05 novembro 2009

1

Para onde vão?

Quando comecei a dançar, há quase 6 anos atrás, DVDs de Dança do Ventre eram raridade. O material mais acessível disponível eram VHS, e os meus, na maioria, eram comprados lá na loja do Tony por incríveis R$ 45. Ainda bem que aqueles tempos acabaram! Ahahah...


Mas, enfim, foi minha oportunidade de acesso às fitas “hit” da época que eram as vídeo aulas de Lulu Sabongi.

O que eu mais gostava nas fitas de Lulu eram as danças exibidas entre os blocos. Eu ficava muitas horas assistindo, e, dentro da minha rotina de estudos, sempre quis ser uma daquelas bailarinas que estavam nos vídeos da Lulu, às quais eu julgava serem do Olimpo da Dança do Ventre no Brasil.

Em seguida comecei a freqüentar o fórum KK, lar doce lar dos comentários de Jorge, Douglas e das bailarinas que dançavam na casa. ÓOOOOOOOHHHHHHH... eu poderia ter contato virtual com as tais deusas, que faziam comentários longuíssimos, e me lembro bem de um comentário de uma das bailarinas que dizia: “Então, como sou uma pessoa pública, blá, blá, blá, blá...”

Bom, deixando a KK pra lá, minha reflexão com vocês hoje é sobre a notoriedade dentro da dança do ventre. Veja bem, eu disse NOTORIEDADE, e não SUCESSO. Sucesso, como disse brilhantemente a Aisha Jalilah em seu blog “Dança corporativa”, sucesso quer dizer padrões pessoais, financeiros e de relacionamento acima da média. Existem muitas bailarinas por aí que são famosas, mas ainda têm que manter um ritmo frenético de aulas, workshops e shows para ter um salário aceitável. Isso está longe de ser sucesso. Isso é se acabar de dançar por valores irrisórios para ter uma vida, no mínimo, digna.

A chamada “Fama” em dança do ventre é tão ou mais efêmera do que em outros meios. Você discorda? Bem, pensando rápido, me diga o nome de 5 bailarinas que participaram dos vídeos de Lulu e não dançam na casa de chá hoje. Vê? Naquele momento elas eram “TV Fama”, mas quando não dá para se manter nos holofotes, o que fazer?

Bom, só para responder a pergunta das bailarinas, vou citar algumas que eu adoro e que nunca mais vi: Thais Bissoli, Shams, Vivi al Fatna, Zur Yazbek.

Acredito que o comportamento da bailarina durante o “seu momento” é primordial. Manter-se humilde (vamos combinar que se dizer uma “pessoa pública”, sem ter figurado nas páginas da revista, sei lá, Caras, é, no mínimo, pedante), saber recompensar o esforço de quem viaja kilômetros para vê-la dançar, respeitar o rico dinheirinho pago pelas alunas nos workshops que você irá ministrar, principalmente, fazer um show de qualidade e alto nível quando convidada de algum evento, ter empatia com outras bailarinas, saber fazer amizades, mais ainda, saber manter bons contatos, tudo isso é importante para manter a “chama da fama” acesa.

Meus exemplos de sucesso, são Carlla Sillveira e Michelli Nahid. Ambas são bailarinas excepcionais, dançam muito acima da média, ministram maravilhosos workshops e, principalmente, são umas queridas.

Isso sim é fazer parte do Olimpo da dança do ventre.

Um comentário:

  1. Adorei seu blog sobre essa paixão que nos encanta tanto! Visita meu blog, passoecontrapasso.blogspot.com

    ResponderExcluir

Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...