16 janeiro 2011

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Onde estará Zeinab?


Essa semana, lendo pela 356464679787454564 o belíssimo artigo de Hossam Ramzy, que conta a história de uma "mulher do interior" árabe dançando no casamento de sua irmã (o que, vc não leu esse artigo menina? Vai lá:
http://www.hossamramzy.com/portuguese/dance/dance_zeinab1.htm), fiquei divagando sobre o baladi e a "fórmula atual" que inventaram para dançar este ritmo.

Estudando os vídeos disponíveis na internet, eu sempre acreditei que uma dança genuína baladi era uma dança em que a bailarina "encarnava o personagem" da camponesa alegre dançante de galabeya colorida (ou branca como gostava a Fifi Abdo, tanto faz!). Se você me pedisse para dançar um baladi, eu ia logo buscar uma moderninha alegre nos CDs do Hakim, verificava o ritmo para não fazer a gafe de dançar um baladi com ritmo Saiidi, pegava minha galabeya que é um arco íris e vamo que vamo.

Como eu era bobinha....

Até que em um workshop da Allyyta Suhair eu tive um primeiro contato com esse desenvolvimento de dança baladi descrito no texto do Hossam. Com os braços perto do corpo no início, como se estivesse dançando numa rodinha pequena na vila, e depois se soltando aos poucos conforme o ritmo se apresenta, progredindo para o clímax da música num shimmie de fazer a terra tremer, e depois desacelerar a música até que volte aos passos contidos do início. Me identifiquei totalmente!

Mas, em tempos de "New Baladi", com as americanas jogando chute para tudo quanto é lado neste estilo de dança, me perguntei: ONDE ESTARÁ ZEINAB?

Será que a busca por este tipo de dança tão genuina, tão peculiar, vai se tornar a busca pelo Santo Graal da dança do ventre?

Não amadas, eu achei!!! Aqui ó - Enjoy!




5 comentários:

  1. Oi Verinha!! Olha eu aqui te seguindo ! Estou virando seu blog no avesso, de tanto que leio rsrsr
    Li seu texto sobre Baladi e gostei muito! A informação que eu tinha sobre Baladi era da Fatima Fontes, uma apresentação que ela faz (vc já deve ter visto, pois manja muito de Youtube) onde na narrativa, ela relata justamente essa questão da dança de aldeia, de menina, mais contida e que vai crescendo conforme o ritmo se apresenta. Acho lindo o Baladi, porque é simples, e o simples é o mais dificil... pq não dá pra enganar, tem que ter conteudo! De qualquer forma, segue o link http://www.youtube.com/watch?v=RbHPSDEDjoM
    Mil beijos da sua fã Taubateana Ju

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  2. Oi Juli!!!

    Então, eu conheço essa apresentação da Fátima, foi um dos meus primeiros VHS de dança comprado lá na casa árabe, meus tesouros!

    Não coloquei aqui porque o enfoque foi o texto do Hossam, e a Tamar transpira a sensualidade de que ele fala no texto, e sua leitura musical é impecável.

    A Fátima é uma rainha, mas eu não gosto muito da leitura musical dela neste vídeo, acho sinceramente que ela é capaz de MUITO, MUITO MAIS, e não colocou no vídeo.

    De qualquer forma é uma bailarina que também admiro.

    Um beijão e obrigada pelo carinho de sempre!

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  3. Oi Vera!!! Em relação ao "New Baladi" eu acho que é natural em qualquer tipo de dança a mudança, sempre se está a procura de causar impacto e surpreender o público, mas eu também acredito que o genuíno e tradicional sempre estará vivo e presente. Infelizmente existem as pessoas que não estudam muito o assunto e podem apresentar o "New Baladi" como sendo o tradicional.

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  4. eu não conhecia o texto do Hossam, muito obrigadaaa! achei bem pontuais as suas observações e concordo contigo. beijãozão
    :)

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  5. Oi, Amar

    então, o "baladi colorido" tb existe, o Hakim e o Saad el Soghayer fazem músicas baladi todo o tempo, porém no estilo shaabi.

    O Baladi é a essência da dança egípcia. O New baladi tem a mesma estrutura que esse Baladi que vc "descobriu" (baladi ingerara), as pessoas que o interpretam de forma mais moderna.

    EU AMO DANÇAR BALADI!
    Beijos

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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