30 outubro 2010

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Os Deuses da Mitologia Grega - Espetáculo Kahina Cia. de Dança


Vamos combinar que o lado bom de seus colegas de trabalho saberem que você é apaixonada pela dança é o fato que, de vez em quando, rolam uns presentinhos cheios de carinho e da expressão "ah, tinha Dança do Ventre, lembrei de você!". Awesome!

Nesta semana minha colega de trabalho, amiga, professora de homologação e "assuntos aleatórios" (a mulher é um poço de sabedoria) Margareth me presenteou com o DVD do Espetáculo "Os Deuses da Mitologia Grega", da Kahina Cia. de Dança, o qual ela já havia assistido ao vivo.

Confesso que já há algum tempo eu tenho assistido pedaços de alguns vídeos no youtube, a apresentação da Kahina já tão largamente divulgada na web, mas me faltava motivação e paciência para ver um vídeo até o final, ou mesmo vários.  Assim sendo, coloquei o DVD no aparelho achando que seria mais um daqueles que eu compro, assisto uma ou duas apresentações, vai para o case e nunca mais eu ponho a mão.

Ahhhhhhhh, que engano. De quarta feira para cá já assisti ao DVD cinco vezes!! Isso mesmo, você leu CINCO vezes. O espetáculo é uma inspiração do começo ao fim, tanto para iniciantes, intermediárias, avançadas, professoras, bailarinas, amantes da dança em geral.  Interessante para observar um outro lado do trabalho da Kahina - já tão bem reconhecida por sua dança, nos permite apreciar seu trabalho como coreógrafa e diretora artística. Em minha opinião, ela foi perfeita, desde a escolha dos figurinos, as músicas, a ordem do espetáculo e sua dinâmica. Realmente foi um trabalho primoroso. Um épico!

E o espetáculo começando com o Tarik na pose de "Apolo de Belvedere", fala sério. TODO MUNDO MERECE.

Vamos começar pelo tema. Eu ADORO mitologia grega, culpa dos quadrinhos da Mulher Maravilha na infância. Porém, diferentemente do Bellydance Evolution, que quis contar uma história baseada em Hades e Perséfone, passando pelo filme "Furia de Titãs", Kahina escolheu apenas "apresentar" os deuses, mitos e lendas e deixou a criatividade correr solta.

Figurinos são sempre um tema complicado para qualquer professora que quer organizar um espetáculo. Eu não sei como a Kahina conseguiu resolver esta questão, mas o fato é que, do primeiro ao último número, todos os figurinos são fantásticos e extremamente usáveis fora do espetáculo (quero outro dia fazer um post sobre figurinos de dança que só servem "para uma dança e nada mais"). Qualidade mesmo. Vários eu identifiquei sendo da Simone Galassi, não tenho certeza se todos foram desse ateliê.


A maquiagem foi igual para todas as integrantes, desde a mais iniciante até a própria Kahina, era visível que a maquiagem foi realizada por um profissional. Não gosto muito de "tudo igual" na maquiagem, mas tenho que reconhecer que ficou ÓTIMO cenicamente.

Chega de conversa, vamos ao que interessa:

"E do Mar vieram as Sereias"
(Avançado - Coreografia: Kahina)



Precisa dizer que adorei a música? Ah não, eu sei.
Que qualidade a dessas meninas! Muitos troféus além do Mercado Persa estão por vir porque elas estão muito bem. Será que a Kahina as ensaia com o chicote na mão? Ahahah... brincadeira...
Destaque para a pose do grupo no final da coreografia. Um primor!


O OLIMPO
(Básico - Coreografia Kahina)


Em minha opinião, este é o figurino mais bonito de todo o espetáculo, mas é só minha opinião mesmo.
Eu gostei MUITO dessas meninas. Mostraram uma segurança no palco simplesmente admirável.  Parabéns.

AFRODITE
(Kahina e Tarik)



Todo mundo amou a dança do número "Terpsícore - A musa da dança", mas eu amei MESMO foi essa aqui. Kahina e Tarik são um casal perfeito no palco. A intensidade do início do número foi tão linda, que nem precisava de mais. Mas tinha mais!!! Kahina e Tarik dividiram uma música clássica de forma belíssima. Óbvio que os chatos de plantão vão canetar a quantidade de elementos do ballet. Mas, sinceramente? Se o objetivo era entreter, e, acima de tudo, encantar, ele foi atingido com 100% de eficácia!!!

METADES
(Gran Finale)



Depois de quase duas horas de muito brilho, Kahina optou por terminar o espetáculo com uma linda poesia (eu ia transcrevê-la aqui, mas o texto já está demasiado longo), um figurino "nude" de tudo, e a ária final de "Fortuna" da ópera Carmina Burana.  Alguém aí vai duvidar do talento dessa moça como diretora artística?

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Resumindo: recomendo DEMAIS - quem tiver oportunidade, não deixe de adquirir este DVD. Você poderá comprá-lo direto na Kahina Cia de Dança - através dos telefones: (011) 2981.4311 e 2949.2933.

Beijos a todas

27 outubro 2010

7

O grande encontro

Um dia, quando a Verinha estiver escovando os cabelos de sua bailarininha antes de uma apresentação, ela vai contar essa história:

"Filha, era uma vez uma apresentação no Memorial da América Latina cheio de fadas e rainhas da dança..."

O momento que vocês verão no vídeo abaixo é um daqueles que você assiste e pensa: Meu, eu daria TUDO para estar lá. Mas não na platéia, e sim participando da rodinha. Emoção, talento e arte, ao som de Om Koulthoum - não tem como não se emocionar.

