06 fevereiro 2010

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No palco com... Samara!!!

Olá habibas...

Hoje vocês vão poder conhecer algumas das opiniões da Samara, que respondeu o questionário do blog com 459852384123 perguntas.

Deixe eu me adiantar e dizer que sou TIETE DE CARTEIRINHA da Samy desde o ano de 2006 quando ela tinha um outro blog que tinha por premissa básica a sinceridade escancarada e cheia de humor. Tipassim: me apaixono loucamente por pessoas que, como eu, não tem medo de dizer a verdade! É uma pessoa inteligentíssima, tem um grande amor pela dança, e tem muito a nos ensinar. Eis algumas de suas respostas:


1.Você acredita que as fusões descaracterizam a forma como o público enxerga a dança do ventre?

Bão, eu acho que fusão de qualquer coisa com qualquer coisa precisa ser feita com muita seriedade. Precisa ter uma justificativa do ponto de vista cultural e um conhecimento REAL das danças envolvidas. Quando isso acontece, eu pago pau. Luana Mello é um bom exemplo de como se faz isso, porque o conhecimento dela de outras danças, quando ela faz fusão, vai muito além do “senso comum”.
Mas a verdade é que a maioria das coisas apresentadas como fusão é feita loucamente nas coxas, uma desculpa para figurinos esdrúxulos, vulgares e sem sentido. Para a escolha de qualquer música sem justificativa. Acho que fica desagradável de ver e só confunde um público que ainda não está formado, sim.


4.Qual a sua opinião sobre a “presença” e “influência” do ballet clássico na dança do ventre praticada hoje?

Acho inevitável que aconteça. Temos Mahmoud Reda e Farida Fahmy para marcar o que não pode ser ignorado, por mais que nos irritemos politicamente com eles. Não dá para fingir que não aconteceu.
Mas eu, particularmente, gosto de dançar e ver dança dentro do estilo mais “baladi” possível, pé no chão e quadrilzão. Questão de opinião puramente pessoal.
Até gosto de performances “balezísticas” quando bem executadas, mas só para olhar. Exigem conhecimento, força, agilidade, treino e muito cuidado para evitar lesões.


20.Você, enquanto aluna, cobra um feedback de sua professora regularmente? Justifique.

Tenho muita pena das pobres das minhas professoras. Karina Iman costumava dizer (brincando, claro, porque ela é de um humor, paciência e gentileza fenomenais) que eu sou a aluna mais chata que já passou pela sala dela.
Eu pergunto, eu reclamo, eu critico as musas delas, eu trago informação nova e questiono, eu levanto e dou uma banda se acho que meu corpo não está em condições de realizar (quando eu acho que existe a possibilidade de lesão, por exemplo). Sou sempre polida ao fazer isso, acho fundamental.
Mas minha relação com a dança é muito séria (apesar de amadora, repito) pra deixar passar batido.


25.O que você considera inaceitável no figurino da bailarina?

Inaceitável, só vulgaridade. Pepeca/calcinha/peitinhos aparecendo só contribuem para piorar o status da dança como um todo. Chato, careta, mas é verdade, né. Só posso lamentar a revolta de quem acha que a situação de performance artística justifica partes íntimas na cara do público. (Sim, já vi. Sim, em teatro. Sim, discutiram comigo quando disse isso.)
Mas mau gosto também incomoda um bocado. Menos é mais, mesmo em dança do ventre. Isso vale tanto para cores (em especial, COMBINAÇÃO de cores), como para bordados e mesmo para brilho. (Sim, tenho Lua em Libra, algumas coisas me incomodam deveras.)  Taí a Nour para provar.


29.Você aceita críticas? Justifique sua resposta.

Claro. Senão não cresço nunca. Embora minha mais rigorosa crítica seja eu mesma.
Mas é obvio que fica mais fácil por não ser profissional. Talvez por isso mesmo essa seja minha opção.


30.Você acredita que marketing “de internet” – scrap no orkut, e-mail – traz resultado para a bailarina?

Traz. Principalmente quando é exagerado: causa um ódio intenso.
Mas, sem brincadeira, aqui em Porto Alegre a gente sabe de tudo pela Internet. Eu perderia muito evento se não fosse esse tipo de divulgação.
Só, que falando sério: não exagerem, que o efeito é reverso. Bom senso é TU-DA!


36.Qual seria seu conselho a uma aluna que parou de fazer aulas por solicitação do marido?

Acorda, criatura! O último homem que podia mandar em você era seu pai! E ainda assim até os 21.


45.Se tivesse a oportunidade de “ressuscitar” ou “trazer de volta à juventude” uma bailarina, qual seria? Por que?

Naima Akef. Porque o que temos dela é muito pouco, ela teria muito mais a ensinar. E te digo outra, seria vanguarda hoje em dia, estaria estudando tudo e misturando tudo. E bem.


 
Samara Leonel tem 37 anos, é de Porto Alegre (Deu pra tí, baixo astral - Vou pra Porto Alegre: Tchau!!), e faz questão de frisar que é AMANTE AMADORA da dança do ventre. Escreve o blog "Da dança além do corpo", não deixe de visitar!!
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Putz, tipassim, fiquei suuuuuuuper feliz de ver que não tem só eu no banquinho de torcida da Naima Akef!

Muito obrigada a Samy, não só pelas respostas do questionários, mas também pela participação nos comentários do blog, e pelo carinho com o Amar el Binnaz. 

Samy, vc é PHODA!!

Grande beijo.

4 comentários:

  1. oi lindona!!
    Só avisando que o Arabesque mudou de endereço ^^
    http://arabesqueando.blogspot.com/
    bjoone
    Ket

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  2. A Samy é demais!
    E tb tô na platéia da ressureição da Naima!

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  3. Hahahaha! No fim, só a desocupada aqui, que não conseguiu viajar pra praia é que acabou respondendo o trem todo...rsrs Eu e meu ego gigante!

    Demais é você fofa! É uma honra poder estar por aqui. Beijocas.

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  4. OPA! Gostei da idéia da entrevista! Fiquei tentada em responder, mas esse mundo não me pertence mais, entonces, vou ficar aqui só fuçando as respostas alheias! ^-^

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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