30 novembro 2009

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Amizade em Dança do Ventre

Ontem foi o Festival Ventremania 2009 (que foi massa em todos os sentidos, inclusive com episódio de "o que não fazer como professora", que, claro, vai ganhar post exclusivo aqui no blog), e antes de entrar no Espaço Cultural Grande Otelo eu e duas das meninas do Amar el Binnaz, a Sil e a Alê, fomos domar o calor infernal e tomar alguma coisa na lanchonete próxima.

É lindo de ver como essas duas gurias se dão bem!!! Uma amizade que nasceu na dança e com certeza vai durar para a vida. Daí a Alê comentou: "puxa, quando começamos, eu achava esquisito o fato de dançar com essas pessoas e não ter um vínculo de amizade com elas".

Fiquei pensando... e não é que é verdade? Por que nossas parceiras de dança não podem virar parceiras para a vida?

Mas tenho certeza de que você irá ler e irá pensar: ah, mas eu tenho amizades preciosas que consegui no meio de dança do ventre, que, com certeza, não conseguiria fora, e blá, blá, blá... Acontece sim, e graças a Deus, mas em muuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiitttttttttttttttttttttttttaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssss situações, as amizades da dança têm data de validade.

Principalmente porque bailarina de dança do ventre tem uma tendência enorme em confundir amizades e oportunidades profissionais. Se sua melhor amiga tiver oportunidade de dançar em um lugar badalado e não convencer o dono de que você precisa dançar também, pronto! Já estremeceu a amizade.  Se você é uma professora de sucesso, e sua amiga, por mais que tente, não consegue alcançar seu status, sua amizade não só corre risco de morte, como pode virar inimizade.
Oportunidades profissionais são como calcinha em situações limite como período menstrual: PESSOAL E INTRANSFERÍVEL. Se, de repente, é possível incluir alguém em uma oportunidade muito bacana,  é certeza de que a amiga tentará incluí-la, mas NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE DEIXAR DE DANÇAR EM UM EVENTO OU LOCAL PORQUE A AMIGA NÃO PODE DANÇAR!

Outro problema grave é o "Espírito competitivo" que é largamente alimentado por aí. E isso, me desculpem, é culpa da professora. Se a aluna é competitiva, é obrigação da professora alertá-la de que:
1. Isso não leva a nada;
2. Isso é horrível.
E, principalmente conscientizá-la de que as colegas de sala são suas aliadas e não suas inimigas. E isso estende-se ao "mercado" de dança. As outras bailarinas são colegas de trabalho, e devem ter o respeito e admiração que merecem.

Beijos e uma ótima Semana!

24 novembro 2009

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Super descontos na NON PAREIL BOUTIQUE!




Olá habibas!!

Quinta feira é Thanksgiving nos Estados Unidos, e quem ganha é o mundo inteiro que pode comprar com os descontos oferecidos pelas lojas na Black Friday. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!

A Non Pareil Boutique, meu site preferido de compras internacionais para maquiagem, está oferecendo 20% de desconto em todo o site até 26/11/2009. Para você que tem cartão internacional, é uma oportunidade imperdível de ter maquiagem de qualidade.

Vou mostrar algumas oportunidades e seus precinhos camaradas - dólar de 24/11/2009 a R$ 1,72 (os valores demonstrados já com desconto de 20%):

Base para sombras NYX - U$ 4,80 - R$ 8,25
A base para sombras ajuda na fixação da sombras, impede que acumulem na pálpebra e torna as cores muito mais vibrantes!!


Paletas de 10 cores NYX - U$ 6,40 - R$ 11,00


 Paletas de 78 cores NYX - U$ 20,00 - R$ 34,40


 Cílios postiços Red Cherry U$ 2,00 - R$ 3,44


Fala sério gente, é ou não é uma oportunidade? Se você pensar que um trio de sombras de O Boticário custa  R$ 56,00, e uma paleta de 78 cores da NYX de qualidade muuuito superior custa R$ 34,40..

Ah sim, a minha dica é realmente os produtos da marca NYX, produtos de excelente qualidade por precinhos realmente camaradas. Os cílios da Red Cherry também são ótimos, dá para usar muitas vezes.

O atendimento da Non Pareil é excelente, e em português. Arie e Thaís estão sempre à disposição para solucionar dúvidas, e o prazo médio de entrega é de 15 dias.  Não deixe de conferir e aproveitar:
www.nonpareilboutique.com

Beijins

22 novembro 2009

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Divas da Terra Brasilis - Simplesmente Lulu...




Se quem escrevesse esse blog fosse Carrie Bradshaw de Sex and the City, ela diria que :

"Lulu Sabongi é como um terninho Chanel. Sempre com estilo."

