30 janeiro 2011

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A Dança do Ventre praticada no Brasil: "Samba el Sharki"?


Dando uma pensadinha rápida:

Bailarinas destaque nos Estados Unidos: Jillina, Suhaila Salimpour, Tamallyn Dallal
Bailarinas destaque na Argentina: Saida, Romina Maluf
Bailarinas destaque no Egito: Randa Kamel, Soraia Zaied, Dina
Bailarinas destaque na Rússia: Nour, Natalia Antipova, Yevgenya Kopteva, Natalia Strelchenko

Bailarinas destaque no Brasil (em atividade): Lulu Sabongi, Kahina, Michelli Nahid, Mahaila el Helwa, e tantas mais Brasil afora (é eu sei, meu mundinho bellydance é muito São Paulo, shame on me!!!).

Olhando essa lista e lembrando muito rapidamente do estilo de cada bailarina, é clara a diferença do estilo de dança do ventre praticado no Brasil. Claro que, hoje em dia, com youtube, workshops dessas bailarinas pipocando na terra brasilis toda hora, DVDs e tudo o que puder ser reconhecido como fonte de pesquisa, o número de cópias de bailarinas internacionais no nosso mercado está altíssimo, mas ainda assim, nosso DNA verde e amarelo de dança acaba prevalecendo, mesmo sobre a cópia mais perfeita.

Eu sempre tive como verdade absoluta que a dança do ventre que praticamos aqui no Brasil é a melhor do mundo. Sem bairrismo, sem demagogia, sempre pensei isso mesmo. Até que vi esse vídeo da Maíra Magno:



Se você quiser ver só a opinião dos jurados, vá direto aos 04:15' do vídeo. Meu árabe não está muito bom hoje (cof, cof, cascateiro hein...), mas pude notar os três jurados falando a palavra "Brasilie" várias vezes. No final da sua opinião, Najwa Fouad (Deus salve os cirurgiões plásticos) pareceu dizer a expressão "Samba el Sharki". E Amelia Zidane traduziu para o inglês que os jurados haviam criticado o excesso de estilo brasileiro na dança de Maíra.

Aí você pega e começa a assistir o vídeo do começo: quer dizer então que a Maíra foi criticada pelo excesso de graça e beleza, pela belíssima leitura musical, pela postura perfeita, pela interação com a platéia e pelos quadris nervosos? Pela expressão que parece demonstrar um prazer incrível na execução da peça?

De repente você se pega perguntando: então, pra esse povo, quem dança bem? Ah, sim, aquela Magali que venceu a Mariana Barros na final do Hizzy 2. Tá bom viu!!!


Mas adorei o figurino viu?

Estudando as bailarinas brasileiras e estrangeiras há 7 anos, discordo demais de quem diz que o nível de dança apresentado aqui no Brasil não é alto. Pelo contrário. Mas é inegável que fizemos algumas adaptações para imprimir uma identidade em nossa dança - isso é natural em qualquer estilo de dança, em qualquer país (bom, eu tiraria o ballet clássico, tão rígido em suas estruturas). Colocamos à serviço da Raks el Sharki nosso talento rítmico nato, que enriqueceu em muito a leitura musical das composições árabes. Nossa expressão é a mais rica, mesmo sem entender uma letra de árabe. E a mistura dos estilos egípcio e libanês das precursoras da dança no Brasil deu origem a um estilo que é elegante e sensual ao mesmo tempo.

Infelizmente observo em vídeos do youtube que as brasileiras, ao serem convidadas para dançar no mundo árabe, acabam por modificar o estilo aprendido no Brasil, e acabam se adaptando ao tão famoso estilo libanês. Neste ponto, uma bailarina que admiro muito por ter modificado pouquíssimo seu estilo de dançar foi a Jaqueline Braga (muito embora o taksim seja página virada na vida da pessoa, a leitura é sempre muito rápida, com 1000 movimentos). Olha essa apresentação de Akdeb Aleik:



Em que critérios se baseiam essas opiniões oferecidas pelos jurados? Ou há quem pense que a dança praticada no Líbano nos dias atuais é fiel à forma de dançar dos povos do Oriente Médio há, digamos, uns 1000 anos atrás. Ora, senhores jurados, que ingenuidade!!! Que vergonha dona Najwa Fouad!!!!

Fiquei sabendo do piti da Raqia no FIEL desse ano, onde ela deixou "escapar" que as bailarinas brasileiras não sabem dançar! É PHODA!!!

Isso acontece porque, em nossa humildade de buscar conhecimento com esses bailarinos internacionais, acabamos por nos deixar à mercê do julgamento dessas pessoas. Mas o que é importante é absorver o conhecimento desses profissionais, porém defender nosso estilo com orgulho, porque a despeito do que podem achar os grandes conhecedores de dança mundo afora, a dança do ventre no mundo está sendo pintada a cada dia mais de verde e amarelo, com cada vez mais bailarinas brasileiras sendo convidadas para ministrar workshops internacionais, e contratadas para dançar no mundo árabe.  No final das contas, parece que o povo gosta mesmo é do "Samba el Sharki".

E um viva à nossa dança.

