31 agosto 2010

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Sobre o que acontece na Bellynet: Nhé!


Olá meninas...


Desde a apresentação final da Lulu na KK no final do ano passado (ótimo post com a análise completa da dança no blog da Naznin, clique aqui), e a célebre frase “além do que está sendo publicado na internet neste momento”, foi aberta a temporada da “carta aberta” para nossas caras colegas bailarinas e a baixaria vem correndo solta na NET.

Ano passado uma aluna minha que também faz aulas com uma bailarina starlet de São Paulo e estava afastada de “licença maternidade”, quando voltou para iniciar suas aulas sacou em primeira mão: “Veriiiiiiinha, tá sabendo do bafão? Nossa, fulana brigou com a ciclana, saiu da escola, tirou as alunas, vixe...” Eu, na minha inocência perguntei: “Mas se você estava em casa, como ficou sabendo?” Ela respondeu: “Ah, a fulana mandou e-mail para todas as alunas...”

Como assim?

Ninguém agüenta mais manter seus sentimentos no recôndito do seu e-mail e da pessoa  a quem a mensagem se dirige: o lance é PU-BLI-CAR! E transformar as admiradoras de dança do ventre em membros de torcida organizada que, ávidas por um barraco, só faltam ir aos Orkuts, blogs, twitters e afins e dizer “Hey, fulana, vai tomar no ...”

Fico passada com essas coisas. E olha que sou drag traveca que A-D-O-R-A um barraco!! Mas realmente o povo tem saído da linha.

Se tem uma coisa que é PEQUENA e dá muuuuitas voltas, ah dá, é esse mundinho de dança do ventre. Nunca pense que quando atirar pedras ninguém está olhando. A maioria olha, observa, e faz suas escolhas. Nenhuma história de carreira de sucesso está isenta de ser manchada para sempre por uma palavra falada em um momento ruim. NINGUÉM DEVE CUSPIR NO PRATO EM QUE COMEU, SEJA NA DANÇA, SEJA NA VIDA.

Existe uma grande diferença entre defender uma opinião e atirar pedras sem motivos (ou com algum outro motivo que a ética impede a divulgação). Vou dar um exemplo: no ano de 2006 me envolvi até as orelhas no bafão entre as comunidades do Orkut e o Sr. Jorge Sabongi, a famosa história das maçãs podres. Lembrando que o famoso manager rotulou as bailarinas gordinhas de “maçãs podres, pessoas de baixa auto estima, que vivem com uma atitude de comiseração, pedindo desculpas por estar acima do peso”. Não tenha dúvidas que ataquei com unhas e dentes e coloquei minha opinião sem medo de ser feliz. Pô o cara me chamou de maçã podre!!!!!!!!!

De “brinde” ganhei antipatia de várias presidentes dos fãs clubes da Casa de Chá (Neucimar, I miss you!!), até de algumas bailarinas da casa, e eu já tinha sido expulsa do fórum KK, já estava no “limbo” dos e-mails bloqueados pela casa de chá, a partir dessa história passei para as masmorras do inferno por lá, mas de tudo o que fiz, fiz consciente de que estava defendendo minha verdade.

O mesmo se aplica à famosa “não vinda” da Dina no evento da Hayat em 2007. Muita gente se sentiu lesada pelo comportamento na Rede Hayat na época, e eu já sabia que a Dina não viria desde o mês de Julho. Aliás eu que tinha uma amiga recém chegada do Egito, e mais todas as pessoas que tinham contato com uns tais empresários famosos que têm relacionamento com as bailarinas egípcias sabiam. E foi o que foi: todo mundo ficou puto da vida, mas quase ninguém se expôs. Mais uma vez escrevi meu depoimento sobre o assunto no Orkut e fui AMEAÇADA pelo Hisham em meu e-mail pessoal, e depois todo mundo que se meteu no rolo foi lá no Orkut e diplomaticamente apagou suas mensagens. Decidi manter porque, novamente, estava defendendo minha verdade.

Veja que em ambos os casos, houve uma situação que causou a resposta! Defender sua verdade não quer dizer atacar ninguém.

Muitas vezes escrevemos um monte de coisas na internet no ímpeto de que estamos “cheias de razão”, mas, na realidade, essa razão é muuuuito relativa. Nas últimas discussões da internet (fiquei sabendo de todas, mas me falta ânimo, me faltam palavras, me falta apetite para comentar), em nenhum dos casos vi razão em quem se considerava cheia dela.

Sejamos leves meninas. Será que TUDO o que acontece entre a gente, todas as insatisfações, todos os nossos sentimentos em relação à pessoas, será que tudo isso merece espaço na mídia? Será que um e-mail "private", um scrap "private", um tweet não resolve?

A discrição é a mãe da virtude.
S. Bento

Pronto falei!

Beijos a todas

30 agosto 2010

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Universo acadêmico e dança do ventre


Olá meninas!

Hoje vou passar rapidinho só para indicar uma excelente leitura: os trabalhos acadêmicos desenvolvidos tendo como base a dança do ventre. São de universidade de diversos estados do país e é um material valioso para quem está iniciando, para quem ministra aulas ou para quem simplesmente quer aumentar sua gama de conhecimento dentro de nossa arte.

Clique nos links para abrir os documentos:

Cínthia Nepomuceno Xavier
"... 5,6,7, 8 - Do oito ao infinito: por uma dança sem ventre, performática, híbrida, pertinente"


Viviane Esteves de Mello Braga
"A dança do ventre na educação"


Alice Casanova dos Reis
Andréa Vieira Zanella
"A mediação da dança do ventre na constituição do sujeito"


Alice Casanova dos Reis
"O feminino na dança do ventre: uma análise histórica sob uma perspectiva de gênero"


Elizabeth Moro
"A dança do ventre como instrumento na psicoterapia corporal para mulheres"


Ana Cristina de Lucena Figueiredo
"Na linguagem artística da dança do ventre: o reencontro com a feminilidade no processo de subjetivação"


Ana Carla Peto Abrão
Luiz Jorge Pedrão
"A contribuição da dança do ventre na educação corporal, saúde física e mental de mulheres que frequentam um centro de atenção psicossocial"


Dra. Maria do Carmo Saraiva
Julieta Furtado Camargo
"Dança do ventre: Re-significações do feminino?"


Aproveitem bastante, tem muito material. Trabalhos primorosos, que certamente irão contribuir demais com seu estudo na dança.

Mas ó, não é que a tia queira insinuar nada, nem ser chata, mas não custa nada ratificar:

Plágio é crime. A pena para quem for pego vai de três meses a um ano de prisão ou multa por apropriação indevida de textos.

Beijos e tenham uma ótima semana.

27 agosto 2010

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Bellydance New Divas - Camilla Martini


Meu primeiro contato com o trabalho de Camilla Martini foi na época em que ela dançava regularmente na antiga Cairo Casa de Chá.