Aliás a edição da música foi um show à parte: são duas músicas, eu consigo identificar Amal Hayati, mas a outra não. Tenho pra mim que é um pedaço de Enta Omri cantada, mas não tenho certeza.

Talvez hoje, com tantas bailarinas por aí, o vídeo pareça meio supérfluo, mas em 2002 essas mulheres eram a representação viva do que a dança do ventre tinha de melhor no Brasil:

Dunia (PR) - A graça, leveza, suavidade. Fora a beleza (e o trazeirão Beyoncé pra ninguém botar defeito).
É nela que se canaliza toda a emoção do vídeo: ela chora em bicas, e o olhar que ela lança para as colegas é de genuína admiração. Maravilhoso de se ver, uma bailarina sem pudor de mostrar o quanto admira o talento da outra.

Munira Magharib (SP) - A representação da flexibilidade e personificação da elegância. Ver a Munira dançar é como se você estivesse numa corte e a rainha resolvesse dar uma "palhinha" aos convidados. O encantamento que ela propõe ao expectador é um momento único, do qual ele certamente vai se lembrar por muito tempo.

Pallú al Helwa (SP) - Uma daquelas que eu me pergunto todos os dias: Cadê a Pallú? Sempre fiquei admirada com a precisão dos movimentos dessa bailarina. Ela é uma excelente referência de estudo, porque seus movimentos são muito limpos.

Saphira (MT) -  E você pensou que nunca veria uma boneca dançando? Pois é, a Saphira parece mesmo uma boneca! E uma boneca toda desenhadinha, cheia de Tatoos! Adouro. Seus movimentos são de médios a pequenos, mas a forma como os desenvolve em cena é que realmente encanta. Fora os braços, lindíssimos nos giros.

Shahar (SP-Inglaterra) - A alegria em pessoa! Excelente técnica e domínio cênico. Shahar quando sobe ao palco dá aquele único recado: EU SEI DANÇAR.

Jade el Jabel (SP) - Jade dispensa maiores comentários. Ela é referência quando o assunto é expressão, pense em alguém sensual sem nada de caras e bocas. Natural. Mas o que me encanta mesmo na dança da Jade é o compromisso com seu próprio repertório de passos - se hoje ela quiser dançar só fazendo oito pra trás, batida e shimmie, ela vai desenvolver SÓ ISSO e vai ficar lindo. Coisa de quem sabe muito. Um dia eu chego lá.

Shams Simram (SP) - Lembro de uma aula particular com a Alessandra (beijo Alê, Saudades!), em que ela contava extasiada das vezes em que a Shams substituía a Lulu. E a partir daí começou minha história com essa bailarina. A palavra para definir a dança de Shams é "Única". Seus movimentos com os braços parecem criar uma energia que abençoa a ela e quem está assistindo, ela é suave, precisa, e EXTREMAMENTE graciosa. Uma vez o Jorge a chamou de "deusa loira". E ele não estava mentindo.

Lulu Sabongi (SP) - Não vou comentar da dança de Lulu (até porque não precisa). Me lembro da primeira apresentação das minhas alunas e o quanto foi especial pra mim ver mulheres, que em um primeiro momento não acreditavam em si mesmas, vencendo seus próprios tabus ao arrasar no palco. E isso porque eram iniciantes. Agora imagina o que sentiu a Lulu ao ver estas bailarinas, todas formadas por ela, estrelas nacionais e internacionais da dança... Fala sério! Eu, em seu lugar, teria derretido TODA a cola de cílios de chorar.

Bom, chega de faladeira - se emocionem também!!



Beijos a todas!!

25 outubro 2010

10

Love her or Leave her... Didem

Olá habibas...

Vocês devem se lembrar desse post aqui, onde eu falei da Rania Bossonis, que é muita beleza, muito marketing e muita produção, mas pouca (eu diria pouquíssima) dança.

Hoje eu vou falar de um caso "meio" parecido. A bailarina turca Didem.

Didem é uma daquelas bailarinas que parecem ter saído diretamente do "Elite Top Model of the World". Linda de viver, magriiiiiinha, cabelão de dar inveja. De mãe grega e pai iugoslavo, parece ter herdado somente a parte nobre da mistura dos biotipos. É ainda muito novinha: 24 aninhos só!


Ficou conhecida por suas aparições no programa da TV Libanesa "Ibo show", onde sempre deixa o apresentador Ibrahim Tatlises bestificado com sua beleza e alguma dança.

Então... mas, e a dança?

Pois é, neste ponto ela não é como a Rania não, em que a gente tem vontade de gongar TUTO logo de cara. Seus acentos no lugar são super bonitinhos, e, embora o repertório, pareça meio limitado (no solo de percussão), o pouco que faz ela faz bem feito. Sua leitura percussiva é bem precisa. Ela gira MUITO bem, e faz bonitos desenhos com os braços - quando resolve que sejam lentos, diga-se de passagem.

O problema só aparece quando a guria tem que se deslocar, porque daí fica evidente que o ritmo nela está BEM comprometido. Quando ela não se desloca somente andando, parece que tem algo "amarrando" a evolução. Outro ponto negativo, pra mim, é a ausência de ligação nas sequências: parece tudo muito separado e solto.

Mas há boas apresentações a serem estudadas, com soluções simples em determinadas sequências que certamente podem nos ajudar em músicas consideradas "cabeludas".

Vamos ao que interessa. Com vocês: Didem.



Coreografia descaradamente da Jillina - uma parte é do Folie Bergére, outra é do primeiro DVD das Bellydance Superstars.



Tirando a ondulação cobra-tribal-rachel brice inspired, achei a coreografia bem bonitinha, e gostei das evoluções com a saia. Aliás, adoro evoluções com a saia (alow Samia Gamal).