Beijo grande

26 janeiro 2011

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Figurinos usados: comprando com 100% de satisfação


Outro dia entrei no site do Mercado Livre e olhei o que tinha disponível com o argumento de busca "Dança do Ventre". Qual não foi minha surpresa ao ver que havia 16 páginas de produtos disponíveis!!!! Lembrei com saudade dos meus primeiros anos de dança do ventre, quando eu olhava a lista do Mercado Livre TODOS OS DIAS para ver se tinha uma roupinha legal, ou algum acessório que valesse a pena por um preço bacana. Comprei várias coisas: DVDs, Pandeiro, Candelabro e algumas roupinhas.

Figurinos de segunda mão podem ser uma excelente opção para quem quer ter um figurino profissional, mas não quer gastar muito. Sabendo negociar bem, dá para conseguir boas oportunidades. Mas há que se observar alguns pontos importantes para não se arrepender da compra:

1. EXPERIMENTA! EXPERIMENTA! EXPERIMENTA!
Ao comprar um figurino de segunda mão, opte sempre por comprar de alguém conhecido, para que você possa experimentar o figurino. Não se esqueça de que ele não foi feito especialmente para você, então o caimento belíssimo que tinha na fulana pode não funcionar bem em você. E tem também a questão do tamanho: a olho nu um figurino parece de um tamanho, mas no corpo pode ter dimensões diferentes. Se vai comprar pela internet, procure tentar abrir essa brecha com o vendedor: caso o figurino não sirva, que se possa devolver, negociando o frete.

2. NÃO CAIA NO CONTO DA LYCRA
Daí que você viu aquele figurino leeeeendo que sua professora magérrima está vendendo, de saia de lycra, e do alto do seu quadril 46 você acha que vai servir. Um conselho de quem já comprou uma roupa com essa ilusão e só usou uma vez: não compre! A lycra realmente estica, e de certa forma vai servir, mas, além de ficar apertadaaaaaasso, quando você dançar a roupa vai ficar subindo. Então, se você não quer que seus tornozelos também sejam avaliados pelo público, não caia nesse conto.



3. AVALIE O MATERIAL
Quando você comprar uma roupa de segunda mão, leve muito em consideração o tipo de material em relação ao preço. Um exemplo: você está comprando uma roupa prata toda bordada com bolinhas e gotinhas de plástico, e já dá pra ver sinais de desgaste nas bolinhas. Quando você pensar no preço que está sendo cobrado, pense também quanto custará a substituição deste material, caso você tenha interesse em reformar a roupa. Vale a pena o investimento?

Eu pessoalmente dou preferência figurinos usados com materiais como cristais e strass com cobertura de plástico, pois os sinais de desgaste demoram muito mais para aparecer.

4. ARTE NÃO TEM PREÇO, MAS ROUPA USADA TEM!
Uma roupa nova feita sob medida, carrega em seu valor agregado, além do valor do material e da mão de obra do criador, o valor da criatividade do artista, a exclusividade, etc.. Às vezes nos sentimos até intimidadas em negociar o preço de uma roupa nova, não é mesmo?
Mas a roupa usada tem que ser avaliada como uma roupa que já foi exibida por outra pessoa, sofreu o desgaste de algumas apresentações, já não está mais "zero bala". Por isso, seja crítica com uma roupa de atelier, assim como você seria crítica ao avaliar um figurino que você não sabe quem criou.

5. PESQUISE O VALOR DE FIGURINOS NOVOS DO ESTILISTA RESPONSÁVEL PELA CRIAÇÃO DA ROUPA
Se você consegue identificar o criador do figurino, não hesite em pedir um tempo para pesquisar qual é o valor dos figurinos novos do mesmo estilista. Em parte porque você precisa ter um parâmetro para avaliar qual é a depreciação que a dona da roupa aplicou no preço - se ela estiver cobrando o valor de um figurino novo, não é muito melhor fazer um figurino direto com o estilista, e ser a primeira a usá-lo? Essa também é uma informação poderosa na hora da barganha: você pode argumentar: "Ah, fulana, um figurino novo desse estilista está quase o mesmo valor, não dá para negociarmos?"

6. VALORIZE A ROUPA, E NÃO QUEM USOU
Eu não sei em outros estados do país, mas aqui em Sampa um figurino usado se valoriza também pelo "dono anterior". Será que o público fica reparando "olha, esse conjunto já pertenceu à fulana, bailarina master, KK, etc"? Sinceramente acho isso uma bobagem. Valorize o figurino, seu material e seu estado de uso.

7. NÃO SE DEIXE LEVAR PELO IMPULSO
Na maioria das situações da vida, o impulso é sempre mau conselheiro. Como minha mãe "o que é do homem, o bicho não come". Ou seja: se for para aquele figurino ser seu, ele será, mesmo se você pedir um tempo para pensar. Avalie, pesquise, pense bem, e somente então feche negócio.

Bem meninas, essas foram algumas dicas simples, de alguém que já comprou figurinos usados. Espero que vocês sempre fiquem contentes com suas compras.

