30 janeiro 2011

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A Dança do Ventre praticada no Brasil: "Samba el Sharki"?


Dando uma pensadinha rápida:

Bailarinas destaque nos Estados Unidos: Jillina, Suhaila Salimpour, Tamallyn Dallal
Bailarinas destaque na Argentina: Saida, Romina Maluf
Bailarinas destaque no Egito: Randa Kamel, Soraia Zaied, Dina
Bailarinas destaque na Rússia: Nour, Natalia Antipova, Yevgenya Kopteva, Natalia Strelchenko

Bailarinas destaque no Brasil (em atividade): Lulu Sabongi, Kahina, Michelli Nahid, Mahaila el Helwa, e tantas mais Brasil afora (é eu sei, meu mundinho bellydance é muito São Paulo, shame on me!!!).

Olhando essa lista e lembrando muito rapidamente do estilo de cada bailarina, é clara a diferença do estilo de dança do ventre praticado no Brasil. Claro que, hoje em dia, com youtube, workshops dessas bailarinas pipocando na terra brasilis toda hora, DVDs e tudo o que puder ser reconhecido como fonte de pesquisa, o número de cópias de bailarinas internacionais no nosso mercado está altíssimo, mas ainda assim, nosso DNA verde e amarelo de dança acaba prevalecendo, mesmo sobre a cópia mais perfeita.

Eu sempre tive como verdade absoluta que a dança do ventre que praticamos aqui no Brasil é a melhor do mundo. Sem bairrismo, sem demagogia, sempre pensei isso mesmo. Até que vi esse vídeo da Maíra Magno:



Se você quiser ver só a opinião dos jurados, vá direto aos 04:15' do vídeo. Meu árabe não está muito bom hoje (cof, cof, cascateiro hein...), mas pude notar os três jurados falando a palavra "Brasilie" várias vezes. No final da sua opinião, Najwa Fouad (Deus salve os cirurgiões plásticos) pareceu dizer a expressão "Samba el Sharki". E Amelia Zidane traduziu para o inglês que os jurados haviam criticado o excesso de estilo brasileiro na dança de Maíra.

Aí você pega e começa a assistir o vídeo do começo: quer dizer então que a Maíra foi criticada pelo excesso de graça e beleza, pela belíssima leitura musical, pela postura perfeita, pela interação com a platéia e pelos quadris nervosos? Pela expressão que parece demonstrar um prazer incrível na execução da peça?

De repente você se pega perguntando: então, pra esse povo, quem dança bem? Ah, sim, aquela Magali que venceu a Mariana Barros na final do Hizzy 2. Tá bom viu!!!


Mas adorei o figurino viu?

Estudando as bailarinas brasileiras e estrangeiras há 7 anos, discordo demais de quem diz que o nível de dança apresentado aqui no Brasil não é alto. Pelo contrário. Mas é inegável que fizemos algumas adaptações para imprimir uma identidade em nossa dança - isso é natural em qualquer estilo de dança, em qualquer país (bom, eu tiraria o ballet clássico, tão rígido em suas estruturas). Colocamos à serviço da Raks el Sharki nosso talento rítmico nato, que enriqueceu em muito a leitura musical das composições árabes. Nossa expressão é a mais rica, mesmo sem entender uma letra de árabe. E a mistura dos estilos egípcio e libanês das precursoras da dança no Brasil deu origem a um estilo que é elegante e sensual ao mesmo tempo.

Infelizmente observo em vídeos do youtube que as brasileiras, ao serem convidadas para dançar no mundo árabe, acabam por modificar o estilo aprendido no Brasil, e acabam se adaptando ao tão famoso estilo libanês. Neste ponto, uma bailarina que admiro muito por ter modificado pouquíssimo seu estilo de dançar foi a Jaqueline Braga (muito embora o taksim seja página virada na vida da pessoa, a leitura é sempre muito rápida, com 1000 movimentos). Olha essa apresentação de Akdeb Aleik:



Em que critérios se baseiam essas opiniões oferecidas pelos jurados? Ou há quem pense que a dança praticada no Líbano nos dias atuais é fiel à forma de dançar dos povos do Oriente Médio há, digamos, uns 1000 anos atrás. Ora, senhores jurados, que ingenuidade!!! Que vergonha dona Najwa Fouad!!!!

