na dança árabe há muito tempo. 

Nesse vídeo, Naima Akef lança mão de muitos giros em alta velocidade, passadas com contratempo (aliás, vocês verão que uma pequena sequência desse vídeo a Jillina utilizou em um dos números do Fólie Bergére das Superstars), finalizações de frases com chutes - e de frente para a câmera (OHHHHHHHH), giro "mezzo-helicóptero", posições de transferência perfeitas e bem marcadas. 

Naima Akef minha DEUSA deu mais chutes neste vídeo do que qualquer outra bailarina que já vi na vida. 
"Dorme nesse barulho Verinha!!!"

Será que preciso rever meus conceitos?

Beijos e boa semana!!!

(Créditos de pesquisa do vídeo de Ana Claudia Borges e Suellem Morimoto, discutindo antes da aula sobre as inserções do ballet na Dança do Ventre)

10 junho 2011

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E-Ventre 2011: Visão Geral, Considerações Finais e Agradecimentos

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Olá meninas.

Vamos falar de "tudo o mais" do E-Ventre...

Uma das coisas que deve ser elogiada em um evento, com certeza, é o bom senso diante da necessidade de ganhar dinheiro com ele. Quem já foi à Associação Aichi sabe que o espaço para apresentações é muito apertado, e que superlotar o espaço de expositores pode transformar a vida de quem vai só pra assistir um inferno porque fica impossível até de se andar. Bem do tipo: você está na ponta da fila, e do nada fica uma bunda bem do lado da sua cara, e quando vc vira para a esquerda ou direita dá de cara com a bunda...  Mais ou menos isso. E o espaço para os expositores no E-Ventre foi bem limitado, dava para transitar sem nenhum problema nos corredores, e claro, não havia o risco de você levar a famosa "bundada na cara". Mais um ponto positivo para a organização. 

Agora pra vocês um gostinho de bastidores... eu e Rhazi na hora da maquiagem. Não deu pra filmar mais porque a Rhazi foi fazer a abertura do evento (sem lápis, rímel, com o blush porcamente passado... ai a falta de tempo), e voltou depois para finalizarmos.




Eu adoro o trabalho da Fátima Braga como bailarina, professora e coreógrafa, e ela foi a bailarina homenageada do evento, esteve por lá o dia inteiro cumprimentando as colegas, orientando seu grupo e dando feedback para as concorrentes que foram avaliadas por ela. Muitooo legal. Mas não posso deixar de observar que morri de susto quando terminou a música Ana Bastanak e começou bem alto a voz do Galvão (cala a boca) Bueno: AIRRRRRTON, AIRRRRRRRRTON, AIRRRRRRRRTON SENNA DO BRASIL... Sem brincadeira! O volume do "Airrrrrrton" tava em nível bem superior à música anterior, e chega de surpresa. Se eu fosse cardíaco teria morrido nessa hora!! O que não desmerece em NADA a apresentação tanto dela quando do grupo Bellydance Nova Era, que está a cada dia melhor. Foi lindo. 

Uma das pouquíssimas apresentações folclóricas da mostra foi justamente a do grupo da Natália Salvo (do blog Dançar ou não dançar), um saiid bem tradicional e sem afetações. Eu achei muito interessante a movimentação do grupo no palco, e essa é uma das características das coreografias elaboradas pela Natália: muitas trocas entre o grupo, e para quem está assistindo dá aquela sensação de "o que será que elas vão fazer agora"? Prende o expectador, entende? Parabéns à Natália e às meninas.



Existem dias em que eu gosto, e dias em que eu não gosto de dança cigana. Ultimamente minha rabugice com a dança cigana apresentada nos eventos de São Paulo tem aumentado porque na maioria das vezes é só uma agitação de saias e mais nada. Mas "eu vi a luz" quando assisti a Luanara Shahira, da cidade de Taubaté. Que cigana forte, linda, envolvente! É bailarina de DV também, e das boas, mas quando incorpora a cigana, ninguém segura. Ela foi convidada especial, e procurando seu vídeo no youtube acabei de ver que ela venceu o MP na categoria cigana. Um primor.