O ano era 2006, eu estava na Mostra Cultural Arte e Magia segurando Isadora Halim em meu colo, e eis que entra o grupo da Cairo ao som de "Entrance of the Stars", no melhor estilo Bellydance Superstars.

Eu estava esperando uma mega produção, já que na feirinha as meninas diziam assim "Nossa, as melhores bailarinas são as da Cairo agora, a KK tá muito caída". Puxa vida, se a KK tinha Lulu, Kahina, Nur, Shahar, Juli e compania, e a Cairo tinha material humano melhor (segundo as meninas na feirinha), eu estava aguardando uma aparição digna da segunda vinda de Jesus Cristo. Ou algo parecido. Lógico que não foi bem assim.

Canetei, sempre! Váaaarios passos lembravam a coreografia "original" do DVD, que na época era o mais vendido no meio, e ficou uma sensação de cópia descarada mesmo. Mas não esqueci das tribalistas do grupo. E Camilla era a "chefe" delas... brincadeira, mas era a professora e principal bailarina.



Acredito que no "estilo" Rachel Brice de fazer tribal, Camilla Martini  foi uma pioneiras a desenvolver coreografias e a ensinar. Formou um monte de gente.  O tempo passou e hoje o tribal é uma alegre lembrança.

Melhor para a dança do ventre né?

O que mais me impressiona na dança de Camilla Martini são: a dissociação perfeita e a soltura do quadril. Acredito que a dissociação tão perfeita seja uma "herança" do tribal no estilo Rachel Brice, e ela soube assimilar muito bem, fora o fato de que seu biotipo é excelente para dança - parece que no corpo dela os movimentos "aparecem" mais. Seus braços ultra mega alongados se movem muito lentamente enquanto o quadril QUEBRA TUDO NEGA!

No vídeo abaixo, ela dança um baladi e utiliza o véu no taksim baladi de uma forma muito bonita e graciosa. Quando chega o solo de percussão mesmo com o quadril acelerado ela mantém a linha e a elegância. Belíssima:




No próximo vídeo, em uma apresentação das Noites do Harém, Camilla utiliza o véu apenas com movimentos simples, em velocidade média - lenta, e me deu até uma dor no coração de saudade da época em que o véu não participava de rallye no mundo bellydance. Observe como a finalização das frases é PERFEITA. Delicadeza, elegância, graça, ténica, simpatia e charme.




Mãssssss... eu disse pra Camilla quando nos encontramos no Mercado Persa!! Ela é um exemplo pra mim! Porque ela é a prova viva que para passar na pré seleção não é preciso roupa escalaphobética nem cabelo comprido - afinal cabelo a gente compra!!! (Me perdoa Cá: não podia deixar passar essa!!)




Fala sério: o tempo foi generosíssimo com essa mulher!!!

Hoje a Camilla é bailarina Noites no Harém, dá aulas na Casa de Chá, e desfruta do respeito e admiração que merece!

Que assim seja!

Beijos a todas e tenham um excelente final de semana!

25 agosto 2010

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Amando as antigas: Força e sedução

Olá habibas!!

Continuando nossa saga com as bailarinas antigas, hoje falaremos sobre as bailarinas que têm uma característica mais forte, uma dança mais expressiva e marcante.

Se nossa "persona dançante" é mais forte, mais alegre, de movimentos grandes e proeminentes, em certas situações nos vemos frente a um dilema: assumir de vez este estilo ou aparar as arestas e dançar no estilo chamado "egípcio", que é o mais famoso e no Brasil estará para sempre imortalizado na dança de Lulu Sabongi.

Mas se você se identifica muito mais com a personalidade forte na dança, as bailarinas não deverão sair nunca mais do seu Ipod!

Nadia Gamal

Quando eu comecei a estudar as bailarinas antigas, meu sentimento em relação à dança da Nadia Gamal era de EMPATIA. Era uma dança que eu assistia e parecia ao alcance das mãos (sentimento que eu nunca tive em relação à Sohair Zaki, Najwa Fouad por exemplo).

Nadia Gamal nasceu Maria Kardiadis, de pai grego e mãe italiana (ou vice-versa, não me lembro bem), e misturou na medida certa a dramaticidade de seus genes com a dança oriental. O resultado foi uma dança extremamente carregada em expressão e sensualidade, movimentos grandes e fortes, e, principalmente, braços perfeitos.

O que ela tem a ensinar para você que está começando é: dançar com o corpo todo. Cabeça, ombros, cotovelos, pulsos, quadris e pernas, tudo a serviço da leitura musical. Não é a toa que ela foi considerada, na década de 70 a Rainha da Dança Oriental. Portanto: Deus Salve a Rainha!




Azza Sharif



Depois de muita luta encontrei internet afora algumas linhas sobre a biografia de Azza Sharif. Esta bailarina iniciou seus estudos em dança ainda na infância, e aos 18 anos já era bailarina profissional. Mas ela não podia dançar no Egito, sua terra natal, porque para dançar profissionalmente a idade mínima permitida era 20 anos. Então ela pegou sua porção de lantejoula, sua malinha colorida e foi à luta para Beirute, Líbano. Foi a melhor coisa que ela fez. Sua experiência no Líbano fez toda a diferença em sua dança, muito bonita e alongada, mas também forte e sensual.

Azza Sharif não é uma bailarina muito fácil de se estudar, confesso. Ela tem a meia ponta MUITO alta, deslocamentos com shimmie que deveriam ser estudados em laboratório de tão perfeitos, movimentos de braços muito precisos. De uma leitura musical perfeita. 

Mas a Azza deve ser sua fonte de inspiração na sedução do público. Mesmo se ela não dançasse nadica de nada, você sairia de sua apresentação com a impressão fortíssima de que passou pela melhor experiência da sua vida. Não é algo que se coloca no papel ou se ensina nos workshops. Está dentro de você!



Lucy




Mais uma bailarina que emana poder, força e sensualidade. Não conheço muito sobre Lucy, mas acredito que ela é a bailarina com o acento mais perfeito que já estudei. Dizem que ela é rival de Fifi Abdo, mas eu acho que é intriga da oposição: as duas têm danças completamente distintas. O compromisso da Fifi é com a expressão e da Lucy é com a perfeição. Adoro!




Na próxima semana teremos: Najwa Fouad, Nelly e Taheya Karioka!

Beijos

23 agosto 2010

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Mostra Cultural 2010 – The day after

“Hoje é segunda feira e decretamos feriado...”

Puxa, essa música do Raul poderia ser verdade hoje porque eu estou MOÍDA de verdade. Eventos de dança, seja para quem trabalha na organização do evento, para quem dança, para quem organiza grupos, enfim... é uma maratona sem fim.