Tudo bem, no começo eu achei que ia baixar alguém ali, confesso. Mas a música acalmou e eu gostei do restante. Aliás, a orquestra nota 9853665236 para esta versão de Alf Leyla we Leyla.




Set el hosen - gosto dos giros "na batida da música". E é nessa música que ela dá soluções super simples em alguns momentos da música e fica muito bonito.

E então meninas? E vocês, o que acham da Didem?

Beijo grande

23 outubro 2010

5

O poder do olhar de quem assiste


Há 12 anos atrás, quando eu ainda freqüentava a igreja evangélica, eu conheci um rapaz que era seminarista de música. Nosso convívio era o mais próximo possível, porque eu era ministra de louvor e ele tocava piano. Claro que não vem ao caso que me apaixonei por ele, afinal, o fascínio que os músicos exercem nas mulheres é algo que não precisa de maiores explicações. Mas houve um dia na nossa história que ficou marcado para sempre na minha memória: o poder da troca de olhares entre o artista e o expectador.


Era um dia em que passamos a tarde inteira colecionando afinidades. Falamos de nosso amor pela música (100% match – amamos Debussy e Vivaldi), pelo futebol, pela tecnologia... muitas afinidades. Antes de começar a ministração na igreja, ele sempre tocava uma música, e eu ficava sentada na primeira fila. Daí ele começou a tocar “Desejo” da Banda Kadosh:

Eu queria tanto prazer, algum dia tudo fazer
Sonhos realizar, ser o que eu sempre quis
Meus desejos satisfazer , folha em branco me preencher
Sentir que mesmo assim gosto de ser quem sou
Ainda tem razão, motivos pra viver
Tem quem me ame assim sem nada exigir
Só porque eu nasci estou aqui ...

Eu queria me envolver mas fugia medo de ser
Livre só pra fazer tudo que eu sempre quis.
Mesmo incerto me expressar meus segredos, desabafar
Perto, junto de alguém, mais do só ficar.
********
Ele tocou a música toda sem olhar para a partitura, olhando apenas nos meus olhos. E aquele olhar aquecia todos os cantinhos da minha alma, e tudo o que eu podia fazer era retribuir aquele olhar. Era um momento mágico entre nós dois, e embora nunca tenhamos consumado nenhum tipo de relação afetiva, esse foi um dos momentos mais sensuais da minha vida. E alguns anos depois, nós dois já casados e estabelecidos, fiquei sabendo que esse momento o marcou também.


Transportando para a realidade da dança, enquanto bailarinas, poucas vezes temos a oportunidade de “trocar” com quem assiste, afinal, somos ensinadas "desde cedo" a evitar os olhares e a não direcionar o olhar para alguém fixo na platéia. Isso é bom: nos protege da fúria de mulheres enlouquecidas, eheheh... De outro lado, é ruim porque estamos sempre atentas a todos na platéia, e observamos expressões boas e ruins.

Eu não sei vocês, mas não sei lidar com os olhares de desaprovação. Se eu estou dançando, e vejo que quem está assistindo não está gostando, automaticamente se cria em mim uma ansiedade louca que a música acabe e eu saia correndo o mais rápido possível dali. Fico desconcertada e perco a noção do espaço. Não tenho desprendimento NENHUM neste caso – fico morrendo de vontade de me enterrar.

Dizem que existe uma técnica "KPV" para neutralizar esse tipo de olhar. Ah, vc não sabe o que significa KPV? Calma habiba, eu explico: é a técnica KOO PRA VOCÊ, onde a bailarina fica de costas para o chato de plantão e faz um shimmie bem exagerado. Porque ninguém pode ignorar o poder tranformador de uma bunda né gente, afinal, somos todos brasileiros.

Brincadeiras à parte, eu acho importante também nos educarmos como público - e fazermos nossa parte em "educar" quem nos cerca e assiste a outras bailarinas. Olhares de desaprovação para quem está dançando são uó. Posso não gostar da dança? LÓOOGICO! Mas, em respeito ao esforço daquela pessoa, posso também me controlar e deixar minha insatisfação para depois. Afinal, qual é o custo de um sorriso? Ah, nenhum, eu já sabia.

Agora, o olhar "do bem", de aprovação, de admiração: retribua!!! Troque com seu público amiga, os resultados são maravilhosos. Quer homenagear alguém no palco, na roda? Mande beijo, aponte o coração, faça a pessoa se sentir especial. Afinal, somos artistas porque há quem goste do nosso trabalho. E já dizia a sapiencíssima:

"Uma professora e bailarina não é absolutamente NADA sem seu público". (Lulu Sabongi)

Beijão

Ah, e só para lembrar: amanhã tem o workshop de maquiagem!!!!!!!!!! Já fez sua inscrição? Não? Vai lá amiga, não perde não! Vai ser uma tarde maravilhosa, vou ensinar vários truques, o material de aula ficou maravilhoso!


20 outubro 2010

5

CIAD - 2010 - A Libertadores da América da Dança? Danna Gama


Olá habibas!!!

Como toda boa corinthiana eu SONHO todos os dias com a taça da Libertadores sendo levantada pelo capitão do coringão. Isso é fato.

Mas como amante da dança do ventre, este ano estou feliz com time campeão: a vencedora do CIAD 2010 - III CONCURSO INTERAMERICANO DE DANZA, categoria profissional, além de ser brasileira é um dos presentes que eu ganhei da vida participando da Revista Shimmie: a especialíssima Danna Gama .