Uma coisa séria que observei no E-Ventre é que as escolas estão deixando seus grupos iniciantes e intermediários, e levando somente o corpo de baile para cima do palco. Se for tendência, é uma tendência bem ruim, porque as alunas iniciantes e intermediárias começam a pegar gosto pelas apresentações justamente nesses eventos, onde o público é composto unicamente por pessoas ligadas à dança. Fica aqui o meu apelo às colegas: não aprisionem suas aprendizes no estúdio de dança. Mas isso não se aplica, absolutamente, ao grupo NUT, que leva em qualquer evento que esteja vários grupos, com palco cheio, e é muito lindo ver o trabalho de coaching da Hayffa e da Álika - as alunas fazem aquela torcida, aquela agitação, mas é só na hora da apresentação, e na premiação. Um exemplo. Abaixo veremos a coreografia moderna que achei LUUUUXO, na minha opinião a mais linda de todas as coreografias apresentadas pelo Nut no E-Ventre:



Cês viram que a cigana dentro de mim estava GRITANDO LOUCAMENTE no domingo!!!!

Eu só senti falta de um solo da Tahya Brasileye no E-Ventre. PÔXA!!!!!!!!!! Gente, o MUNDO quer ver a Tahya dançar!

Quero encorajar as professoras a fazerem releituras das coreografias de Mahmoud Reda "na íntegra", da mesma forma realizada pela Deborah e pela Nana Rashed, incluindo música e figurinos. Eu nunca havia visto e fiquei emocionada com o que pode ser apresentado.

Uma das entrevistas que mais gostei de fazer foi com a Dani, a produtora da Revista Shimmie. Simplesmente porque a Dani é gente que faz, e gente da gente. Sem maquiagem, sem figurino, sem purpurina, só personalidade empreendedora e competência (e ela sabe que não falo isso pra "melar cueca" não). Nesta entrevista falamos de dicas para quem quer empreender um projeto desse, do Festival Nacional Shimmie, e de diretrizes para o ano 2 da Revista.



O E-Ventre é o evento que mais cresce em São Paulo, sem sombra de dúvida. Isto porque suas organizadoras estão preocupadas não só com "grana", mas com o bem estar de alunas e professoras durante o evento. O clima do evento é sempre de amizade, de cumplicidade, você pode se inserir nas diversas "tribos" durante o evento. A avaliação do espaço é boa, mas eu quero muito que o ano que vem ULTRALOTE, para o E-Ventre sair da Associação Aichi que já é figurinha carimbada... Quem sabe o Sírio, quem sabe o Homs? Sonhar é de graça. 

Quero agradecer primeiramente à Deborah e à Rhazi que abriram as portas do evento para o blog, divulgaram o blog durante as apresentações, enfim. Meninas: MUITO OBRIGADA e sucesso sempre. Quero agradecer também à Cida do ateliê Dunya Bellydance e à minha prô Ana Claudia Borges, independente da parceria, o que tem de mais valioso para mim é a AMIZADE de vocês. Não tem preço. Quero agradecer às bailarinas que concederam entrevista ao blog: Nira Lucchesi, Adriana Belefusco, Hadara Nur, Amara Saadeh e Esmeralda.
Um beijo especial aos meus amigos Adelita Chohfi e Renato, depois das organizadoras, são quem mais trabalha no evento, com certeza!!! Beijo para Naznin, Natália Salvo, Zahira Nader (DIVA), Tati Lamas, Sasha, Patrícia, minhas companheiras de palco Leila, Bruna´s, Natália e Ariane. 

E até o E-Ventre 2012!!!!!!!!!!!!!!

09 junho 2011

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Rótulos, Referências, Responsabilidade, Retratação

Olá meninas!

As informações postadas no último post geraram uma enorme polêmica em relação à minha afirmação de ver profissionais competindo como amadoras no concurso. 

Tanto a Hadara Nur (professora da Mayra Mello - Vencedora) como a Mahira Hassan (professora da Shaina Nur - 2o. lugar) entraram em contato comigo para explicar a história de vida de suas alunas, sua trajetória na dança e o contexto de suas apresentações. Tratam-se de duas bailarinas amadoras, que conforme a justificativa de suas professoras não dão aulas, não recebem cachês por suas apresentações, e não fazem da dança sua principal fonte de renda. Diante do exposto, venho aqui me retratar e pedir desculpas pela afirmação feita, que inclusive foi subtraída do post e por quaisquer transtornos que essa afirmação possa ter gerado para essas pessoas. Quero afirmar também que ambas as professoras conhecem os fatos e situações que me levaram a crer que tais bailarinas seriam "profissionais", bem como a  minha opinião particular sobre a apresentação do nível técnico de suas alunas. 