Beijo grande

22 janeiro 2011

6

Música que faz todo mundo dançar: Taht el Shibak


Existem algumas músicas por aí que são capazes de dobrar o mais chato dos homens. Não tem jeito, ao ouvir as primeiras batidas da música, seu corpo reage involuntariamente e de forma cadenciada, e os movimentos acabam fluindo, no começo de forma tímida - um batucar de mãos, um menear de cabeça, um mexer de ombros - e quando você vê já está sacudindo o esqueleto.

Duvida?

As que considero mais "irresistíveis" são alguns sambas-enredo famosos. Veja se você consegue ficar parado ouvindo assim:

"Explode coração, na maior felicidade - É lindo o meu Salgueiro, contagiando e sacudindo essa cidade."
(Salgueiro 1993 - Peguei um ITA no Norte)

"Me leva que eu vou, sonho meu, atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu (ôooo)."
(Mangueira 1994 - Doces Bárbaros - atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu)

"Me dê a mão, me abraça, viaja comigo pro céu. Sou GAVIÃO, levanto a taça, com muito orgulho pra delírio da FIEL."
(Gaviões da Fiel 1995 - O que é bom dura pra sempre - Jubileu de Prata Gaviões da Fiel)
Essa não poderia faltar JAMAIS aqui neste blog, ehehhe...

E no cancioneiro oriental, uma música que considero ter esse poder de comoção é Taht el Shibak. Um baladi com uma estrutura belíssima e um refrão chiclete, que mesmo quem não sabe árabe, como é nosso caso, consegue decorar facilmente:

Taht el shibak ua lamáhdak ia gadá.

Baadaha uaiak. Mat úli ia gadá.
(veja letra e tradução completas no Dança do Ventre Brasil - http://www.dancadoventrebrasil.com/2009/06/traducao-tahtil-shibak.html)

Conheci essa música em um vídeo antigo da Dina em um dos meus primeiros VCDs e me apaixonei de bate- pronto. Apesar de ser uma canção tradicional Baladi, eu sempre jurei que fosse da Fatme Serhan, e de intérprete ela passou a dona da música, porque já revirei Google atrás do autor original, mas a única referência que encontro é mesmo a Fatme Serhan.
 
Não tem problema.
 
Essa canção é uma música que, acredito, toda bailarina, estudante, amante de dança oriental deve dançar um dia. Não só por ter uma melodia encantadora, mas porque a música é capaz de despertar nosso "instinto" natural de dançar para ter prazer. Para estudar também é ótima - suas frases são de fácil assimilação, e isso facilita bastante na hora de compor sequências e, principalmente sua finalização, que considero uma das etapas mais difíceis na dança (frases sem finalização tem o poder de matar toda uma coreografia).
 
O propósito aqui é trazer algumas interpretações diferentes para esta música tão famosa.
 
1. Taheya Carioka e seus "micro movimentos":
 


2. Maya Gaorry e sua autenticidade brasileira:



3. Ozdillia e a leitura musical perfeita.
(Nos comentários houve quem a criticasse muito por dançar "sharki" no "baladi", mas eu achei a leitura muito bonita, e acima de tudo, com personalidade).



Porém não tem jeito, a interpretação mais famosa de Taht el Shibak, e a que todos tentam imitar é essa aqui:



(Momento "acerto no figurino" da Dina hein? Se não fosse tão transparente, a saia seria PERFECT).

Beijos a todas!!!

19 janeiro 2011

13

Como cobrar o que você merece - Gilded Serpent


Meninas!

Hoje postarei um artigo que traduzi do informativo Gilded Serpent - http://www.gildedserpent.com/ - um site super bacana com diversos artigos, links para sites de bailarinas, vídeos e mais um monte de coisa. O artigo é de Michelle Joyce e fala de um assunto que ainda é tabu para as bailarinas brasileiras - quanto cobrar pelo seu show, e como conduzir a negociação.

É claro que a realidade americana em relação à dança do ventre é bem diferente, mas achei o artigo interessante e válido, ao menos em alguns pontos, para todas nós.

Enjoy!!!

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Como cobrar o que você merece receber
por Michelle Joyce

Dançarinas do ventre americanas estão em nítida desvantagem cultural quando o assunto é negociar o preço. No Oriente Médio o preço de absolutamente qualquer coisa é negociável, e não é considerado um insulto apresentar uma contra proposta. Um cliente árabe que quer lhe contratar para uma festa privada terá toda uma vida de experiência na prática da negociação, enquanto a bailarina provavelmente é nova no processo.

Para bailarinas, a negociação pode ser bem intimidadora. Apesar do fato de que nosso talento para negociação tende a melhorar com a prática, eu conheço muitas profissionais experientes que ainda “desmontam” quando o cliente coloca um pouquinho de pressão na negociação.

O primeiro passo para se tornar uma negociadora eficiente é se separar emocionalmente do resultado do negócio. Se você não pode se desvencilhar da proposta, você já perdeu!

Comece a visualizar o processo de negociação como um esporte. E VOCÊ está com a vantagem, porque ELES (os contratantes) são quem precisa do seus serviços.

Antes de começar a falar de técnicas específicas de negociação, vamos analisar as razões pelas quais as bailarinas reduzem seus preços:

1. “Porque eu realmente preciso do dinheiro.” – Esta é uma razão comum e todas nós já passamos por isso. Claro que é melhor ganhar mais dinheiro pelo trabalho, mas “um pouco” não é melhor do que “nada”? Eu já me senti culpada por pensar assim várias vezes em minha vida.

