31 maio 2009

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Ainda sobre coreografia...

É meninas, hoje maridão tá trabalhando e eu tenho um tempão para fuçar na net... ehehehe...

Bom, falando ainda sobre coreografia, esta semana a Luana comentou comigo sobre o programa "So do you think you can dance" (Então, vc acha que pode dançar?) e resolvi pesquisar a respeito. Putz, tô apaixonada. 

O título é uma lição de vida a muita bellydancer por aí que acha que é bailarina "ultimate class", mas tem muuuuito aprender perto desses garotos, que parecem que nasceram com a sapatilha nos pés. 

O fato é que vi dois vídeos da mesma bailarina, Talia, que foi a vencedora do SDYTYCD Australia 2009, um das eliminatórias e outro da final, com a mesma coreografia. Aqui dá perfeitamente para vc perceber que dançando com os mesmos passos você pode dar uma tônica diferente a duas apresentações. É obvio que a apresentação da final é carregada de gana, vontade de ganhar, de impressionar, é a apresentação da vida da menina. E ela ganhou merecido mesmo. 

Primeira apresentação: eliminatórias.





Apresentação da Final:





Mais um incentivo pra gente se acostumar com a coreografia e fazer apresentações cada vez mais elaboradas.

Beijim
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Make do Bellencontro

Olá habibas...

A pedido da Lu estou postando fotos da minha maquiagem do Bellencontro.

Assim: eu não ligo muito pro lance da maquiagem combinar com a roupa - acredito na máxima de que você é quem tem que usar a cor, e não a cor usar você. Portanto eu estava com uma roupa amarela com a make verdona, sem medo de ser feliz.

Vamos às fotos:

"Ingredientes"

Fixador de sombras: Urban Decay Primer Potion Sin

Substituto Nacional: Potencializador de sombras "O Boticário", Fixador de sombras da Koloss (vai ter um sorteio dele no blog em breve, então, fica ligada!!)

Sombra cremosa preta de base para as cores: eu usei o NYX Jumbo Pencil "Black", mas o Avon tem o Glimmerstick que faz o mesmo efeito. O segredo é espalhar bem, porque as sombras cremosas do Avon tem uma tendência enorme para acumular na pálpebra.

Peguei um verde limão daquela paletinha que eu sorteei aqui no blog (e que vai ser sorteada de novo, junto com o Fixador de sombras da Koloss) e passei na parte interna da pálpebra. O objetivo desta sombra clara no cantinho é "levantar" o olhar. Caminhando para um verde mais escuro, usei a sombra "Lucky charm" da Too Faced, é um verde cintilante. Você pode usar um verde mais escuro misturado com dourado que dá o mesmo efeito.

Na parte "de fora" da pálpebra usei a sombra verde "Emmerald Green" da NYX, um substituto bom é a sombra verde musgo do duo da Vult. Com um pincel fino, pode ser qualquer pincel para delineador, passei a sombra preta no canto do olho formando a letra "V".

Para dar aquele "arabic look", passei lápis rente a linha dos cílios inferiores com um traço médio (aquele né gente, nem fino, nem grosso) e fui esfumando.

Como iluminador usei uma sombra creme "xing ling", lápis preto Duda Molinos, Maybelline Volume Express e Avon Supershock de Rímel. Estou usando cílios postiços, óbvio, que sou drag queen né gente.

Sobrancelha está marcada com sombra grafite, blush rosa da Natura, e baton da Vult + aquele de pó de ouro do Avon.

Se vcs gostaram me informem hein!! Quem sabe não rola um tutorial?

Grande beijo

28 maio 2009

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Coreografar sim, por que não?

Olá meninas...

Diante do que vi no Bellencontro, resolvi escrever sobre algo que já há tempos me toca o coração - coreografar a dança.