Danna é bailarina profissional há 16 anos, tem formação em ballet clássico e o melhor humor do mundo! Seu diferencial como bailarina é que mesmo tendo formação clássica, ela se mantém fiel ao estilo tradicional de dança do ventre, e sua expressão é belíssima, transparece o prazer de dançar. Ela é tão PHEENA que na festa da Shimmie, olha a Lulu falando dela: "Outro dia vi essa menina, dança pra cacete, putz grila". Inveja branca - um dia ainda a Lulu fala assim de mim.




Essa foi a dança que deu a ela o troféu do XI Festival Interamericano CIAD 2009, e a oportunidade de participar da final "da Libertadores da Dança do Ventre" na Argentina. Não gosto de falar "Mundial", porque é EXATAMENTE igual ao futebol - há quem diga que é a final do Mundial FIFA, há quem dê valor à Eurocopa, há quem só acompanhe a Copa do Mundo.

Mas a real é que todo mundo sabe que a SUDAMERICA RULEZ quando o assunto é Dança do Ventre.



Essa foi a dança da final na Argentina. O legal foi ver uma música MODERNA em final de campeonato profissional, quase mosca branca do olho azul, cabelo ruivo e cílios postiços! Pessoalmente eu achei que na final em Bauru ela foi muito superior, mas pode ser nosso olhar viciado de que só se dança música clássica em campeonato.
A música foi um show à parte - ultimamente ando apaixonada por músicas "do mais alto escalão da piriguetagem árabe" (alow Lory!), e essa introduçãozinha é qualquer coisa bourdoir, né não? Eu dispensaria as plumas, mas capricharia na cara de "amô!".



Esse vídeo é para vocês conhecerem o trabalho da Danna como coreógrafa, que este ano foi terceiro lugar no Mercado Persa.

Espero que vocês curtam bastante, conheçam e prestigiem o trabalho dessa bailarina fenomenal.

É mais uma do time das minhas amigas fodonas!!! Ahahah...

Beijos a todas.

19 outubro 2010

7

A verdadeira revolução cosmética: Lápis Sombra


Olá habibas!!!

Antigamente quando me perguntavam qual era o item que melhor representava a evolução da maquiagem nos últimos anos, eu respondia prontamente que eram os corretivos coloridos. Qualquer ser humano com a ajuda dos corretivos amarelo, verde, lilás e laranja pode ter suas manchinhas no rosto camufladas e sair por aí com a pele "dygna" e corrigida.

Mas, sendo brasileira e tendo que lidar com a porcaria que é a pigmentação das sombras aqui, tenho que  admitir que a verdadeira revolução cosmética, pra nós, é o Lápis Sombra. Por que?

1. Porque o lápis auxilia na pigmentação até da sombra mais porcaria.
2. Porque você pode até "inventar" cores misturando cores de lápis e cores de sombra.
3. E também porque ele pode ser um auxílio poderoso para a mulher que vive na correria. Basta um risquinho e voilá - o olho está maquiado.

Eu utilizo Lápis Sombra em 80% das minhas maquiagens, principalmente para fazer maquiagens escuras. Adoro uma cor bem vibrante no olho. Já tentei a comparação da pigmentação mesmo com os melhores primers e o lápis sempre dá de 10 a zero. Então eu utilizo os dois - o primer para evitar o efeito da sombra acumular nas dobrinhas, e o lápis sombra para potencializar a cor.

Vamos à descrição de alguns produtos:

NYX Jumbo Eyeshadow Pencil

O Jumbo da NYX (3 por R$ 40,00 na Lua de Cetim Cosméticos) já está super famoso aqui no Brasil, e é realmente um produto de muita qualidade. A pigmentação é ótima, ele é extremamente fácil de esfumar, um creminho mesmo. Sozinho na pálpebra aguenta muitas horas (leia-se muitas horas MESMO) sem acumular nas dobrinhas da pálpebra e é um produto que por ter uma consistência bem cremosa pode ser utilizado de diversas maneiras: como potencializador de sombra, como delineador cremoso (se aplicado no dorso da mão e utilizado com o pincel chanfrado), como corretor de sobrancelhas (também aplicado no dorso da mão e utilizado com pincel chanfrado). Enfim: um ótimo investimento.

Mas você não gostou do preço do lápis da NYX né? Nem eu...

É por isso que minha nova paixão é caçar por aí versões baratinhas e igualmente eficazes do lápis sombra. E tenho achado coisas bem legais.



Os lápis das marcas: Jasmyne, A Maçã e Davis Eye são vendidos naquelas lojas de bijouterias que vendem cosméticos "Made in china" e são ótimos substitutos para os badalados lápis da NYX. Não passam de 4 reais cada e cumprem o prometido - muita cor (e no caso de alguns muito glitter). Meu único "senão" é a dificuldade para esfumar - às vezes para conseguir um bom efeito é necessário aplicar bastante produto. Mas, fala sério: por 4 pila nega? Putz, tá valendo demais.

Ok, falei um monte dos lápis, vamos à ação: será que realmente funcionam?

Eu comprei essas sombrinhas Kissywear no site "Cherryculture.com" seduzidíssima pelo precito: 1 dólar. Mas foi o dólar mais mal gasto de toda minha existência: a sombra é uma PORCARIA sem tamanho. Um lixo mesmo. Será que o Lápis dá um jeito nela?


 Esse lápis "A Maçã" nr. 08 é um dos meus preferidos. Observe que a sombra diretamente na pele é a vaga lembrança de um azul royal (que na embalagem parece lindo). Aplicada sobre o traço do lápis colorido ela ganha brilho, ganha vida.


