28 outubro 2009

10

Quem pode e quem não pode!!!!!


Esta situação do último post me fez pensar.

Vamos relembrar:

Nossa colega Juli (que será jogada no calabouço dos comentários moderados até que eu saia do período menstrual) me disse que não posso falar do corpo da Dina, porque meu corpo não é escultural, e eu não tenho o abdômen da Karina Galasso.

Bom, a parte boa foi que pesquisei sobre a Karina Galasso, da qual eu nunca tinha ouvido falar, e até gostei da dança dela. Vou pesquisar mais.

A parte ruim, e que me fez pensar é: será que somente fazendo igual ou melhor é que podemos manter um pensamento crítico?

Vamos pensar de forma secular. Um crítico de cinema precisa necessariamente ser um diretor renomado, que já dirigiu 50 filmes para fazer uma resenha ou mesmo estabelecer uma opinião sobre algum filme? É claro que não. Um analista de mercado precisa ter uma empresa de sucesso que fature bilhões de dólares por ano para emitir seu parecer sobre o cenário econômico do país? Fala sério!!!!

Na dança, e nas atividades seculares (cinema, televisão, livros, música), um crítico é, acima de tudo, um estudioso. Uma pessoa que dedica parte do seu tempo (ou, no caso dos críticos profissionais, full time job) a analisar determinada matéria à exaustão, e, com base em seu conhecimento, divulgar sua opinião sobre determinado assunto.

Mas as bailarinas de dança do ventre, que mesmo nas primeiras semanas de aula consideram a si mesmas “Divas”, só aceitam opiniões de quem julgam melhores do que si mesmas. Putz, então quem será que pode emitir opiniões isentas sobre Shahrazad, Lulu Sabongi, Hayat el Helwa, Suheil, Carlla Sillveira, Soraia Zaied, Renata Lobo, Karina Iman, Michelli Nahid? Deus?

Hoje em dia, com as ferramentas de internet, youtube, orkut, blogs mil, nos tornamos não só bailarinas, mas estudiosas de dança, e conseqüentemente, críticas. E isso não é algo ruim. A longo prazo será uma senhora evolução, porque (acredito eu, em meu mundinho de sonhos) só permanecerão no mercado serviços de alta qualidade. Porém, nossos egos de divas não estão preparados para recepcionar tanta “sinceridade”.

Quem deve mudar então? Nós devemos mudar a nós mesmas, aprender a lidar com as evoluções e construir nossa própria evolução pessoal? Ou devemos nos recolher à mediocridade porque não temos o abdômen da Karina Galasso, ou a língua afiada da nossa amiga Juli?

O que vocês acham?

25 outubro 2009

8

Dina - e tudo o que qualquer uma quer...


Olá habibas...

Existem estágios na vida nos quais, para quem os alcança, tudo é permitido! Por exemplo, para um estilista que chegou à semana de moda em Paris, muito pouco é proibido. Para um financista que chegou a Wall Street (será que um dia eu chego lá?), também. Para uma mulher que chega ao posto de primeira dama ("posição" que lhe dá o poder para quase tudo, para o bem ou para o mal), também.

E dentro da dança, qual é a posição a se alcançar? Essa é fácil responder, e pode ser que MUUUUITOS torçam o nariz: DINA MEU BEM!!!

Dina "is all about adds" (ou simplesmente "pura propaganda). Ela não tem uma técnica invejável, tem um corpo horrível, usa roupas de gosto extremamente duvidoso, e ainda assim é a estrela da noite de gala do Ahlam wa Salam! Ok, você pode pensar "É por isso que a dança do ventre não tem o respeito que merece." E daí? Estou falando da posição do indivíduo. Dina pode fazer o que quer em relação à dança: ela já deixou sua marca.

Temos que concordar com uma coisa: Dina não se conformou em ser "mais uma" bailarina no circuito egípcio. Ela queria ser "a" bailarina. Veja bem, em terra de cego, quem tem olho é rei. Ou seja: técnica de dança, no Egito tá cheio. Faça uma simples comparação: pense rápido em passistas de escola de samba. Pensou? Eu te digo já em quem você pensou: na Globeleza, aquela que sambava pelada na televisão. Viu como a Dina pensou certinho em sua marca pessoal?

