07 agosto 2009

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Você se aceita?


E aí minhas queridas?

Só pra quem mora em Osasco e não foi no evento da Ana Claudia: PERDEU PLAYBOY!!! Aninha arrasou, Nagla Yacoub arrasou, enfim, todo mundo arrasou.

Hoje vou falar de um assunto que toca muito meu coração: a auto-aceitação na dança.

A verdade é que auto-estima é tudo na vida. Você deve se lembrar daquela sua colega de escola que era FEIA que só a fome e a necessidade, mas “se achava” a bolacha do meio (porque essa nunca quebra) do pacote de Calipso e sempre pegava os caras mais bonitos. Ou aquele cara que serviria mais pra dublê do Zé Bonitinho cercado de mulheres bonitas. É meninas... o que encanta o sexo oposto não é o corpo, não é o rosto, não é a pele, não é nada. É a autoconfiança que a pessoa transmite em seus gestos, em suas atitudes.

E na dança não é diferente.

Você vê algumas bailarinas que estão fora dos padrões: ou gorda demais, ou magra demais, ou alta demais ou baixa demais, mas ela é tão linda, e está dançando com tamanha confiança que você nem vê qual é o tipo físico dela, vc abstraiu isso e está somente desfrutando da beleza do momento.

Eu acompanho esse meio de dança do ventre de forma bem intensa desde que comecei, há mais de 5 anos. Vou ao máximo de eventos possível, e, como Deus me deu a graça (ou a maldição) de ser excelente fisionomista, eu acompanho a dança de alguns rostinhos conhecidos TODA VEZ que vou a um evento.

É claro que, se você não faz um controle alimentar severo, existem mudanças de seu peso ao longo de 5 anos. Engorda, emagrece, no calor come menos, no frio come mais, igual a todos os seres humanos normais.

O que quero dividir com vocês é o fato de que é IMPRESSIONANTE como dá para ver claramente no rosto e na dança de uma bailarina quando ela não está satisfeita consigo mesma. Se ela está mais gordinha, ou se seu corpo não está da forma que ela queria, ela leva pra cima do palco essa insatisfação. Seu olhar é direcionado ao chão e a si mesma, como se isso fosse uma fuga dos olhares do público (que na sua mente são olhares de desaprovação). O sorriso já não é tão fácil, e o prazer ao dançar é inexistente.

Mas, por que tem que ser assim?

Porque a mídia, a internet, as bancas selecionadoras de bailarinas, os maridos, a geral diz que não somos donas do nosso corpo, e se estamos diferentes do padrão estabelecido é porque estamos cuidando mal de algo que não nos pertence.

Não estou aqui falando que você tem que sair do armário e comer todos os Big Tasty que tiver vontade, longe disso. Estou defendendo o direito de todas nós de sermos donas do nosso corpo.


Se você quer ser magra, tome essa decisão e não poupe esforços em conquistar o resultado: academia, alimentação, tudo como manda o figurino. Se você está gorda e quer ser magra, meu amor, largue agora essa barra de chocolate e suba na esteira. Mas, como digo sempre aos meus coleguinhas de trabalho: “Assume seus BO”. Não tenha vergonha de dançar porque está fora do peso, porque você já está fazendo o esforço necessário para mudar essa realidade. Coloque a roupa já pensando que na próxima vez que colocá-la ela vai estar mais larguinha e o público vai olhar pra vc e pensar “Nossa, vc viu a bailarina fulana como emagreceu?” Faça dessa certeza a motivação para continuar a jornada e seja dona do seu corpo.

Se você quer ser gorda amiga, CELEBRE. Eu também sou. Suba ao palco e coloque em seus movimentos o orgulho de não ter culpa ao comer aquela super lazanha de quinta feira. Demonstre na sua dança que o que move seu corpo é o PRAZER e que essa é a sua escolha, e que você é feliz da forma que é. E, melhor, que ninguém tem o direito de te julgar.

Sejamos, habibas, donas do nosso destino, donas da nossa vida, e, principalmente, donas de nosso corpo. Vocês verão como a dança irá mudar!!!

Beijins

8 comentários:

  1. Maravilhoso post! Eu super concordo e assino embaixo. Acho que a dança do ventre é livre, e é feita por mulheres de todas as raças, idades, portes físicos... E NINGUÉM pode tentar decretar o contrário.
    Eu acho que se você não acha algo bonito, guarde para você, mas não tente convencer o mundo que sua opinião é 'A VERDADE'; ou seja, sejamos menos julgadoras do umbigo alheio e mais preocupadas com o nosso próprio.
    Eu como fofolete assumida, me incomodo muito que, além de as pessoas serem neuróticas com sua própria 'magreza', querem tentar passar essa neurose para o mundo também! E isso é muito forte na dança do ventre. Acho que esse estigma de ficar procurando semelhanças com ballet nem sempre é saudável. Ballet é ballet... bailarina de ballet é uma coisa, bailarina de dança do ventre é outra. Cada um no seu quadrado.
    Se você ama ser magrela e ama ballet, vá fazer baller poxa vida! E deixa as mulheres serem livres na dança do ventre. =)
    Acho que justamente muitas mulheres procuram estudar a dança do ventre para reencontrar feminilidade, sua própria essência, auto-aceitação do corpo, etc.. e não precisam ficar preocupadas em se adequar de estigmas e padrões.