A Mostra Cultural Arte e Magia se despede do formato “Mostra de Dança” de um único dia, e vai perseguir o formato “Mercado Persa”: 2 dias com concurso, show de gala e mostra de dança. É um evento grandioso e cheio de detalhes. Comentei com a Laysa El Farah, da escola Bellatrix, uma pessoa muito querida que tive a oportunidade de conhecer, que a locação do evento responde por uma grande parte do sucesso do mesmo. E o Club Homs é GLAMOUR meu bem!!! Chique no úrrrrrtimo.



Trabalhando no evento a gente não tem muito tempo para ficar olhando as apresentações e dar uma avaliação mais técnica, mas do que pude observar, o nível dos grupos estava BEM superior ao ano passado. Acho que as professoras de São Paulo resolveram deixar os grupos iniciantes treinando na academia e só levaram as feras!

A parte ruim da maioria dos eventos é que a organização dos horários é feita de acordo com o número de participantes do grupo (exceção feita ao E-Ventre – o único evento no qual o processo é 100% transparente, porque os horários ficam à venda no site e quem chega primeiro leva! E isso merece meu voto de louvor!), então se você quer ter uma boa visão do “todo”, quer ver todo mundo, é bom chegar cedo.


Amei essa versão de "Ya Grayeb" do Fadel Shaker

Meus destaques para esse ano:

Estandes:

 Ashraf Mahdy
Stand bem montado, e ao exibir as roupas ele optou pelas gallabias BAPHONICAS que ele trouxe do Egito. O preço estava na casa dos R$ 200,00, e havia promoção de compra 1 e leva outro por 50% do valor. Então, as galabias poderiam sair por R$ 150,00. Achei razoável visto a riqueza das peças. As roupas egípcias estavam R$400,00 qualquer uma. Considerando que tinha ateliê expondo roupas de R$ 1.200,00, não achei muito, de verdade.
Parabéns!


Adelita Chohfi
Eu SEMPRE tenho que fazer menção à Adelita, porque pense num ser humano que trabalha TRIPLICADO! Eu admiro gente assim: que vai à luta nos eventos e não fica de bumbum sentado no estúdio esperando a bailarina contratar o ensaio. Não se espante de ver a Adelita correndo pra lá e pra cá em eventos que é assim mesmo. Fora os mini-ensaios: por mais que ela leve assistentes que são também fotógrafos profissionais, o povo só quer ELA. Inclusive eu. E minhas fotos ficaram massa, check it out!!!




Grupos

Harém Dança do Ventre
Eu fico PASSADA com a Giuliana Scorza porque a criatura tem uma disposição admirável. Ela levou 6 grupos, dançou solo e não arrebentou a sapucaia. O solo dela foi LEEEENDO, dançou aquela versão de “Cairo” que é cantada, e com um figurino MA-RA-VI-LHO-SO. Os grupos já são conhecidos dos eventos São Paulo afora: véus Hana Sedas, figurinos Simone Galassi, tudo no maior capricho. Técnica impecável!

A coreografia que levantou a galera foi “Heavy Metal Belly Dance”, com figurino Rock and Roll, véus pretos e música do Sérgio Montana. O Club Homs veio abaixo!!!


Templo de Ísis (Campinas?)
Outra escola que mandou muito bem. Foram 6 apresentações, todas de palco LOTADO! Quando digo palco lotado não são 6, 7 integrantes não! Pode colocar aí: todas as coreografias com mais de 10 participantes. Qualidade técnica muito boa, e, principalmente, muita competência das professoras em organizar as meninas para estarem preparadas em todas as apresentações. Muito lindo.


Sol do Oriente (Araxá-MG)
Merece destaque porque “superou a adversidade” com os CDs todos bichados, mas a Layla Nut não perdeu as estribeiras e foi correr atrás do prejuízo para que seus grupos se apresentassem. Eu tinha um pé atrás com a Layla Nut de um ano que trabalhei na Mostra Cultural e ela foi MASTER grosseira comigo, mas quando eu vi ontem a correria para assegurar que suas alunas não saíssem decepcionadas meu coração amoleceu de verdade. Tiro o chapéu.


Cristal e Razí
Coreografia do Candelabro, coisa linda de MEODEUS. E o figurino da Balily? Pára tudo e chama a NASA! Muito bonitas mesmo, parabéns.


Hajla
Quando começou a música “It´s raining men” eu logo pensei : “Vai dar m.... “ LEDO ENGANO. Hajla fez uma apresentação muito bonita, graciosa, elegante, não perdeu a pose de rainha. Inovou, levantou a galera e manteve a presença cênica e a qualidade técnica. SHOW!!!

Fora tuuuuudo isso, encontrar as amigas sempre é muito bom. Beijo pra Debys, Rhazi, Nijme, Adelita, Vanda Fenner e Alessandra Roncoleta.

Ano que vem tem mais.

Pra finalizar, a apresentação sempre BAPHONICA do grupo Belly Dance Nova Era com o véu wings. Fátima Braga sempre fazendo um trabalho primoroso com suas meninas. Maravilhosa.




Beijo!

21 agosto 2010

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Dicas sempre úteis


Olá meninas!

Domingo tem Mostra Cultural Arte e Magia - Edição Diamante - 10 anos, e tenho certeza de que você quer caprichar na maquiagem para abrilhantar ainda mais sua coreografia.

Eu procurei 4512874125874574 vídeos na internet que atendessem aos meus requisitos:

1. Excelente acabamento
2. Produtos nacionais, ou pelo menos importados baratinhos
3. SEM PALETA!

Sabe o resultado? Não achei!!!

Infelizmente as meninas que fazem as melhores maquiagens já estão patrocinadas e só mostram as tais paletas. Então resolvi postar as maquiagens do maquiador Kaká Moraes para a revista Nova. Kaká Moraes é maquiador starlet e também consultor do Avon. É baphônico, mas nos vídeos ele sempre dá uma dica que você pode colocar na manga e fazer uma maquiagem super legal e diferente!

Então vamos lá:







19 agosto 2010

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Shaabi


Segundo a Wikipédia, Shaabi (Sha´abi) é o nome de um estilo de vida, um estilo de dança e um estilo de música. A palavra em árabe traduz a literal “do povo”, “do pobre”, e eles traduzem para o inglês como sendo “do gueto”.

Eu confesso a todas que não tinha idéia do que era Shaabi até a polêmica reprodução não autorizada do texto publicado pela Roberta Salgueiro sobre as diferenças entre Baladi e Shaabi.

Acredito que, no Brasil, a única literatura disponível sobre o Shaabi é realmente o texto da Roberta Salgueiro, que conta, inclusive sobre o contexto político da época e sobre a ascenção da fita cassete, que elevou os artistas independentes à condição de Best Sellers nos anos 70, mas a dança Shaabi – “Raks al Shaabi” como eu vi em um sem número de sites de dança na internet não tem uma descrição precisa de suas características.

A explosão da música "Sha´abi" aconteceu com a fita cassete.