Alguns vídeos do início dos anos 90 mostram uma Dina mais preocupada com a técnica, em fazer seu nome. Os figurinos são um tanto "diferentes", mas pouco ousados. À medida que os convites foram aumentando, as saias foram diminuindo na mesma proporção, até chegar praticamente a cobrir exclusivamente o bumbum! E tudo isso sem abrir mão daquele redondão característico com o quadril virado para o público.

Ela goza de status de celebridade, tem vídeo sexy rolando por aí, problemas com a receita federal de seu país (é colega, sonegação de impostos mesmo!) e tudo o mais, e ainda assim não deixou de receber convites para dar workshops no mundo inteiro. Se isso não for sucesso meu bem, sei lá o que é.

Aqui, alguns vídeos da Dina em suas roupas escandalosas para divertir o domingo!!!

Um chero!
´




22 outubro 2009

2

Série concursos parte II – A música!!


Olá gurias...

Para quem acompanha o mundinho dos concursos de Dança do Ventre, e quer participar de um deles, já vou logo avisando: a escolha da música certa representa 40% do seu sucesso. E por causa disso, essa etapa do processo é uma das mais difíceis.

Mas o que há de tão especial na música escolhida? Os jurados não estão lá para avaliar técnica, leitura musical, e outras cositas mais? Quer dizer que uma simples musiquinha pode me sabotar? A resposta é YES DEAR!!!!

Pegando o concurso profissional do Mercado Persa desse ano como exemplo, várias meninas muito boas foram eliminadas nas primeiras fases porque se apresentaram com músicas que não as favoreceram. Tudo bem que houve Aghadan Alkak, pra mim uma das obrigatórias pra qualquer bailarina profissional (talvez você não lembre pelo nome, mas é a música de um vídeo super famoso da Suheir Zaki no qual ela está com a roupa amarela), e os jurados canetaram mesmo quem se apresentou com uma música que não fosse hit.

Tudo se define em:
A categoria na qual você irá concorrer;
O que você terá que apresentar (se clássica, se folclore)
Qual música combina com você.


Eu pessoalmente não gosto de músicas “hit” para concursos, aliás não gosto de músicas que são “hit” para nada dentro da dança. Tirando Alf Leyla we Leyla e Enta Omri, dificilmente você me verá dançando alguma música da moda. Mas, infelizmente, essa máxima não serve para concursos. Basta ver no post anterior que 3 dos vídeos listados foram com a música “Cairo”, uma das músicas mais executadas dentro do circuito brasileiro de dança oriental. Então amore, a não ser que você tenha certeza de que os jurados serão pessoas totalmente off dança do ventre, deixe a música “diferente” para o festival de final de ano ou qualquer outra apresentação. Existem também músicas famosas que não são tão executadas nos concursos, e você certamente pode apostar nelas (eu acho assim, TODAS as da lista abaixo muito difíceis):

Ana fi Intizarak (Om Koulthoum)
Wayyak (Farid el Atrashe)
El hob kolloh (Om Koulthoum)
Koleda (não sei de quem é, shame on me guys!!!)

O estudo da música para composição da coreografia poderá ser dividido em 3 partes:

- Melodia
- Percussão
- Floreados

Uma boa dica neste caso é usar o equalizador do seu Media Player e, quando está estudando um item, neutralizar o outro através do equalizador. Ouça a música, se preciso, um milhão de vezes. Não se canse dela. Abra a mente, deixe a música entrar de verdade. Isso fará com que você esteja muito familiarizada dentro da melodia e, se pelo nervosismo você esquecer algum passo, naturalmente seu corpo já reaja mostrando outro movimento qualquer.


Para as profissas que vão ao Mercado Persa: eu recomendo pegar os DVDs dos últimos anos e fazer uma seleção de músicas, e deixar todas "na manga". No mesmo esquema de estudo para a pré-seleção. NENHUMA TÉCNICA vai camuflar seu nervosismo com uma música desconhecida, então "prevenir é melhor do que remediar".