Este blog tem a função de contar meus sentimentos e vivências em relação à dança, e um dos meus sentimentos quanto à final do concurso foi realmente um certo tipo de revolta, porque considerava essas duas pessoas bailarinas profissionais. A indignação foi escrita de forma impulsiva - sem solicitar esclarecimentos às professoras, que são responsáveis pela inscrição de concorrentes amadoras, e acabei por não considerar o sentimento dessas duas bailarinas, que são, inclusive, leitoras deste blog, ao que peço muitas desculpas. 

Estou a disposição das meninas para quaisquer esclarecimentos via e-mail. 

"Não se retratar depois de ter cometido um erro, é em si um erro."
                                                                           (Confúcio)

Obrigada.

Bjs.

08 junho 2011

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E-Ventre 2011: Concursos - Sempre a mesma história?


Hoje vamos falar dos concursos do E-Ventre 2011!

Neste concurso não tem jurado "X", não tem reposição de última hora, nada disso. Como as organizadoras se comprometem publicando com antecedência quem serão os jurados do concurso, se por um acaso um jurado deixar de comparecer o concurso acontece sem ele, nada de reposições. Este ano quem faltou foi a Najla Yacoub. Uma PENA, tava louca pra ter os comentários dela sobre os grupos folclóricos, e claro, queria muito entrevistá-la.

Este ano eu também competi no grupo clássico, e tenho a ficha para avaliar o tipo e o nível de comentário efetuado, e, principalmente, se acrescenta alguma coisa na minha dança (ou na vida de alguém na pior das hipóteses).

Categoria duplas - Vencedoras: Natália Sayuri e Bruna Borges



Essas duas fofuras são minhas colegas de sala de aula, mas eu preciso fazer justiça aos outros grupos: essa categoria foi vencida por uma das competidoras "SOZINHA" (não me entendam mal, não é a comparação de uma com a outra, mas sim a perfeição na execução). A coreografia é muitíssimo bem elaborada, mas observei vários erros de execução, falta de sincronia entre a dupla e ausência de expressão de ambas. Havia outra dupla da escola que a é a Leila e (outra) Bruna, dançaram com véu wings PERFEITASSSS muito bem sincronizadas e sem erros de execução. A dupla da Top Dance que ficou em segundo lugar também estava muito bem, e havia boa sincronia. Mas todo o júri acabou se esquecendo que a categoria é dupla nas fichas de avaliação.

- Momento "Cala a Boca Jurada": Coreografia de Wings - "Faltou quadril..." Alô? Alguém viu aí que a coreografia era de wings?

Uma das juradas da manhã era a Adriana Belefusco, que foi convidada pelo HMC - Hollywood Music Center (aquele que faz DVDs da Jillina, Aziza, Amar Gamal e etc..) para integrar um novo DVD de nome "Al Dunia", que foi gravado em Los Angeles. CHIIIQUE.





Categoria Grupo Clássico - Vencedoras - Ventremania Estúdio de Ana Claudia Borges



Acabei de virar vidraça e coloquei o vídeo aí pra vocês apreciarem meus bracinhos roliços e minha pancinha catilogênica entre as minhas coleguinhas "slim" de sala de aula.

Seria muito abuso eu dizer que achei justa a nossa vitória? Ahahaha...
Falando sério: Esse concurso de grupos clássicos estava num nível bom, e isso é muito raro, os grupos nivelando os concursos "por cima". O diferencial da coreografia da Ana acabou sendo o "movimento" no palco, vocês verão no vídeo, em diversos momentos o grupo forma desenhos diferentes e as integrantes trocam várias vezes de posição.

Pergunta que não quer calar: Espada pode ser utilizada em grupo clássico?

Momento "Cala a boca jurada": "Problemas na execução pela limitação do tamanho do palco. Da próxima vez traga menos integrantes." Oi? Vou contar ali pras organizadoras e já volto.

Momento "Palmas para a jurada": Os comentários da Hadara Nur foram muito pertinentes, e ela fez considerações também para as integrantes do grupo em um nível mais pessoal, uma ficha que certamente utilizaremos bastante em sala de aula.

E também fiz uma entrevista com ela, e no final do vídeo tem surpresa. Confiram:





E mais uma entrevista com outra bailarina que foi também jurada do concurso na parte da manhã, Amara Saadeh, coordenadora das Escolas Luxor, falando um pouquinho sobre "brasileirismos" em shows internacionais, sobre a filosofia da Luxor e o FIEL 2011.