Não sei por que cargas d´água a dança do ventre coreografada, aqui no Brasil, é vista com grande preconceito. Bailarina boa é aquela que sabe improvisar. Isso eu ouço desde o primeiro dia de aula de dança do ventre, e concordo em parte, pois uma parte do estudo e do desenvolvimento da dança é você entender sobre a construção musical para poder dançar qualquer estilo, em qualquer ritmo. Faz parte, mas não exclui a construção coreográfica. 

No Egito 100% das danças apresentadas em hotéis, festivais e afins é coreografada. Não só porque é um cxxxxxxxx criar uma dança diferente para apresentações diárias, e até mais de uma vez por dia, mas porque o público é exigente. Lá, o povo entende quem dança bem e quem dança a título de embromations... E convenhamos, para convencer, só estudando muito bem a música e dançando milimetricamente dentro do ritmo. 

Mas a coisa é muito maior: coreografar é DIFÍCIL mulherada. É travar uma luta ferrenha com a melodia, com o ritmo, com a voz do cantor. É saber escolher, não só escolher os passos, mas os momentos da música, os instrumentos solistas. É treinar, treinar, treinar para que aquela sequência super rápida que vc montou não saia do tempo. Exige dedicação, exige parar por algumas horas e pensar no que vai fazer, onde acelerar e onde ralentar. 

Há quem diga que a coreografia exclui o sentimento. MENTIRA!!!!!!!!! Você diria que uma apresentação da Randa Kamel (God save the queen) é isenta de sentimento? Pelamor. Eu tenho dois DVDs dela com o mesmo show, um aqui no Brasil, e outro na França. É impressionante ver como ela desenvolve a coreografia com um sentimento tamanho que os passos são iguais, mas a dança é diferente!!!

Um vídeozinho dela só para não perder o costume:





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Vamos falar um pouquinho da musa das Bellynerds New Generation - a Saida. Pense numa bailarina que exala sentimento. E dança coreografadíssima, always. Mas seja num solo de percussão, seja numa música lenta, a impressão que eu tenho é que ela consegue congelar o mundo à sua volta e voltar todas as atenções à ela. E está coreografada. Ao ver um vídeo desse, alguém duvida?





Complementando o post da Luana sobre braços na dança do ventre, esse vídeo é uma verdadeira aula de postura de braços. Aliás, esse é um dos poucos vídeos da Saida para o qual eu digo BRAVO!!! Que postura, que delicadeza, quase nada daqueles chutes altíssimos (não gosto, sorry), muito sentimento, muito, muito, muito....

Não deixe que o preconceito contra a coreografia tire de você a oportunidade de elaborar uma dança detalhadamente, pensando no desenvolver da melodia, e expor em cada batida toda a sua ténica e seu sentimento. A dança agradece!!!

27 maio 2009

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Bailarina tem que estudar?


Olá habibas!!!!

Tempos atrás tive contato com uma bailarina que me marcou muito. Não só pela dança, mas pelo discurso mais alienado a que eu pude ter contato: só vejo dança, estudo dança, vejo filmes sobre dança, meu mundo é a dança. Quer ir pro Egito passar um tempo lá? Não pode porque o inglês é fraquíssimo... Assistir um vídeo de dança importado é um tormento porque não se entende nada. Se alguém fala alguma coisa sobre anatomia, cinesiologia, viiiiiixiiiiii... Que é isso?

Pode?

Eu acho que não habibas. Porque o fato de sermos artistas não nos aparta do mundo que é altamente globalizado e necessitado de profissionais capacitados. Eu sei que parece discurso de mundo corporativo, mas tem a ver com a dança também. Hoje as coisas ficaram tão fáceis... você pode receber uma proposta para dançar em um país árabe, ou mesmo para lecionar nos Estados Unidos e estar lá amanhã. E aí? Tem certeza de que vai chegar lá e vão achar bonito ter um tradutor para conduzir seu trabalho? E ainda mais: estar num país estrangeiro sem conhecer nem um pouquinho de sua cultura, se informar sobre sua situação atual é o cúmulo da falta de educação (quem não concorda pode jogar pedras, mas eu penso assim).

