14 abril 2010

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Pelo que se paga em um workshop? Pelo nome ou pelo conteúdo?

Olá habibas...

Na minha pesquisa pelos vídeos do Mercado Persa me deparei com o vídeo da apresentação da Tamallyn Dallal, e passei a me perguntar: pelo que se paga em um workshop de uma bailarina internacional? Pelo nome ou pelo conteúdo?

É certo que depois de um workshop desse nível - principalmente depois dos eventos da Luxor, ou de algum outro nome estrelado, egípcio ou não - CHOVE, mas CHOVE MESMO de atualizações de fotos no Orkut, de alguém com o determinado mestre ou mestra. O currículo é automaticamente atualizado: "Já fez workshops com a fulana do Egito, a ciclana dos Estados Unidos, a beltrana da Argentina...", e isso invoca um ar de seriedade e respeito. Mas você já parou para avaliar o que aquela experiência lhe ofereceu?

No primeiro workshop ministrado pela Randa no Brasil, ainda no finado Harém Itu da Lulu Sabongi, ouvi 100% de aprovação. Sua obcessão pelos deslocamentos, braços muitíssimo alongados, pelo tremido perfeito, tudo isso encantou quem pagou CARÍSSIMO naquela época, e certamente deve ter dado aquela gostosa sensação de valeu a pena. Nas demais aparições dela por aqui já não se coleta 100% de aprovação, mas quando ela sobe no palco, é previsível que ela ainda encha muuuuuitas salas de aula por aqui.  (God save our precious queen, long live our noble queen, God save the Queen).


Putz, a roupa marcou a (falta de) calcinha meeeu!!!

Isto porque a sua dança apresenta um DIFERENCIAL para nós, que pode ser o "ziriguidum egípcio", pode ser o tremido de arrasar, pode ser a leitura musical perfeita, enfim... muitas variáveis. A mesma coisa eu diria, por exemplo, da Saida e da Aziza (canadense). Pode ser que você ache o workshop lixo, mas quando as bailarinas sobem ao palco e executam o que sabem fazer com perfeição, é possível que você pense "mas ela pode estar num dia ruim, ano que vem ela pode estar melhor, vou tentar de novo... "

Eu sou fã da Tamallyn Dallal, há algum tempo já, porque sou obcecada por leveza e delicadeza, e certamente ela é uma bailarina que tem essa marca forte em sua dança. Mas observando a dança dela no Mercado Persa, pensei: a não ser que ela tenha mostrado algo de ultra-mega extraordinário absurdo em sala de aula, o que, sinceramente, não acredito, tudo o que ela mostra no palco está disponível no DVD "Bellydance secrets with passion - Tamallyn Dallal" - (aliás, que titulozinho clichê hein, good Lord!!). Se você analisar friamente o vídeo da apresentação e esquecesse o "peso da faixa", você pagaria caro para fazer aula com ela?



Meu conselho para você, habiba, é: VALORIZE SEU DINHEIRO. Mais importante do que a fotim no Orkut ao lado da bailarina "international star", é a formação, o conteúdo que ela vai agregar na sua vida e na sua dança. E as bailarinas brasileiras tem isso de MOOOONTE para te oferecer, por um preço menor, com certeza!!

Um beijo

6 comentários:

  1. Baby, tô numa fase que não faço workshop com ninguém. O único que me mobilizou muito ultimamente foi o da Nour (RUS) que vai ter no RJ. Fora isso, tenho achado tudo tão caro e tão clichê que não tem me empolgado, não.
    Respondendo a sua pergunta, as vezes faço o work pela bailarina. Tipo, faria o da Nour independente do tema. As vezes, faço pelo conteúdo, não sou adepta do estilo da Jade, mas já fiz work com ela pq o tema era Oum Khalsoum.
    Enfim... depende de cada caso.
    Certamente não pagaria pra fazer workshop com a Tammalyn. Com a Randa, acho tb que não. Mas pq já soube de vários relatos da pessoa grosseira e desinteressada que ela é como professora e eu realmente não preciso disso.

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  2. Pelo que eu vejo em video? Faria com a Tamallyn, sem susto, mas a Randa não veria um unico centavo do meu dinheirinho. Mas não mesmooooooooo!

    Acontece que muita gente não faz pelo nome, nem pelo conteudo, faz é pra ter mais um certificado acumulado, pra dizer como ela fez tudo quando é workshop internacional. Tem gente, aliás, que vive de works, não faz aula regular pra ter $$ pra não perder os cursos da gringolândia.