Categoria profissional - Vencedora: Beatriz Fernandes - Top Dance

É gente...  Beatriz vem chegando com tudo...

Então...

Minha primeira consideração sobre a categoria profissional é: se os jurados vão continuar premiando só as mocinhas abaixo de 25 anos, por favor, avisem. A gente cria uma categoria "Booooooa" para quem tem mais do que isso se apresentar e ser julgado com justiça. Não estou aqui dizendo que a Beatriz não mereceu, longe de mim. Ela dançou muito bem. Mas o que estou percebendo é que os jurados estão julgando bem mais a beleza, a juventude do que a composição coreográfica em si.

Das 3 vencedoras, 2 tinham menos de 20 anos, cara e corpinho de boneca.

Um exemplo: a Hayffa pegou uma música BUUUUCHA, fez picadinho da música, mesmo naquelas frases chatas que se repetem mil vezes, arrasou. Ficou entre as 3 primeiras? Não. A Zahira dançou Enta Omri de um jeito de arrepiar, arrebentou seu coração no palco, dava pra ver claramente que ela estava dançando, como dia Falcão, "com aquele sentimento que emana do espaço entre o útero e a raiz do chifre", brincadeira, mas ela dançou muito. Ficou entre as 3 primeiras? Não.

Então, por favor gente. Menos parcialidade, mais profissionalismo.

Soou mal-humorado e é. Estou com frio.

Beijocas

07 junho 2011

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Dancesmeralda: A pessoa, o projeto, o sapato!



Seu nome bem poderia ser "Dancesmeralda" mesmo - sua vida é a dança desde os 4 anos de idade. Esmeralda, bailarina internacional, pratica ballet desde os 4 anos de idade, até a profissionalização (8 ou 10 anos de estudo?), praticou jazz e desde 1999 se dedica à dança do ventre. Só na DV são 12 anos sendo que desses, 8 anos ela passou dançando em países árabes como Líbano, Emirados Árabes, Catar, Tunísia, Argélia, Síria e Marrocos.

Sua comunicação com o Brasil era seu site onde ela tinha um diário de bordo muito bem humorado sobre suas aventuras no mundo árabe, e seus shows exporádicos em São Paulo quando ela vinha em férias. Há um ano ela desembarcou na terra Brasilis, e depois de matar a saudade, arregaçou as mangas e lançou seu projeto Dancesmeralda, o espaço Dancesmeralda e juntamente com a Capézio desenvolveu o primeiro sapato específico para a bailarina oriental. 

A dança de Esmeralda é muito diferente do que praticamos hoje no Brasil - obviamente sua dança foi influenciada pela "necessidade de entreter", e pode parecer forte e acelerada demais em alguns momentos - o que na minha opinião pode comprometer seriamente a fluidez, porém é uma dança de movimentos muito limpos e NADA de ballet clássico. 100% Arabic Dance. Confira:


Mashael: o "Hino Nacional" das bailarinas no exterior. 

Como é possível? Uma bailarina clássica formada, que até prestou Royal Academy of Dance executar uma música árabe sem um arabesquezinho? Um chutezinho alto? Aqueles girinhos com a perna dobrada do ballet (que eu não sei o nome) que estão virando moda na dança do ventre aqui em SP?

É possível. E ela conta tudinho na entrevista que nos concedeu no E-Ventre 2011:




Assistam a entrevista que ficou MUITO LEGAL. Esmeralda é extremamente bem humorada e simpática, garantia de boas risadas.

E o sapato? No vídeo podemos avaliar o modelo preto, porém o sapato também está disponível nas cores bege e dourado:



No vídeo da entrevista você terá todas as informações mais técnicas do sapato, como mobilidade, estabilidade e design. E se tiver interesse em adquirir, pode entrar em contato com a própria Esmeralda em seu Studio de Dança:

DancEsmeralda
Rua Machado de Assis, 508 - Alto - Vila Mariana
Tel.: (0xx11) 2308-8766 

www.dancesmeralda.com - Site oficial com o blog da Esmeralda que você vai adorar visitar. 

Foi um grande prazer falar e aprender com essa grande artista. 

Beijocas

06 junho 2011

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E-Ventre 2011: Primeiras Impressões

Olá meninas!