A experiência me ensinou que os trabalhos pegos “no desespero” tendem a ser desastrosos.

Se eu não imponho respeito e dignidade no processo de negociação, é improvável ter respeito durante a perfomance. Infelizmente, muitas dançarinas se sujeitam a situações terríveis porque precisam do dinheiro. Trabalhos ruins geram mais trabalhos ruins, e vão fazer você odiar dançar profissionalmente.

2. Há muitas bailarinas por aí que nivelam seus preços por baixo.”  Sim, isto é uma verdade em todo lugar.

Não vejo bailarinas que rebaixam seus preços como uma ameaça.  Pessoas que rebaixam seus preços apenas ajudam a consolidar o fato de que há dois níveis de bailarinas: as profissionais e as não profissionais. Se o seu cliente potencial quer, acima de tudo, qualidade, ele pode facilmente se desviar da idéia de contratar uma bailarina que não pareça extremamente profissional.

Agora vamos dar uma olhada em algumas estratégias de negociação bem comuns:

O tique-taque do relógio: Esta estratégia é apropriada para pessoas que querem “pensar no assunto”, e prometem te ligar depois. Você não quer colocar muita pressão no cliente, mas pode deixar claro que não pode reservar um horário em sua agenda para ele enquanto ele está fazendo cotação com outras bailarinas. Eu normalmente digo que tenho uma outra cotação para a mesma data, e é melhor ele fechar o contrato logo antes que a data fique indisponível.




Apelar para o “empresário” ou uma “autoridade acima”. Finja que você não tem a autoridade necessária para baixar o preço. Eu algumas vezes já disse que meu marido me mataria se eu dançasse por menos (isto funciona melhor com os homens). Sandra diz às vezes: “as outras bailarinas me amarrariam no pé da mesa se soubessem que estou dançando por esta quantia.”






Conscientizar o comprador: Esta é uma técnica complicada, porque você não quer parecer idiota, mas quer alertar o contratante que nem todas as bailarinas são iguais. O serviço “vale o quanto pesa” (ou seja, se pesou pouco, pode ser que a bailarina seja “pouca” também). Não é necessário detonar suas colegas, apenas mencione discretamente e continue a negociação.









Cuidado com as “mordidinhas a mais” – Esta é uma tática comum que os clientes usam. Acontece quando alguém “adiciona” termos ao negócio depois de fechado. Por exemplo: você está agendada para festa para dançar duas músicas, e cliente quer adicionar “e você fará uma troca de roupa, certo?” E, às vezes, isto acontece no próprio evento. Tendo um contrato com cláusulas bem específicas certamente as ajudará nesse assunto.

Nunca deixe o cliente saber quantos trabalhos você tem agendados. Eu sempre me pergunto por que as bailarinas colocam festas particulares em sua agenda que está disponível On-Line. Isto tira completamente sua vantagem na negociação. Você quer que o cliente pense, sempre, que você está com a agenda super cheia e que eles têm muita sorte de ter conseguido um agendamento com você para seu evento. Se eles souberem que você não dança em nenhuma festa ou evento particular no mês, eles vão saber que terão a vantagem na negociação porque você não está tão “bem cotada” assim. 

Atualize a lista de preços: Eu tenho meus preços disponíveis para consulta em meu site, que irão impedir as ligações de pessoas que não estão dispostas ao menos considerar a contratar nesta faixa de preços. (Eu acredito que Zari foi a primeira bailarina de São Francisco a fazer isto). Se eu estou deixando um recado de voz para um cliente potencial, eu sempre deixo o endereço do meu site e sugiro a ele que dê uma olhada na lista de preços e outras informações sobre o agendamento antes de me ligar de volta. Claro que bem ao lado de sua lista de preços on-line haverá fotos fantásticas dos eventos nos quais você dançou, e fotos de seus clientes bem felizes. Ter um site legal, ou mesmo um blog é MUITO importante também.

Às vezes recebo ligações de pessoas que não viram a lista de preços, e observo algumas reações bem interessantes quando dou a eles o orçamento. Abaixo estão listadas as reações mais comuns. Quando você é confrontada com uma dessas reações ao seu preço, o melhor é falar o mínimo possível. Não alugue o cliente com uma explicação interminável sobre “isso e aquilo na dança”, apenas diga seu preço e silencie. Não é necessário ficar na defensiva, apenas defenda seus argumentos.

Se você falar demais, parecerá desesperada.

Como eu disse antes, você deve sempre estar disponível para pular fora do negócio. Se a conversa começar a girar em círculos, vá em frente e calmamente sugira ao contratante que comece a ligar para outras bailarinas. Não consigo contar quantas vezes já estive pronta para desligar e o cliente concordava com meu preço no último minuto. Se você não for séria em relação ao seu preço, um negociador talentoso irá te derrubar.



Reação do cliente #1 – “Meu Deus do céu! È muito caro!! Não dá para fazer por menos?”