    E isso serve pra que? Só pra curriculo, pq dezenas dessas que fazem tudo o que aparece na vida são aquelas que fazem meia hora de aula e depois se jogam no chão na sala pq não conseguem acompanhar nada. Mas, o que importa, né? No fim da aula faz a foto com a teacher e posta no orkut! rsrsrs

    Très Bizarre!

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  3. Também acho que devemos ser criteriosos com o que fazemos, as vezes, pagamos e é um investimento nulo... pois não aproveitamos nada daquilo que esperávamos aproveitar.

    Nossas bailarinas brasileiras são muito boas e tem muito a oferecer a gente... às vezes vale até mais a pena, não desmerecendo o trabalho das internacionais... eu mesmo sou uma que quando vem alguém que eu gosto muito, bato ponto lá e aproveito cada momento com elas.

    Esse ano eu optei por reduzir o investimento em works e em vez disso fazer aulas particulares com quem curto, acho que o rendimento é bem maior e o preço praticamente se iguala ao que pagamos em um work, porém o trabalho é voltado especialmente para vc!

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  4. Verinha, acho que o melhor conselho é este mesmo que você deu: VALORIZE SEU DINHEIRO.
    Quanto você demora para ganhar aquilo que paga em duas horas de work?
    Se a pessoa tem sobrando e torra em tudo e qualquer, então beleza, que seja feliz com seu estilo de vida, mas não é o caso da maioria das bellys, não é mesmo? Comer pedregulho para arrotar diamante é um preço alto a se pagar, literalmente.
    Concordo com a colocação da Sha, quando afirma "que muita gente não faz pelo nome, nem pelo conteudo, faz é pra ter mais um certificado acumulado, pra dizer como ela fez tudo quando é workshop internacional" e acho isso uma pobreza.
    Sou fã de algumas bailarinas e certamente me sentiria tendenciosa a fazer um work delas, mas sempre analiso nome, experiência sobre o tema, valor, local de realização, quantidade de participantes e todos os fatores relevantes para a realização do work.
    Já deixei de fazer work da Soraia pq era caro e o tema não me agradava, e da Dina pq não tinha tema definido e eu ia me acotovelar com outras 50 bailarinas para aprender algo.
    Acho, por exemplo, que a diferença entre um work da Randa no antigo Harém de Itu (da Lulu) e no Luxor é justamente o que cada aluna vai absorver, no primeiro haverá uma aula, no segundo uma porção de pessoas imitando uma bailarina no palco, eu passo.
    O único work internacional que eu fiz foi com o Gamal e valeu muito a pena cada centavo aplicado, tanto que voltei para mais um e estou agora lutando contra o ímpeto de investir mais R$ 250 no próximo work dele, tema Om Koultum, fala sério, vai ser duro resistir.
    Enfim, é isso, falei demais pra variar, hehehe.

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  5. Em 80% dos casos, acredito, pelo nome. E quem produz esse works, sabe disso. É um baita filão de mercado.

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  6. Eu fiz quase todos os works do MP -Perdi o da Michele, saí no da Samira, pois não danço dança cigana, e no último que era da Esmeralda desencanei pq não aguentava mais.
    Fiz mesmo pq há um bom tempo eu estava sem fazer work nenhum, fazia umas aulas ali e aqui e nada mais, sentia que estava precisando dar uma renovada. E a grade de professoras era bem legal, achei que num geral valeu muito a pena.
    Gosto muito da Tamalyn dançando, mas em aula... sinceramente me decpcionei. Não me familiarizo com o estilo de aula "siga o mestre".
    Ok! Não foi um WORK, foi um aulão, ainda assim, o formato não me agradou e não me acresecentou quase nada.
    Fique com muita vontade de Fazer o da Nour (Rio Orient), mas pelo preço que está, não é um investimento válido pra mim, eu não terei esse dinheiro de volta com shows e aulas. Então, fico na vontade.
    Quanto a Randa, naõ compactuo com o "ziriguidum" egípcio. Não é minha cara, sabe... Logo, não invisto um centavo em cursos com egípicias, se o tema for NOVIDADES DO EGITO pode me esquecer que num passo nem na porta! ahuah
    Até pq se eu pagar uma grana e a prof. vier com papo de carão ou empinar o bumbum... eu vou ter um treco! rsrsrs
    BAUSES GIRLS!

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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