27 fevereiro 2011

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Bastão Compacto e Sorteio de Carnaval Amar el Binnaz

Olá meninas!!!

Recebi do Ateliê Bellydance Continental um lançamento que achei ultra interessante e resolvi dividir aqui com vocês. Em primeiro lugar quero agradecer à Cida pelo carinho e confiança, este é o primeiro produto que recebo de uma empresa de dança do ventre para fazer resenha, e é preciso prestar a justa homenagem, porque enquanto todos os segmentos apostam alto no tryvertising, infelizmente na nossa dança ainda ninguém pensa nisto. Parabéns Cida!

O produto, à primeira vista, parece um bastão normal, de PVC, vendido em diversas lojas bellydance do país:


Mas, ele tem uma vantagem muito interessante: ele tem duas partes separadas que se unem por uma rosca - facilita e MUITO o transporte do bastão. Terminou a apresentação? Simplesmente separe as duas partes, coloque numa sacolinha, ou dentro da mala de dança mesmo, e fim de papo!!! E você não precisa ficar circulando por todo o evento com o bastão a tiracolo:


A rosca adiciona um "pesinho" ao bastão, mas nada, nada significativo. Eu não cheguei a pesar, mas como todo mundo sabe, eu tenho uma tendinite lascada, e consigo dançar com este bastão confortavelmente. Pra quem tem os braços "bons" então, não tem o menor problema.

Os produtos Bellydance Continental estão disponíveis nos pontos de venda indicados abaixo, e a Cida está sempre presente nos melhores eventos de dança do país, e estará no Mercado Persa 2011:

Studio de Danças Ana Claudia Borges - Osasco - SP
Rua Deputado Emílio Carlos, nr. 850 - Vila Campesina
contato: anaclaudiaborges@anaclaudiaborges.com

Estúdio de Dança Fatima Rellva - Osasco - SP
Rua Lucianinho Melli, nr. 40 - Jd. Sto Antonio
contato: fatimarellva@fatimarellva.com.br

Ou você poderá entrar em contato diretamente com a Cida, no e-mail:
cmrelva@hotmail.com.
Envio para todo o Brasil.

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Agora vamos lá:

Sorteio de Carnaval Amar el Binnaz

IT´S CARNIVAL TIME!!! YAY!!

Só tenho uma coisa a dizer neste momento:

"Corre sangue Gavião, na veia! Faz meu coração pulsar!
Hoje Dubai é alvinegra e a FIEL vai te exaltar."

Para celebrar o carnaval, nada melhor do que um super sorteio para as seguidoras do blog, não é mesmo?

Vejam os prêmios:


Os prêmios são:

Revista Shimmie - Edições nr. 2 e 3 (Quem não teve a oportunidade de ler a Revista ainda, não perca, é maravilhosa)
Camiseta "Eu amo dança do ventre" - by Divina Consultoria.
Conjunto de 5 pincéis sintéticos e anatômicos da Macrilan.
Par de Cílios postiços "I Envy" - Modelo Paparazzi
Par de Brincos de Strass LUXO!!
NYX Eyeshadow Trio nas cores Frosted Lilac, Pacific e Kiwi

Close de alguns prêmios:








Para participar, é necessário ser uma seguidora do blog Amar el Binnaz (se você ainda não é seguidora, clique em "Seguir este Blog" na caixinha à esquerda), e colocar o nome e e-mail no box abaixo:







O sorteio vai até o dia 09/03, e o vencedor será anunciado na quinta feira, 10/03/2011.

BOA SORTE A TODAS!!!!!

Beijos e boa semana

23 fevereiro 2011

27

"As verdades desagradáveis" - Gilded Serpent

Olá meninas!!

Mais um artigo do Gilded Serpent que resolvi traduzir para vocês, que, na realidade, me chamou a atenção de maneira mais negativa do que positiva. No post anterior, eu quis expor a realidade de contratantes que se colocam em uma posição acima da bailarina e chegam até a cercear as possibilidades de crescimento da bailarina. Em seguida eu leio esse artigo do Gilded Serpent que é um tiro na auto-estima da bailarinada!!!