O E-Ventre 2011 foi um sucesso! Parabéns à Deborah e Rhazi que melhoram a cada ano a organização e procuram, a cada vez mais, se aproximar das professoras e alunas em um nível pessoal. O "desenrolar" do evento foi excelente. E na parte "show de gala", affff maria!!! Teve coreografia do Mahmoud Reda executada de forma perfeita pela Nana Rashed e pela Deborah, a Fátima Braga arrasou dançando Ana Bastanak e trouxe o Bellydance Nova Era com uma nova coreografia (o que é sempre promessa de muita qualidade), a Rhazi dançou tão linda, poderosa e CHIQUE num figurino master da Simone Galassi, a Esmeralda trouxe a melhor interpretação que já vi na vida de Akdeb Aleik (e olha que já vi milhões), e por fim Lulu. Aiii, Lulu. O pior é que  depois de 7 anos de dança tô virando luluzete, porque NÃO É POSSÍVEL. A cada apresentação ela está MUITO melhor. Mesmo. 

Ah, aliás essa semana vou postar uma entrevista muito bacana com a Esmeralda, falando de sua carreira, do Teléte, do sapato... e ela é uma simpatia. 

Eu sou obrigada a comentar duas coisas:
1. Este é o primeiro evento que eu vou na minha vida que não atrasa 1 segundo. Começou às 10 horas, terminou às 20 horas, depois dos "abraços finais" na geral, 21:15 eu estava no conforto do meu lar. ISTO é para ser MUITO copiado. Atraso de evento é UÓ.

2. Fiquei XÓ quando vi CAFEZINHO para o público. E bem quentinho para espantar o frio. O que? Tô passada. Arrasaram as organizadoras que não se preocuparam só com seu lucro mas ofereceram esse pequeno conforto a quem estava presente, tudo de bom.

Deborah estava na sala de sua casa no palco do E-Ventre: organizadora, apresentadora e animadora em 3 línguas - português, inglês e espanhol. DALE!!! 


A agitação da galera na Associação Aichi. 

O nível das apresentações estava excelente, mas também a maioria dos grupos da mostra era corpo de baile das grandes escolas de SP, então fica aqui o meu apelo:

PROFESSORAS! Levem seus grupos de iniciantes e intermediárias para dançar nestes eventos. É assim que elas começam a pegar gosto pela coisa. 

Por esse motivo, muitos grupos apresentaram fusões escalafobéticas estroboscópias, com figurinos belíssimos, um desfile de véus de seda, um mais lindo que o outro e faltou o que gente? Faltou dança do ventre. Sabe aqueeeela que a gente estuda "de vez em quando" na sala de aula? Pois é, essa aí. Pouquíssimas apresentações folclóricas. Tirando a competição de grupo folclórico, dá para contar nos dedos de uma mão só os grupos que levaram coreografias folclóricas.

E muitas penas. Gente, dá uma má impressão!!!! Você dançar num evento fechado, no palco com as peninhas vá lá, mas penas não combinam com centenas de pessoas dividindo o mesmo espaço. E depois de ver o camarim vazio cheio de penas no chão, vc pensa o que? É... isso mesmo que vc pensou. 

Foi um evento muito legal, gostei bastante, embora os expositores fossem poucos havia uma variedade boa de produtos (tinha um stand de maquiagem importada. Meu marido falou que se eu chegasse PERTO haveria ruptura conjugal. DROGA.), e os preços não estavam exorbitantes não. Quero dar um destaque para a Beatriz Ricco (011) 7575-5782) que traz vários figurinos, galabias e capas do Egito e preços muito legais. Eu comprei uma capa belíssima por R$ 150,00, e havia outras capas maravilhosas a preços super XOOXOO. E a minha amiga Cida Martins da Dunya Bellydance (www.dunyabellydance.com.br) com aquelas bonequinhas lindas, e uma malha de ótima qualidade a um bom preço. Aliás, se vc tinha uma camiseta da Dunya e quer "renovar o estoque", lá no site tem condições de compra via internet. 

Quero mandar um beijo para as tchucas Deborah e Rhazi, Tati Lamas (amigaaa, mais uma vez desculpa a grosseria do cangaço), Natália Salvo do blog Dançar ou não dançar (http://dancarounaodancar.blogspot.com/) que eu conheci pessoalmente e é uma fofa, cigana linda! 