E ainda mais nós, que admiramos a cultura alheia, temos quase que por obrigação conhecer a fundo essa cultura, o modo de pensar do povo a quem amamos tanto, o que forma sua opinião...

Sinceramente não acredito que duas horinhas tiradas do seu tempo diário para estudar uma língua, ler um livro, um jornal, se informar sobre o que está acontecendo no mundo, adquirir um novo hobby, ouvir uma música que não esteja no repertório árabe, tudo isso, tenha a capacidade de "roubar" sua capacidade ou sua aptidão para dançar ou estudar dança. É um tempero, um quê a mais. Na minha modesta opinião, um upgrade mesmo.

Abre o olho hein!!! O mundo está mudando constantemente, não vá ficar alinenada!!!

Beijim

25 maio 2009

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Bellencontro: Excelente! Parabéns Layla Khodair

Olá habibas...

Acordei cedim só para falar do Bellencontro que foi ontem, 24/05 e espero que seja o primeiro de muitos. Meu objetivo lá era a avaliação da Luanna, então cheguei relaxadíssima e observei o movimento. Sinceramente, eu nunca tinha visto um evento com um nível tão alto! Tava todo mundo  dançando MUUUUUUUUUUUUIIIIIIIITTTTTTTTTTTOOOO. Fiquei triste porque nenhuma das minhas habibtys puderam ir, elas iriam aproveitar bastante.  Gelei porque tava todo mundo MUITO bem coreografado, e lá ia eu tentar a sorte de improviso depois da tal semana do cão. 



Conheci pessoalmente algumas das                           coleguinhas blogueiras, todas um amor! Vou começar pela própria Luana que é uma fofa, e graças a Deus, está muito bem! A avaliação dela foi nota mil, vou aproveitar mesmo cada palavra. Valeu muito a pena!!!






Outras coleguinhas blogueiras que conheci ontem e são muito simpáticas são a Naznin e a Zahira Nader. Já marcamos para fofocar novamente no Festival da Luxor que vai ter a minha idola RANDA KAMEL (quantos minutos fa
lta pro workshop mesmo?). A Zahira dança tanto que misericórdia. Eu hein!!! No dia em que eu dançar igual a ela, nem eu vou me aguentar. 
Alô Mercado Persa: PUTA INJUSTIÇA a menina não ter ido para a final. Ela teria papado fácil, comparando com o nível de algumas que vi por lá. 
A Naznin também dança lindíssima, e é extremamente simpática. Um prazer ter conhecido essas duas, beijo meninas!










Também minha fotógrafa número 2 do coração (porque o meu fotógrafo número 1 é meu amooooo né gente) Adelita Chohfi estava por lá e claro, tirou fotinhos primorosas.








Minha dança foi bem descompromissada viu gente... dancei muito mais com o coração do que com a técnica, porque realmente se eu fosse ficar encucada com coreografia eu ia entrar em depressão mesmo, já que as meninas estavam arrasando. Me deixei levar simplesmente pelo prazer de dançar. Deu muito certo. Os comentários foram muito bons e úteis, e ao final da minha apresentação tive o que foi mais gratificante: o abraço de uma senhora emocionadíssima, dizendo que há muito tempo não chorava vendo uma bailarina dançar. Putz, que responsabilidade! Só esse carinho já valeu todo esforço. 



Parabéns mais uma vez à Layla Khodair pelo evento maravilhoso, e uma ótima semana a todas.

Beijim.

24 maio 2009

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A dificuldade com os problemas técnicos


Olá habibas...

Hoje vou falar de um problema que podemos chamar de "fatores externos incontroláveis", mas que pode fazer parte da vida de qualquer bailarina. E, acreditem, até para isso temos que treinar nosso espírito:

OS PROBLEMAS TÉCNICOS COM O SOM!