Em contrapartida, tudo o que é dito, principalmente em relação à estética da bailarina, foi largamente divulgado aqui no Brasil pelo sr. Sabongi. Uma prova de que ele pode até ter umas idéias meio cruéis sobre a imagem da bailarina, mas não está sozinho em seus pensamentos não!

Quero saber a opinião de vocês, se como eu, acharam o artigo cruel e capitalista demais, ou se as autoras estão certas em suas colocações!!

Beijos a todas

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Vamos lá:

As verdades desagradáveis de ser uma profissional
Tradução: Amar el Binnaz


Através dos anos nós aprendemos através da observação e dos erros/acertos o que é preciso para conseguir bons contratos. O que vem a seguir pode não parecer justo para você, mas o negócio do entretenimento não é justo. É uma profissão árdua que envolve dedicação, muito trabalho e muita sorte! Não estamos dizendo essas coisas com maldade, mas para ajudá-la a navegar pelo  às vezes implacável e sempre competitivo mundo do entretenimento! Você precisará endurecer se seus sentimentos são facilmente feridos porque, acredite em nós, eles serão feridos.
Se você quer realmente ser uma professional, em primeiro e principal lugar, você deve entender que não é somente uma bailarina profissional, e sim uma “profissional do entretenimento”.

As pessoas “normais” que contratam uma dançarina do ventre não estão procurando pela bailarina com os melhores isolamentos, a melhor técnica para tocar snujs, os giros mais fluidos. Eles estão procurando por uma imagem, uma “embalagem”. Pense num tubo de creme dental no supermercado. Qual é o tubo que é mais notado? O tubo orgânico/genérico com as letras planas que está no fundo do corredor, ou o tubo na caixa luminosa com letras metálicas e a promessa do novo e do inovador?

 
O público é inconstante, eles geralmente querem um “visual” ou uma “imagem”, e se você quer ser contratada, é melhor se encaixar na imagem que eles desejam.

Há alguns anos atrás, quando Naajidah ainda tocava harpa profissionalmente, uma conhecida sua que era uma hapista nacionalmente conhecida, confidenciou que os trabalhos que ela sempre conseguiu foram os que o cliente estava buscando “uma loira com uma harpa dourada”.  Esta mulher é uma das melhores harpistas do país? Eles se importavam? Na-na-ni-na-não. Eles perguntavam sobre seu repertório? Não! Eles queriam uma loira com uma grande e brilhosa harpa. Claro que eles queriam que ela fosse boa harpista, mas sua primeira e principal condição para oferecer o trabalho era que ela precisava “da aparência”.
O público quer uma imagem – eles querem uma reluzente dançarina, em um lindo, caríssimo e glamouroso figurino, eles querem que você pareça uma modelo. Ah, sim – eles também querem que você dance.

De outro lado, Ashiya é uma bailarina loira em um mercado que está buscando a imagem ocidental da bailarina de cabelos escuros do harém. (Os contratantes) Disseram a ela que ela não era a imagem que estavam buscando para um show particular porque ela é loira e tem os olhos azuis. Difícil de engolir? Claro, mas se você não se encaixa na imagem desejada pelo cliente, você não consegue o trabalho. Então, trabalhe duro e vire a página – você aprenderá rápido que não pode levar isso no pessoal. Aprenda a aceitar que você não será perfeita, e se encaixará perfeitamente em todos os eventos. Eventualmente, Ashiya foi contratada para aquele show porque a garota que se “encaixava perfeitamente” na imagem desejada pelo cliente não era boa bailarina, e depois de ver Ashiya dançar, ela foi contratada para substituir a bailarina. Como dissemos anteriormente: O público é inconstante.

Aqui está uma regra severa e rápida: Quando você está dançando profissionalmente, não é você que dita as regras. Pode não parecer justo com você, mas o cliente está no comando.

