25 agosto 2010

2

Amando as antigas: Força e sedução

Olá habibas!!

Continuando nossa saga com as bailarinas antigas, hoje falaremos sobre as bailarinas que têm uma característica mais forte, uma dança mais expressiva e marcante.

Se nossa "persona dançante" é mais forte, mais alegre, de movimentos grandes e proeminentes, em certas situações nos vemos frente a um dilema: assumir de vez este estilo ou aparar as arestas e dançar no estilo chamado "egípcio", que é o mais famoso e no Brasil estará para sempre imortalizado na dança de Lulu Sabongi.

Mas se você se identifica muito mais com a personalidade forte na dança, as bailarinas não deverão sair nunca mais do seu Ipod!

Nadia Gamal

Quando eu comecei a estudar as bailarinas antigas, meu sentimento em relação à dança da Nadia Gamal era de EMPATIA. Era uma dança que eu assistia e parecia ao alcance das mãos (sentimento que eu nunca tive em relação à Sohair Zaki, Najwa Fouad por exemplo).

Nadia Gamal nasceu Maria Kardiadis, de pai grego e mãe italiana (ou vice-versa, não me lembro bem), e misturou na medida certa a dramaticidade de seus genes com a dança oriental. O resultado foi uma dança extremamente carregada em expressão e sensualidade, movimentos grandes e fortes, e, principalmente, braços perfeitos.

O que ela tem a ensinar para você que está começando é: dançar com o corpo todo. Cabeça, ombros, cotovelos, pulsos, quadris e pernas, tudo a serviço da leitura musical. Não é a toa que ela foi considerada, na década de 70 a Rainha da Dança Oriental. Portanto: Deus Salve a Rainha!




Azza Sharif



Depois de muita luta encontrei internet afora algumas linhas sobre a biografia de Azza Sharif. Esta bailarina iniciou seus estudos em dança ainda na infância, e aos 18 anos já era bailarina profissional. Mas ela não podia dançar no Egito, sua terra natal, porque para dançar profissionalmente a idade mínima permitida era 20 anos. Então ela pegou sua porção de lantejoula, sua malinha colorida e foi à luta para Beirute, Líbano. Foi a melhor coisa que ela fez. Sua experiência no Líbano fez toda a diferença em sua dança, muito bonita e alongada, mas também forte e sensual.

Azza Sharif não é uma bailarina muito fácil de se estudar, confesso. Ela tem a meia ponta MUITO alta, deslocamentos com shimmie que deveriam ser estudados em laboratório de tão perfeitos, movimentos de braços muito precisos. De uma leitura musical perfeita. 

Mas a Azza deve ser sua fonte de inspiração na sedução do público. Mesmo se ela não dançasse nadica de nada, você sairia de sua apresentação com a impressão fortíssima de que passou pela melhor experiência da sua vida. Não é algo que se coloca no papel ou se ensina nos workshops. Está dentro de você!



Lucy




Mais uma bailarina que emana poder, força e sensualidade. Não conheço muito sobre Lucy, mas acredito que ela é a bailarina com o acento mais perfeito que já estudei. Dizem que ela é rival de Fifi Abdo, mas eu acho que é intriga da oposição: as duas têm danças completamente distintas. O compromisso da Fifi é com a expressão e da Lucy é com a perfeição. Adoro!




Na próxima semana teremos: Najwa Fouad, Nelly e Taheya Karioka!

Beijos

2 comentários:

  1. Gostei muito do vídeo da Lucy, nunca tinha visto nenhum, realmente ela arrasava...
    A Azza Sharif eu vi pela primeira vez há pouco tempo e também gostei muito. A Nádia Gamal eu já conheço há mais tempo, mas não gosto muito, ainda não vi algum vídeo dela que me encantasse como esse da Lucy.

    Estou adorando essa série com as bailarinas antigas. A gente tem mesmo muito a aprender com elas. A Mona Said então, é uma dessas que me encanta também!

    Bjus

    ResponderExcluir
  2. Ai ai ...seu blog! Ainda bem que existe
    A Lucy já conhecia, muito boa..pena que tem poucos vídeos...ainda não li o post pq eu to salvando rs pra ler dps

    Mas não achei o post sobre "Najwa Fouad, Nelly e Taheya Karioka" que vc promete no fim desse! Beijos

    ResponderExcluir

Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...