A música Shaabi tem uma característica marcante – o “mawal”, uma improvisação do cantor na introdução da música que “conta a história” e facilita ao ouvinte o entendimento da mensagem que trará a música. Ah, agora você lembrou daquelas milhares de músicas do Hakim que começam com a voz do cantor e, no máximo, um ou dois intrumentos fazendo o fundo? Isso mesmo! Hakim é um dos representantes da música shaabi, assim como Khaled Agag (adooooouro – graças a Kamélia e seu DVD “Dances with Purple Ray”), Hassan El Asmar. Mas todos os descritos acima são discípulos de Ahmed Adaweyah, a máxima expressão da música shaabi existente.



Clique aqui para ouvir Ahmed Adaweyah




Inclusive, no próprio DVD da Kamélia tem uma dança com a música do Khaled Agag chamada "Bent il Arab" que eu adoro, mas que foi coreografada com o semblante fechado, quase raivoso, das bailarinas.  Ao assisti-la pela primeira vez não entendi nada. Agora conhecendo um pouco a história do Shaabi e sendo Khaled Agag um de seus expoentes, compreendi alguma coisa do propósito da Kamélia ao coreografar a música:


(Atenção: eu não disse que essa é uma dança típica shaabi, eu disse que entendi a aplicação do semblante da bailarina na coreografia, ok?)

O site World Bellydance traduz o shaabi como uma dança de periferia, alegre e charmosa. Isso me fez, instantaneamente, lembrar da roda de pagode da vila – as meninas sambam de uma forma cadenciada e com uma sensualidade hipnotizante, mas que não possui um apelo sexual explícito. É apenas a manifestação da natureza. Pensando na definição do shaabi dessa forma, eu o enxergo mais parecido com o Meleah Laff do que com o Baladi especificamente.

É uma dança executada com o pé no chão (Hallellujaj! Um descanso para a meia ponta!), sem grandes deslocamentos ou giros. Sua intenção não é ser elegante, mas sim divertida. Os movimentos são simples, mas cheios de sentimento, carregados de expressão - seja a expressão que for, de alegria ou não. Ao ler tudo isso, você lembra de quem, de quem, de quem?




FIFI ABDO meu bem. A bailarina mais shaabi de todos os tempos!!! Fifi Abdo é um patrimônio da cultura egípcia e da dança mundial. Aliás, nada mais popular do que Fifi, galabia branca, fita no cabelo e shisha.  A ela sim, toda glória e glamour (ah, me desculpem as mais clássicas, mas entre Sohair Zaki e Fifi Abdo, sou do movimento Viva Fifi!!!)

Outra dúvida bastante comum é em relação ao figurino para dançar o shaabi. Outra matéria sobre a qual “existe muito mais entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. O fato é que não existem regras fixas. Sendo uma manifestação artística “popular / folclórica”, poderia se dizer que a “regra” é dançar de galabia. Mas isso está longe de ser uma verdade absoluta. Por isso: não hesite em usar seu figurino de duas peças para dançar um shaabi se essa for sua vontade.

Colocando o shaabi no palco, e aqui não trata-se de “definições”, e sim de uma interpretação pessoal, a dança pede uma maior alegria, interação com o público, sorriso e ousadia. É seu momento de “tocar o f...” e brincar de dançar, sem medo de brilhar e ser feliz. E tenho certeza que a platéia vai adorar!!!




Como diria meu marido "esse moleque tomou um chacoaio..."

16 agosto 2010

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Amando as bailarinas antigas


Olá meninas!

Eu não sei se essa é a sensação de todas as meninas que estudam e praticam dança do ventre, mas a impressão que tenho desde os primórdios é que as nossas colegas de profissão só passam a nos levar a sério quando dissertamos horrores sobre as bailarinas antigas.

Sohair Zaki, Fifi Abdo, Taheya Karioka, Azza Sharif, Najwa Fouad, Naima Akef, Samia Gamal, Lucy, Nadia Gamal, Nelly... Se você não apregoar aos quatro cantos que as AMA LOUCAMENTE, você pode estar fora do contexto, e, principalmente, fora da rodinha.

Daí você pode pensar: Ih... danou-se, não consigo ver graça na dança das antigas e não vejo nada que me aproveite naqueles vídeos preto e branco. Não se sinta diferente: você não é a única! Eu, também como você, já achei tudo uma grande chatice, sem nada que se aproveitasse. Mas se Deus mora no simples e o diabo mora nos detalhes, talvez não seja de todo mal sentar na frente da TV ou do computador e perder (ou ganhar, e muito!) alguns minutinhos com essas bailarinas antigas.

Hoje eu amo as antigas, sou fanzoca mesmo e quando eu crescer eu quero ser a Fifi Abdo. Mas a mudança de opinião foi um processo lento e gradual. Vou dividir com vocês aqui minhas anotações e minhas impressões do que estudar em cada uma dessas bailarinas.


Sohair Zaki - a unanimidade.



Eu sempre achei a Sohair Zaki muito monotemática com aquele shimmie que leva seu nome. Ela fazia dois ou três movimentos diferentes e depois voltava para o tal do shimmie Sohair, era até meio que um ciclo vicioso. Falando em expressão, a impressão nítida que eu tenho é que Sohair dançava em outro plano, mas isso não era uma boa coisa não, pelo contrário. Não gosto de bailarinas que dançam para o universo ao invés de dançar para o público que as assiste.

 Vale a pena estudar a Sohair Zaki pela sua calma e leveza, sutileza nas trocas e leitura musical impecável. Ela nos ensina que a dança executada de forma lenta e introspectiva também pode ser muito bonita. Sohair vai lhe ensinar a usar os redondos de diversos tamanhos como instrumento de leitura musical, quase como se fossem acentos.

Naima Akef - a clássica (e minha favorita)



Você acha que só a Saida é quem dá chutes altos "oriundos" do ballet clássico? Nada disso meu bem! Naima Akef já fazia isso a 50 anos atrás! Arabesques e chutes altos eram a assinatura dela - o ballet clássico exercia uma forte influência sobre sua dança. Se a Azza Sharif é a rainha do twist, a Naima Akef é a rainha do oito para trás - ela nos ensina soluções belíssimas com esse movimento. O grande legado da Naima Akef para nós é a elegância nos deslocamentos.

Aliás, se eu tenho um protesto a fazer é esse: no vídeo da Lulu "Dominando as clássicas", ela praticamente IGNOROU  a Naima Akef, o que, para mim, tiete, é imperdoável!!!

Samia Gamal - a feminina


Essa foto não tem todo um glamour Marilin Monroe feelings?