Explico: ontem fui dançar no Sarau 2009 da Fatec de Carapicuíba. Depois de uma semana de cão, tomando créu da chefe na velocidade 5 TODO SANTO DIA (é, eu sei o que vc tá pensando, ela tá completamente apaixonada por mim. O problema que eu gosto é do que balança), sem ensaiar nenhuma vezinha messssssssmo, mas com a segurança de quem conhece a música a fundo,  fui lá. 

Começamos errado no makeup: eu queria uma make rosinha com beringela, meti o preto no meio, não deu certo, tive que tirar tudo e por de novo. O problema é que eu estava em cima da hora, tive que fazer um make básicão mesmo. Moral da história: até minha sobrinha de 6 anos sabe que o esfumado de make rosa deve ser feito com MARROM e não PRETO. Não faça como eu e considere as dicas de quem sabe mais do que vc. 

Coloquei minha roupa azul que eu não dançava a anos (e que não fica mais linda em mim, devido os quilos a mais) e fomos: eu, meu marido e uma amiga. Chegamos lá, me troquei, coloquei a capa e fiquei esperando. Minha dança tava marcada para as 6 e meia, dancei quase 8 horas.

A música: Ana Fi Intizarak. É amigas, eu pequei. Devia ter pego uma que estava na manga (ensaiada, coreografada...). Resolvi pegar essa que eu NUNCA DANCEI, e também NUNCA ENSAIEI com ela. E ainda uma música dificílima, cheia de nuances e trocas, e, acima de tudo, longa. Mas eu confio, confio no meu potencial e na minha dança...

Fiz a entrada e...

A MÚSICA PAROU. Os queridos estudantes de engenharia da Fatec não manjam PORRA NENHUMA de Media Player, o retorno tava uma bosta!!! Coitadinhos dos caras que iam cantar no sarau, a gente no palco não ouvia a música direito. Tentaram de novo. 

A MÚSICA PAROU DE NOVO. Peguei o véu, abri, fiquei de costas esperando eles arrumarem o som. Devia ter saído do palco, da faculdade, do mundo... Que vergonha. 

Depois conseguiram, e colocaram a música já bem adiantada, a entrada que eu tinha imaginado com o véu FOI-SE. Eu não ouvia direito a música. Tudo o que eu tinha planejado mentalmente foi pra bosta, dancei um LIXO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Abalou, abalou, sacudiu balançou meu psicológico, não consegui messssssmo. Minha amiga ainda falou que os caras na platéia comentavam que os tropeços me abalaram, dava pra ver que eu dançava bem, mas que tava completamente desconcertada. 

Mas o que aprendi e resolvi trazer como experiência para vcs é: levem um CD com músicas conhecidas na bolsa, e deixem na coxia. Deu um problema desse, pegue aquela coreo requentada, entregue a música ao DJ e finja que ele apenas errou na seleção da música. Dance aquilo que vc já dançou trilhões de vezes e manja muito bem e arrase. 

Um beijo e vejo vcs a noite no Bellencontro.

23 maio 2009

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Meu novo blog - Bellydance Exchange



Olá meninas...

Esse estava no ventre há umas duas semanas, mas agora saiu: Bellydance Exchange! Meu novo blog para trocas de DVDs. Vou colocar os meus DVDs que acho legais, que acho também que poucas pessoas tem, e tomara que nossa coleção aumente muuuuito!!!

O endereço do blog é:  http://ventreexchange.blogspot.com/


Vai funcionar assim: Eu vou postar alguns DVDs que tenho e acho muito legais, com minhas impressões. Claro, todos estarão disponíveis para troca. 

Se vc quiser trocar DVDs comigo, mande um e-mail para neguinhamoreira@gmx.net.

Você também habiba, pode participar! É só me mandar um e-mail com o título do DVD, uma foto da capa e sua descrição do que pode ser útil para estudo. Só não vale assim: "Ah, esse DVD é lindo, a fulana é linda, é tudo lindo..." Procure enumerar as coisas boas que a bailarina pode tirar estudando esse DVD. Publicarei o texto, assim como o e-mail da habiba que postou e todo mundo também pode entrar em contato com ela para novas trocas. 