Fiquei sabendo do piti da Raqia no FIEL desse ano, onde ela deixou "escapar" que as bailarinas brasileiras não sabem dançar! É PHODA!!!

Isso acontece porque, em nossa humildade de buscar conhecimento com esses bailarinos internacionais, acabamos por nos deixar à mercê do julgamento dessas pessoas. Mas o que é importante é absorver o conhecimento desses profissionais, porém defender nosso estilo com orgulho, porque a despeito do que podem achar os grandes conhecedores de dança mundo afora, a dança do ventre no mundo está sendo pintada a cada dia mais de verde e amarelo, com cada vez mais bailarinas brasileiras sendo convidadas para ministrar workshops internacionais, e contratadas para dançar no mundo árabe.  No final das contas, parece que o povo gosta mesmo é do "Samba el Sharki".

E um viva à nossa dança.

Beijo grande

15 comentários:

  1. O que ocorre, é que Raqia, Najwa, Zaza Hassan e etc., esperam assistir dança oriental egípcia, e não dança do ventre brasileira. Para eles, bellydance, dança do ventre é uma coisa. Dança oriental egípcia é outra. No que diferem? Acho que o ponto crucial é a técnica de quadril. O samba nos deu um quadril solto. As brasileiras fazem movimentos grandes, com as nádegas e coxas soltas, no remelexo. As egípcias mantém uma contração muito forte nas nádegas e coxas, e os joelhos movimentando-se. Os acentos ficam precisos e fortes, os tremidos intensos, e não grandes (Randa, Dina, Soraia Zayed). E é esta, a técnica que Raqia quer ver. Ela acha que veio para avaliar um tipo de dança, e apresentam outra. Ela tem muitos anos de dança, desenvolveu uma técnica que é utilizada pelas três bailarinas egípcias mais celebradas da dança atual (sendo uma brasileira). Nossa grande mãe Lulu Sabongi também usa esta técnica. Acho que o desejo de ver dança oriental explica também o fato da Magali ter vencido o Hizzi 2. Ela não fez nenhuma acrobacia, não deu grandes giros, nem fez arabesques colocando o pé na cabeça. Simplesmente manteve o ritmo e a contração de quadril. Os braços praticamente não trabalharam. Se Raqia tivesse um problema real com a dança das brasileiras, Lulu Sabongi nunca teria dado aulas no Festival do Cairo, nem Soraia Zaied seria quem é no Egito (ambas suas alunas).
    A verdade é que no Brasil a maioria das bailarinas usa a técnica do samba el sharki. Pra começar, pra utilizar a técnica egípcia é necessário muito treino e fortalecimento das pernas para não danificar os joelhos. Você acha realmente, que se as professoras de dança do ventre, começarem a dizer que vão ensinar uma técnica que precisa de no mínimo um ano só de exercícios de fortalecimento pra começar a funcionar, as salas de aula vão contar com quantas alunas? É mais viável manter a sala cheia e ensinar samba el shark, que elas em dois meses já podem fazer apresentação na escola e etc.
    Quanto as brasileiras que mudam seu estilo pra dançar no exterior, é uma questão de sobrevivência. Trata-se de vender o que os clientes querem, e se você não corresponder a esta expectativa os empresários tem catálogos bem grandes hoje em dia. Se a bailarina quer ter a chance de viver no oriente, ter aulas de dança com árabes todos os dias, ganhar dinheiro, experiência de palco... ela tem de fazer o que o empresário pede, até o manager do hotel interfere nas roupas, aliás, exigindo que mostrem o corpo.
    Não fico doída não, e levo em conta estas opiniões. Mas entendo que tem muita gente que levanta o público com carisma, beleza, giros bem feitos, postura bonita , técnica de jazz, de flamenco, de ballet, usando bustiê e cinturão. E o quadril sambado. Pode ser lindo, difícil de executar, mas não vai agradar os mestres egípcios. Pra apresentar dança do ventre brasileira tem vários outros profissionais pra avaliar.
    Eu vejo assim.
    Beijo!

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  2. julgar dança é sempre polêmico, porque unanimidade é coisa rara nesse quesito... me emocionei com o depoimento da Máira ao final, que fofa!