Outra sombrinha Kissywear que poderia ser linda (se prestasse): a cor Fuschia. A sombra aplicada diretamente na pele fica um rosa queimado bem clarinho. Aplicada sobre o lápis da Jasmyne ela mostra realmente a que veio. Esse duo da Jasmyne é ótimo porque não tem glitter, então o lado mais clarinho pode ser utilizado também como iluminador junto á sobrancelha.
Pobre é assim: olha a sombra "Acquadisiac" no site da MAC e vai correndo no catálogo da Natura ver se tem uma igual. E realmente tem uma bem parecida na embalagem. Mas aplicada na pele, além de não ter nada a ver com a famosa cor, é uma PORCARIA, uma vaga lembrança de 1962 de uma cor acqua.

Massss... nada está perdido para meus queridinhos lápis sombra!!!!
Dessa vez, usei o duo com glitter da Jasmyne para vocês verem o efeito do lápis com glitter - para quem gosta é uma ótima pedida porque ele aparece mesmo. E o último traço, com uma cor bem legal, é desse lápis mais curtinho "2 em 1" da "A Maçã".

É isso meninas: quando vocês estiverem em uma daquelas lojinhas de bijou baratinhas que estiver vendendo esses lápis, não deixe de levar um para experimentar, principalmente se tiver cores como branco e bege clarinho sem glitter - é uma excelente base para sombras.

Momento "Pinto no Lixo" da Semana:


Minha gerente conseguiu achar uma das sombrinhas da coleção "Venomous Villains" da MAC em sua viagem para NYC, e ainda trouxe a Urban Decay Book of Shadows Volume III - UD loves NYC.

Fala sério: posso aguentar mais um ano das chatices dela sem reclamar, né não?

A sombrinha "She who dares" da MAC é BAPHONICA nível 3000, azul e verde e muito brilho.

Mas o que eu queria falar mesmo é das sombrinhas Urban Decay. Que cores, e que qualidade!!! Praticamente um creme de tão fácil de esfumar.

Aqui um close nas cores. Estou apaixonada pela "Loaded", "Rockstar" e "Haight".  Se você conhece alguém que vai viajar e te ofereceu para trazer algo, pode investir nessas sombras Urban Decay que você não vai se arrepender.



Agora... se você é de São Paulo, e quer mais dicas QUENTES de Makeup, no domingo 24/10 eu vou dar um workshop de maquiagem no Dona Dança. Maquiagem para palco, maquiagem social e maquiagem para o dia a dia - você não pode perder. Corre que as vagas estão limitadíssimas:



Beijos a todas.

16 outubro 2010

5

Karon Kali - A superstar Brasileira


Todas as bailarinas que pisaram no palco do Espaço Vida e Consciência, em 05 de Setembro sonhavam com o "sim" de Miles Copeland. Mas, das bellydancers, apenas uma teve o privilégio: Karon Kali.

Karon é paulista, e dança profissionalmente há 16 anos. Possui uma plástica perfeita e uma dança envolvente, com forte influência das grandes bailarinas da atualidade como Randa Kamel (God save the Queen) e Saida. Participou de diversos programas de TV - foi vencedora do quadro "Se vira nos 30" do Domingão do Faustão - isso tudo ANTES de ser selecionada por Miles Copeland.

Uma menina do interior, que conquistou a capital, e impressionou um dos grandes nomes do show biz internacional. Essa é Karon Kali.  E hoje ela vai contar tudinho à Amar el Binnaz.

Vamos à entrevista:

Amar - Karon, em primeiro lugar parabéns pela seleção, e muito obrigada pela entrevista!
Karon Kali - É um prazer poder dividir minhas experiências com vcs... Muito Obrigada!!!



Amar - Qual a sensação ao ouvir seu nome escolhido como padrão de um grupo que é ícone e um empresário que é referência no mundo do entretenimento?

Karon Kali - Procurei não criar expectativas, fui fazer a audição sem pensar muito em resultados, sempre levo em consideração o aprendizado e a experiência.
Então qdo fui selecionada demorou pra cair a ficha... foi uma surpresa.

Amar - A audição foi há mais de um mês. Depois desse tempo, dá para dizer que ser uma selecionada Bellydance Superstars mudou sua vida?

Karon Kali - Não... nada mudou. Existe toda uma divulgação em cima disso, mas que no momento não muda nada.

Porém é preciso estar preparada se for chamada para participar do grupo ou Shows com BDSS.

Amar - Quanto tempo durou sua preparação para a audição? Você fez alguma coreografia especial? Estudou vídeos? Desenvolveu seqüências baseadas no trabalho das diretoras artísticas do BDSS?

Karon Kali - Como não gosto de criar expectativas não preparei nada especialmente para a audição. Ainda bem, senão ficaria frustrada. Levei uma dança que me identifico muito e gosto bastante, a Dança com Espada... porém na segunda etapa da audição onde vc apresenta seu solo minha música foi cortada a pedido do Miles Copeland... descobri, no pior momento, que ele Odeiaaaaa Espada (Meninas aí vai um recado... Miles Copeland tem aversão a Espada!!!! Já sabem... próxima audição nada de Espada!!!). Então ele me mandou dançar sem Espada, conclusão improviso puro... e assim que terminei meu solo ele me olhou e disse... Aprovada!!!


Dps disso quase morri... a pressão forte... mas valeu!!!!

Amar - Dá para vencer uma audição BDSS estudando somente bailarinas brasileiras? Ou o estilo de dança que se executa aqui é lindo, melhor do mundo, mas não está na linha dos “grandes shows” produzidos por Miles Copeland?

Karon Kali - Acredito que vc possa ser a melhor bailarina do mundo, mas se vc não se encaixar no perfil que Miles esta buscando não adianta nada. Ele busca mais do que dança... é difícil saber o que lhe agrada e o estilo de dança que considera ideal.