Espero de coração que sirva para que vocês possam fazer boas trocas e que a dança ganhe muito com isso.

17 maio 2009

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Mas por que ser avaliada?


Olá meninas...

Bom, não sei se vcs sabem, mas trabalho no mercado financeiro. E sem modéstia nenhuma sou fera no que faço. De verdade, afinal, minha atividade secular é quem paga a fatura do cartão de cartão de crédito, então... Enfim.

Mas se, em algum dia, alguém me disser "Fia, faz o seguinte, pega uma folha, escreve tudo o que sabe, põe seu nome em cima e entrega que vai valer nota". Viiiiiiiiiixeeeeeeeeeeee... acabou, não sei mais nada, começo a tremer, não me vem um puto de um investimento ou garantia na cabeça. Morri. Devo ter alguma "síndrome do pânico"  com provas. 

Desde sempre somos condicionadas a acreditar no processo avaliativo como algo ruim. Se o professor quer dominar a classe diz: "Silêncio que vai cair na prova". Se a mãe quer algo do filho promete "Se vc for bem na prova te dou uma bicicleta"... E assim sempre. Na vida adulta, ficamos apreensivos com o vestibular, que toma praticamente um ano da nossa vida, e quando chega o dia é um trelelê. Putz, ainda não me recuperei de, há 10 anos atrás, entregar a segunda fase da FUVEST em branco, e quando cheguei em casa, li de novo e sabia tudo. Isso foi um trauma. 

Na vida de bailarina acontece algo bem mais estranho: por mais avessa que sejamos às avaliações, as buscamos constantemente. É concurso do Mercado Persa, é Pré Seleção, Omar Naboulsi, concursos mil... Tudo isso levantando a bandeira do "quero uma avaliação séria da minha dança".  

Li na comunidade "Fanáticas por Dança do Ventre" um texto da Janaína dizendo que era do Rio e que lá a Pré Seleção é super respeitada e que pra entrar no mercado como bailarina e professora era um ítem "de se considerar". Daí começou uma briga e o tópico foi apagado. Mas comecei a pensar nisso. 

Bem, em primeiro lugar, qualquer lugar que exija um "diploma" de dança, um selo, ou qualquer coisa que o valha, para valorizar uma bailarina deve ser questionado. Tem muuuuuita bailarina que não possui selo e dança muito bem, tá fazendo sua carreira lecionando e dançando e obtendo respeito do público. Acho que a expressão máxima dessa geração é a Mahaila el Helwa. Embora tenha tentado o Mercado Persa em 2004, ficou em segundo lugar, não tem o selo da KK mas é maravilhosa, dançou no Egito, faturou o Ahlan wa Salan e é uma bailarina que todo mundo ama. Você, dono de um estabelecimento que quer apresentar dança árabe, dispensaria a Mahaila só porque ela não tem o tal selo? Táaaaa bom! Então, minha opinião sobre esse tipo de lugar é: continue estudando e procure um lugar que valorize você e sua dança e não o selo. 

Outro ponto que quero apontar aqui é: pense bem no processo avaliativo. Durante anos e anos jogamos pedras na seleção da KK (eu bem ferrenhamente), mas a realidade é que eles não colocam armas na cabeça de ninguém pra prestar a seleção lá. As bailarinas é que chovem por lá. E quando não aprovadas apontam aos quatro ventos que os critérios de avaliação são questionáveis. 
Nossa postura quanto a isso deve ser: eu quero ser avaliada por quem me interessa! Quer ser avaliada por Jorge e Lulu? Pegue todo o dinheiro que vc teve que gastar com a pré seleção (roupas, filmagem, fotos profissionais e inscrição), e invista numa aula particular, numa avaliação coreográfica. É claro que eles não vão te dar aquela planilha enorme cheia de notinhas, mas com certeza, o que eles te disserem em loco você vai respeitar e vai guardar pra vida inteira. 