Ah, essa daqui todo mundo é craque, já foi tema do Mercado Persa e tudo! Pra falar a verdade, a Samia Gamal foi a mais difícil para me acostumar - no começo eu não conseguia achar NADA bom. Mas se os braços são a moldura da dança, Samia Gamal tem MUITO a nos ensinar. Observe-a dançando: na maioria das vezes executando oito pra cima e movimentando os braços - mãos e pulsos EXATAMENTE no compasso da música. Essa é sua impressão digital na dança: movimentos muito pequenos contrastando com braços executando movimentos grandes. E que sensualidade, Jesus! Quem persegue a exata mistura de graça e sensualidade, tem muito a aprender com Samia Gamal.

Semana que vem tem mais: Azza Sharif, Nadia Gamal e Lucy - porque uma pitadinha de pimenta não faz mal a ninguém!!!

Beijos a todas
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[OFF TOPIC] Sessão Pipoca: Sempre ao seu lado

Olá habibas!

É muito difícil eu utilizar este espaço aqui para falar de filmes, mas esse que assisti ontem realmente merece um destaque.

Sempre ao seu lado (Hachiko - A dog´s history/2009) conta a história do professor de música Parker (Richard Gere) e sua especial relação com Hachi, um cachorro da raça Akita que ele achou ainda filhote em uma estação de trem.

O filme é realmente fantástico, só vou dar a dica, não vou escrever mais nada. Eu não fui criada com bichos de estimação, então pra mim não faz a menor falta. Meu marido a vida inteira teve cachorros, moooorre de saudade e me pede todos os dias para ter um bichinho em casa. O que posso dizer a vocês é que depois de assistir a esse filme, finalmente eu irei atendê-lo.

Quem assistiu conta pra gente o que achou!!!

Beijos e uma ótima semana.

14 agosto 2010

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Roupa nova de presente!!!

Olá habibas!!!

Chegou o grande dia!

O aniversário de 2 aninhos do blog! Parabéns a você! Nesta data querida!!!



Como vocês podem ver, o endereço do blog mudou para:

www.amarelbinnaz.com.br

Para comemorar o aniversário nada melhor do que? Roupa novinha em folha, exclusiva e, principalmente, minha cara!!!!!!!! Ahahah...

Vocês já devem ter notado nas últimas semanas uns bloquinhos de "Anuncie Aqui" pelo blog. É isso mesmo, agora o blog terá espaço para anunciantes que queiram divulgar seus produtos aqui no nosso cantinho.

Então, se você é professora, artesã, empreendedora e quer ver seu produto anunciado aqui, me mande um e-mail no amarelbinnaz@zipmail.com.br.

Espero que gostem da roupa nova e da nossa casa! Tudo é planejado com o maior carinho para vocês!

Beijo grande
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To be or not to be: Petite Jamila

Esse batom tá errado... muito errado...
Olá habibas...

Este post foi inspirado no post do blog da Suheil sobre as BDSS no Brasil, onde ela cita a bailarina Petite Jamila.

É o tipo de bailarina que você assiste e pensa: "Ser ou não ser, eis a questão". Totalmente profundo e hamletiano.

O nome dela não é por acaso - ela escolheu o nome "Petite" porque sua mãe, Jamila Rasa foi também bellydancer com um nome respeitado no estado do Alabama, sua terra natal. Tipo eu e minha mãe: ela é Vera, eu sou a Verinha, sacou? A mãe dela é "Jamila", e ela então é "Petite Jamila".  Diz sua biografia que ela começou os estudos na infancia com sua mãe, aos 15 anos ela já era bailarina profissional, e aos 17 já tinha 2 DVDs didáticos no mercado (totalmente Isis Mahasin feelings!).


É o que eu sempre digo: maquiagem é TUDO na vida da gente!!!

 
Aos 21 anos passou a integrar as Bellydance Superstars, onde está há 6 anos. É a "dona do véu" da companhia, sem perspectiva nenhuma de ninguém lhe tomar o título, já que ela é um talento nato neste instrumento.



Assumiu o estilo "modernets" e é Deus no céu e Hakim na terra bem ao lado de Miles Copeland.

E a dança do ventre da menina?

Bem....





Não vou gongar "tuto" logo de cara, mas é visível claramente que esta moça se tornou dependente de ter algo nas mãos para dançar. No último vídeo, observe que ela movimenta as mãos e os braços como se estivesse com os snujs e fica muito feio cenicamente.

Por que a dúvida entre "ser ou não ser"?

Porque "Ser" - O talento da Petite Jamila para os véus, e o equilíbrio com os giros contínuos é realmente um diferencial, e deve ser perseguido por todas as bailarinas que querem ter um elemento explosivo em seu repertório! Ela literalmente é um estouro.

Porque "Não ser" - Porque falta o "sentir a música", falta muito de fluidez e leitura musical, e falta mais ainda gosto para os figurinos.

Vou dizer a verdade a vocês: eu a acho um talento. O que faltou nela eu acho que foi um coach mais "raks sharki" do que "bellydance". Se ela ficasse no Brasil uns seis meses sendo treinada por Lulu, por Brigitte Bacha, por Carlla Sillveira, de forma intensiva tipo lavagem cerebral mesmo, quando terminado o treinamento O MUNDO IA TREMER com a dança dessa moça. Imagine uma dança muitíssimo bem executada, com o talento que essa moça tem para os véus? Porcocane!!! Tudo o que faltou foi boa orientação, porque talento ela tem de sobra.

Vou terminar com uma perfomance dela com uma harpista que eu acho muito bonita, e o véu tem toda uma coisa "homenagem ao Brasil" feelings.


E vocês, o que acham?

Beijos

12 agosto 2010

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Está chegando o dia do lançamento!


Olá meninas!

Tá chegando! Dia 26/09/2010 é o lançamento da Revista Shimmie.

Estou muito, muito feliz de participar deste projeto porque é um dos grandes passos para que a Dança do Ventre seja vista de uma forma diferente, tanto para bailarinas quanto para pessoas de fora do meio.
Esqueça todas as revistas que estão no mercado. Esqueça o formato de mega classificados. Pense numa revista para dança do ventre que você também poderá deixar na sala da sua casa para mostrar às visitas a sua arte ou até mesmo na sala de espera em seu trabalho. A Revista Shimmie quis assumir um papel, e esse papel é FAZER PARTE da vida da bailarina. Então são 64 páginas em material de altíssima qualidade.



Somos ao todo 20 colunistas, e mais 5 colaboradores de peso na primeira edição. O mais legal é que TODOS os profissionais têm mais a oferecer do que "só" a dança e suas particularidades. São engenheiros, economistas, tradutores, psicólogos, atores, estilistas, todos também apaixonados por dança oriental e escolhidos a dedo para informar VOCÊ!

A bailarina é antes de tudo uma mulher, uma artista, e a Shimmie vai atender também a essa mulher cheia de necessidades por trás da arte.

Eu quero convidar você professora, bailarina, você que desenvolve produtos para dança do ventre, você que oferece serviços especiais para a mulher para também participar deste projeto: vem anunciar na Shimmie.

