07 outubro 2010

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Qual o seu pior medo?



Você já assistiu a um filme do Samuel L. Jackson chamado "Coach Carter - Um mestre para a vida", em que ele é técnico de basquete de uma escola, daquelas de bairro bem barra pesada, e quando chamava um jogador para a quadra, ele sempre perguntava antes: "Qual o seu pior medo?"

Qual o seu pior medo?

Hoje lendo o blog da Juliana - Jalilah´s! Amor à Bellydance (já visitou? Não!!! Vai lá menina, é massa) pensei sobre este sentimento voltado à dança.

Qual o seu pior medo?

Especialmente na dança experimentamos diversos tipos de "medos", o medo de não aprender, o medo de não memorizar, o medo de esquecer, o medo de não poder, o medo de não ser reconhecido... E é preciso muita personalidade para administrar tanto "medo", e ainda assim prosseguir no aprendizado.

Mas as etapas vão passando, e a necessidade de  aprovação dos outros toma grande proporção, que pode se tornar maior até do que o prazer de dançar. É o caminho que nos leva aos festivais, concursos, seleções, castings, ensaia, ensaia, ensaia até o corpo não aguentar mais, tudo para tirar nota 10 na caderneta do "mercado", "dos contratantes" e das "cabeças pensantes". O medo de não corresponder às expectativas de alguns se torna o motivador da evolução diária.

E depois de algum tempo ainda tem a cobrança interna, aquela neurinha que te chateia todos os dias "Mas, afinal, o que você quer com a dança? Você é amadora ou profissional? É amante da arte ou trabalhadora da área? Mas se você é profissional, 10 anos de experiência em uma profissão não deveria vir acompanhado de uma carreira sólida? Será que você dança bem? Será que fez as escolhas certas?

Qual seu maior medo?

Discutir a sua relação com a dança pode ser a chave para sua infelicidade se você não souber administrar esses sentimentos que são comuns, que realmente têm seu espaço em nosso íntimo, mas não devem, de forma alguma, servir de fator motivador ou desmotivador para nada. Nem na dança, nem na vida. Medo só tem valor como conselheiro, quando existe uma chance real de você se machucar na situação, caso contrário, ele deverá estar lá no banco de reserva.

Eu tracei um posicionamento para minha relação com a dança, e tem dado muito certo nesses 6 anos de aprendizado contínuo:

Meu maior medo é deixar de me divertir com isso. Porque o dia em que eu acordar e não tiver com o MAIOR TESÃO de dançar, de ouvir música, de assistir vídeos, de escrever para o blog, de fazer uma maquiagem BAPHO, quando tudo isso deixar de me divertir, a dança perdeu seu espaço na minha vida, e deixou de valer a pena.

Se divirta habiba!!! Dançar é para ser feliz!!!

Beijos a todas, e bom feriado.

Ah, e eu gostaria de agradecer à Jú pelo carinho do post lindo que ela escreveu sobre o Amar el Binnaz. Valeu Juzoca!!!

4 comentários:

  1. Querida Amar, adorei! E concordo com vc, uma pena que levei quase 01 ano pra notar o que estava acontecendo comigo... e vc está certa, nossa dança nasceu pra nos fazer felizes, perdido esse sentimento... passa a não valer mais a pena!
    Obrigada por tudo, e por seu apoio!
    Um beijo cheio de carinho!
    Juzoca (adorei, rsrsrsrsrs) Ah! O mais maravilhoso dessa dança é conhecer pessoas como vc!

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  2. é isso aí... emoção, tesão, friozinho na barriga... faz parte! medo, não. beijo enorme e sucesso nas novas turmas de dança, manda beijo pras suas alunas!
    ^^

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  3. Oi, seu blog para mim é um dos portais mais diversificados sobre DV, todo dia eu chego aqui e tem algo interessante para aprender e refletir!

    Bom, eu infelizmente, fui criada cultivando muitos medos. Dentro da DV tenho alguns, mas meu objetivo é no dia a dia ir derrubando medo por medo e quebrando meus próprios paradigmas....

    Parabéns por mais este post interessante!

    Beijo

    Pati Noce
    http://meudiariodedanca.blogspot.com

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  4. Já tive medo, e acho que ele foi necessário. Sem medo a gente não arrisca. O que seria do ser humano se ele não tivesse temido o fogo? Não teríamos sobrevivido. O medo desafia.
    Acho que o negócio é enfrentar, vencer e seguir em frente. Hoje não sinto medo, só expectativa, às vezes a maldita insegurança...mas não medo, não mais =)
    beijo flor!

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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