Amar - Falando um pouco mais de você: há quanto tempo dança profissionalmente e ministra aulas? Fale-nos um pouco também dos lugares onde você ministra aulas.
Karon Kali - A ACADEMIA KARON KALI existe desde 1998...
Mas já ministrei aulas em outras academias... uma delas foi a Escola Luxor - unidade Mooca (SP)
Hoje, em Piracicaba, faço parte do quadro de professores do Clube Cistóvão Colombo.

Amar - De todas as suas professoras, qual delas deixou em sua dança a impressão mais forte?

Karon Kali - Cada professora me ensinou um estilo diferente e marcante... tenho um enorme carinho por todas. Mas uma muito especial foi a Gisele Kenj... passei bons momentos ao lado dela no ano de 98 e dps em 2004.



Amar - Você pretende participar de alguma seleção de padrões de qualidade nacionais como Khan el Khalili, Lulu Sabongi, Omar Naboulsi?

Karon Kali - Não. Sou muito ansiosa e esse tipo de coisa me deixa atacada rsrsrs. Só participo em último caso, se for imperdível e tentador. Mas acho ótimo pra quem gosta e faz disso um incentivo para desenvolver sua dança cada vez mais.



Amar - Dentre todas as fusões que vemos na dança do ventre hoje, qual delas você não faria de jeito nenhum?

Karon Kali - Não faria uma fusão com ritmos que eu particularmente não gosto, como axé, rap, funk, rock... mas fusão é uma escolha complicada, se não for bem feito pode acaba com a Dança.



Amar - Você participou de alguns programas de TV com uma coreografia de fusão com Samba. Como foi a reação do meio bellydance? Você sentiu algum tipo de discriminação entre as bailarinas do meio?

Karon Kali - Muita... comentários irônicos vieram de todos os lados. Porém eu nunca tinha visto ninguém arriscar sambar com Espada... já vi muito samba no meio da nossa dança... e porque não ousar...



Amar - Meu primeiro contato com seu trabalho foi olhando o álbum do Orkut do Tony & Robby, onde você está como modelo de algumas peças. Na sua opinião, um figurino de grife faz a diferença na dança?

Karon Kali - Uma Bailarina precisa ser completa! Pra mim o figurino é material de trabalho e precisa ser de qualidade... assim como make, acessórios, músicas... a técnica da bailarina está em primeiro lugar, mas se puder unir qualidade no material de trabalho fica ainda melhor.



Amar - Linda, corpo escultural, campeã de programa de televisão, selecionada Bellydance Superstars. O que falta para a Karon Kali?

Karon Kali - Puxa... obrigada!!! Mas não vejo assim não... falta muuuuuito. Tenho muito que aprender...



Amar - Mais uma vez obrigada pela entrevista e grande beijo.

Karon Kali - Obrigada pelo carinho!!!
Bjossss


Karon Kali "Em Ação":








Espero que tenham gostado da entrevista!!! Grande beijo.

15 outubro 2010

6

Oração do Professor


Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.


Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.


Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.


Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,Mas cresçam e se abasteçam da humildade.

Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.


Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.


Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.

Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.


Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.
*********************************************************************************************


Hoje quero deixar um beijo a todas as leitoras do Amar el Binnaz que são facilitadoras da arte e escolheram a profissão de professor .

E um beijo especial àquelas que foram minhas mestras: Rahiza, Aleeha, Shaide, Níjme e minha atual mestra Ana Claudia Borges.

Feliz dia do Professor!

Beijo

13 outubro 2010

4

Tutorial de Maquiagem - Smokey eye Azul - Inspiração Jillina


Olá gurias!

Já faz um tempinho que estou com vontade de fazer a maquiagem da Jillina no 7o. FIEL. Eu AMO as maquiagens da Jillina, e depois que vi os vídeos do Bellydance Evolution, admiro mais ainda o maquiador dela porque... caiu uma agulha aqui... (a bichinha sem makeup tem cara de fuinha).

Whatevers...

Essa maquiagem é um olho esfumado Azul e Preto, acredito que a inspiração do maquiador tenha sido a maquiagem da Kim Kardashian assinada pelo Stephen Molenski com um côncavo azul e com a linha dos cílios inferiores bem preta.

Para nós brasileiras que estamos acostumadas a combinar a roupa e a maquiagem (NOT!), é uma inspiração diferente, pois a roupa que a Jillina usou na apresentação era laranja (ou vermelha, tudo depende da luz e do DVD), e ela optou pelo smokey eye azul. E foi a cereja do bolo: a mulher estava LEENDA.

Espero de coração que vcs curtam bastante!



E para quem quer ver "IN LOCO AO VIVO" mais dicas para maquiagem de palco, não esqueçam que dia 24/10 tem workshop de maquiagem no Dona Dança:


Beijos a todas!!!

12 outubro 2010

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Vários Recadinhos

Olá habibas!!!

Voltando de viagem depois de descansar bastante no feriado prolongado, vím para dar vários recadinhos:

Yalla Festival



Domingo 17/10 estarei no evento Yalla Festival da queridona Danna Gama, e quero convidar todas as habibas de São Paulo a prestigiarem esse evento. Na parte da manhã haverá um super workshop com o Pão de Queijo Tarik com o tema "Muwashahat". Quero encontrar todas vocês lá hein!!!












Blog da Revista Shimmie

Já está no ar o blog da Revista Shimmie - http://revistashimmie.blogspot.com/, esta semana com todas as fotos de Adelita Chohfi do lançamento da Revista. O blog da Revista contará com detalhes sobre os eventos da Revista, além de ser um canal de comunicação com a Redação.