Lulu é um ícone da dança do ventre brasileira. Eu não diria que ela dança, ela flutua...




Além disso, já ouvi falar que das estudantes brasileiras, Lulu é a maior. Já ouvi que ela "kick her ass hard" estudando, no maior estilo "só saio desta sala quando conseguir". É de admirar. São quase 26 anos de dança do ventre, aprendendo e ensinando muitas das melhores bailarinas do país.

Eu pessoalmente já vi muitos e muitos defeitos nela. Sua busca por perfeição e seu tremido extremamente controlado podem irritar os mais apaixonados. Mas ao final do dia percebemos que a dança de Lulu é como a própria vida: estamos sempre buscando o mais perfeito, mas sempre tem uma porra de um shimmie para atrapalhar. E quando jogamos os problemas pela janela, e soltamos o quadril, a vida parece ter solução!

Seu trabalho com o véu de seda pongée deu início a uma era. Hoje não existe bailarina profissional que "se preze" que apresente seu trabalho com véu de qualquer outro material. É o tecido de Lulu, e são os movimentos de Lulu.

Com o tempo, aprendi a respeitar o trabalho de Lulu. E hoje acredito que, sem ela, sem seu trabalho de marketing pessoal na dança, hoje não teríamos esse tanto de bailarinas bem sucedidas e talentosas por aí.

Não há mais o que dizer, só admirar. Com vocês. Simplesmente Lulu...







18 novembro 2009

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Método: ser ou não ser?

Olá habibas!!

Esta semana li no Bellyblog da Rayzel sobre a falta que lhe faz o método de ensino de dança do ventre, e me peguei questionando algumas coisas:
- Método de ensino é realmente imprescindível?
- Professora qualificada é só a que ensina através de método?
- O ensino através do método estimula a criatividade?
- Uma vez aprendendo através do método, é possível sair do "esquema"?

Primeiramente, o que se pode chamar de método?

Eu não saberia ao certo responder esta pergunta. Em uma modalidade de dança que não possui bases rígidas, e uma forma de ensino globalizada como o Ballet Clássico, tudo o que nomeiam como método nada mais é do que uma forma de ensinar que foi inventada por alguém e escrita em um livro, apostilas, DVD, whatever...

As escolas / professoras que conheço e ensinam através de método são: Luxor, Shiva Nataraj, Níjme, Michelli Nahid e Suheil.

Eu já estive nas duas pontas: já aprendi com quem ensina em um estilo não-estruturado, e já aprendi com quem ensina através de método.

A minha professora tinha um método baseado em coreografias, que ignorava o nível de aprendizado da aluna. Não me importei com esse detalhe ao iniciar minhas aulas com ela (já dava aulas nesse tempo), na esperança de eliminar velhos vícios. A primeira coreografia é de véu. Pensando como professora, imagino alguém que nunca viu dança do ventre NA VIDA já de cara tem uma preocupação dupla: treinar o corpo para realizar movimentos desconhecidos e ainda manipular um véu de forma correta. A quarta coreografia já é de bastão. Ora, ainda tem movimentos "não resolvidos", e ainda temos que girar um bastão.

Pessoalmente gostei da experiência, pois me ajudou muuuuuuito como professora. Mas se eu estivesse começando do zero já questionaria a eficácia do método.

Minhas professoras que não tinham um "método" escrito, com DVDs e apostilas conseguiram tirar o melhor de mim. Shaide, por exemplo, não tem método nem DVD, mas foi o único ser humano no planeta capaz de fazer meu tremido "funcionar".

Vou expor uma opinião pessoal sobre vantagens e desvantagens:

- Acredito que o aprendizado através de método "engessa" o ingrediente principal para toda e qualquer bailarina que é a criatividade.
- Acredito também que o método limita demais, e a graça da dança é você buscar desafios. Ora, e se eu quiser aprender a executar um passo que só será ensinado no Intermediário III? Não poderei aprender porque na cartilha do Básico III não prevê o ensino deste passo?
- Por outro lado, o aprender estruturado te dá a segurança de que você só passa de fase se aprender o que está no "livrinho", certo? Nada de passos meia boca em coreografia nenhuma.

Gostaria de opinião de vocês a respeito, e, habibas que estão acostumadas com o método, comentem e nos contem as vantagens.

Beijins

15 novembro 2009

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Meu novo bebê - Meeting Balzac - Não deixe de visitar

Olá habibas....

