18 novembro 2009

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Método: ser ou não ser?

Olá habibas!!

Esta semana li no Bellyblog da Rayzel sobre a falta que lhe faz o método de ensino de dança do ventre, e me peguei questionando algumas coisas:
- Método de ensino é realmente imprescindível?
- Professora qualificada é só a que ensina através de método?
- O ensino através do método estimula a criatividade?
- Uma vez aprendendo através do método, é possível sair do "esquema"?

Primeiramente, o que se pode chamar de método?

Eu não saberia ao certo responder esta pergunta. Em uma modalidade de dança que não possui bases rígidas, e uma forma de ensino globalizada como o Ballet Clássico, tudo o que nomeiam como método nada mais é do que uma forma de ensinar que foi inventada por alguém e escrita em um livro, apostilas, DVD, whatever...

As escolas / professoras que conheço e ensinam através de método são: Luxor, Shiva Nataraj, Níjme, Michelli Nahid e Suheil.

Eu já estive nas duas pontas: já aprendi com quem ensina em um estilo não-estruturado, e já aprendi com quem ensina através de método.

A minha professora tinha um método baseado em coreografias, que ignorava o nível de aprendizado da aluna. Não me importei com esse detalhe ao iniciar minhas aulas com ela (já dava aulas nesse tempo), na esperança de eliminar velhos vícios. A primeira coreografia é de véu. Pensando como professora, imagino alguém que nunca viu dança do ventre NA VIDA já de cara tem uma preocupação dupla: treinar o corpo para realizar movimentos desconhecidos e ainda manipular um véu de forma correta. A quarta coreografia já é de bastão. Ora, ainda tem movimentos "não resolvidos", e ainda temos que girar um bastão.

Pessoalmente gostei da experiência, pois me ajudou muuuuuuito como professora. Mas se eu estivesse começando do zero já questionaria a eficácia do método.

Minhas professoras que não tinham um "método" escrito, com DVDs e apostilas conseguiram tirar o melhor de mim. Shaide, por exemplo, não tem método nem DVD, mas foi o único ser humano no planeta capaz de fazer meu tremido "funcionar".

Vou expor uma opinião pessoal sobre vantagens e desvantagens:

- Acredito que o aprendizado através de método "engessa" o ingrediente principal para toda e qualquer bailarina que é a criatividade.
- Acredito também que o método limita demais, e a graça da dança é você buscar desafios. Ora, e se eu quiser aprender a executar um passo que só será ensinado no Intermediário III? Não poderei aprender porque na cartilha do Básico III não prevê o ensino deste passo?
- Por outro lado, o aprender estruturado te dá a segurança de que você só passa de fase se aprender o que está no "livrinho", certo? Nada de passos meia boca em coreografia nenhuma.

Gostaria de opinião de vocês a respeito, e, habibas que estão acostumadas com o método, comentem e nos contem as vantagens.

Beijins

6 comentários:

  1. Ok, eu já tentei ter metodos, mas não funciona: pq cada aluna é um serzinho único. Então, o que funciona com uma pode ser catastrófico para outra.
    Eu monto a aula (o que vou dar), mas isso é totalmente flexivel, já que durante o decorrer do curso, ou mesmo de uma aula, a aluna pode exigir mais atenção em uma coisa ou outra, e eu, como professora, TENHO que mudar a estrutura da aula pra atende-la.
    Quem segue métodos não flexibiliza, ou seja, no fim do curso, uma aluna que se encaixou nos metodos sai dançando maravilhas, e a que não foi capaz de aprender por meio da sistematização sai frustrada - ou, o que é ainda pior, sai achando que dança bem só pq passou pelo metodo e ganhou o diplominha, mesmo que seus movimentos não tenham qualidade e limpeza!

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  2. Oi Shá! Eu concordo contigo! Cada aluna é um serzinho diferente! Quantas vezes eu já mudei a aula por causa de "n" motivos! Vou compartilhar o que faço aqui no Espaço. Tenho um método (com apostila, DVD, avaliação, certificado...) mas, ele é totalmente flexivel, quem determina o tempo de passagem de nível é o próprio desempenho da aluna e seus objetivos com a dança. Está dando certo, pois eu não me engesso como professora nem deixo tudo tão livre, que, para mim, também é complicado, senão deixo livre demais também. O único problema são as alunas "caçadoras de diplomas" que estao ali só para passar de nível. Estas, na verdade, nem continuam comigo, graças a Deus. No final, cada professora ensina de um jeitinho todo peculiar, cabe a aluna gostar ou não, verificar se rola uma "quimica". Mas... que a gente se esforça.... ahhhhhh isso sim....

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  3. Olá!