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  3. A rubragitanita já me adiantou: elas se adaptam ao estilo libanês senã ficam desempregadas e ponto.

    Acho que estamos seguindo bem com nosso estilo. Talvez eles se incomodem por estarmos ocupando um espaço cada vez maior com relação à DV. Sei lá, apenas um pensamento alto.

    Apesar de eu gostar de procurar manter o menos possível de influência de técnicas ocidentais, foi uma boa crítica!

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  4. Para não repetir o que já foi comentado aqui, só tenho a admirar mais ainda a maravilhosa Maira Magno. Infelizmente só conheço o trabalho dela atráves de vídeos, cujas danças sempre me inspiraram. Se Zaza Hassan, Najwa Fouad e outros não gostaram do seu estilo, paciência... mesmo assim, ela chegou lá, mostrou seu estilo, encantou o público, e ainda nos emocionou com seu depoimento lindo no final! Pra mim, ARRASOU!!

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  5. Olá meninas!!!

    Bem vinda rubragitanita.
    Seu ponto de vista foi muitíssimo bem colocado.
    Discordo de você quanto à intensidade do tremido, visto que com a técnica das pernas estiradas da Raqia a vibração fica muito maior. De fato exige uma força absurda nos joelhos, e você tem toda razão quanto à preparação física.

    Concordo quanto ao convite de Lulu, discordo quanto ao sucesso de Soraia, porque para ser estrela no Egito, a Soraia modificou completamente seu estilo de dança. Basta pegar uma apresentação com uma música clássica e comparar com aquele vídeo épico "Exotismo" de uma das suas video aulas: é uma dança absurdamente diferente. Não estou dizendo melhor ou pior. DIFERENTE. Então o estilo que ela pratica lá nada tem a ver com o estilo Brasileiro.

    Meu único senão com os mestres egípcios é quanto à acidez das opiniões. Podem dizer que as brasileiras dançam diferente, daí a dizer que elas não sabem dançar é ingenuidade demais.

    Valeu super pela opinião viu? Adorei! Volta sempre, por favor!!!

    Lu, Hanna Aisha, Samantha, beijão proceis!!!

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  6. Verinha
    não dando uma de advogada do diabo, mas não foi bem isso q a tia Raquia disse!!
    Eu estava lá, e infelizmente tenho q concordar com as coisas q ela falou!!!

    Ela disse q o que ela viu na dança brasileira a anos atras, da ultima vez que ela veio foi bem melhor do que ela viu agora, pq ela sente que falta dedicação e estudo das bailarinas brasileiras que estavam lá.

    Ela disse que se sentiu dançando pras meninas assistirem e não dando aulas, pq grande parte das pessoas não faziam as aulas, ficavam sentadas e faziam uma barulheira conversando.

    Ela disse que as brasileiras que ela assistiu na noite anterior dançavam mal, pq parecia q não sabiam nada da dança do ventre das classicas e somente das novas estrelas americanas e argentinas!!!

    No mais, concordo com tudo q vc disse, mas acho q qdo o negocio é trabalho, vc tem q , com o perdão do trocadilho, dançar conforme a musica, e é isso que as que dançam la fora fazem!!

    Bjus

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  7. Fui ver o vídeo na própria página da Maíra no Youtube. Depois de ler ela mesma comentando que os jurados estavam descendo a lenha em praticamente todas as bailarinas estrangeiras ali além dela, e de ler o comentário muito pertinente aqui da rubragitanita, me peguei pensando muito.

    O estilo contido das egípcias é interessante, e fazer aquele shimmie controlado da Raqia é dificílimo (tentei, não consegui - ainda!), afinal, uma das professoras da escola da Ju Marconato fez alguns meses de aulas com a Lulu, e disse ter estranhado bastante a princípio. Aquele shimmie é melhor ou pior que o shimmie soltinho muito apreciado por nós brasileiras de quadril "sambado"? Não sei. E não tenho a menor autoridade e conhecimento p/ responder isso!

    Tudo o que eu pude concluir como opinião pessoal é o seguinte: não tenho opinião formada sobre esse assunto!