Minha resposta – “Estou com a agenda cheia todo final de semana e aceito shows somente de clientes que estão dispostos a pagar meu preço. Eu fico lisongeada com o convite, mas outro cliente pagará meu preço por esse horário na agenda”.

Reação do cliente #2 – “Mas você conseguirá muitas gorjetas”

Minha resposta: “Sim, o preço leva isso em consideração”. Qualquer um dos dois que falar depois disso perde!



Reação do cliente #3 – “Essa será uma boa oportunidade de exposição para você.”

Eu já ouvi isso um milhão de vezes, e é igual para todos os shows. No final, se os amigos do cliente gostarem do show, eles perguntarão a ELE quando você cobrou pelo show, e você fará um monte de shows por um preço baixo. Você não poderia fazer uma série de shows pelo preço cheio? Eu apenas digo: “UAU! Isso vai ser bem divertido. Mas ainda assim não posso mudar meu preço”.

Reação do cliente #4 – “Mas estamos já gastando tanto para fazer a festa acontecer, não podemos pagar este valor para você”.

Esta é a mais absurda! Você já pode imaginar como meu sangue FERVE quando eu chego na casa e me dou conta que eles gastaram MILHARES DE REAIS no evento, e eu dei para meu show um desconto substancial! Se eles estão gastando dinheiro para contratar um buffet e um DJ, a probabilidade de você ser o serviço mais barato da festa é altíssima!

Reação do cliente #5 – “E se você dançar 10 minutos a menos? Quanto isso custaria?” (mais conhecido como “Mas isso custa R$ 10 por minuto!”)

Minha resposta: “O preço é o mesmo para qualquer show com duração entre 25 a 45 minutos”.  A realidade é que eles não estão pagando por um show de 30 minutos, eles estão pagando também o tempo de preparação e a condução até o evento. O que parece ser um show de 30 minutos para o cliente, na realidade representa 1 hora de viagem até o local, mais o tempo de cabeleireiro, maquiagem, preparação do CD, etc. Isso sem mencionar o fato de que você pagou ANOS de aulas de dança, uma fábula por um figurino profissional e os custos de maquiagem de qualidade.  

Reação do cliente #6 – “Você não conhece uma bailarina mais baratinha?”

Esta é a minha favorita, porque lhes dou o número do telefone de minha parceira de dança, Sandra. Ela sempre dirá exatamente o mesmo preço!!

Reação do cliente #7 – “Acabei de falar com uma bailarina que disse que dançaria por  R$ 50”

Minha resposta: “Sim, eu sou uma das bailarinas que cobram mais caro nesta área. Se você está considerando somente o preço, você deverá contrata-la.”  Francamente!!! Não diga mais nada.

Reação do cliente #8 “É uma festa pequena, apenas para amigos”

Escuto essa também. Eles estão pagando por seu tempo. Se o público é pequeno, significa que você terá menos gorjetas.


Quando está certo em rebaixar seu preço?



A resposta para esta pergunta é simples: quando VOCÊ quiser. Dar descontos a festas beneficentes, estudantes e “amigos de amigos” é totalmente apropriado quando você está no controle da negociação. Às vezes, se já estou vestida e me ligam para um show, e estou próxima ao local, eu dou um desconto porque é muito menos trabalho do que um show normal. Mas, diminuir o preço apenas porque você se sente ameaçada pelo mercado é sempre uma má idéia.

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Espero que tenham gostado e se divertido meninas!!!

Para quem fala inglês, o site Gilded Serpent.com é uma fonte riquíssima de pesquisa. Tem alguns artigos já em português mas não são todos. Recomendo bastante.

Beijossss



16 janeiro 2011

5

Onde estará Zeinab?


Essa semana, lendo pela 356464679787454564 o belíssimo artigo de Hossam Ramzy, que conta a história de uma "mulher do interior" árabe dançando no casamento de sua irmã (o que, vc não leu esse artigo menina? Vai lá:
http://www.hossamramzy.com/portuguese/dance/dance_zeinab1.htm), fiquei divagando sobre o baladi e a "fórmula atual" que inventaram para dançar este ritmo.

Estudando os vídeos disponíveis na internet, eu sempre acreditei que uma dança genuína baladi era uma dança em que a bailarina "encarnava o personagem" da camponesa alegre dançante de galabeya colorida (ou branca como gostava a Fifi Abdo, tanto faz!). Se você me pedisse para dançar um baladi, eu ia logo buscar uma moderninha alegre nos CDs do Hakim, verificava o ritmo para não fazer a gafe de dançar um baladi com ritmo Saiidi, pegava minha galabeya que é um arco íris e vamo que vamo.

Como eu era bobinha....

Até que em um workshop da Allyyta Suhair eu tive um primeiro contato com esse desenvolvimento de dança baladi descrito no texto do Hossam. Com os braços perto do corpo no início, como se estivesse dançando numa rodinha pequena na vila, e depois se soltando aos poucos conforme o ritmo se apresenta, progredindo para o clímax da música num shimmie de fazer a terra tremer, e depois desacelerar a música até que volte aos passos contidos do início. Me identifiquei totalmente!

Mas, em tempos de "New Baladi", com as americanas jogando chute para tudo quanto é lado neste estilo de dança, me perguntei: ONDE ESTARÁ ZEINAB?