E também quero convidar você habiba leitora, a ser uma assinante da Shimmie! Tenho CERTEZA que você irá adorar! A assinatura pode ser paga com cartão de crédito direto na loja virtual da Shimmie.

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Beijos

10 agosto 2010

5

Avalia + Ação: o papel da professora e da aluna


Olá habibas queridas cheirosas!!!

Cheguei ontem da minha avaliação com a profe, com a certeza de que:

1. Eu sou uma bosta
2. Eu sou uma bosta muito grande.

O fato é o seguinte: eu simplesmente não me preparei. Depois de quase 2 anos longe da sala de aula, perdi a mão em ser a parte da "ação" nas avaliações. Fiquei um tempão escolhendo músicas - eu queria dançar Ana Bastanak, mas não achei na internet a versão que queria - achei com orquestra, achei a do Samir Seroor, mas a que o povo dança pra caramba não achei (depois descobri que tá num dos meus CDs, shame on me que não escuto minhas coisas). Resolvi dançar Aziza, uma velha conhecida da cartola, mas com véu, que não é, ABSOLUTAMENTE, minha especialidade. Resultado - minha criatividade estava direcionada para os passos sem véu, eu não consegui encaixar os movimentos do véu na música, e não consegui desempenhar a proposta. Resumindo: o que você já leu lá em cima.

Mas daí eu ví um comentário nos meus e-mails um novo comentário para meu vídeo dançando Lissah Fakir, e vi que talvez eu não seja uma bosta tão grande assim, eu só não tinha feito minha parte no "negócio". Que negócio?

Vamos lá:

Avaliação - Avalia + ação. Duas palavras, duas obrigações, duas contrapartidas.

O papel da professora é daquela que avalia, que também orienta, que também prepara, que observa, que motiva, enfim.

O papel da aluna é: tomar a ação. Uma ordem dinâmica, ou seja, não dá pra ser bem sucedido parado. Tem que levantar o bumbum da cadeira e FAZER acontecer.

Mas levei algumas dicas da experiência:

1. Não deixe de se preparar com antecedência. Leve a sério como você levaria uma prova na faculdade: estude antes, anote os passos, "tique" o que você conseguiu encaixar na música, o que falta, faça um balanço do que você pode fazer com o seu repertório pessoal e o que será cobrado na avaliação.

2. Para "forçar" sua preparação, jamais escolha músicas que já estão no seu repertório antigo. Inicie um processo também com a música. Uma música conhecida vai lhe trazer a lembrança dos passos que você já está acostumada a fazer, e vai tolher sua criatividade no que diz respeito à matéria a ser avaliada.

3. O traje. Essa é uma parte importante. Seja uma "bailarina" no momento da avaliação, portanto, montagem completa. Maquiagem, bijou, roupitcha, TUDO. Mesmo que seja só para suas amigas de aula e para a prô, mas a preparação para a entrada em cena também faz parte do aprendizado - desabrochar a "personagem" que irá entrar em cena.

3. Se não deu nada certo na sua preparação, e ainda assim você quer fazer a avaliação, não caia na armadilha da música requentada - deixe sua profe escolher uma música aleatóriamente e desenvolva o improviso. Sei que tem muita gente que vai dizer que é isto é uma heresia, mas percebi que minhas colegas que dançaram sem ter escolhido a música desenvolveram muito melhor que nós que escolhemos, porque elas se permitiam "ouvir" a música. Quando temos a música "na manga" vocês percebem que a gente nem escuta a música direito, ela está muito mais na nossa mente do que "no ambiente"? Então. Improvise menina!!

4. Esteja segura.
"Não importa se você estiver falando a maior bobagem do universo, mas fale como se estivesse dissertando sobre algo que você entende muitíssimo" (minha chefe, ahahahah).
Foi o item mais cobrado, mas Aninha falou uma coisa que eu tenho que concordar: se você errou todos os passos, se não conseguiu fazer nada, mas você manteve a postura segura, alguém há de achar que você arrasou. Agora você erra tudo e ainda olha para o público com uma cara de "Desculpa, foi mal", as pessoas vão perceber também seus erros.

O meu maior conselho é em relação à preparação mesmo - não deixe de se preparar e de surpreender a pró. Ser coberta de elogios é o melhor da festa!!!

** Pra quem gosta de ter muita coisa (leia-se 5466389866565 músicas) - segue o link para download de:

Samir Seroor - Ana Bastanak

É bem diferente da versão que você está acostumada a ouvir, muito legal.

Beijos...

08 agosto 2010

2

Você já trabalhou em um evento de dança?


Olá meninas!

Já viu aquele quebra cabeças com 5000 peças? Cada imagem desconexa que você só consegue linkar ao todo quando já montou mais ou menos umas 1000 peças? Então. Um evento de dança do ventre é mais ou menos assim.

Tudo começa com a idealização do projeto, passa pelo aluguel da locação, desenvolvimento da programação, conseguir parcerias, vender stands, angariar inscrições, contratar (ou convencer a dançar "na amizade") profissionais que chamem inscrições para seu evento, enfim. É uma complexa engrenagem.

E além disso tudo, é preciso recrutar colaboradores porque também não dá pra fazer tudo sozinha né?

Não sei como fazem em outros estados, mas basicamente, aqui em São Paulo, as organizadoras de eventos fazem troca com as colaboradoras - elas trabalham no evento por 7 horas em troca de um workshop de 4 horas. Se você tiver um grupo grande, poderá usufruir também do privilégio de dançar entre os horários das 15 às 18 horas, considerado o "horário nobre" dos eventos de dança.

Vou contar a minha experiência: eu trabalhei no evento Mostra Cultural em 2005, 2008,2009 e irei em trabalhar novamente em 2010.

Qual é o lado legal da experiência?

1. Você conhece muita gente. Mas muita gente mesmo. E se você for uma pessoa comunicativa pode conseguir muitos contatos que no futuro podem render parcerias valiosas.
2. Você aprende sobre os bastidores, e isso servirá de experiência quando você for montar um evento de qualquer natureza para suas alunas.
3. Você aprende que as grandes escolas não são o foco para seu trabalho de divulgação, simplesmente porque elas não vão à maioria dos eventos. E que mesmo a escola com 3 aluninhas deve ser valorizada.
4. Observa o relacionamento professora-aluna em seu momento mais crítico que é a apresentação pra um público que reúne OUTRAS PROFESSORAS, e isso poderá te ajudar a decidir quando mudar de profe, por exemplo,
5. Principalmente, e acima de tudo: você vê o VERDADEIRO EU de várias pecinhas dentro da dança, e isso vale mais do que mil palavras...

Qual é o lado ruim da experiência?