Já faz tempo que tenho o sonho de trabalhar como colunista de alguma revista por aí. Mas o máximo que consegui foi vencer um concurso para colunistas do site www.criaturagg.com.br há 8 anos atrás, mas foi um projeto que não foi pra frente (tipo: faculdade / aulas de canto / cuidar dos pais idosos / tentar convencer meus chefes que não conseguem viver sem mim - completa falta de tempo).

Enfim, adoro escrever sobre auto-ajuda ao contrário. Ou seja, escrever sobre as situações da vida que não deram certo. No melhor tipo "Dormir com um homem casado: o bilhete dourado para Highway to hell". E acredite, há 6 anos que este artigo não está terminado.

Mas, com 24/12/2009 chegando, e meu encontro com Balzac cada vez mais próximo, resolvi criar um blog para falar dos meus 30 anos de experiência sendo uma mulher totalmente na contramão do sistema: baixinha, gordinha, praticante da dança mais dramática do mundo, com uma enorme conta de cartão de crédito.

Meeting Balzac - http://novabalzaquiana.blogspot.com
Um blog sobre tudo o que não entendo, e AMO profundamente!

Vocês estão todas convidadas a ler meu primeiro artigo sobre amizades:


Beijins

14 novembro 2009

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Ventremania 2009 - Você não vai perder vai?



Fotinho da Aninha batida por Adelita Chohfi!!! Ê Adelita que é phoda!!!!!!!!!!!!

Olá habibas!!!

Meninas de Osasco e região, meninas de São Paulo que amam dança do ventre e não se importam de que "Osasco é longe pá caramba", meninas fãs do trabalho de Ana Claudia Borges... chegou a hora!

IV FESTIVAL DE DANÇA DO VENTRE VENTREMANIA


Data: 29 de novembro de 2009
Horário: a partir das 14 hs



Local: ESPAÇO CULTURAL GRANDE OTELO
Rua Dimitri Sensaud de Lavoud, 100, Campesina, Osasco

Ao lado da Prefeitura de Osasco (pra quem curte o Google Earth: é uma travessa da Avenida Bussocaba) e quase em frente à Fundação Bradesco. 


O festival Ventremania tem caráter competitivo. Há 2 posts atrás falamos de competição de forma trágica, mas eu participo do Ventremania há 3 anos, e posso dizer com segurança que a Ana Claudia escolhe os jurados a dedo, que não vão fazer nenhuma gracinha na hora dos julgamentos, e avaliar a coreografia de forma séria e profissional. 


Ótimo motivo pra vc levantar a poeira e dançar lá!


Inscrições abertas !!!!!

informações: anagborges@yahoo.com.br/ 11 82166516



Para abrilhantar o espetáculo quem vai estar lá? Quem? Quem? Quem?


SHAIDE HALIM EVERYBODY!!!!!!!!!! E a Cia Lalique!





Putz, vai ser foda!!! ADORO todas as oportunidades de abraçar minha mestra do coração Shaide!!!


E quem mais de legal que vai estar lá, deixa ver... EU, obviamente, ahahah (modesta pa carai), e o grupo Amar el Binnaz vai dançar a coreografia das taças. 


Então, se vc tá afim de ver dança de qualidade, receber uma avaliação SÉRIA e isenta, se divertir e conhecer gente MUITO boa, vai lá.


Beijins

10 novembro 2009

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A imagem da bailarina



Olá habibas!!

O texto abaixo foi postado na comunidade "Fanáticas por Dança do Ventre" em 04/06/2009:

"Eu nunca imaginei uma bailarina que não fosse encantadora fora do palco.
Para mim, a Bailarina é um ser mágico, encantador.
Ela flutua, ela gira, ela faz shimmies, ela tem braços lânugidos e suaves, ela sorri e faz com que o véu seja um elo entre nós, pobres mortais, e sua dança feiticeira.

Um dia, ao sair de uma apresentação, fiquei surpresa ao encontrar a bailarina, antes ícone, agora fumando um cigarro barato, entre copos de cerveja e drinks coloridos.
Ela não usava maquiagem e tinha uma roupa em que mostrava a peça íntima e uma combinação que beirava o acaso - e o fracasso de qualquer estilista.

Quando a vi com olhos chapados, com um riso lento, pensei:
Será que um dia ela vai ser solista?

E fiquei imaginando se Isadora Duncan, Ana Botafogo e Suheir Zaki já haviam feito algo parecido.

Porque não fazer isso em casa, escondida do público e de câmeras indiscretas (eu tirei uma foto com meu celular, para garantir).
E me perguntava se o olhar era de alguém que tinha fumado um baseado e fiquei tentando entender como uma bailarina poderia fumar e beber e ainda por cima querer fazer a coreografia com perfeição.
Aliás, como alguém que cai na noite sempre e sempre, ainda quer ter privilégios no momento da coreografia?