Para as seguidoras do Blog da Shimmie, semana que vem tem sorteio da Revista. Então, não deixe de seguir habiba!!!!


Workshop de Maquiagem com Amar el Binnaz

Ah, você queria muito estar no primeiro workshop mas não conseguiu? Tem problema não habiba!!!
Dia 24/10 haverá workshop de maquiagem de palco no Dona Dança com a Tia Verinha. Nossa abordagem estará voltada para a maquiagem para o palco, com a inspiração no trabalho da maquiadora árabe Joelle Mardinian, mas, claro, haverá dicas de maquiagem social e maquiagem para o dia-a-dia. Te espero lá hein!!!!

No mesmo dia, na parte da manhã, haverá workshop de Ritmos com o Maurício Mouzayek. Vem passar o dia com a gente!




Beijos a todas!!!

07 outubro 2010

4

Qual o seu pior medo?



Você já assistiu a um filme do Samuel L. Jackson chamado "Coach Carter - Um mestre para a vida", em que ele é técnico de basquete de uma escola, daquelas de bairro bem barra pesada, e quando chamava um jogador para a quadra, ele sempre perguntava antes: "Qual o seu pior medo?"

Qual o seu pior medo?

Hoje lendo o blog da Juliana - Jalilah´s! Amor à Bellydance (já visitou? Não!!! Vai lá menina, é massa) pensei sobre este sentimento voltado à dança.

Qual o seu pior medo?

Especialmente na dança experimentamos diversos tipos de "medos", o medo de não aprender, o medo de não memorizar, o medo de esquecer, o medo de não poder, o medo de não ser reconhecido... E é preciso muita personalidade para administrar tanto "medo", e ainda assim prosseguir no aprendizado.

Mas as etapas vão passando, e a necessidade de  aprovação dos outros toma grande proporção, que pode se tornar maior até do que o prazer de dançar. É o caminho que nos leva aos festivais, concursos, seleções, castings, ensaia, ensaia, ensaia até o corpo não aguentar mais, tudo para tirar nota 10 na caderneta do "mercado", "dos contratantes" e das "cabeças pensantes". O medo de não corresponder às expectativas de alguns se torna o motivador da evolução diária.

E depois de algum tempo ainda tem a cobrança interna, aquela neurinha que te chateia todos os dias "Mas, afinal, o que você quer com a dança? Você é amadora ou profissional? É amante da arte ou trabalhadora da área? Mas se você é profissional, 10 anos de experiência em uma profissão não deveria vir acompanhado de uma carreira sólida? Será que você dança bem? Será que fez as escolhas certas?

Qual seu maior medo?

Discutir a sua relação com a dança pode ser a chave para sua infelicidade se você não souber administrar esses sentimentos que são comuns, que realmente têm seu espaço em nosso íntimo, mas não devem, de forma alguma, servir de fator motivador ou desmotivador para nada. Nem na dança, nem na vida. Medo só tem valor como conselheiro, quando existe uma chance real de você se machucar na situação, caso contrário, ele deverá estar lá no banco de reserva.

Eu tracei um posicionamento para minha relação com a dança, e tem dado muito certo nesses 6 anos de aprendizado contínuo:

Meu maior medo é deixar de me divertir com isso. Porque o dia em que eu acordar e não tiver com o MAIOR TESÃO de dançar, de ouvir música, de assistir vídeos, de escrever para o blog, de fazer uma maquiagem BAPHO, quando tudo isso deixar de me divertir, a dança perdeu seu espaço na minha vida, e deixou de valer a pena.

Se divirta habiba!!! Dançar é para ser feliz!!!

Beijos a todas, e bom feriado.

Ah, e eu gostaria de agradecer à Jú pelo carinho do post lindo que ela escreveu sobre o Amar el Binnaz. Valeu Juzoca!!!

05 outubro 2010

4

A dança do ventre e os animais

A Dança da Serpente

Já faz tempo que tento escrever sobre a dança da serpente aqui no blog. O fato é que quando me sento em frente ao computador e começo a estudar alguns vídeos, ao ver a bailarina com a cobra enrolada no corpo, me falta motivação para procurar fontes confiáveis em português, ou tentar encontrar alguma boa fonte em inglês para traduzir.

Eu não gosto de dança com a serpente. Absolutamente.

Fiz uma única aula particular em 2005 com a Zur Yazbek, ela tentou colocar a cobra em volta do meu pescoço, e eu tremia feito vara verde. Óbvio que a cobra sentiu meu nervosismo e começou a reagir. Então, em 30 segundos começou e terminou minha aula particular com a cobra. Sem estresse, sorri e disse a ela "tem algum CD com Set el Hosen aí?".
Estou sempre concentrada na cobra, e quando assisto a dança, não consigo parar de pensar:
- Será que a cobra é bem tratada?
- Será que a cobra tem espaço suficiente para se movimentar no criadouro?
- Será que a cobra é bem transportada?

Não sou fiscal do IBAMA, absolutamente, mas não sei porque me vêm à mente essas coisas. Tenho uma colega de trabalho que tem uma piton num viveiro do tamanho da minha sala. Daí tudo bem, acho que a cobra tá bem confortável né? Ahahha...



A frase do início do vídeo é a melhor: "Nunca subestime o impacto de uma pose enquanto a cobra desliza no corpo." Não sei o que é pior, se a frase ou a pose. E essa da cobra no olho... minha nossa.

Outra coisa é que nos acostumamos tanto com os braços fazendo a moldura da dança que quando assisto a dança com a serpente penso que os braços são deselegantes. É claro! Eles têm que dar conforto pra cobra, e não para a bailariana. Tudo bem. Mas pra mim parece estranho.

