05 setembro 2009

4

"Que você me adora... que me acha phoda"

Reprodução do quadro "Narciso" de Caravaggio


Vocês também não gostam dessa música da Pitty? Eu adoro!!!

"Olha, snujs? Mando muito bem, sou super bem resolvida"
"Cara, lenço de quadril tem que ser macho comigo, meu quadril é muito, muito forte... sabe né?"
"As professoras aí fora dão um tipo de aula que não é legal, mas o meu esquema de aulas é muito, muito bom"
"Você não tem peitos como os meus, faça como eu: compre-os"
"Eu vi aquele vídeo daquela bailarina do Líbano lá, e concluí que se eu for pro Líbano, vou ficar podre de rica, porque, sabe né, tipo.... mando muito"

Auto estima é um dos pontos chave na dança do ventre, em minha humilde opinião. Dá pra perceber claramente quando falta, e "faz muita falta" na dança. A gente até cansa de falar de baixa auto estima. Mas e quando a auto estima "sobra"?

Eu acredito que propaganda é a alma do negócio, e nosso melhor advertising é aquele que sai de nossa boca, mas a linha que separa a "autoconfiança" da "prepotência" é praticamente um fio de cabelo bem maltratado: fina, fina, bem próximo da quebra. E isso transparece para a aluna, não tem nem como disfarçar. Eu sou exemplo vivo: tive uma professora que em todas as aulas repetia as palavras que escrevi acima como se fosse um mantra.

O outro ponto a ser levado em consideração, é a comparação do trabalho com o trabalho de outras profissionais. Isso é seríssimo. Porque você até pode achar todo mundo uma meleca, é um direito que te assiste, mas vc vai dizer isso em sala de aula, pras suas alunas serem igual a você? Se existe uma necessidade de valorização do seu trabalho, do seu método, enalteça os benefícios, os resultados imediatos na dança, na consciência corporal, enfim. E respeite o espaço das outras profissionais, que estão também batalhando a um lugar ao sol.

Se você quer realmente fazer diferença em nosso meio, vá além: ensine suas alunas a respeitarem as outras alunas, os outros grupos. Se há críticas, que sejam feitas em sala de aula, e para os aspectos técnicos da dança, com o objetivo de melhorar. Se a conversa começar com a famosa frase "Ah, vc viu a fulana? Que shit hein!!!!!!!!! Nóooooooo", pelo amor que vc tem ao seu véu de seda: corta logo!

O respeito à classe de profissionais de dança do ventre no Brasil é uma muralha, que, se bem construída, será como a muralha da China: milenar. Deposite sua pedrinha!

4 comentários:

  1. kkkk
    Vc tem um jeito muito divertido de tratar dos assuntos.
    Gostei!

    ResponderExcluir
  2. Como as pessoas que me conhecem sabem que eu sou 'chata' já nem comentam nada perto de mim.
    Eu odeio esse tipo de atitude, na dança do ventre, no trabalho, na vida.
    Eu sou chatona e já vou cortando logo, 'tipo...vamos mudar de assunto'. Eu não sou do tipo que gosta de ouvir nem de falar mal de ninguém. Eu tenho minha opinião,guardo comigo e só me exmpresso quando perguntada ainda sim com muito cuidado.

    Tem gente se só sabe se garantir assim, colocando os outros para baixo... Credo, que pobreza de espírito!

    Beijo, adoro seus posts! =)

    ResponderExcluir
  3. Será que vc teve aulas coma mesma professora que eu? rsrsrs
    Eu optei: ou me deixo contaminar e me torno uma delas, ou tapo meus ouvidos e aprendo a parte técnica que tanto admiro... Bom, optei pela segunda alternativa, mas já tô começando a me encher.
    Beijokas

    ResponderExcluir

Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...