11 setembro 2009

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Mulheres perfeitas


Olá habibas.

Semana passada passou na sessão de sábado este filme que eu A-DO-RO. Mulheres poderosas transformadas em donas de casa incuráveis que “transam loucamente no meio da tarde”, e podem ter seus peitos aumentados com controle remoto.

Às vezes eu fico pensando até onde o “mercado” de dança não tenciona em transformar as bailarinas nas “mulheres perfeitas” de que o filme fala com a desculpa de que assistir à dança do ventre pode ser uma experiência “dos sonhos”. E qual é o sonho maior dos homens senão ter uma mulher magrinha, do cabelão comprido, peituda, dançando sensualmente para ele e para os outros para que seja exibida como um troféu?

Isso me traz à mente as gurias que passam fome para ficarem magérrimas, gastam fortunas no salão de beleza e no ateliês da vida, em busca de uma notoriedade que é efêmera, que passa, porque se o estudo da técnica não for perpetuado, o encanto dela também se esvairá? Porém a mentalidade que se apregoa é: que diferença isso faz se você tem peitos?

Maior ainda é a questão da visão que a mulher tem de si mesma. Quem é a bailarina? É o ser mítico que pode e faz tudo quando está munida de seu véu e de seu mistério. Mas, por trás da lantejoula, o questionamento deve ser se há uma mulher que “vale a pena” assim como as mulheres bem sucedidas do filme.

Nossa vida é feita de escolhas. Se o objetivo maior é ser um objeto do desejo, e não simplesmente “dançar”, que esta seja uma escolha assumida, e não imposta por um mercado, por uma empresa, por um empresário que quer somente o que todas as empresas querem: mais lucro!

Bom final de semana.

3 comentários:

  1. Muito bom. Você sabe que não posso deixar de concordar com você, já que temos a mesma 'vibe' de pensamento. "Escolha seu caminho, seu estilo de vida e assuma-o. Mas sendo consciente que cada escolha tem suas consequências."

    Não sei às vezes me parece que na dança do ventre existem muitas 'modelos frustradas'... meu, você quer trabalhar com aparência, com 'perfeição do corpo'então vá ser modelo caramba....rssss.... ¬¬

    Ah verinha te mandei um e-mail...vê lá ^_^ rsss

    beijocas
    Rayzel.

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  2. E beleza não é sinonimo de boa dança, não é mesmo? De que vale um corpo lindo com uma dança sem qualidade?
    A futilidade do meio da dv gera isso: as dançarinas se preocupam tanto com a roupa linda, com o cabelo escovado, com o corpo perfeito, e esquecem de ter uma dança realmente bela! Infelizmente!
    É por essas e por outras que a dança do ventre fica empacada no velho estereótipo da dança da sedução, sem ser levada à serio pelos profissionais de outras modalidades de dança, que exigem do bailarino um desempenho técnico apurado, sem tanta neurose apenas com a beleza do corpo e dos balangandans!

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  3. Ah.. Também estou meio sentida com esse vazio todo que encontramos ai na DV. Tá apoiada.
    Beijocas ^^

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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