Ah, o maravilhoso e glorioso som da música. Aqui é onde vemos várias dançarinas falharem horrivelmente e não entenderem porque não conseguiram o trabalho, ou porque não foram convidadas a retornar ao cliente. O segredo de fidelizar o cliente é dar a eles o que eles querem (dentro dos limites do decoro, é claro!). Você pode amar muito aquela música de 7 minutos com percussão e mizmar, mas prometemos a você que, ao menos que você esteja dançando para outras bailarinas, ou para a comunidade árabe, após os 32 segundos iniciais da música você já perdeu o público. A vasta maioria de nossos potenciais clientes são ocidentais. Eles não entendem música árabe, ela soa estranha, e há uma grande chance das melhores músicas não serem apreciadas por eles. Mantenha as músicas curtas, e mantenha suas performances abaixo dos 5 minutos, a não ser que seja contratada sozinha para um show completo. É muito melhor deixar nos convidados um gostinho de “quero mais”, do que deixar um sentimento de “vamos, acaba logo!”. Ouça a música com “ouvido crítico”. Sua música deve ser gostosa de ouvir para ouvidos leigos, e não para alguém que é escolado nas particularidades da música não ocidental.

O que pode soar normal e calmo para você, pode muito bem parecer horrível para a maioria das pessoas.

Mas não pense também que simplesmente trocar a música para músicas ocidentais é a coisa certa a se fazer. Você é uma dançarina oriental. Se você está se apresentando como uma bailarina oriental, o público aguarda uma música exótica. É um caminho muito fino a vencer: achar uma música que represente a cultura oriental, e ainda assim agradar ao paladar ocidental. Ouça atentamente, ouça muita, mas muita música (esteja preparada para comprar muita música que você nunca vai usar, porque após ouvi-la criticamente, você perceberá que ela não funciona). A triste verdade é que você amar a música não é o critério para selecionar a música das suas performances, digamos, “comerciais”. A exceção, é claro, são workshops, shows e eventos onde outras bailarinas compreenderão a música. Se você deseja receber dinheiro pelo seu trabalho, mantenha firme em sua mente quem é que está lhe pagando. Não importa o que você gosta ou quer, o que importa é o que o cliente quer.

Conheça seu espaço e faça a lição de casa.

E não acaba aí. Faça sua lição de casa! Quem é seu público? Você foi contratada para dançar em um evento beneficente no estilo “Noite no Nilo”? Então é melhor procurar por música egípcia. Foi contratada para um jantar grego na universidade? Novamente: faça sua lição de casa – não é o momento para utilizar a música da sua cantora libanesa favorita. A música grega é a palavra de ordem. Não gosta do estilo de música necessário para o trabalho? Que chato! Acostume-se a ela, aprenda a amá-la ou desista do trabalho. Você prestará um desfavor a si mesma dançando uma música que odeia. Isso estará estampado na sua face, e refletirá negativamente em sua dança, e as chances de você ser contratada novamente são de “poucas” a “nenhuma”.

Esta é uma história real: uma bailarina local, que era novata em um restaurante foi contratada por um restaurante grego para dois shows. Ela foi orientada a usar especificamente música grega. Para o primeiro show ela cumpriu o determinado e foi bem recebida. Para o segundo, ela não cumpriu o determinado (ela disse que queria usar a música que gostava de dançar), e o dono do local literalmente teve um piti no meio do restaurante. Ele gritou com ela sobre a “horrível música libanesa”, e disse a ela para nunca mais “usar esse lixo novamente”. Não é preciso dizer que a bailarina nunca mais dançou naquele restaurante.

Seu trabalho é entreter o público.

Para a maioria dos contratantes, bailarina é cenário. Eles realmente não se importam o quão habilidoso é seu quadril, se os seus movimentos remetem à dança libanesa ou turca. Para a maioria dos donos de restaurantes ou particulares você está, em importância, algo entre a qualidade da comida e a decoração das paredes. Você é uma pequena parte de um grande evento. Nunca se esqueça disso. Seu trabalho é fazer com que os convidados se sintam importantes, que o anfitrião se sinta especial e os clientes se sintam felizes em estarem ali. As pessoas vão lembrar do evento “ah, sim, a comida era ótima, e a sobremesa estava de comer rezando.... ah sim, tinha uma bailarina com uma linda roupa vermelha, com uma espada na cabeça. Nós mencionamos o quanto a sobremesa estava boa?”