Mas se vc quer prestar a pré, tudo bem. Então não reclame que bailarinas que tem menos tempo de dança que você e que dançam lá desceram a ladeira na avaliação. Elas estão lá pra "isso mesmo". A banca está muuuuito inchada. Eu, por mim, se fosse prestar esse tipo de coisa, acreditaria numa banca composta somente de Lulu, Jorge, Jade, Aysha, Tahya, Munira, Shams, Kahina, Nur, Juli, Mayara, Elis, Aziza e Danny Negri. Pense bem, porque você quer ser avalliada por estas pessoas, mas os outros 10 quilos de bailarinas que estão lá também formam a composição da nota. 

A "grande sacada" disso tudo a Luanna Mello já falou: mais vale a viagem do que o destino. Quando você se submete a um processo desses estuda como deveria fazer em toda sua vida de bailarina; várias horas por dia, se questionando, se corrigindo... Pouco importa se vc vai ser aprovada ou não. O processo já te garantiu um resultado a ser aproveitado!

O que podemos tirar de conclusão disso tudo? É que não basta querer ser avaliada, não basta estudar e tirar fotos profissionais, e também não basta a roupa nova. Basta você escolher de receber as críticas de quem interessa. E se não dá pra ser na pré seleção, no Mercado Persa, ou em qualquer outro lugar, procure o profissional que interessa que seja o teu avaliador e faça uma aula particular com ele. Tenho certeza de que vc não vai se arrepender.

Um beijo.

10 maio 2009

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Bellydance forever divas: Soraia Zaied


Olá meninas... Feliz dia das mães para todas.

Eu sei, eu sei, um post por semana tá flordis... Mas tô retomando o ritmo e as coisas ficam meio difíceis, sabem como é. Vou tentar postar mais, prometo!!!
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Esperei mais de 100 posts para falar daquela que para mim é coca-cola: uma hora a gente ama, outra hora a gente odeia, mas nunca, nunca mesmo, consegue ficar sem - Soraia Zaied. 

Soraia surgiu em minha vida "apresentada" pela minha segunda professora de dança. A primeira tinha como "deusa" absoluta Lulu Sabongi. Ela me mostrou um vídeo de 1999, de uma bailarina com o quadril solto do corpo, qualquer coisa de assombrar peão. O comentário é sempre o mesmo: "Olha esse quadril menina!!!" Fiquei apaixonada. Fui no show dela em 2004, fiquei mais apaixonada ainda. Que quadril gente! Comecei a pesquisar mais...

Cheguei aos vídeos didáticos e à sua apresentação na "fita" de Ritmos da Lulu. O que mais me encantou nessa bailarina foi a "ginga" muito bem misturada com a técnica, e um talento fenomenal. 

Seus vídeos didáticos possuem uma qualidade muito bacana, embora dê pra ver claramente que Soraia não é muito boa com as palavras, nem tem grandes entendimentos sobre o corpo humano, cinesiologia e o caramba a quatro. Mas de suas salas de aula saíram grandes bailarinas estrelas do meio como Kahina e Nur, fora as que eu não sei que foram suas alunas. 

A dança de Soraia é uma "metamorfose ambulante", embora eu (eu, pessoa, indivíduo) considere seu melhor período técnico os vídeos didáticos. Hoje, claro, a dança dela tem uma séria influência dos shows que ela realiza no Cairo, que, por demanda do público, tem que ter um toque mais brasileiro, "bundadinhas" e tudo o mais. 