    Apenas meditei sobre estes fatos: fiquei chateada com o que as egípcias andaram falando de nós? Fiquei, confesso. É um balde de água fria para alguém como eu, que a-m-a! fazer movimentos de quadril bem amplos e fortes. Por outro lado, me coloquei na pele de Najwa, Raqia, Zaza, e me ocorreu o seguinte pensamento: e se o samba virasse uma dança altamente internacionalizada e praticada em diversos países, como a dança do ventre?(não curto samba e seus derivados, mas vá lá, só p/ citar de exemplo). Como encararíamos a dança dos gringos sem o menor "samba-no-pé", como dizemos aqui? Analisando friamente: no carnaval, quando eles vêm passear, muitos até riem da suposta "dureza" deles, não é?

    Também não tenho por que concordar com essa máxima de que brasileiras não sabem dançar dança do ventre, apesar de entender o "choque" que deve ter sido para os egípcios ver a dança oriental tomar tantas caras e nacionalidades diferentes. Mas enfim, arte é arte, e por isso mesmo, é universal e transcende o tempo e o espaço.

    =************************

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  8. Desculpe aí mas... "Deus salve o "Samba Sharki"!... do Brasil pode ter nascido sim um "novo estilo de Dança do Ventre"... mas o que posso dizer? Amo quadris que sambam.

    Sempre me questionei porque não nasci no Egito... Hoje fui respondida do porquê... Hoje eu sei que amo a Dança do Ventre da Terra Brasilis!

    Muitos beijos

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  9. Pois é, meninas...é fato que a dança do ventre que executamos aqui no Brasil é única, em estilo, técnica de quadril, utilização de braços e mãos... Pegamos a dança oriental e a modificamos de acordo com nossas vivências corporais, de acordo com a nossa concepção de arte.
    Enquanto arte, pode e deve ser respeitada.
    É diferente da dança oriental egípcia, libanesa, turca? Sim, e não há como ser igual! Nunca será igual!
    As bailarinas que vão dançar nos Emirados fazem uma dança belíssima, que agrada muito o público de lá, e tem mais influência no estilo libanês. As bailarinas brasileiras, que são encantadoras em sua arte, nos fazem suspirar... As bailarinas egípcias nativas também... Prefiro admirar o que cada uma tem de especial, sem tentar compará-las: cada uma com o seu encanto.
    E nada de ficarmos chateadas com os júris orientais egípcios: eles avaliam a sua própria expressão artística, pura e simples. Como é há muitos anos. E nada além disso.
    Beijos a todas!
    Lucy Linck

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  10. oi gente primeiro gostaria muito de agradecer as palavras, nao esperava tanto apoio. Dona Amar el Binnaz muito grata pelo post, sobre todo o assunto eu vejo tudo como um pouco mais complexo, menos o hezzy , o hezzy é bem fácil! era uma panelada tão cara de pau que só durou 2 temporadas, o próprio público recusou.
    bem, sobre dançar como brasileiras, somos brasileiras! o corpo carrega todos os codigos culturais e não vamos virar orientais pq nos dedicamos a uma arte oriental. quremos sima prender com eles chegar o mais perto possivel, mas uma menina mulçumana do cairo senta diferente, anda diferente, fala diferente, se deita pra dormir diferente, todo o comportamento corporal e diferente do nosso, corpo tb é cultura, então pq teríamos de ser iguais?
    A dv hoje em dia, para o desgosto de muitos dos mestres citatos por vcs ja é uma arte internacional, depois de tantas decadas de desprezo social pela dança no mundo arabe, depois de tanto tempo levando como " coisa de cabaré" sem apoio e sem uma política séria de valorização da dv enquanto um produto artístico, o tempo de glórias do oriente que ainda povoa nossos imaginários com os vídeos dos 50,s 60,s e 70s acabou. agora restam algumas poucas nobres almas que de fato vem a dv como arte no oriente, entre elas muitos dos mestres que vcs citaram. O ocidente levou a sério o potencial artístico da dv
    é inegável dizer que as bellydance super star fazem arte, arte americana de inspiração orientalm, que a saida e o amir thaleb fazem da dv uma arte, arte argentina de inspiração oriental, assim como aqui no brasil tem muita gente fazendo coisas lindas, atualmente ando boquiaberta com o trabalho da kahina, não é oriental? claro mas é primoroso!
    Essas coisinhas incomodam, em especial gente da geração dos citados que pertenceram a era do império oriental da dv e esta vendo de camarote a dança escapar por seus dedos e virar uma outra coisa.