Você precisa fazer o seu melhor, você precisa faze-los felizes em contrata-la, mas precisa compreender que eles não estão assistindo aos seus movimentos e algumas vezes estão até ignorando você. Mas não é nada pessoal!

Há vários anos atrás, uma de nossas alunas dançou conosco em um restaurante onde éramos fixas. Ela tinha um belíssimo figurino dourado, e trabalhou em seu solo por meses, esperando estar pronta para sua grande chance. Quando terminou de dançar, estava visivelmente chateada. Durante seu solo, um dos clientes estava celebrando seu aniversário. A mesa do bolo estava bem na frente do palco. Mas, ela esqueceu algo vitalmente importante. O cliente ou convidado, ou qualquer pessoa pagando a conta era a pessoa mais importante ali, não ela. Ela poderia ter transformado a situação: dançaria para o convidado de honra, faria uma graça – “Oh, é seu aniversário, levante-se e dance comigo”, poderia ter enrolado o véu em seu pescoço e ter feito com que ele se sentisse especial. O dono do restaurante iria notar e gostar, acredite. Ele iria notar com certeza. As pessoas iriam lembrar do ótimo trabalho que você fez, fazendo-os se sentirem especiais. É assim que se consegue trabalhos, e não fazendo um shimmy de 120km por hora, nem com perfeitos acentos verticais. Uma dançarina atraente que é boa (não excelente) irá se sobressair a uma bailarina lindíssima, que dança maravilhosamente, se souber fazer os clientes felizes de estarem ali, e fazer do anfitrião feliz em contratá-la. Se você fizer de seus clientes sua primeira prioridade, você não pode estar errada!

Siga mudando! Se você tem um trabalho de mais horas, não use um único tipo de música.

A maioria das pessoas se entedia facilmente. Ao invés de usar uma música longa, não importa o qual maravilhosa ela seja, você estará melhor com duas ou três músicas curtas. Uma música alegre e vibrante para começar o show, uma “semi-clássica” lenta (talvez com o véu), e terminar com algo rápido.

Nós fomos a um restaurante há alguns anos. A dançarina era muito boa, e até levou seu próprio derbackista com ela. Por todo o show, de meia hora, ela dançou com nada mais além da percussão. O derbackista era excelente, e tocou vários ritmos diferentes: Baladi, Cheftitelli, Ayoub, etc. Mas um ocidental comum em um restaurante não sabe a diferença entre um Ayoub e um “Spanikopita”. Eles se entediam facilmente. Claro, use um derbackista porque música ao vivo é sempre um grande diferencial, mas alterne com músicas gravadas se irá fazer um show longo. Então, você pode dançar lindamente o Chiftitelli, pode dançar um solo de percussão tsunami por vários minutos, mas o público não se importa. Eles irão olhar para você, e voltar para seu jantar. Mantenha o show leve, mantenha o show vibrante, alterne, e mantenha a música lenta no mínimo. Pense MTV: luminoso, rápido, em constante mutação. Nosso mundo ocidental está acostumado a pegar e levar de forma muito rápida. Não é um público paciente.

Acredite ou não, ainda assim você precisa ser uma boa dançarina.

Sim, estamos falando diversas outras coisas, mas a mais importante é: se você não pode dançar, você não irá durar muito tempo no negócio. Prática, aperfeiçoamento, workshops, seguir aprendendo, e seguir crescendo. Estamos fazendo isso por anos a fio, e ainda temos aulas e ensaios.

E, finalmente: quanto cobrar pelo serviço?

O preço irá variar de acordo com o local. Nós só podemos dizer do que é padrão onde vivemos aqui no meio-oeste. O que é importante lembrar é: não se desvalorize, mas não faça seu preço fora do mercado também. Isso é vago o suficiente para você? Nosso conselho é: converse com outras dançarinas, verifique quanto elas cobram e defina seu preço apropriadamente. Quando está negociando com um cliente potencial, você precisa ser confiante em seu trabalho para cobrar por ele de forma adequada.