E ainda tem o fato de que quando você dançar com a cobra, não se engane: você pode se matar 8 horas por dia treinando sua técnica, seus giros, arabesques e a conexão com o ballet russo, gastar milhões no cabelo e mais ainda na maquiagem, mas quem vai ser a estrela da apresentação vai ser a COBRA.



Mico? Hummm...





Só existe um jeito de não ser coadjuvante na dança com a cobra: você ser a Salma Hayek. Você realmente vai atrair TODA a atenção.

04 outubro 2010

3

Resultado do Sorteio Amar el Binnaz + Revista Shimmie

Olá gurias!!!

Hoje vamos conhecer a sortuda que vai receber em casa a primeira edição da Revista Shimmie!!!!

E a felizarda é:



Parabéns Eduarda!!
Aguardo seu e-mail para amarelbinnaz@zipmail.com.br com o endereço para entrega até 05/10/2010.


Um beijo enorme a todas que participaram, mais promoções surgirão com certeza. E aqui vai uma "promessa de campanha": o sorteio da próxima edição da revista trará um kit contendo a Revista Shimmie nr. 2, a Agenda Shimmie 2011 e um mini-kit de maquiagem Ruby Rose. Fala sério guria!!! VC não pode ficar de fora.

E não se esqueçam: as habibas que já tiveram a oportunidade de ler a Shimmie, e querem dar seu pitaquim na pauta, escrevam para usinadeideias@shimmie.com.br (agora tem e-mail exclusivo, que chique!!!), ou deixem as sugestões aqui nos comentários. Se sua pauta for aprovada pela nossa Editora Chefe toda poderosa, você receberá grátis a edição da Shimmie no qual sua pauta for publicada.

Também queremos muito saber suas impressões sobre a revista, de coração. Quem já leu, se gostou, se não gostou, se tá bom, o que pode melhorar... Vocês leitoras são a principal razão da revista existir, e são quem mais queremos agradar. Por isso sua opinião vale OURO menina!!!

Beijos

01 outubro 2010

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Preciso coreografar um grupo... E agora?


A vida da professora de primeira viagem é cheia de desafios. Lidar com diversos tipos de pessoas, saber (ou pelo menos tentar) conciliar o método de ensino e o que a aluna quer aprender e  desenvolve melhor, gerenciar conflitos - tudo isso faz parte do dia-a-dia da professora, tenha ela 1 ou 10 ou 100 anos de "janela". E outro desafio que vem com o tempo é compor uma coreografia para grupo.

Eu digo "desafio" porque desenvolver uma coreografia para grupo requer não só juntar passos. Se faz necessário avaliar, mesmo que superficialmente, o nível de desenvolvimento de cada uma de suas alunas,  relacionar os passos "possíveis" e os "desafios" - aqueles que você vai ensinar e limpar durante o ensino da coreografia e estudar o desenvolvimento cênico do grupo (poses, desenhos e afins). Isso tudo "além" de juntar os passos.

Tem gente que consegue em um minuto. E tem quem seja como eu, tem dificuldade pra caramba. Primeiro porque quando começo a querer coreografar uma música, a primeira coisa que me vêm à mente são os passos "da marmita": aqueles que dá uma vontade enorme de requentar. E, na mesma proporção, a autocensura: "Minha nossa Verinha, de novo isso. Pelo amor de Deus, quando é que você vai parar de emendar essa mesma sequência em todas as suas coreografias?"

Desde então, meu professor de "Coreografia em grupo", sem sombra de dúvida, tem sido o Arabesque Dance Company. 

O grupo ficou famoso aqui na terra Brasilis por conta do CD Oyoun, "Belly Best Seller" desde que a Lulu dançou a música titulo na festa de 20 anos da Khan el Khalili.
Ah, vc não viu? Que é isso menina, clica aqui:

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=GMYR2ZTSPps
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=TsuxHpPSqm0&feature=related

 O fato é que o CD é muito bom mesmo (eu adoro), mas não é só o que a Companhia tem a oferecer. Não mesmo!!!

Estudar o trabalho do Arabesque é muito interessante para quem deseja coreografar porque nos força ensina a utilizar movimentos mais simples, e caprichar mais nas evoluções de palco. Observando algumas apresentações de grupos grandes (um bom exemplo é o vídeo do grupo da Kahina, que venceu o Mercado Persa), eu noto que nossa tendência aqui na terra brasilis é utilizar o maior número de passos e variações possível, porém sem evoluções cênicas, somente todas executando os movimentos em seu lugar. É lindo e tem o seu valor, lógico, mas olha que linda essa apresentação de Laylat Hob:



Fora o figurino, toda uma coisa trabalhada no ATS linda de MELDEUS!!

Viu só? Em 1:06 vimos a execução de 7 passos (fora os giros), somente. Contei certo? O fato é que a cereja no bolo da coreografia foram as evoluções, a passagem de um grupo por dentro do outro, os deslocamentos...  Parece que menos é mais não só no mundo da moda, o conceito "Clean" em cima do palco também dá bem certo.



Adooooro "Alilos". Alguém já viu aquele clipe da Najwa Fouad dançando essa? Imperdível.

Aqui também, vemos poucos passos - embora a coreografia seja um pouquinho mais rápida, ainda não existe aquele entupir de passos.



"The Master Piece". Essa evolução com véu antes da frase cantada é lindíssima.

Pra você que, como eu, tem muita dificuldade em desenvolver a criatividade na criação coreográfica, estude Arabesque Dance Co. Você vai adorar com certeza!!!

Canal no youtube:

http://www.youtube.com/user/arabesquebellydance

Beijo!!!
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