Soraia utiliza os movimentos de diversos tamanhos, e sinceramente, acho isso um diferencial. Nossa dança tem uma leve tendência a priorizar o pequeno, acredito que pela forte influência da Lulu Sabongi na divulgação da dança. Soraia vai meio que na contramão dessa tendência. Ela se beneficia do "tamanho" dos movimentos para compor suas coreografias, e consegue muita qualidade nessa diversificação. Se vc observar, seu Taksim é composto de movimentos muito pequenos e contidos (e ainda com aquele tremidinho máximo), e seus movimentos alegres são grandes, porém executados perfeitamente. 

No ano passado tive acesso a uns DVDs que ela trouxe do Cairo: didáticos para solo de percussão. Fiquei horrorizada. Tá, pode me chamar de antiquada e o caramba, mas não gostei muito não. É logico que utilizo muuuuuito, afinal, Soraia fala minha língua. Sei lá, é uma coisa de empatia, entende? Mas não gostei das performances. 

Enfim habibas, Soraia Zaied é como matemática: difícil, mas extremamente necessário para nossa vida de bailarina, útil para nossa vida de professora, e indispensável para nosso crescimento técnico.

Eu fui criadora da primeira comunidade do Orkut em homenagem à Soraia. Não é a maior, mas é a PRIMEIRA!!! Parabéns pra mim.

Com vcs, Soraia Zaied





04 maio 2009

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Nova coreografia: Dança com taças


Olá meninas...

Esquentando as turbinas para um novo trabalho: dança com taças.

Sinceramente, eu pesquisei um texto bacana pra colocar pra vcs, mas não achei nada que me convencesse não. A dança com as taças pode ser considerada uma versão ocidentalizada e "minimalizada" da Raks el Shamadam - A dança do candelabro, que possui uma característica festiva, dançada em casamentos, aniversários e batizados. Possui como simbologia iluminar o caminho dos homenageados, sejam noivos, aniversariantes ou crianças.

A bailarina dança com duas taças, iluminando seus próprios movimentos, equilibrando, quando possível, as taças em áreas do corpo tais como coxas e ventre, e criando desenhos no ar. 
Se alguma das habibas que possuem mais informações sobre essa dança quiser contribuir com as informações, será muito bem vinda.

Nosso próximo objetivo será então a dança com as taças com uma música romântica do Wael Kfouri. Minha intenção não é realizar uma dança "tradicional", e sim propor uma nova abordagem com uma dança que já é de origem ocidental.

Aqui está o link para a música.

http://www.4shared.com/account/file/103441722/fdac3856/Wael_Kfouri_-_Bahebak_Ana_Kteer.html

As taças deverão ter o "pegador" curto, e a vela dentro é uma velinha normal. No Roldão-Osasco, as tacinhas custam R$ 1,99.

Estou postando fotos de minhas tacinhas para vcs. Se possível, gostaria que já na sexta feira todas estivessem com as tacinhas, ok? 


Beijos e mãos à obra.


03 maio 2009

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Shik Shak Shok é Pop

Olá meninas

O papa é pop, o papa é pop,
O pop não poupa ninguém...

Humberto Guessinguer sabia das coisas viu meninas.

A música Shik Shak Shok, que eu não sei nem de quem é, é um dos ícones brega da dança do ventre. Atire a primeira pedra quem não a colocou no rol "Reginaldo Rossi" da música oriental. 

Mas assim como está escrito que todos os seres humanos terão 15 minutos de fama, toda bailarina, toda MESMO vai dançar a música Shik Shak Shok algum dia na vida. Eu já dancei, claro. Em minhas primeiras apresentações, a música "da manga", prontinha pra qualquer ocasião, claro, era Shik Shak Shok.

E para provar que Shik Shak Shok é pop meeeeeeeeeeeesssssmo, trouxe um vídeo de uma das poucas uninanimidades da dança do ventre, Suheir Zaki, dançando a danada:




A Lulu também dançou em um de seus vídeos, mas tava cortado pela metade, e só foi apresentada "inteira" na coletânea de solos. Infelizmente não tenho esse vídeo aqui.

Agora mais Shik Shak Shok pra vcs... 







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