O mais importante em relação à música é que ela “fale ao seu coração”. Que seus movimentos sejam nada mais, nada menos do que a demonstração viva das notas que estão na partitura. Tenho certeza de que os jurados vão adorar!!!!!!!!!!

18 outubro 2009

5

Construindo a coreografia para concursos!


Olá ayunis!

Final de ano chegando, muitas professoras já começaram a esquentar as turbinas para o Concurso Nacional de Dança do Ventre, que acontece no mês de Abril no Mercado Persa. Há quem ache meio cedo para falar nesse assunto, mas se você pretende participar do concurso e nem começou a "desenhar" a coreografia, vou te dizer uma coisa nega, do fundo do coração: CÊ TÁ ATRASADA!!!

Sei que vocês podem pensar que esse post deveria estar sendo escrito por alguém que tenha VENCIDO um concurso (Luaninha meu amôoo: me ajuda hein!!), mas sou uma grande interessada nas danças apresentadas nos concursos por aí, e posso até me dizer uma estudiosa das coreografias avaliadas nas pranchetas dos jurados.

Vou postar alguns vídeos aqui, não pretendo dizer se a dança é boa ou ruim, não estou avaliando a qualidade técnica dos passos, e sim a sequência coreográfica, ok? Colocarei também somente vídeos de vencedoras, porque a última vez que coloquei vídeo das concorrentes, foi aquele escarcéu que vocês já sabem.

Começando com: Ana Claudia Borges
Vencedora do concurso internacional de Dança do Ventre promovido no festival Aida Nour, no Egito, em 2007.



Como vocês podem ver, é uma dança alegre. Eu já assisti a coreografia "Hellwa" apresentadas pelas alunas da Aninha, e é uma coreografia difícil, mas assistindo esse vídeo, o prazer da Ana em dançar faz parecer fácil. As sequências são estruturadas, e a interação com o público faz a diferença. Ana mostrou muito da dança, diversificou muito bem os passos, e fez uma leitura precisa dos ritmos.

Mariana Poças
Vencedora do Mercado Persa 2009, que teve como tema Samya Gamal
Música: Cairo



Mariana chegou ao Mercado Persa já com o "peso da faixa" porque é aluna de ninguém menos que Carlla Sillveira. Trouxe o pedaço de um filme estrelado pela Samya Gamal para o palco, entrando com um casado de peles e o olhar blasé. Braços exagerados e precisos, assim como a musa inspiradora. Muito, muito, muito arabesque no começo da coreografia e: certa ela, jurado aqui no Brasil gosta disso mesmo. Não houve diversidade nos passos, assim como não há na dança da Samya Gamal. Ou seja, se era pra dançar igual, ela fez a lição de casa. Perfeito.

Serena Ishtar
Vencedora do Concurso Internacional Bele Fusco 2008
Música: Cairo



Serena aproveitou a introdução da música Cairo com muita diversidade no véu, e a introdução da música clássica com véus certamente ganha pontinhos nas pranchetas por aí. O que me chamou a a atenção, e certamente dos jurados também, é a delicadeza e charme dessa bailarina, e isso fez uma diferença enooooorme na dança. Eu não consigo descrever se ela estava dançando uma coreografia ou dançando de improviso. Vi muita leitura percussiva, mas sem estruturação, passos "soltos", sem conexão. Mas o conjunto da obra agradou e ela levou "a taça".

Hadara Nur
Vencedora do Mercado Persa de 2007 que teve como tema "Acessórios Diversos"



Não encontrei o vídeo da final para mostrar pra vocês, mas ainda assim é muito interessante porque a música das eliminatórias é escolhida pela organização do concurso, e, no concurso profissional, não é divulgada com antecedência. Mas a Hadara mostrou que conhece muuuuito bem a música e, mesmo sem uma coreografia na manga, "bolou" sequências que funcionaram muito bem, diversificou muito os passos, fez uma excelente leitura percussiva e colocou sua assinatura na música com muita personalidade.