Não vou dizer como lado ruim, mas vou dar um conselho: jamais seja boazinha demais com a organizadora do evento, porque você pode acabar arrumando palco e chamando bailarinas no camarim (a esta tarefa leia-se implorar para que terminem de se arrumar logo) por anos a fio, como é meu caso, e vê outras colaboradoras, alunas da organizadora, sentadinhas "ajudando" os jurados com as notas dos concursos - um serviço ultra pesado néam.

Ahahah, sem mágoas hein!!! Mas decidi que este é meu último ano trabalhando em evento. Pelo menos neste. OHHHHH!!

Enfim...

No final das contas, o resultado é bom. Você aprende muito mesmo, e estabelece bons contatos, o que, pra mim, é o maior benefício de todos.

Alguém aí tem uma experiência pra contar?

Beijos

06 agosto 2010

1

Mais um dia dos pais

Oi meninas...

Chamam as datas comemorativas de dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados, natal e tudo o mais de datas essencialmente comerciais, e eu também acredito que elas são isso mesmo. Mas desde pequenos somos condicionados a comemorar estas datas, então, vamos a mais um dia dos pais...

Já que eu não posso abraçar e beijar meu velhinho,
Já que ele só vive na minha lembrança e em meu coração, resolvi prestar uma homenagem.

Quando eu nasci, meu pai tinha 45 anos. Minha mãe dizia que ele me segurava e andava de um lado de outro dentro de casa repetindo "Nossa, quando minha filha tiver 15 anos de idade, eu terei 60". Era uma preocupação constante dele o fato de que nosso tempo juntos seria curto...

Vivi o maior problema da vida do meu pai que foi o alcolismo. Não tenho vergonha nenhuma de dizer que ia buscá-lo nos bares, apartava briga de bêbados, até me joguei na frente do carro uma vez para que ele não saísse embriagado dirigindo.

E eu nunca o amei menos por isso.

Meu velho parou de beber em 1999, depois de um esporro histórico dado pela saudosa vó Luisa - só mesmo a mãe dele para fazê-lo cair em si.

Daí então veio a melhor parte.

Vivíamos em casa eu, ele e minha mãe. Ah, que vida boa! A gente ria demais. Meu pai gostava de falar mal da vida alheia, e eu o apelidei de "Dona Maricotinha". É claro que tínhamos dias ruins, mas os dias bons faziam tudo valer a pena. O tempo foi passando, minha irmã veio morar perto da gente. Aí é que ficou bom! Meu velho perto dos netinhos era feliz demais.

Teve um dia que a gente ria, mas ria tanto que até doía. Minha irmã dizia "nossa, a gente tá rindo muito, acho que a gente vai chorar muito".

Ela tinha razão.

Papai do céu precisou de um anjo especial e chamou o véio Seu Moreira pra ir morar com ele lá pras bandas do céu. E embora meu coração esteja despedaçado aqui na terra, sei que o plano de Deus foi melhor.
******************************************************************************

Mas meu papo é com você habiba!

Vai lá no seu pai AGORA! Corre!
Abraça ele, beija ele! Diz que você o ama e que ele é o homem mais importante da sua vida!
Diz que ele é um presente que Deus deixou na terra pra você, e que você tem o maior orgulho de ser filha dele.

Vai lá, corre!
O tempo é agora!

Façam isso por mim! Eu daria tudo que eu tenho, e tudo que eu sou por só mais um momento!

Feliz dia dos pais.

Beijos

05 agosto 2010

7

Precisa-se de bailarina ARTISTA!!


"Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era,
Para cantar nada era longe, e tudo tão bom,
Era estrada de terra, era boléia de caminhão, é assim

Com a roupa encharcada e alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será
Cantando me desfaço e não me canso de viver, nem de cantar!"
(Milton Nascimento - Nos bailes da vida)

Essa poesia tem TUDO a ver com nosso dia-a-dia de bailarinas, porque somos ARTISTAS, antes e acima de tudo. Nossa missão é ENCANTAR as pessoas, trazer ALEGRIA, dar ao nosso público um momento de fuga de sua realidade tão difícil e transportá-los a um mundo mágico onde tudo é lindo e perfeito.

E isso amigas, não é só técnica.

Estamos passando por um momento em dança do ventre, onde o mais importante é estar correto e assumir um estilo, seja ele egípcio, ou libanês, ou argentino, ou da casa de chá. Existem muitas preocupações em nossa dança: ela tem que ser fluida, tem que ter leitura percussiva impecável, tem que prestar homenagem ao ballet clássico, tem que usar véu, tem que dar tapinha da Saida, tem que ter chute, e é tanta coisa pra se lembrar que com tanto pré requisito, não dá pra lembrar que a dança tem que ter "ALMA" também. É aí habibas que nos furtamos ser ARTISTAS.



Esta dança da Lulu me marcou justamente pelo que citei acima. É uma dança muito bonita. Não dá pra canetar nada: fluidez, correção nos passos, presença cênica, figurino impecável. A impressão que me dá é que ela se perdeu em seu "excesso de correção", e esqueceu do seu toque de fada que é justamente a intensidade, a expressão.



Esta é outra bailarina que estudo única e exclusivamente pela correção dos passos, mas se tem alguém para quem a Malak dança, esse alguém é ela mesma. Observem no vídeo que em DIVERSAS VEZES ela olha para o espelho. Acaba sendo uma dança que você olha, acha lindo, aplaude e quando pisa fora do espaço já não se lembra mais.

Acredito que é por isso que amamos tanto a Fifi Abdo. Fifi é artista, e seu compromisso é com o entretenimento. Como é lindo ver isso. É pura doação ao seu público, uma verdadeira aula de expressão do artista. Há quem diga que é "muito" e é "exagerado", mas isso é uma característica do seu povo! A dança de Fifi nos marca, e a gente sai pensando "puxa vida, como é bacana essa dança".

De verdade? É assim que eu quero ser quando crescer!



Beijos

04 agosto 2010

6

Música Brasileira

Olá meninas!!!

(Depois da polêmica do rebolation...)

Vocês aí que nasceram depois de 1987... alguém conhece a música "Bandolins", de Oswaldo Montenegro? E a música "Sonho de Ícaro" do Biafra? Alguém já prestou atenção na intensidade da música "Universo do teu corpo" do Taiguara ou "Êxtase" do Guilherme Arantes? Eu poderia ficar a manhã inteira aqui citando as mais diversas músicas que tocam meu coração, tais como "Sapato Velho" do Roupa Nova, ou "Porto Solidão" do Jessé, verdadeiros hinos da música brasileira.

É fato que todos os artistas aí em cima (exceção feita ao Roupa Nova que se reinventou num show histórico cujo DVD tá aí no topo das paradas) não desfrutam do sucesso no qual se banha Claudia Leitte, por exemplo (credo!).

