24 março 2011

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Coaching - Existe instrução em aula quanto à qualidade da exposição?




Olá habibas!!

Depois desse post grotesco (eu ainda passei o dia assistindo à maioria dos vídeos relacionados para descobrir que essa mocinha tem mais 4 perfis e contabiliza quase 2 milhões de acessos no youtube), eu tinha que vir aqui para pensarmos juntas sobre essa "coisa".

Nos dias atuais, fama e sucesso dependem quase que exclusivamente de exposição. Boa ou ruim. Para estar "na mídia" você tem algumas opções: ou a novela das oito, ou o Big Brother Brasil, ou o Youtube. Em qualquer alternativa escolhida, você estará sujeito ao julgamento alheio e ponto! Mas independente da qualidade do que você mostra, com certeza, você será visto - por alguém, em algum lugar, pensando em qualquer coisa. 

Na situação dos vídeos abaixo, achei grotesco, absurdo, abusivo, lixo julgando o vídeo como "dança do ventre". Porém, se a moça queria visibilidade para sua real atividade que é confecção de roupas de dança, e aulas de burlesque (sim, burlesque!) e dança cigana, e ainda dar um "up" na auto estima com os comentários dos  babões de internet de plantão - mission accomplished! Missão cumprida! De que outra forma ela conseguiria que a propaganda das roupas que ela confecciona chegasse a 2 milhões de pessoas? Não estou aqui nem questionando se a qualidade das roupas é boa ou ruim, isso depende de cada um, mas a propaganda foi feita. 

E tudo isso me traz à mente o fato de que não existe nenhuma orientação em sala de aula sobre a qualidade de exposição em dança do ventre. Falamos de passos, músicas, instrumentos, ritmos e figurinos, mas quem toca no assunto "exposição fora da sala de aula" EM SALA de aula?

Mas aí haverá quem diga "ah, mas é uma questão de bom senso - ninguém quer destruir a dança que pratica". Quem faz esse tipo de afirmação se esquece completamente que senso (ou no palavreado atual "noção") é particular, de uso pessoal e intransferível. Na situação abaixo chegamos a um caso extremo, claro, mas o início da exposição não supervisionada acontece justamente onde consideramos que a dança é "permitida": nos barzinhos "di balada", nos restaurantes de baixa categoria, e, por que não, nas feiras eróticas. A verdade nua e crua é: o que passa na mente de algumas pessoas (tirando nossos maridos, amigos e familiares) que assistem às apresentações realizadas nestes ambientes é exatamente A MESMA COISA que pensamos ao ver os vídeos do post abaixo: "QUE PORRA É ESSA?".  

E para este tipo de exposição oferecemos nosso aval, não é mesmo? "Tudo bem, o que vale é a divulgação". 

A moça dos vídeos abaixo pensou a mesma coisa.

A lição que eu levo de tudo isso é que o assunto "exposição" deve ser ensinado em sala de aula na mesma proporção da qualidade técnica, da leitura musical e de outros assuntos que consideramos importantes. Para que esse elemento, também importante na carreira da bailarina não tenha que ser assimilado "na raça" que seja incorporado à consciência crítica que cresce na aluna à medida que progride o aprendizado.

TODO MUNDO AGRADECE. 

Beijocasssss!!!

2 comentários:

  1. Hum... nunca tinha pensado sobre isso.

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  2. Opaaa! Na minha aula tem! Ontem mesmo no RJ falamos sobre isso! bjks

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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