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  11. Gostei do que você disse, Maíra! E, a propósito, meus parabéns, pois sua dança tem uma graciosidade e uma elegância incríveis! E parabéns também pela sua coragem de aceitar esse desafio, e sair de cabeça erguida depois das críticas!

    E é fato: para determinada dança crescer e se firmar como arte, ela tem de aprender a evoluir sem deixar suas raízes para trás! É por isso que eu defendo tanto a a utilização do ballet, por exemplo. Acho que, apesar de uns e outros excessos de arabesques por aí, o ballet sempre foi e sempre será a maior e melhor base para as outras danças, pois permite que bailarina adquira uma consciência corporal sem precedentes. Sou contra usar giros e arabesques p/ "encher linguiça" na dança oriental, mas defendo o poder de abrir os olhos e a mente que o ballet nos traz!

    Enfim, voltando ao assunto principal, é válido o argumento de que, querendo ou não, a mesma dança jamais será igual em cada nação por onde passa. O próprio ballet é uma amostra disso: tem o estilo americano, o russo, o francês, o cubano, o alemão, etc. etc. E nenhum é "melhor" ou "pior" que outro, nem a França reinvindica o direito de possuir a dança mais "genuína" que os demais, só porque o ballet se originou nas cortes do Rei Luís IV. Todas essas escolas têm seus admiradores e seguidores! Sigamos o exemplo!

    =***********************

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  12. Nossa, achei linda a dança da Maíra, amei os braços e chorei com ela no final... Bjks e saudades

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  13. Vera, acho que escrevi muito, e me expliquei mal. Então, eu quis dizer que Lulu e Soraia utilizam a técnica de quadril de dança oriental, não de samba. Logo, não quer dizer que todas as brasileiras dançam samba el sharki. E também não quer dizer que a Raqia acha a dança de todas as brasileiras ruins.

    coxas e nádegas relaxadas= samba el sharki
    coxas e nádegas contraídas = raks el sharki


    Pelo contato que tive com professoras egípcias, elas abominam o quadril solto. Prezam demais pela técnica egípcia de quadril. AS bailarinas são livres pra optar pela técnica que lhe satisfizer, mas não esperem que as egípcias achem bonito dançar com tudo soltinho.

    Alguém já ouviu Raqia dizendo na aula: "No samba. Is my technique!"?

    beijo!

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  14. Olá meninas!!

    Ká Beraldo...
    Que bom que vc esclareceu o que aconteceu lá no FIEL. Eu também se estivesse dando aula e nego conversando ia ficar PUTA da vida, mas não foi assim que me contaram. E a Tia Raqia tá certa quando diz que o povo tá é afim de copiar as americanas e argentinas, nisso ela não mentiu não.

    Carol:
    Eu também confesso que o que mais me chateia é essa opinião dos orientais de que não sabemos dançar. Pensando no "samba" eu nem tenho IDÉIA de como anda a divulgação do nosso ritmo. Mas, por exemplo, quando vejo uma japonesa caracterizada de passista e sambando, eu acho lindo, e admiro sinceramente.

    Maíra:
    Valeu a presença aqui no post. Desde que te pedi autorização até publicar demorou um TANTÃO, credo!

    Muito legal sua explicação - realmente o nível que a dança vem ganhando até hoje não é mérito das egípcias - elas viraram apenas referência. O que acho mesmo é que o povo pensa, de verdade, são nos milhares de dólares perdidos que a bellydance gera todos os anos nos Estados Unidos e na Argentina.

    Rubragitanita!

    Você tem razão... peguei alguns vídeos antigos da Raqia (aposentei já há algum tempo), e o tremido, embora vigoroso, quase não tem movimentação é só a vibração.

    Pra nós é que é difícil manter os joelhos "quietos" e fazer um tremido mais contidos!!

    Beijocas no coração pra todas!!

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  15. Também concordo que o Brasil arrasa na dança do ventre.

    "os jurados haviam criticado o excesso de estilo brasileiro na dança de Maíra"

    Isso só pode ser inveja!!!!!

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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