Será que a busca por este tipo de dança tão genuina, tão peculiar, vai se tornar a busca pelo Santo Graal da dança do ventre?

Não amadas, eu achei!!! Aqui ó - Enjoy!




12 janeiro 2011

7

Il Divo. Simplesmente Tárik.


Você conhece aquela música "Sangrando" do Gonzaguinha?

No primeiro verso ela diz assim:

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Quando assisto ao Tárik no palco, penso imediatamente que essa música podia ser adaptada a ele:

Quando eu mostrar minha dança, por favor entenda
Que passo por passo eis aqui uma pessoa se entregando...
Coração na boca, peito aberto, vou dançando!
São as alegrias dessa vida que estou bailando.

Eu poderia escrever um post enorme falando da qualidade técnica deste bailarino, que é incontestável. Suas performances cheias de beleza e criatividade, no mínimo inspiradoras para qualquer admirador de dança oriental. Mas o que me chama a atenção neste rapaz, de verdade (além da beleza que me tira a concentração), é a capacidade que ele tem de emocionar o espectador ao desfilar seus passos no palco.

Essa não é uma habilidade especial e nem algo que se ensine em um workshop de 4 horas. É um talento nato.

Quando dança, Tárik demonstra tanto prazer, tanta alegria em estar no palco, em dançar, que nos faz sentir exatamente a mesma coisa. Ele sorri tão bonito, demonstrando tanta satisfação de estar ali, que você sorri em resposta e não sabe nem bem porque. Essa deve ser a busca incessante de toda bailarina: emocionar de verdade seu público.

E nesse ponto o Tárik é nosso professor.

Não sei se ele tem formação clássica, mas é fato que suas linhas são belíssimas - movimentos de braços muito alongados e bonitos, giros de execução perfeita e leitura musical impecável. Gosto muito de suas apresentações com música clássica, onde ele explora muito bem os movimentos de braços e giros, porém mantendo sua postura masculina de dançar.

É lindo de se ver.

Com vocês: "Il divo" da dança oriental. Simplesmente Tárik.







08 janeiro 2011

6

Make 10! Marinho e Turquesa


Olá meninas!!!

Neste ano de 2011 pretendo editar mais vídeos de maquiagem e postar aqui no blog para vocês. Para começar, resolvi lançar uma série de maquiagens chamada "Make 10". Não, amiga, não é "Make 10" porque eu sou a mais phodástica, intergaláctica, suprema maquiadora não!!! Usei este nome para ilustrar que as maquiagens utilizadas no vídeo custam de R$ 10 pra menos.

Eu vivo testando marcas baratinhas, A-DO-RO um achado BBB! Aqui em Osasco, tem uma loja chamada "Demanos" que sempre traz todas as novidades da Ruby Rose, Luisance, Jasmyne, Tango e outras. Já viu né, tô sempre lá fuçando.

Se engana muito quem pensa que maquiagem baratinha é descartável, nem sempre isso acontece. Muitas vezes basta um truque simples para aumentar a pigmentação de uma sombra, impedir um corretivo de craquelar ou impedir uma base de derreter. E às vezes não é preciso nada mesmo - o produto é bom e pronto! É para isso que servirá esta série de maquiagens, que eu ainda não sei quantas serão, mas que espero que ajude todo mundo a buscar suas maquiagens baratinhas lá no fundo do baú e fazer bom uso delas!!!






Beijos a todas!!!

06 janeiro 2011

3

Retrospectiva 2010: Blogs!


Olá meninas.

E chegou nosso último assunto de 2010: Blogs!!!!

O ano de 2010 foi um ano extremamente produtivo nesta área. Cada vez mais bailarinas, alunas, amantes da dança têm buscado expressar suas opiniões e dividir seus conhecimentos.

Quando o Amar el Binnaz começou havia pouquíssimos blogs com atualizações contínuas - acho que na época, posso considerar somente a Luana Mello e a Luciana Arruda. O restante ia e vinha, atualizava seus posts uma vez por mês, e, às vezes essa atualização era só para dizer "olha, não sumi não, é que estou com a agenda cheia, 5464665464 projetos e whatevers....".  Minha motivação ao manter os posts atualizados é justamente me desviar dessa que parece uma tendência natural dos blogs de dança do ventre - começam, nem chegam a bombar tanto assim, e morrem por falta de vontade e assunto.

Mas no ano que passou, foi diferente! Em 2010 a mulherada "soltou os bichos" no melhor dos sentidos e ótimos blogs de dança do ventre surgiram, e vêm sendo atualizados com bastante frequência. Ponto pra todas!!!

Acredito que esse movimento é merito dos blogs que procuram dividir informações com uma linguagem mais simples, e neste ponto meu coração sente uma pontinha de orgulho ao saber que este espaço virtual aqui é, de certa forma, também responsável por essa "brisa". É MUITO IMPORTANTE frisar que, por mais que em alguns momentos nós compartilhemos informações e ensinamentos, o blog é essencialmente um diário virtual. Tipo, diário a gente escreve o que tem vontade, não é? E essa é exatamente a beleza do assunto! Uma vez eu escrevi um artigo "Sobre o que acontece na Bellynet - Nhé" a respeito de algumas brigas deflagradas na blogosfera e talz.... O que falei aqui agora pode parecer contraditório com o artigo anterior, mas o fato é que eu não posso e  não devo doutrinar sobre o que qualquer pessoa vai escrever no blog dela.  Ninguém pode!