Visivelmente, é o declínio, a desfeita.
Uma bailarina nessa situação é apenas um objeto de escárnio e ridículo.
E ainda pode reclamar que outras fazem duos, solos, mas não pensam na resistência física delas, no corpo bonito, sem gordura ou inchaço da cerveja de todo fim de semana, e na expressão leve, tranquila, da boa alimentação e forma física que só as dedicadas e seguras do seu potencial têm.

Boas bailarinas, não são escravas do social, das noitadas, do cigarro (que deixa o hálito como cinzeiro velho e cabelos podres),maconha (que deixa com aquele olhar de peixe morto e a fama horrível de 'maconheira/drogada').

Sim, hoje eu vi que uma bailarina não se faz só em treinos, fotos, técnica.
Ela se cria durante sua´própria vida, dentro e fora dos palcos.

Ela sabe que sua 
imagem fala mais do que mil palavras e ela é inteligente o suficiente para saber que sempre tem alguém olhando.
A quem ela quer enganar: Será possível essa incoerência do tipo: "No palco sou linda e meiga, fora dele sou uma doidinha que fuma e bebe?"

Bem, não nesse caso, não assim, não é desse jeito que se coloca uma aura encantada e diz: 'sou bailarina'.
Se você vive nessa dualidade, sem saber quem é e que horas você é esse alguém, sinto muito.
Você não é nem bailarina, nem digna de fazer solos ou duos e trios e nem 'doidinha, moderninha, maconheirinha de quinta'. Você está é perdida.
Que pena."

Escrito por: Najlah Nurin
(Alessandra M. Forte)



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Este é o tipo de texto que te coloca para pensar: vale a pena mesmo ser bailarina? 


Vale a pena você aguentar todo o escárnio, o pouco caso, as lantejoulites do nosso mundinho dourado e não poder engolir tudo isso com uma dose docinha de Jurupinga?


Antes de sermos bailarinas somos, ANTES E ACIMA DE TUDO, seres humanos, com defeitos e assincrosias que nos tornam maravilhosos e únicos em nosso estilo. Mesmo que seja entre um copim e outro. 


Concordo que não dá pra dançar chapada, mas também não dá para viver "bailarinada". Convenhamos: estar sempre perfeita é algo que não existe, e nem funciona. Aliás, perfeito é muito, mas muito chato. 


E vocês, o que acham?


Beijim.

05 novembro 2009

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Para onde vão?

Quando comecei a dançar, há quase 6 anos atrás, DVDs de Dança do Ventre eram raridade. O material mais acessível disponível eram VHS, e os meus, na maioria, eram comprados lá na loja do Tony por incríveis R$ 45. Ainda bem que aqueles tempos acabaram! Ahahah...


Mas, enfim, foi minha oportunidade de acesso às fitas “hit” da época que eram as vídeo aulas de Lulu Sabongi.

O que eu mais gostava nas fitas de Lulu eram as danças exibidas entre os blocos. Eu ficava muitas horas assistindo, e, dentro da minha rotina de estudos, sempre quis ser uma daquelas bailarinas que estavam nos vídeos da Lulu, às quais eu julgava serem do Olimpo da Dança do Ventre no Brasil.

Em seguida comecei a freqüentar o fórum KK, lar doce lar dos comentários de Jorge, Douglas e das bailarinas que dançavam na casa. ÓOOOOOOOHHHHHHH... eu poderia ter contato virtual com as tais deusas, que faziam comentários longuíssimos, e me lembro bem de um comentário de uma das bailarinas que dizia: “Então, como sou uma pessoa pública, blá, blá, blá, blá...”

Bom, deixando a KK pra lá, minha reflexão com vocês hoje é sobre a notoriedade dentro da dança do ventre. Veja bem, eu disse NOTORIEDADE, e não SUCESSO. Sucesso, como disse brilhantemente a Aisha Jalilah em seu blog “Dança corporativa”, sucesso quer dizer padrões pessoais, financeiros e de relacionamento acima da média. Existem muitas bailarinas por aí que são famosas, mas ainda têm que manter um ritmo frenético de aulas, workshops e shows para ter um salário aceitável. Isso está longe de ser sucesso. Isso é se acabar de dançar por valores irrisórios para ter uma vida, no mínimo, digna.

A chamada “Fama” em dança do ventre é tão ou mais efêmera do que em outros meios. Você discorda? Bem, pensando rápido, me diga o nome de 5 bailarinas que participaram dos vídeos de Lulu e não dançam na casa de chá hoje. Vê? Naquele momento elas eram “TV Fama”, mas quando não dá para se manter nos holofotes, o que fazer?

