05 outubro 2010

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A dança do ventre e os animais

A Dança da Serpente

Já faz tempo que tento escrever sobre a dança da serpente aqui no blog. O fato é que quando me sento em frente ao computador e começo a estudar alguns vídeos, ao ver a bailarina com a cobra enrolada no corpo, me falta motivação para procurar fontes confiáveis em português, ou tentar encontrar alguma boa fonte em inglês para traduzir.

Eu não gosto de dança com a serpente. Absolutamente.

Fiz uma única aula particular em 2005 com a Zur Yazbek, ela tentou colocar a cobra em volta do meu pescoço, e eu tremia feito vara verde. Óbvio que a cobra sentiu meu nervosismo e começou a reagir. Então, em 30 segundos começou e terminou minha aula particular com a cobra. Sem estresse, sorri e disse a ela "tem algum CD com Set el Hosen aí?".
Estou sempre concentrada na cobra, e quando assisto a dança, não consigo parar de pensar:
- Será que a cobra é bem tratada?
- Será que a cobra tem espaço suficiente para se movimentar no criadouro?
- Será que a cobra é bem transportada?

Não sou fiscal do IBAMA, absolutamente, mas não sei porque me vêm à mente essas coisas. Tenho uma colega de trabalho que tem uma piton num viveiro do tamanho da minha sala. Daí tudo bem, acho que a cobra tá bem confortável né? Ahahha...



A frase do início do vídeo é a melhor: "Nunca subestime o impacto de uma pose enquanto a cobra desliza no corpo." Não sei o que é pior, se a frase ou a pose. E essa da cobra no olho... minha nossa.

Outra coisa é que nos acostumamos tanto com os braços fazendo a moldura da dança que quando assisto a dança com a serpente penso que os braços são deselegantes. É claro! Eles têm que dar conforto pra cobra, e não para a bailariana. Tudo bem. Mas pra mim parece estranho.

E ainda tem o fato de que quando você dançar com a cobra, não se engane: você pode se matar 8 horas por dia treinando sua técnica, seus giros, arabesques e a conexão com o ballet russo, gastar milhões no cabelo e mais ainda na maquiagem, mas quem vai ser a estrela da apresentação vai ser a COBRA.



Mico? Hummm...





Só existe um jeito de não ser coadjuvante na dança com a cobra: você ser a Salma Hayek. Você realmente vai atrair TODA a atenção.

4 comentários:

  1. ai Verinha você é phodaaaaa! morri de rir com o final do post. eu QUERIA ser Salma Hayek! kkkkkk
    concordo contigo: sem cobras, por favor...rsrs

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  2. Eu não gosto nem de assistir quanto mais de dançar! Não acho bonito, elegante ou sexy....... mas sei lá, tem gosto para tudo nesse mundo!

    beijocas

    Pati Noce
    http://meudiariodedanca.blogspot.com

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  3. A minha opinião, nesse caso, é imutável: ninguém te obriga a subir no palco e dançar, né? Mas pq fazem isso com a pobre da cobra? Ou alguém perguntou se ela tava afim de participar do show?
    Não, não e não. Já acho estranho criar uma cobra, o lugar dela é no meio do mato e não trancada num terráreo. Ok, respeito quem gosta, quem tem como animal de estimação e mesmo quem dança, mas não consigo deixar de sentir pena do animal, exposto a sons, luzes, odores diferentes, que com certeza não lhe trazem nenhum benefício, por maior que seja o cuidado e o amor de quem a crie e a utilize com essa finalidade.

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  4. Falou tudo o que eu queria falar Shaide!

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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