Outro fator interessante é o grande número de bailarinas famosas também blogando, e vejo um dedo de Sr. Sabongi nisto. Em seu curso de direção artística, um dos módulos fala justamente sobre a necessidade da bailarina também expor suas opiniões, manter seu espaço virtual organizado e atualizado, e muitas bailarinas têm optado por manter blogs ao invés de sites puramente "demonstrativos" (fora o fato de que blog é free, e site tem que pagar domínio, layout, manutenção...).  O blog é uma boa forma de aprender a lidar com as diferentes opiniões e tirar o melhor delas - exercício "psicológico" essencial para toda e qualquer bailarina, todas nós temos uma dificuldade imensa com as críticas. 

Toda essa quantidade de informação na Bellynet é uma grande evolução para a Dança do Ventre. Podemos dizer, sem medo de errar que há 10 anos, podemos citar a era Clone como exemplo, muita gente conseguiu se estabelecer porque a informação disponível era pouquíssima. Agora não. Quando você abre um blog, seja bom ou ruim, aparece uma lista de assuntos ao lado com bailarinas boas, ruins, fusões, opiniões, artigos, já está tudo lá ao alcance do click - só se mantém ignorante quem tem preguiça. Tenho certeza de que nessa nova "Era Clone" não haverá tantas professoras de oportunidade porque o volume de informações na rede irá, com certeza, contribuir para o esclarecimento de QUALQUER pessoa que queira iniciar seu estudo em dança. Parabéns aos blogs por isso!!!

E neste momento, quero agradecer de coração e sem rancores e mágoas todas as pessoas que criticaram o Amar el Binnaz em 2010.  Mesmo que na hora eu tenha ficado pê e soltado a língua (sou, de fato, colérica, mas não acho isso um defeito), o fato é que na hora de escrever eu penso em todas as críticas, TODAS ELAS, e tento me desviar do que foi criticado. Portanto, MUITO OBRIGADA, de verdade.

Vamos blogar MUITO MAIS em 2011!! Ah sim, e comentar né gente! Comentem bastante, eu ADORO!!!!


Besosssss

04 janeiro 2011

4

Prêmio Amar el Binnaz Melhores do ano 2010

Oi meninas!

Vamos para mais um post melhores do ano! Gostei da pequena repercussão que rendeu o "Melhores do ano 2009", e resolvi repetir esse ano. É legal também para observar as mudanças de um ano pra outro né?

Se você quiser conferir o post "Melhores do Ano - 2009", clique:

http://www.amarelbinnaz.com.br/2010/01/premio-amar-el-binnaz-melhores-de-2009.html

É importante frisar que minha visão da dança se resume à São Paulo, onde moro, e mais ainda, que trata-se de minha opinião, pessoal, intransferível. Quero saber de vocês também suas opiniões!

Vamos aos vencedores:

Música mais tocada - 2010:

Clássica - Baid Anak (Om Kouthoum)
Onipresente em TODOS os concursos profissionais que pude assistir este ano. É lindo, é Om Koulthoum, mas uma hora cansa.

Moderna - Fakerni (Haifa Wehbe)
Orgulhosa representante do estilo do "mais alto escalão da piriguetagem árabe", a música BOMBOU em tudo quanto foi evento de 2010 (eu inclusive criei uma coreo pra ela), e depois que a Aziza a coreografou para o show da Lulu, a tendência é a modinha continuar em 2011. Depois que a vi ser apresentada 5 vezes num evento pequeno como o Ventremania, prometi pra mim mesma NUNCA MAIS dançá-la. Pelo menos não por enquanto.

Bailarina Revelação - 2010:

Suellem Morimoto

Eu conheço o trabalho da Suellem há 5 anos, mas ultimamente ela tem dominado minha rotina de estudos. Este ano ela arrebentou a boca, dançou PACA, e foi escolhida para ser uma das solistas das Super Noites do Harém.

Quando saiu a lista fiquei meio pê, porque naquele momento achava que tinha gente que merecia mais. Mas hoje sou obrigada a concordar com o Sr. Sabongi - a dança de Suellem é de um nível altíssimo, plenamente merecedora de um solo nas Super Noites.

O diferencial de Suellem está em sua leitura musical, na agilidade dos quadris e em sua presença cênica.  A mulher é linda e tem um corpão.
É também extremamente disciplinada quanto aos seus estudos: além da dança oriental, estuda ballet 4 vezes por semana (OMG!!!!), e está estudando circo para melhorar a flexibilidade.

Quer mais? Clica aqui:

Música do ano - 2010: 

Alf Leyla we Leyla by Sérgio Montana
Pra mim uma das gratas surpresas do ano foi o CD "Arab Rock" do Sérgio Montana. Meu primeiro contato com ele foi através da Zahra (valeu Zahra!!!) e eu fiquei completamente APAIXONADA!! E "Alf Leyla" ficou completamente Rock and Roll, com oscilações entre heavy metal e rock melódico. PERFEITA!!!