Segura a respiração!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gravei algumas entrevistas, e a primeira que vou deixar aqui com vocês - que no meu coração é a mais importante de todas -  é a entrevista com a Nira Lucchesi, bailarina aqui de São Paulo há 14 anos que desenvolve um trabalho exemplar de inclusão social ensinando a dança do ventre a portadoras de síndrome de down, paralisia cerebral, deficientes visuais e cadeirantes. Um ser humano fora de série. 



E as meninas do espaço Allah Maak (Grupo Malak) em ação:



Na quarta falaremos do concurso... xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
(Posso adiantar que a crítica não é para a justiça do concurso tá?)

Beijos a todas!!
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E-Ventre 2011: Primeiras Impressões

Olá meninas!

O E-Ventre 2011 foi um sucesso! Parabéns à Deborah e Rhazi que melhoram a cada ano a organização e procuram, a cada vez mais, se aproximar das professoras e alunas em um nível pessoal. O "desenrolar" do evento foi excelente. E na parte "show de gala", affff maria!!! Teve coreografia do Mahmoud Reda executada de forma perfeita pela Nana Rashed e pela Deborah, a Fátima Braga arrasou dançando Ana Bastanak e trouxe o Bellydance Nova Era com uma nova coreografia (o que é sempre promessa de muita qualidade), a Rhazi dançou tão linda, poderosa e CHIQUE num figurino master da Simone Galassi, a Esmeralda trouxe a melhor interpretação que já vi na vida de Akdeb Aleik (e olha que já vi milhões), e por fim Lulu. Aiii, Lulu. O pior é que  depois de 7 anos de dança tô virando luluzete, porque NÃO É POSSÍVEL. A cada apresentação ela está MUITO melhor. Mesmo. 

Ah, aliás essa semana vou postar uma entrevista muito bacana com a Esmeralda, falando de sua carreira, do Teléte, do sapato... e ela é uma simpatia. 

Eu sou obrigada a comentar duas coisas:
1. Este é o primeiro evento que eu vou na minha vida que não atrasa 1 segundo. Começou às 10 horas, terminou às 20 horas, depois dos "abraços finais" na geral, 21:15 eu estava no conforto do meu lar. ISTO é para ser MUITO copiado. Atraso de evento é UÓ.

2. Fiquei XÓ quando vi CAFEZINHO para o público. E bem quentinho para espantar o frio. O que? Tô passada. Arrasaram as organizadoras que não se preocuparam só com seu lucro mas ofereceram esse pequeno conforto a quem estava presente, tudo de bom.

Deborah estava na sala de sua casa no palco do E-Ventre: organizadora, apresentadora e animadora em 3 línguas - português, inglês e espanhol. DALE!!! 


A agitação da galera na Associação Aichi. 

O nível das apresentações estava excelente, mas também a maioria dos grupos da mostra era corpo de baile das grandes escolas de SP, então fica aqui o meu apelo:

PROFESSORAS! Levem seus grupos de iniciantes e intermediárias para dançar nestes eventos. É assim que elas começam a pegar gosto pela coisa. 

Por esse motivo, muitos grupos apresentaram fusões escalafobéticas estroboscópias, com figurinos belíssimos, um desfile de véus de seda, um mais lindo que o outro e faltou o que gente? Faltou dança do ventre. Sabe aqueeeela que a gente estuda "de vez em quando" na sala de aula? Pois é, essa aí. Pouquíssimas apresentações folclóricas. Tirando a competição de grupo folclórico, dá para contar nos dedos de uma mão só os grupos que levaram coreografias folclóricas.

E muitas penas. Gente, dá uma má impressão!!!! Você dançar num evento fechado, no palco com as peninhas vá lá, mas penas não combinam com centenas de pessoas dividindo o mesmo espaço. E depois de ver o camarim vazio cheio de penas no chão, vc pensa o que? É... isso mesmo que vc pensou. 

Foi um evento muito legal, gostei bastante, embora os expositores fossem poucos havia uma variedade boa de produtos (tinha um stand de maquiagem importada. Meu marido falou que se eu chegasse PERTO haveria ruptura conjugal. DROGA.), e os preços não estavam exorbitantes não. Quero dar um destaque para a Beatriz Ricco (011) 7575-5782) que traz vários figurinos, galabias e capas do Egito e preços muito legais. Eu comprei uma capa belíssima por R$ 150,00, e havia outras capas maravilhosas a preços super XOOXOO. E a minha amiga Cida Martins da Dunya Bellydance (www.dunyabellydance.com.br) com aquelas bonequinhas lindas, e uma malha de ótima qualidade a um bom preço. Aliás, se vc tinha uma camiseta da Dunya e quer "renovar o estoque", lá no site tem condições de compra via internet. 