Uma palavra de aviso: NÃO TESOURE OUTRAS DANÇARINAS! Se você é boa o suficiente para se intitular uma bailarina profissional, então você merece o mesmo pagamento de outras dançarinas de sua área.




21 fevereiro 2011

4

Exclusividade Velada - De quem é a vantagem?


No mundo corporativo, no meio artístico, qualquer empresa que deseja solicitar ao artista a chamada "exclusividade" deve estabelecer tal condição em contrato, e, principalmente pagar por ela. Não custa barato, tenha certeza. Pergunte aos agentes da TV Globo.

Na dança do ventre, infelizmente, pouquíssimas relações comerciais são estabelecidas com contrato. No máximo alguns workshops ou apresentações fora do perímetro de moradia da bailarina. Em geral aulas, apresentações em bares, restaurantes são combinadas no boca a boca e tudo avalizado com "palavra de homem". Funciona?
Olha, tem quem reclame, tem quem viva muito bem.

E quando a escola, o bar, o restaurante exige exclusividade? E pior: sem dar a devida recompensa financeira em troca de tal sacrifício para a profissional.

Ah, mas isso não existe na dança do ventre em São Paulo Verinha, nenhum contratante faz isso! Imagina, você está fazendo mau juízo dos contratantes. Estou mesmo? Então experimenta dar aulas na Luxor e na Khan el Khalili ao mesmo tempo pra ver se permanece muito tempo no quadro de professoras. Não dou 15 dias pra qualquer um dos estabelecimentos dispensar os serviços. Isso não acontece só em escola grande, acontece também em bares e restaurantes também (existem boatos sobre o Alibabar, mas ninguém que dança lá abre o verbo).

Nestes casos, a bailaina fica dependente financeiramente de um único estabelecimento (seja ele escola, ou bares, restaurantes e afins), sem condições de aumentar sua carteira de clientes e, consequentemente, valorizar seu trabalho e aumentar sua renda.

De quem é a culpa? Não sei. Pode botar na conta das bailarinas? Não sei também.
O fato é que oferecer exclusividade ao contratante sem cobrar o devido valor por ela é prejuízo para a bailarina na certa. O local que solicita a exclusividade pode até dar boa visibilidade, e trazer um certo retorno em número de alunas, porém, é preciso entender que o contratante não está valorizando seu trabalho enquanto profissional - está valorizando apenas o estabelecimento dele. E, principalmente: qualquer lugar em que você dance e dê aulas poderá trazer retorno em relação ao número de alunas, porque isso depende do seu trabalho de divulgação e do seu desempenho em sala de aula.

Muito se comenta sobre o "valor oferecido pelos serviços", de bailarinas que se sujeitam a dançar por uns trocados, e muito disso é verdade, mas o problema se agrava quando o contratante oferece alguns trocados, e ainda a impede de dançar em outros lugares. E também a escola: quer exclusividade? Transforma a bailarina em trabalhadora CLT (carteira assinada), ou estabeleça em contrato com uma cláusula que garanta à profissional o devido retorno financeiro pelo serviço oferecido.

Não deixe ninguém escolher por você a forma como irá oferecer seus serviços. Você é bailarina, mas acima de tudo, é uma trabalhadora, e deve ter seus direitos respeitados.

Beijos a todas!!!

14 fevereiro 2011

4

Sobre a pressão que o palco exerce



"O Teatro é um templo,
onde o altar é o palco, a bailarina é a Sacerdotisa,
e a Dança é reverenciada através do aplauso dos fiéis expectadores."
(Adaptado de Dilson Oliveira Nunes - Teatro)

Dos diversos desafios que aguardam uma aprendiz de dança, acredito que a "apresentação", o "subir ao palco" é um dos maiores. Em primeiro lugar porque como observou muito bem a Lulu em um de seus vídeos, o olhar crítico cresce numa velocidade muito maior do que nossa evolução técnica. E, ao observar o espelho durante as aulas, os ensaios, a aluna pode não estar gostando muito do que vê: acha que precisa ensaiar mais, precisa aprender melhor, vários fatores.