Bafo do ano - 2010:

 Prêmio Hours Concours - "Carla Sillveira deixa a dança" 

Foi o 11 de Setembro da dança oriental aqui no Brasil - na realidade "quase" - foi dia 13 de Setembro o dia em que Carlla Sillveira publicou sua despedida dos palcos de dança do ventre em virtude de sua conversão à uma igreja evangélica.

Não houve quem ficasse de queixo caído, eu mesma fiquei passadíssima - Carlla sempre foi uma das minhas referências na dança.

Mas vi um lado da Carlla Sillveira no dia do show da Lulu que me deixou muito cabreira - sinceramente acho que se afastar da dança não está fazendo muito bem a ela não. O mínimo que posso dizer foi que a achei meio amarga.

Enfim, sem sombra de dúvida, o maior bafão de 2010.


Lançamento da Revista Shimmie


Não poderia deixar de citar o lançamento da Revista Shimmie como um grande bafão do bem para a dança do ventre em 2010. Não apenas pela revista, mas pela movimentação que ela provocou no meio.

Mérito total das meninas da Divina Consultoria (http://www.divinaconsultoria.com.br/), que souberam se utilizar de todas as ferramentas possíveis para divulgar a Revista e o trabalho que seria desenvolvido, mesmo sem uma revista piloto para mostrar!

Com certeza tudo o que foi escrito tem sido utilizado como ferramenta de melhorias e as meninas estão cada vez melhores.

Para deixar todo mundo com água na boca, olha a capa da Revista Shimmie nr. 3 aí!!!




Melhor evento - 2010:

Lulu Sabongi - 27 anos de sucesso


Confesso que neste quesito fiquei MUITO dividida entre o espetáculo da Lulu e o da Kahina "Os deuses da Mitologia Grega", mas tive que escolher o da Lulu porque foi um espetáculo cujo objetivo foi a participação de grupos profissionais de diversas partes do Brasil, e teve números belíssimos como o Flamenco Árabe da Solange Costa do Maranhão, a fusão de dança folclórica árabe com folclore nordestino do Tárik (menina, aquele rapaz dançando passinhos de forró e maxixe tirou minha capacidade de concentração, cruzes!!!), o fan veil de Brysa Mahaila, o folclore de altíssima qualidade de Brigitte Bacha, e  muito mais: o grupo Carlla Sillveira e seus quadris nervosos, Shaide Halim, Camilla D´Amato,
Lu Midlej, a maravilhosa e suprema Najla Yacoub, e outros grupos que não me lembro agora. E aquela obra prima que foi a peça final de 20 minutos produzida pelo Gamal Seif.  Enfim foi um apanhadão do melhor do Brasil em dança oriental, e uma experiencia transformadora para quem estava na platéia.
Melhor apresentação - 2010:
Priscila Samra - Pout-Pourri Folclórico

Uma verdadeira aula!! Porque quem sabe, faz ao vivo!



Figurinista do ano - 2010:

Ju Marconato

Tive a oportunidade de olhar os figurinos da Ju Marconato bem de pertinho no Mercado Persa, e fiquei assombrada com a qualidade e o  caimento dos figurinos.

As luvas e tornozeleiras também são um belíssimo detalhe à parte.

São figurinos tradicionais em sua maioria, mas de uma riqueza e perfeição ímpares!

Quanto ao preço não são lá tão baratos, variam em média de R$ 500 em diante, mas é um dinheiro extremamente bem investido.

atelier@jumarconato.com.br

http://jumarconato.com.br/



Blogs do Ano - 2010:

CD´s Coisas da Arábia - http://cdsdaarabia.blogspot.com/
Cdteca Gramofone Árabe - http://cdtekagramofonearabe.blogspot.com/

Dois blogs de utilidade pública que, juntos, disponibilizaram quase 340 posts com álbuns para download! É muita coisa, e iniciativa de gente muito boa que merece todo nosso aplauso! Parabéns.

Dançar ou não dançar - Natália Salvo - http://dancarounaodancar.blogspot.com/

Natália Salvo é uma garota que considera a si mesma uma menina enxaqueca, mas o fato é que ela escreve muito bem, dança muito bem e sabe coordenar como ninguém boas idéias e bom humor.


E, finalmente....

Bailarina do Ano - 2010:

Ela é uma mulher que canta, chupa cana, que assovia, que chuleia e serve um cafézinho como ninguém. Ela é:


Kahina

Estrela maior da Casa de Chá Khan el Khalili, considerada por muitos a grande sucessora de Lulu Sabongi, Kahina é uma estrela multimídia. Tem formação em ballet e o coloca plenamente a serviço da dança oriental. Este ano produziu o espetáculo de maior repercussão no cenário da dança oriental em São Paulo, o "Deuses da Mitologia Grega", e levantou o caneco com seu grupo clássico no Mercado Persa.

O céu é o limite para esta bailarina.

Não poderia deixar de ser a bailarina do ano 2010!





Ufa, até que enfim, chegamos ao final.

Quero saber tudinho de vocês hein!!!

Beijão
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