Quero mandar um beijo para as tchucas Deborah e Rhazi, Tati Lamas (amigaaa, mais uma vez desculpa a grosseria do cangaço), Natália Salvo do blog Dançar ou não dançar (http://dancarounaodancar.blogspot.com/) que eu conheci pessoalmente e é uma fofa, cigana linda! 

Segura a respiração!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gravei algumas entrevistas, e a primeira que vou deixar aqui com vocês - que no meu coração é a mais importante de todas -  é a entrevista com a Nira Lucchesi, bailarina aqui de São Paulo há 14 anos que desenvolve um trabalho exemplar de inclusão social ensinando a dança do ventre a portadoras de síndrome de down, paralisia cerebral, deficientes visuais e cadeirantes. Um ser humano fora de série. 



E as meninas do espaço Allah Maak (Grupo Malak) em ação:



Na quarta falaremos do concurso... xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
(Posso adiantar que a crítica não é para a justiça do concurso tá?)

Beijos a todas!!

03 junho 2011

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E-ventre 2011 - Você não pode deixar de ir!!!

Olá meninas!!!

Chegou o tão aguardado final de semana do E-Ventre 2011, evento de São Paulo organizado pelas bailarinas Rhazi Manatt e Deborah Macedo. Vocês devem se lembrar deste post aqui sobre a ação de marketing realizada no MP para promoção deste evento.

Eu e os gatcheenhos marketeiros super boa gente do E-Ventre. 

A primeira edição do E-Ventre aconteceu em 2007 como uma iniciativa dessas duas bailarinas de realizar um evento cujo objetivo maior era se tornar um ponto de encontro entre amigas e ser o primeiro evento de dança do ventre com responsabilidade ambiental - NADA no processo de negociações e inscrições do evento é feito no papel, tudo é extremamente informatizado e organizado.  Outro objetivo das organizadoras do E-Ventre é tornar o evento conhecido pela transparência no processo de inscrições - os horários das apresentações da mostra estavam disponíveis no site e coube a quem vai se apresentar no evento escolher qual o horário seria melhor para o seu grupo. Ou seja - quem chegou primeiro adquiriu os melhores horários, sem favorecimentos! 

O concurso do E-Ventre também é diferenciado pelo fato de que o júri é divulgado com meses de antecedência. Nos concursos amador e profissional, as músicas são selecionadas de acordo com o número de inscritas, e lista é divulgada também com antecedência. No momento da apresentação é realizado um sorteio "ao vivo" para selecionar a música da candidata.  Os critérios de avaliação são distribuidos com antecedência ao juri, e deles é EXIGIDO o cumprimento desses requisitos.

Até no troféu dos concursos as organizadoras do evento demonstram uma preocupação com a responsabilidade ambiental: os troféus são belíssimos trabalhos de artesanato com papel reciclado.



O E-Ventre tem conseguido atingir seus objetivos com sucesso e vem se destacando cada vez mais entre os grandes eventos de dança do ventre em São Paulo. Cabe a nós, professoras e bailarinas manter esse crescimento para que outros eventos também se inspirem nas organizadoras do E-Ventre para melhorar seus concursos de dança.

No site do E-Ventre já está disponível a programação dos concursos e mostras. Se me permitem um comentário, a mostra só tem feras:

Samya Farhan
Grupo Nar
Bellydance Nova Era
Grupo Rhazi e Tahya
Lulu Sabongi
Esmeraldah
Hadara Nur... e muito mais...

Se você for de São Paulo, não perca esse evento, vale MUITO a pena!! E eu estarei lá, fotografando, entrevistando a galera, e vou dançar concorrendo no Grupo Clássico. Se você, leitora do blog, me encontrar por lá, não me furte o privilégio de te dar um abraço hein!!!

Local: Associação Aichi do Brasil
Endereço: Rua Santa Luzia, nr. 74 - Bairro Liberdade
Próximo às estações Sé e Liberdade do Metrô.
Horário: das 10:00 às 20:00
Convites: R$ 15,00 no local

Beijocas e até domingo.
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