Bom, só para responder a pergunta das bailarinas, vou citar algumas que eu adoro e que nunca mais vi: Thais Bissoli, Shams, Vivi al Fatna, Zur Yazbek.

Acredito que o comportamento da bailarina durante o “seu momento” é primordial. Manter-se humilde (vamos combinar que se dizer uma “pessoa pública”, sem ter figurado nas páginas da revista, sei lá, Caras, é, no mínimo, pedante), saber recompensar o esforço de quem viaja kilômetros para vê-la dançar, respeitar o rico dinheirinho pago pelas alunas nos workshops que você irá ministrar, principalmente, fazer um show de qualidade e alto nível quando convidada de algum evento, ter empatia com outras bailarinas, saber fazer amizades, mais ainda, saber manter bons contatos, tudo isso é importante para manter a “chama da fama” acesa.

Meus exemplos de sucesso, são Carlla Sillveira e Michelli Nahid. Ambas são bailarinas excepcionais, dançam muito acima da média, ministram maravilhosos workshops e, principalmente, são umas queridas.

Isso sim é fazer parte do Olimpo da dança do ventre.

01 novembro 2009

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Situações de professora...



Olá habibas...

Hoje vou escrever pra vocês um desabafo de algo que acabou de acontecer comigo.

O grupo Amar el Binnaz é formado por alunas da academia da Galpão 21 Fitness, localizada no bairro da Cohab de Carapicuíba. Como é de conhecimento de todo mundo, a Cohab é um bairro modesto, de pessoas de baixo poder aquisitivo. Lecionar dança do ventre em um local assim e ainda levar as alunas nos festivais é um desafio, pois, nem todas tem condições financeiras de arcar com os custos de um figurino de ateliê. Mas, pessoalmente, não estou nem aí. Quero que minhas alunas dancem com figurinos de ateliê, da 25 de março, whatever, desde que elas DANCEM.

E minhas meninas são dedicadas. Pô, minhas aulas são de sexta feira à noite, então meu concorrente é quase imbatível: a balada. Mas elas são interessadíssimas e não faltam a uma única aula.

Hoje foi a Mostra e Competição Oriental na ACM de Osasco. Decidimos participar por insistência de uma das organizadoras. Lá vamos nós. Ensaiamos muito. Ensaiamos duro.

Hora da apresentação.

Meu candelabro não acendia. Merde!!!!!!!!! Na hora pensei que iria ferrar com a apresentação das meninas que ensaiaram tanto. Decidi tirar o candelabro de última hora e dançar sem nada mesmo.

Jurados com cara muito séria (Me lembro da Dani Fairusa e da Vivian que foi capa do último CD do Tony, e a outra era do corpo docente da ACM), fizemos nosso trabalho e saímos. Missão cumprida.

Hora da premiação. Já havia falado pras meninas que não se espera nada desse tipo de evento, que o importante é participar, blá, blá, blá, que se divertir era o nome do dia. Que iríamos receber as notas e discutí-las em aula, para avaliar os pontos nos quais deveríamos melhorar.  Não ganhamos nada. Não houve primeiro lugar. Não entendi.

Depois que saímos do palco, peguei as avaliações para olhar, as meninas todas em cima para ver os comentários dos jurados. E eis que surge o comentário fatídico:

Figurino - 5 - "Fantasia não é o figurino adequado".

Fiquei sem chão. Eu NUNCA tinha visto um comentário desse nível. O pior, que a jurada em questão (que não se identificou na ficha) nos deu notas altas em Técnica, Harmonia e Musicalidade. Minhas alunas, que fizeram sacrifício até para comprar a roupa na 25 de março, olharam para mim e perguntaram se era isso que seria avaliado. Eu sei que figurino é sempre um dos quesitos de concurso, e sou consciente de que poderíamos perder pontos porque as meninas estavam com roupas da 25 de março, principalmente num concurso onde 80% das competidoras estavam de Tony & Robby. Mas sei também que bom senso cabe em qualquer lugar, e muito embora não houvesse glamour no figurino, havia muita, muita dança.

Fomos ao vestiário. Minha aluna aos prantos me dizia: "Verinha, se for para dançar com figurinos caros, eu terei de parar de dançar, pois não tenho condições". Aquilo para mim era como se fosse uma punhalada. Não da minha aluna, claro, mas dessa "visão" torta que existe no meio de dança do ventre.

Ainda não sei qual foi a lição dessa história. Talvez vocês possam me ajudar.

Bom feriado a todas.
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