O segundo motivo é a competitividade natural do ser humano, aquela que é alimentada desde a primeira infância, que faz com que a aluna referencie seu progresso, sua dança, na dança da colega. É muito comum escutar "olhando as outras meninas dançando, eu pareço tão desengonçada..."

E, finalmente, existe o medo da exposição, da "avaliação" do outro, a chamada "Fobia Social".

A primeira apresentação não é brinquedo não. Para quem já dança, ensina, está acostumada com as apresentações, esse sentimento parece distante, e para algumas pode até ser considerado "frescura", mas é um momento que pode, inclusive, marcar negativamente e para sempre uma aluna, e ela nunca mais voltar à sala de aula.

Em compensação, subir ao palco é sublime, é mágico, é uma grande recompensa do esforço em sala de aula. Como diz Paulo Sacaldassy "porque o prazer de fazer é o que basta". Enquanto professoras, queremos muito que nossas alunas experimentem esse prazer, que despertem a bailarina que há dentro de si, que sejam muito aplaudidas. Mas isso pode se tornar muito perigoso quando não existe um diálogo esclarecedor entre as partes, e, principalmente o respeito ao sentimento da aluna.

Existem muitas mulheres que iniciam as aulas de dança do ventre com o discurso "não quero me apresentar, estou aqui para curtir, ter uma atividade física, melhorar a auto estima, whatevers..." É um sentimento imutável? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas, muitas vezes, ao chegar em uma escola de dança nos meses que antecedem um evento, a aluna se vê pressionada a participar da apresentação, e acaba por ter como única matéria em sala de aula o ensaio da coreografia. Eu já passei por isso em uma escola grande de SP, e é muito chato!!! Em primeiro lugar porque não dava tempo para "entrar" no grupo e se apresentar, e em segundo lugar porque eu sempre elejo a professora pelo que ela pode fazer pela minha dança, mas não tinha aula! Não tinha nada, só alongamento e coreografia, por 2 loooongos meses. Sinceramente? Não existe nada mais desestimulante.

Meu desejo para você professora, é que você consiga estimular sua aluna a encontrar lá no cantinho de sua alma a estrela que a fará brilhar no palco, de forma tranquila, serena, como uma etapa que foi vencida. E meu desejo para você aluna é que vença seus medos e receios, porque nenhum desses sentimentos é maior do que o prazer de brilhar!

Beijos a todas.

10 fevereiro 2011

12

Make 10 - Porque é possível encontrar produtos ótimos e baratinhos

Olá meninas!!!

Quase uma semana sem postagens, podem me cutucar!!! Essa semana fiquei mais envolvida com minhas matérias da Shimmie, filmagem do vídeo, edição e tudo o mais, fora o calor que anda fazendo que tira toda a minha motivação de ficar perto do monitor de LCD que é quente que só o cão!


Mas voltei, e aproveitei a filmagem do vídeo da Shimmie para filmar a Make 10 - Edição Compras, mostrando vários produtos de excelente qualidade que custam abaixo de R$ 10,00.



Os podutos descritos no vídeo são:

Pincel Duo Fiber Santa Clara - R$ 8,90


Pincel Sintético para Base - Prada - R$ 9,50

Corretivo Essencial Marcelo Beauty - R$ 4,50

Base Extra Leve Koloss - R$ 6,99

Batons Vult linha Matte - R$ 7,00

Cílios postiços I Envy - R$ 8,90

Curvex ENOX - R$ 6,00

Paleta de sombras Qianyu - R$ 8,95
 
Aproveitem, avaliem, comentem, ok?
 
E já estão no ar meus outros vídeos da Revista Shimmie:
 




Quero mandar um beijo para a Juzoca do Jalilah´s Amor à Bellydance, pela indicação de maquiagens no blog! Valeu Jú!!


Beijos a todas!!!

