19 agosto 2009

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Dança do ventre e auto estima!


Olá habibas!

Ontem fui fazer uma entrevista para dar aulas em um espaço que já possui aulas de pilates, yoga e dança indiana. Ao me falar do propósito da academia, a dona me explicou que lá o enfoque deve ser maior no "despertar da auto-estima, resgate da feminilidade" do que na técnica em si.

Vamos pensar nesta afirmação...

A dança do ventre não é uma dança fácil. Você não chega na sala de aula e dança uma coreografia inteira, como acontece no Axé, por exemplo. Cada movimento é uma vitória, uma etapa cumprida, pois na dança do ventre colocamos pra trabalhar partes do nosso corpo que desde pequenas somos ensinadas a "limitar". O uso dos quadris, por exemplo, está limitado aos 4 dias do carnaval, fora dele o mover dos quadris no dia a dia tem que ser controlado, andar rebolando é um absurdo, essas coisas. Tudo isso fica acumulado no nosso inconsciente, não é algo que possamos controlar. Então, quando executamos um movimento de forma perfeita, já é uma grande vitória. (Nossa, no dia em que fiz um oito pra baixo, ou "oito maia" ou whatever até chorei - já fazia aulas a 8 meses e o mardito não saía)

Como não se pensar "poderosa" quando, depois de meses de aulas e ensaios, você consegue executar com perfeição uma coreografia? Se isso não é elevar a auto estima gente, sei lá o que é.

Trabalhar a auto-estima da aluna é também lançar "desafios de técnica", para que a aluna, ao vencê-los veja a si mesma como alguém que "PODE", "BASTA QUERER". Todas as coreografias que trabalho com minhas alunas tem um "desafio", justamente com esse propósito. Consigo enxergar em cada uma delas a satisfação enorme consigo mesmas quando há êxito na execução do tal movimento.

O "resgate da feminilidade" é outro ponto que considero natural no decorrer das aulas de dança. Como falei no post anterior (Você se aceita?), o que seduz é a autoconfiança. Quando nos colocamos para dançar, simplesmente buscamos o melhor para mostrar: cabelos, maquiagem, roupa, não é mesmo? Nisso também está o trabalhar da feminilidade: buscar a sua beleza para mostrar ao espectador.

Não existe "dança do ventre" sem auto-estima, sem feminilidade. Mas a dança é como se fosse um corpo, e, sem a técnica, temos um corpo aleijado, não é mesmo?

Beijins...

(P.S. - não estou apta pra falar de chakras e tais coisas por que não entendo nada, ok? Se alguém entende e acha que ajuda, comenta pra gente!!!!!!!!!!)

3 comentários:

  1. Olá,

    Acredito que não te conhecer pessoalmente, e vi que algumas pessoas te chamam de Verinha, é isso mesmo?

    Bom, eu adorei esse texto e fico impressionada como uma coisa se apresenta como oposição a utra aos olhos alheios.

    Seria muito bom se o trabalho de valorização da auto-estima fosse diretamente ligado ao exercício físico adequado as prtáticas da nossa dança querida, e vice e versa.

    Concordo que existem sim linhas de trabalho diferenciadas mas o bloco que nos move a ensinar e aprender deveria ser o mesmo. Ou seja, dançar faz bem: pratique!!! E PONTO.....isso já deveria ser suficiente para comprerender os diversos benefícios que essa atividade pode gerar.

    beijinhos

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  2. Oi Aisha!!!

    Não fomos apresentadas, mas sou GRANDE fã do seu trabalho e te acho linda de viver, eheh!!!

    Eu também não entendo técnica e auto-estima como opostos e sim como partes que se complementam...

    Mas acho que minha resposta a esta pergunta na entrevista já me dispensou, ehehh! Fica pra próxima!

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  3. Lindona!
    concordo muito contigo.
    dançar só pra resgatar libido, e/ou pra demonstrar a tal 'deusa interior' requer muito mais que um amontoado de frases de encorajamento e incensos acesos. Técnica faz parte de tudo... meio inegável ^^ faz parte do pacote pra boa dança e equilibrio.
    beijoos mil!!

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Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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