    Eu concordo plenamente com já foi dito anteriormente. O sucesso de um professor consiste em perceber o seu aluno e conseguir que ele alcance o seu melhor.O método na verdade deve ser uma base mas, não deve ser rígido. Na verdade me divirto pensando em formas de como fazer minhas alunas entenderem um determinado movimento. Aí vale tudo exercícios de consiciência corporal, comandos verbais, associações mentais dos movimentos em outros contexto etc....
    O único cuidado é planejar a aula de modo que eu não extrapole os limites de cada aluna, lanço desafios, estimulo, mas tenho o bom senso de saber dosar o que vai ser dado pq alunos tem senso crítico apurado então....como tudo na vida é ciclico, o método que funciona pode não funcionar amanhã. Tenho alguns critérios que não abro mão: trabalho postural, limpeza de movimentos e conscientização musical.Devemos ter a liberdade de fazer as escolhas que achamos mais pertinentes para o nosso trabalho e porque o sucesso nasce da habilidade de reinventar-se a cada dia.Bjs.

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  4. Oiiiii!
    Nossa tô achando muito chique ter sido citada neste importante blog.

    Eu concordo com você em algumas partes. Na verdade na dança do ventre existem poucas verdades absolutas... Mas todas as vertentes das ARTES são assim mesmo né!!

    Bom, eu que sou aluna e estou começando já senti na pele que método rígido demais é ruim sim.

    Eu por exemplo saí da minha antiga escola depois de um ano e meio e teve coisas que nunca fiz, pois estava na grade do avançado. Algumas coisas fáceis e legais que eu só fiquei na vontade.

    Por outro lado, eu como aluna acho que para um curso/aula funcionar sem 'método' pré-estabelecido a profe tem que conhecer bem suas alunas e o quanto cada uma sabe. Só que nem todas tem essa sensibilidade.

    Acho chato aquelas aulas do tipo, hoje é aula do passo 7.999 independente do que a gente esteja com vontade de fazer, vamos aprender esse passo hoje porque está no script.

    Por outro lado, Ficar muito solto, acontece situações como: Vou colocar uma música, dancem improvisando, livres e soltas. Eu vou ficar olhando...Ah então como vocês estão com dificuldade de fazer redondo de peito, vamos fazer isso hoje..........

    Eu não gostei porque eu já tinha aprendido isso, apesar de não fazer 100% e fica aquela sensação de você estar gastando tempo a toa .... Sei lá, aluno é um bicho complicado mesmo....
    É por isso que eu quero ser professora, para reclamar do lado de lá! Não profe de dança claro.

    Enfim, eu Pati, mais conhecida como Rayzel, busco um meio termo.
    Um lugar que tenha uma estrutura básica de evolução na dança, sem ser rígido demais.

    Eu ainda vou achar!

    Uma dica para vocês professoras: Conheçam e dediquem atenção as alunas. Lembrar nome, facilidades, dificuldades, tentar entender como cada uma aprende faz uma diferença enorme.

    Não tem coisa mais frustrante do que você um aluno entrar em uma sala de aula, depois de algumas semanas/meses, e a profe não saber seu nome, quem é você, qual o seu nível, o que você já sabe, etc...

    Aluno é um pouco 'filho' mesmo e consequentemente professora é um pouco 'mãe' .... =)

    Beijos Verinha. Amo seu Blog.

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  5. Ai, Paty, dançar livre, leve e solta ao som da musica só se for nos minutinhos finais da aula! hehehe...
    Eu geralmente tenho uma programação do que vamos estudar e, na grande maioria das vezes, esse conteúdo é discutido com as proprias alunas. Ok, numa turma iniciante a gente tem uma programação basica, quais os movimentos que elas precisam aprender logo de saída para que consiga depois compreender os demais etc e tal. Mas em turmas avançadas, eu sento e converso com as alunas... o que precisamos e o que queremos aprender?
    E pra conhceer minhas alunas, eu faço avaliações semestrais aqui na escola. Individuais - e o resultado das avaliações é igualmente individual e por escrito.
    Isso ajuda às alunas a entenderem onde precisam se dedicar mais nos estudos e às professoras a conhecerem melhor suas alunas e prepararem as aulas focadas em suas necessidades.
    A ausência de metodo não implica numa aula largada, de qualquer jeito, pelamor. Só não tem uma cartilha a seguir... se a turma de iniciante está muito bem, eu avanço com elas sem susto... o que muitas escolas com metodo fazem é reter informações mais avançadas, pras alunas serem obrigadas a ficar mais tempo dentro da escola pagando mensalidade. E isso eu acho um absurdo!
    Como bem disse a Rhazi...aluna caça diploma comigo também não fica! Se quer dizer que está no avançado sem ter condições disso, vai procurar outra professora, pq aqui as coisas caminham no tempo de cada aluna, e não em massa.

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  6. Não gostei da aula muito regrada, achei que me limitava, mas não gosto da aula totalmente solta, do tipo que a professora pergunta: "e aí ,o que vc quer aprender hoje?" Já vivi as duas experiências, penso ter encontrado o meio termo agora.
    bjos

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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