Luana Mello
Vencedora do Mercado Persa 2006 que teve como tema "Fogo"



Luana fez uma coreografia muito elaborada, uma leitura musical perfeita, a leitura percussiva excelente, podemos dizer praticamente que ela não perdeu nenhuma batida, e os movimentos sinuosos suaves e precisos.

Como ferramenta de estudo, os vídeos das vencedoras são imprescindíveis, mas nunca se esqueçam de que "figurinha repetida não completa álbum". Observe o que as antecessoras fizeram, mas não esqueçam nunca de colocar muita personalidade! E boa sorte a todas.

Um beijo.

14 outubro 2009

2

Expressão: coisa de indiano?


Olá habibas!!!

O primeiro vídeo de dança indiana que pude colocar as mãos foi emprestado pela querida Shaide, era um vídeo de Kathak (estávamos desenvolvendo uma coreografia de tribal cujo "tema geral" era Kathak, e ela, generosa que sempre foi, me emprestou o DVD para estudo) de uma bailarina chamada Uma Sharma. Eu fiquei encantada (na realidade bestificada) porque uma das "danças" era um close de rosto da bailarina "contando uma história" através da expressão. É claro que não entendi nada, mas aquilo me marcou. Confiram vocês:




No vídeo abaixo, ela "descreve" um pedaço da música, e é muito interessante de ver as mudanças de expressão:




Outra peça que me encantou foi a dança de uma bailarina de Barathanatyam chamada Medha Hari. Nesta peça de dança, perfeita por sinal, ela ilustra a "história", e por mais que não entendamos nada do que está sendo falado, certamente um gesto, um olhar nos será familiar.





Minha pesquisa sobre expressão continua. Certamente, enquanto estudantes de dança do ventre, temos MUITO a aprender com a expressão dos indianos. É OBVIO que a situação é bem diferente, porque, na maioria das vezes, não sabemos o que estamos dançando. Mas hoje existe a internet, e a possibilidade de se pesquisar a tradução da música para oferecer ao público uma dança diferenciada, rica em expressão porque a bailarina sabe exatamente a mensagem que o compositor quer transmitir.

Um beijão!!!

11 outubro 2009

5

Tutorial de Maquiagem: Rachel Brice em Solos de Monte Carlo


Olá habibas!!!

O tutorial de maquiagem da semana é inspirado no vídeo Solos de Monte Carlo das Bellydance Superstars. É uma das pouquíssimas performances da Rachel Brice onde a maquiagem não é pretíssima e só, tem dourados e glitter, e uma bocarra vermelhona!!!

Eu ainda surtei e coloquei um lenço vermelho na cabeça e uma flor roxa no cabelo, o objetivo era ser tribal, mas acho que ficou mais para Sandra Rosa Madalena, ehehehe!!

Espero que vocês gostem e até a próxima!!!





10 outubro 2009

3

Espetáculo de Gala


Olá meninas!!!

Estou divulgando o Espetáculo de Gala: Ana Claudia Borges - 10 anos de Dança do Ventre

Local: Teatro Municipal de Osasco - Avenida dos Autonomistas, 1533 - Osasco

Data: 16 de outubro
Horário: 20 as 22

Convites: R$20,00
Antecipados: R$15,00

Informações: anagborges@yahoo.com.br/ 82166516

Meninas de Osasco e região: vocês não podem perder!!!!
Acompanho todos os eventos da Aninha e posso garantir: Dança de qualidade, sem exageros, tradicionalíssima, enfim: imperdível!!!!!!!!!!!

Beijim.

06 outubro 2009

6

OFF TOPIC: Conselhos para amigas solteiras!


Olá habibas...

Esse final de semana resolvi desenterrar meus DVDs da série Sex and the city que eu ADORO loucamente. Em um dos episódios, uma ultra mega patricinha (Brooke), que só saía com caras extremamente bem sucedidos, se casa no Hotel Plaza, em uma festa caríssima, com um homem que tem uma cara do maior mane do hemisfério norte. E ao final da festa a noiva abraça suas amigas solteiras e dispara para cada uma delas um conselho:

“Finalmente resolvi crescer e assumir uma família, dê a você mesma essa oportunidade”.

