20 abril 2009

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Preconceito academias - escolas de dança tradicionais com a Dança do Ventre.


Olá habibas...

Visitei o tópico na comunidade do Orkut "Fanáticas por Dança do Ventre" que dissera sobre o preconceito de uma determinada escola de Balé com a Dança do Ventre:

"Olá meninas,não sei se aconteceu com vcs ,mas a minha turma e minha professora temos penado com o preconceito nas escolas de dança,no comerço do ano trocamos porque a dona da antiga escola nos "sacaneou" muito,além dela estragar o figurino da presentação de fim de ano ela chamava nós todas de odalisca e incitava as bailarinas clássicas a arremedar a gente, isso porque nós fomos a turma mais elogiada no aulão público.

Bom quando entramos pra essa escola nova ia tudo as mil maravilhas,pensamos achamos nossa casa, o dono da escola de arte resolve fazer uma fusão com um ballet badalado,na reunião de fusão a dona da escola falou que não tinha dança do ventre no seu quadro devido a falta de procura,mas que por enquanto ela não ia mexer,acabamos ficando na direção do dono,que falou com a minha professora que por enquanto iamos continuar, e nós já estávamos combinando de fazer uma festa arábe pra promover a dança do ventre.

Há 2 semanas a dona do ballet tah pressionando as aulas serem transferidas pra outro dia, já que terça e quinta ela quer exclusividade, hj cheguei na escola e foram programadas o aulão público e a comemoração do dia internacional da dança, nós não fomos convidadas a nos apresentarmos. Estamos sendo boicotadas, me causou um desapontamento enorme .

Lembro da minha primeira apresentação que as bailarinas riam de nós na cochia,mas quando o público aplaudiu de pé, elas ficaram sem graça.

Vocês já enfrentaram algo parecido na escola de dança?" (By Ceres)

Achei interessante trazer esse texto pra vocês porque muitas também podem estar fazendo aulas em academias de ballet e trazerem sua experiência.

No meu caso, eu dou aulas em academia de ginástica. Já engoli vários sapos também.

Comecei por convite da minha primeira professora de dança. Na época eu fazia aulas na Shaide Halim, e a professora da academia me convidou para substituí-la pois ela iria morar na Holanda. Conversei com a Shá, que me disse que eu tinha condições de assumir uma turma e lá fui eu. Houve uma festa na academia, para que eu pudesse apresentar meu trabalho, treinei pra caramba e levei El hob Kolloh amooo muito essa música, mas é bem difícil. Isto feito, três dias depois a coordenadora me chamou na academia para acertarmos os detalhes.

Olha a conversa: ela me disse que tinha adorado, que concordava com a decisão da professora anterior em me chamar pra substituí-la, mas que ela tinha ouvido das "meninas que faziam aula" que eu não sabia nem dançar direito, quanto mais assumir a turma. Enfim, que eu teria "problemas com público" e que a academia só manteria a turma se houvesse retorno financeiro.

Putz, que bordoada... era minha primeira turma e eu teria que rebolar pra que houvesse alunas. Mas não teve jeito. No começo eram 4 ou 5 meninas por aula, quando muito, devido a minha inexperiência em ensinar. Eu era ruim mesmo (não que eu me ache A PROFESSORA, mas melhorei bastante...). Toda aula achava que iam me demitir...

Mas tem um porém: eu dou aulas sexta feira à noite, vejam vocês! O horário que ninguém quer. Nem as alunas, porque minha concorrência é quase imbatível: A BALADA. Tava difícil.

Comecei a fazer aulas com a Níjme, que me ajudou enormemente no quesito didática. Aliás, pra quem quer ser professora, indico muuuuuito, porque ela é realmente uma mestra no "ensinar a ensinar". A turma foi crescendo (graças a Deus). Mas ainda era bastante instável: numa semana tínhamos 15 meninas em sala, outra semana tínhamos 3. Aos trancos e barrancos, no final de 2007 fizemos a primeira festa árabe de final de ano na academia. Era, aliás, a primeira festa árabe que foi feita na academia, mesmo havendo professoras há 7 anos.

Foi um sucesso. A procura aumentou muuuito. Desde então levo minhas alunas pra dançar em festivais, a aula tem boa procura, estamos na expectativa de criar mais um grupo.

Ainda assim, em todas as aulas a recepcionista conta as alunas pra ver se "a aula dá lucro". Continuo dando aulas na sexta, embora todo mundo CLAME pra que a aula seja em outro dia. Ainda tem professor querendo me tirar meia hora de aula pra que as aulas dele sejam "num horário padrão"... O preconceito com a dança do ventre fora do ambiente "escola de dança do ventre" é imenso, mas pode ser contornado com dedicação, resultados e, principalmente, um boa conversa.

Um beijo.

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