04 fevereiro 2011

13

ANDAR - Associação Nacional de Danças Árabes

"Comece fazendo o que é necessário,
Depois o que é possível, e de repente,
Você estará fazendo o impossível."
                     (São Francisco de Assis)

Todas as professoras e bailarinas profissionais têm consciência de que a falta majoritária de profissionalismo na dança do ventre praticada no Brasil impede que os demais profissionais de dança ou do meio artístico em geral, e, por que não dizer, o grande público, que todos tenham uma percepção séria sobre a dança oriental. A avaliação do DRT é sofrível, o CREF não quer nem saber o que fazem ou deixam de fazer as professoras de dança do ventre, e todos os certificados de padrões de qualidade não possuem avaliação de reciclagem.

O cenário apontado não é dos mais favoráveis.

Para tentar virar essa mesa, não são necessárias apenas pessoas com conhecimento técnico de dança e amor pela arte. É um processo complicado, de levantar o tapete (e tentar não se assombrar com o que está debaixo), de colocar um bicarbonato na ferida, que vai arder no começo, mas vai purificar o local para deixá-lo ainda mais sadio. Para isso é necessário alguém com visão política de um grande estadista, com conhecimento técnico de dança, com o coração servil de um samurai, e com a coragem de um leão. Só poderia ser a Rhazi para idealizar isso aqui:


 Bom, na realidade não é a Rhazi, a persona bailarina. É a Mônica, bacharéu em Serviço Social, uma profissional que quer garantir à sua classe uma representatividade.

O primeiro objetivo dessa entidade é organizar a categoria: isso engloba visão do coletivo, pensar em benefícios como previdencia, plano de saúde, organizar mecanismos de ajuda jurídica às profissionais de dança, e, acima de tudo, nivelar por cima a categoria de bailarina e professora de dança do ventre.

A parte burocrática é pesadíssima: parcerias, estatuto, assembléias... um sem fim de protocolos que devem ser cumpridos para que a entidade de classe tenha a representatividade de que tanto precisamos.

Por isso, é necessário, em primeiro lugar, o apoio das próprias bailarinas, de músicos, e também de contadores, advogados, administradores e analistas jurídicos. Se você é um amante de dança oriental, e também profissional dessas áreas, e têm interesse em fazer parte desse time que irá deixar sua marca na história da dança oriental no Brasil, por favor, entre em contato comigo, ou com a Rhazi no e-mail: rhazi@rhazi.com.br.



Participe do blog da associação: http://associacaoandar.blogspot.com/

Beijos a todas!

02 fevereiro 2011

15

Copy-cat

*** Histórias de Aninha, minha prô! ***

Ensaios fotográficos profissionais demandam muito mais do que uma simples negociação com o fotógrafo. Na realidade, o contato com o fotógrafo e o pagamento é a parte mais fácil do ensaio.

A escolha da roupa é um parto: você quer aquele figurino luxuoso, mas acha que ele a deixa "mais fofinha", ao passo que aquele figurino que modela seu corpo igual ao da Gisele parece meio pobre para aparecer em fotos profissionais. Experimenta, troca, mostra mil vezes para a mãe, para o marido, para o namorado, etc...

Decidida a roupa, cabelos e maquiagem podem tomar também um tempo enorme. Se você é como eu, vai testar um milhão de maquiagens, fotografar, ficar olhando as fotos para ver qual sai melhor na foto.

No dia, tem que preparar tudo isso, e além disso deixar os blotting papers à mão porque o trajeto até o fotógrafo pode fazê-la suar e estragar a maquiagem, você não quer isso, fora que nem em sonho pode estar com o aspecto de cansada.

Já no studio, se você não é a Kahina que tem sempre tem idéia de umas poses legais, tem que ficar imaginando mil poses, vira o rosto em 27 graus e meio, fotografa de pé, fotografa deitada, fotografa sentada, coloca aquele ventilador ultra-power no rosto, gira um bilhão de vezes para tirar foto do véu helicóptero.

Tudo por uma fotinho linda de divulgação.

E ela fica linda mesmo, olha só:

Uau! Foi até publicada no site da Khan el Khalili.

Aí um belo dia, uma aluna sua te manda um e-mail que encontraram sua foto por aí na internet.

Só que desse jeito aqui:


É pra ficar puta ou não é? Com toda razão!!!

Dra. Ana, minha solidariedade!!!

Beijos a todas


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