“Somente case com um homem que goste mais de você do que você dele”...

Embora isso faça parte de um seriado, e a intenção da cena é ser cômica, vi nisso uma coisa bacana. Afinal, no dia do seu casamento você é a estrela da festa, não existe oportunidade MELHOR de se fazer ouvir do que “armada” com o vestido branco, ehehe... Mas se eu pudesse voltar para aquele dia (mágico, esplendoroso e LOOOOSHOOOOO), eu daria os seguintes conselhos às minhas amigas solteiras:

- O maior de todos: homens amam mulheres que amam a si mesmas. Ou seja, quando quiser entrar em guerra com o sexo oposto, comece com seu cabelo, suas unhas....

- Se aparecer aquele cara absurdamente legal, cavalheiro, companheiro, com uma boa conversa que te faz dar boas risadas, não seja boba, PEGA MESMO. E de preferência que a “atitude” seja sua! Mas ao final não se sabote cobrando juras de amor eterno. Apenas VIVA e deixe viver...

- Jamais deixe de colocar a calcinha vermelha fio dental porque acha que engordou! É mais fácil você perder um homem porque deixou de surpreendê-lo do que porque está mais gordinha!

- Aliás, falando em calcinhas, se, de repente bateu uma dúvida entre a branca de algodão e a preta minúscula de rendinhas, lembre-se de que nem a mais sexy das rendas pode fazer sensual uma mulher chata e de baixa autoestima;

- Troque o estereótipo da “perfeitinha” pela “pervertida”, seja ousada e sexy, e, se a chama subir no primeiro encontro, e daí? Se o cara NUNCA MAIS te ligar, sinal de que ele NUNCA MAIS vai viver um momento de puro tesão com você (ou com qualquer outra, já que ele não vale nada), oh pobrezinho...

- Ame, ame, ame, não se amarre por nada, porque ninguém ama igual. Mas Deus, em sua infinita sabedoria, também não nos ensinou a “medir” o amor de ninguém, e, quando tentamos fazê-lo, na maioria das vezes estamos enganados pra caramba!

- Um homem procura uma mulher, uma amante, uma mãe, mas acima de tudo, procura um MANO! Então colega, bora jogar Guitar Hero, assistir futebol de domingo à tarde e fazer campeonato de peidos. Além de te amar loucamente, o gajo vai ter certeza de que fez a escolha certa e está ao lado da mulher mais gente boa do planeta.

- Nada excita mais um homem do que uma “pesquisadora da arte”: Kama Sutra, pompoarismo, vídeo pornô, baralho de posições... Invista em si mesma!

- Ah, e pra deixar uma leitura pras gurias que certamente fará diferença na maneira como ela “encara” o sexo oposto:
O Orgasmo Múltiplo do Casal
Douglas Abrams / Mantak Chia
Editora Objetiva
http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/329

Beijins

04 outubro 2009

2

Divas da Terra Brasilis: Nagla Yacoub


Olá habibas!

Incrível como o ser humano consegue "eleger" alguém como seu modelo de sucesso. Eu, pessoalmente, sempre elegi estas figuras em minha vida, e, de alguma forma, todas foram ou são muito presentes em minha caminhada (por favor não riam, é algo muito pessoal hein!!!): Em primeiríssimo lugar: Mamãe (grande mulher, mãe de 7 filhos, vó de 10 netos, criou os filhos, trabalhou pra caramba e viveu um grande amor com o homem mais fantástico do planeta, meu pai), Margaret Tatcher, Rainha Elizabeth, Cleópatra, Nefertari (a esposa amada do faraó Ramsés II), Willie Mandela, Benazir Butho, Ana Botafogo, Randa Kamel, Oprah, Condoleeza Rice, Fernanda Montenegro, Rainha Silvia da Suécia, Jillian Dempsey, e, recentemente, Joelle Mardinian, entre outras.