    Verinha adoro seus posts!

    beijos

    Patty - Rayzel.

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  2. O Verinha,

    Vc citou uma coisa muito bacana que é aceitar seu corpo ou lutar para mudar a realidade, mas nunca, nunca estar insatsfeita consigo mesma, por que tudo nessa vida a gente pode mudar (a não ser que o caso seja mesmo grave, muito grave).

    Eu tb reparo que muitas vezes as meninas estão mostrando sua frustração no palco com o próprio corpo, com o cabelo ou com qualquer outra coisa que não lhe agrade e nós professoras temos que ser sempre sensíveis e ajudar a aluna a se amar do jeito que ela é, mostrando que ela pode se aceitar ou lutar, sacodir a poeira e levantar o bumbum da cadeira para mudar a própria realidade.

    É assim com a estética, com a vida e com todo o resto. NÓS FAZEMOS ESCOLHAS!

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  3. Ah, Rayzel, eu vi seu comentário no meu blog, com as mesmas palavras que vc usou aqui para a Verinha, então vou dar meu pitaco nessa assunto, já que a sua resposta foge um pouco do que a Vera realmente quis dizer nesse post, ela foi bem além do ser gorda ou magra, as coisas não se resumem a isso.

    As pessoas se precipitam e confundem 'corpo saudável' e 'boa forma física' com magreza e isso é muito grave, por que nenhum bailarino em sã consciência defende a magreza, mas sim a boa qualidade muscular e articular, afinal todos sabem a importância da massa magra para quem pratica esportes de qualquer estilo, moderados ou não.

    Eu tb acho que a dança do ventre amadora é para qualquer mulher, mas quando se fala em profissionalização as coisas mudam, pois a profissional deve prezar por tudo, inclusive pela saúde do seu corpo. A própria Verinha (Amar el Binnaz) já escreveu um post dizendo que precisava melhorar os cuidados com seu corpo por indicação médica.

    Muito cuidado para não confundir e dizer que quem defende a boa saúde física está fazendo uma apologia a magreza, isso é muito, mas muuuuito diferente!

    Beijos
    Ass: Luana Mello, sete quilos acima do peso por causa de um câncer de tireóide, mas que continua extremamente feliz com o próprio corpo.

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  4. Amei o post!
    Nós temos que nos aceitar como somos.. e é a mais pura verdade que o que as pessoas percebem é a nossa confiança no palco, se não há segurança suficiente, a dança fica "morta".
    Temos que ser felizes como somos, se não estamos satisfeitos, mude ué.. mas pela autosatisfação!

    Beeijos!

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  5. Concordo totalmente. Inclusive já percebi isso em mim. Ano passado fiz pré-vestibular e com os horários loucos,a ansiedade, a depressão q tive,a pressão do universo nas minhas costas (pq é isso que parece quando a gente passa por um pré) eu engordei bastante. E reparei em como minha expressão era diferente antes do pré. Acredito q o meu prazer em dançar diminuiu n só pelo peso extra,mas também por tudo o q tinha na minha cabeça. Mas o pré passou, eu passei no vestibular, agora tenho q ver como faço pra me livrar de tudo isso. Depois q eu emagrecer vou fazer um comparativo e te mostro.
    BJus

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Adorei a postagem..
    e concordo plenamente com tudo que foi colocado.
    Devemos nos aceitar do jeito que somos...e lembrar-nos sempre de que a nossa auto-estima vem de nós mesmo e nunca do mundo exterior.
    É ilusão achar que precisamos da aprovação do mundo externo para que sejamos lindas e maravilhosas.
    Temos que dançar porque gostamos porque acima de tudo somos perfeitas, independentemente de sermos magras, gordinhas, baixinhas etc.

    Vamos nos aceitar do jeito que somos e se vierem comentários olhe pra vc mesma e diga: Sou eu que estou aqui dançando linda, feliz e acima de tudo perfeita com tudo que Deus meu deu!
    E pra finalizar mande a inveja de olhares que estão sendo direcionados a vc para aquele lugar..rs Veja que é vc que está dançando e muitas que estão te olhando com certeza gostariam de estar no seu lugar...
    Se aceite do jeito que vc é!!!!
    bjos Ligia

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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