Isto por que? Porque esses artistas eram, em sua maioria, ARTISTAS. Poetas e compositores. Pouco importava a "plástica" - o que fazia sucesso mesmo era a poesia:

"... Valsando como valsa uma criança,
Que entra na roda e a noite tá no fim,
Ela valsando ao som da madrugada
Se julgando amada ao som dos Bandolins"

E é um repertório pouco explorado também pelas bailarinas de dança do ventre. Gente, alow!!!!!!!! São músicas belíssimas, de muita intensidade, ávidas por uma interpretação bacana. Alguns instrumentos que são utilizados com mais frequencia na música brasileira também nos levam à leitura musical árabe, tais como o cavaquinho, o atabaque, o pandeiro... E tem uma vantagem FANTÁSTICA: a gente sabe do que o cantor está falando. O que vc está esperando? Se joga!

O tema foi escolhido hoje porque eu estou aqui EMOCIONADA com a interpretação de Luciana Arruda para a música "Dona do dom" de Maria Betânia:



Não vou falar NADA, achei perfeito, elegante, profundo... tô emocionada, de verdade!!

Beijos

02 agosto 2010

4

Mês de aniversário: Muito pra celebrar!!


Olá habibas!!!

Este é o mês de aniversário do Amar el Binnaz - dia 14/08/2010 meu bebê faz 2 aninhos!!!

O blog começou com o intento de ser um canal de comunicação com minhas alunas do Galpão 21. Havia muitas dúvidas, principalmente em relação às bailarinas, quem dançava bem, quem não dançava, quais eram as músicas da moda, o que havia de novidade em maquiagem, enfim... E então comecei a postar.  Primeiro sobre a música de trabalho, depois alguns posts sobre maquiagem, e posts sobre dança... devagar, devagar...

No começo era uma conversa tipo eu comigo mesma, pois começar um blog na internet é quase como falar sozinho: ninguém te conhece, nunca te viu, e mamãe ensinou a não conversar com estranhos, certo? Pois é... Mas à medida que eu comentava nos meus blogs preferidos, as donas dos blogs começaram também a me conhecer, e essa troca de idéias persiste até hoje.

Nunca consegui muito bem separar meu lado tiete do lado "belly-jornalista-comentarista". Então vibrava quando vinha alguém "famoso" comentar no meu blog - primeiro a Luciana Arruda, já há muito tempo na batalha com o site "A Bailarina", a Luana Mello, a Lory com aquele multiply absurdo que eu faço meu "chupa cabra" há anos, a Roberta Salgueiro (tres chic!!!), a Elaine do Ventre Vida, minha querida profe Shaide Halim, a Maíra Magno, a Suheil, a Rhazi... e minha BLOG ídola maior de todas de todos os tempos, a musa inspiradora deste blog: a Zahara (que eu não vou falar quem é, mas com certeza você se lembra de "Zahara no reino de Perversil"), eu ficava honradíssima e super empolgada para postar de novo e vê-las novamente por aqui!!

E as queridas amigas que sempre deram muito apoio, que se eu for citar nomes com certeza vou esquecer de um monte de gente - que sempre estão comentando nos posts!!

Nossa gente, nem em mil anos vou poder agradecer a vocês o quanto vocês me fazem bem!

Hoje são mais de 200 visitas diárias, 130 AMADOS seguidores, 300 posts, e ainda não falamos nem de 1/10 de todos os assuntos ligados à dança, ahahhah... O contador foi colocado em Fevereiro de 2010 e já contabiliza mais de 24.700 visitas!!! Todas as leitoras do Amar el Binnaz sintam-se abraçadas e beijadas fortemente!!!

E algumas mudanças vão ocorrer no blog nos próximos meses, fiquem ligados. A única coisa que posso adiantar é que o domínio já está na mão: o Amar el Binnaz será .com.br - www.amarelbinnaz.com.br eeeeitcha peeeeeeeeeeeega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu ainda não troquei o domínio do blog porque quero alterar o lay-out e acrescentar mais algumas surpresas, mas assim que o site estiver pronto, conto tudo e aviso!!!!!!!!!!



Um brinde à vocês que fazem deste blog muito mais especial!!!!

Beijos

01 agosto 2010

5

Bellydance Evolution - O novo espetáculo de Jillina

Se tem uma coisa que eu aprendi com a amada Luana Mello foi a urgência latente da dança do ventre se tornar uma séria opção de entretenimento para que haja uma real mudança de visão tanto do público de dança do ventre quanto das profissionais que estão envolvidas "no processo".

Acredito que uma grande parte do sucesso do grupo "Bellydance Superstars" foi o excesso de profissionalismo que cercou este projeto. O povo pode canetar a dança e a técnica à vontade, mas ninguém, absolutamente ninguém pode falar um "A" da produção do espetáculo. E uma das grandes responsáveis por isso tudo é a Jillina.

Tivemos uma "palhinha" do seu novo projeto aqui no blog quando nos permitimos torcer pra caramba pra Suheil (lembram desse post?) participar do show Bellydance Evolution, mas ainda não dava pra ter uma idéia de qual seria o objetivo da Jillina com essa competição de dança. Nos últimos dias estive curiosa pra saber "que fim deu" o Bellydance Evolution e tive uma grata surpresa.


Perséfone

A idéia da Jillina era reunir talentos através de uma competição para desenvolver um show temático com a proposta de "evolução". Ela não poderia ser mais feliz na escolha do tema: O mito de Hades e Perséfone - mitologia grega é TUUUUUDO na vida gente! Tudo desenvolvido com muito cuidado: escolheu muito bem as bailarinas, seu marido Paul Dinletir (que eu não sabia, mas é um compositor famoso no meio dos games, antes de sonharmos com Entrance of the Stars no palco, os gamemaníacos já a conheciam muito bem do jogo Age of Empires) fez a trilha sonora todinha, mas faltava o toque masculino no show, afinal, de todas aquelas figuras andróginas que estavam no Olimpo ela teria de representar a mais máscula de todas que era Hades. Daí ela resolveu escolher ao invés de dança árabe, dança do leste europeu!



Foi a cereja no bolo gente!

Obviamente não faltou nada: raks sharki, tribal fusion, bollywood, dança tahitiana, e, claro, os "Georgians dancers". Fora aquele solo interminável de derbak para a Jillina mostrar suas habilidades com o tremido. E, uma surpresa: Jillina dançou Tanoura.


(Eu queria uma foto com a saia aberta mas não achei!!)

Eu achei os vídeos lindíssimos, certamente teremos o DVD depois, mas do que pude ver, é fantástico. Muito profissional. E como vende!! A troupe Bellydance Evolution já se apresentou em LA (que é o reduto da Jillina), Nova York (porque é a capital mundial do showbiz), Europa, Ásia e babem: no Marrocos!

Abaixo os 4 primeiros vídeos postados pela produção do Bellydance Evolution mostrando o processo de criação do show:












Só para colocar lenha na fogueira: quem ficou de Artistic Director das Superstars foi a Sonia. O que esperar?

Beijos
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