E, agora tenho um nome para acrescentar na minha lista: Nagla Yacoub. É isso mesmo, quando eu crescer, quero ser a Nagla Yacoub!

Nagla tem vários anos de carreira como coreógrafa de danças folclóricas, e outros tantos anos de carreira de dança do ventre. Mas, nada do que eu escrever aqui fará justiça a essa pessoa, ela é simplesmente FANTÁSTICA! E agora que ela dá aula pertim da minha casa, minha chefe resolveu se apaixonar loucamente por mim. CARÁI!! (tudo bem, isso faz parte do projeto "Carro novo", "Egito", então a gente faz alguns sacrifícios né...)

Em aula, vamos dizer assim, ela é ligada no 440! EU fiquei com vergonha de mim mesma! Depois que tive a aula experimental com a Nagla, descobri que minha aula é MUITO parada! Extremamente observadora, ela dá toques sutis, sem constranger, isso é muito legal. Experiência, maturidade, algo que não se aprende nos workshops caríssimos por aí. Sua proposta é inovar dentro do que o folclore tem de melhor, e qualquer sequência de 4 passinhos já mostra que o "lance" será diferente do que você está acostumada a coreografar para folclore, porém é MUITO BOM.

Conversei 5 minutinhos com a Nagla, e passei a admirá-la ainda mais, porque diferente das bailarinas de hoje, que foram criadas no "aplauso", ela se formou bailarina de dança do ventre diante de uma grande situação adversa da vida, provando, como diz a Aninha, que "nunca é tarde para começar", e mais ainda, nunca é tarde para ser um grande sucesso na DV. Isso é pra quem póooodi meu bem. Afinal, há bailarinas que deixam de dançar só porque não passaram na pré seleção, ou não entraram para o casting do Omar Naboulsi, mas Nagla permaneceu firme. E hoje é o que é, dança LINDAMENTE, clássica, folclore, coreografa PA CARÁI, e, acima de tudo, é um ser humano fora de série.

Com vocês: Nagla Yacoub.





02 outubro 2009

8

Fusões, misturebas e afins


Olá habibas!!!

Fim de semana de novo, eu to no meio do povo, na maior curtição...

A alguns dias venho pensando em uma fusão de véus, com passinhos de dança indiana, com DV, com um figurino misto (que já existe com detalhes na minha cabeça) e uma proposta de música completamente inovadora para nosso público. Ok, nem tão inovadora assim, já que colocaram até o HINO NACIONAL no palco, e olha que isto é até CRIME, previsto no Código Penal e tudo mais...

Mas, algo me impede de ir em frente. Eu não sei, me sinto violando, ou pior, banalizando nossa dança já tão pouco valorizada.

Já vi tantas fusões, tantas propostas inovadoras que acabam por ficar “pior que o soneto”, que não vou negar que qualquer coisa dentro desse universo me APAVORA!!! Um exemplo disso foi num MP um grupo com uma música country muito famosa, com um tamanhico de saia que faz você pensar “Jesuis, onde vamos parar?”. Vi em outro evento um grupo que eu tinha CERTEZA de que a roupa foi comprada em Sex Shop, juro!!!!

Vamos pensar no conceito de fusão: fusão é pegar o que dois lados têm de melhor e uni-los, certo? Não tira a identidade de nenhum dos lados, e sim SOMA. Fusão de Dança do Ventre com o Tango: Passos de dança oriental com a dramaticidade, a postura, a música, enfim, o que o Tango tem de melhor.

A Luanna fez seu número de Bollywood com uma fusão super bacana de DV, passos de dança indiana, hip hop, jazz e até posturas de Ioga, sempre utilizando o que estas várias propostas têm de melhor!

Daí de repente a gente vê uma tentativa de fusão de DV com country, no maior evento de dança do ventre no país, com bailarinas dançando com sainhas minúsculas e poucos ou nenhum passo de dança oriental, e é fusão? Sei lá entende... Para fazer uma proposta dessas é preciso estudo, conhecimento, treino, mas ACIMA DE TUDO, é preciso bom senso!!

E vocês,o que acham?

Beijim
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...