28 fevereiro 2009

5

Mas, afinal, o que é fluidez?


Sabe meninas, uma pergunta que fica martelando minha cabeça todo dia, desde o meu primeiro dia de aula é: mas, afinal, o que é fluidez?

Minhas primeiras anotações de estudo, vindas diretamente das fitas da Lulu que eu praticamente comia todos os dias, notificam: Samia Gamal é fluida, Taheya Karioka é fluida, Najwa Fouad é fluida.... Instruções sobre fluidez é o que mais tem: “A dança deve ser como uma fumaça perfumada, sem corte....” “Quando você dança é como se vc estivesse escrevendo com mel, sem corte...”(Jade el Jabel), enfim... Tudo isso eu leio, escuto, mas acho que o povo mais escreve do que faz. Observe:

Você já viu um vídeo da Samia Gamal? Eu já vi! Um monte... Ela é linda, mas fluidez, pra mim, não é o seu forte. Ela tem trocas rápidas, e um oito pra cima que é infinito, fora os braços, sempre muito, muito, muito... E dizem por aí que ela é fluida. Muito diferente, por exemplo, de Nayma Akef, essa sim, muito fluida, “gruda” os movimentos de uma forma muito legal! Não deixa de fazer depois uma comparação no youtube pra ver.



Sohair Zaki dispensa comentários, acho que ela é uma das poucas antigas que desperta admiração EM TODO MUNDO, mas essa apresentação de Leylat Hob é primorosa, com trocas suaves e delicadas:



Eu adoro a Dina, sabe? De verdade... me identifico com a alegria nas suas apresentações, mas não posso deixar de admitir que ela não é fluida de jeito nenhum.

Acho a dança do ventre que se executa no Brasil muito peculiar, no sentido de que todo mundo quer mostrar TUDO o que sabe em TODAS as músicas/danças, etc.. Excesso de passos mesmo. Na minha opinião isso compromete, E MUITO, a fluidez, porque nem sempre a ligação dos passos acontece de forma suave, e vemos o famigerado “Tranco” fora do contexto (aqui leia-se fora da batida da música). Vamos pegar como exemplo a Serena Ramzy (que eu adoro muito, muito, muito). Ela utiliza poucos passos em suas composições, porém sua dança é muito limpa, e, na minha humilde opinião, muito fluida também. Pode ser considerado pobre? Não, se avaliarmos a execução dos movimentos: tudo com a maior perfeição.



Uma boa forma de se avaliar no quanto de fluidez se pode chegar, é comparar os vídeos da Lulu e da Carlla Sillveira com aquela música famosa (e dificílima) do Emad Sayyad. Eu sou fã de pular de pompom na mão da Carlla Sillveira, a acho uma das maiores, senão a maior, coreógrafa do Brasil da dança do ventre. Ela mistura elementos de diversos níveis de dificuldade, porém ligando-os com uma perfeição ímpar:



Já a Lulu faz um improviso, e, na minha opinião fica uma dança de quem tava meio puto na hora sabe? Como sou daquelas cuja opinião é de que a dançarina deve exalar alegria e sentimento, a dança para mim "soou estranha". Veja:



Vejam que são duas danças feitas propositadamente para o vídeo, mas a Carlla dá uma ênfase maior à sua dança, e Lulu já valoriza sua própria imagem.

As americanas também são mestras em elaborar coreografias, mas já tantos, tantos, tantos passos, e trocas tão rápidas na velocidade da luz, que a fluidez fica comprometida também.



Mas há excessões, claro, como a Tamallyn Dallal. Essa apresentação dela é a perfeita expressão da fluidez e da delicadeza - Ya msafer wahdak:

http://www.youtube.com/watch?v=kye5eCqMGE4

E vocês, habibas queridas, o que acham? Já acharam a fórmula mágica para a fluidez na dança? Vamos trocar experiências.

Um beijo

20 fevereiro 2009

2

Sobre rótulos e afins...

"Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos uma mundo doente."
(Renato Russo - Índios)

Bom gente, essa discussão sobre o que faz de uma bailarina uma profissional, os requisitos para ser profissional, quantidade de treino de uma profissional, corpo de uma profissional, alunas de uma profissional, cursos profissionalizantes de uma profissional, figurino de uma profissional, método de ensino de uma profissional... tá bombando por aí, tem post no blog da Lu, artigo da Aisha Jalilah, um monte de coisa sobre isso, a minha única posição é a história que vou contar abaixo (fatos reais, porém com os nomes trocados):

“Havia um pastor. Reverendo Matias. Pernambucano, boa praça, gente boa toda vida. Tinha vindo do Recife com sua esposa, e durante a semana dava aulas numa escola pública. Não raro as atividades da igreja durante a semana batiam de frente com os compromissos do pastor com o seu trabalho chamado “secular”. Reverendo Matias nunca negociou com a escola, sempre com a igreja. Esta era sua postura. Havia também um seminarista na igreja, Serafim, que criticava com afinco o posicionamento do pastor. À boca pequena falava que “Reverendo Matias pra mim não é pastor, ele é professor, e pastor amador”. Eu sempre achei o Reverendo Matias um ótimo pastor, bom conselheiro, bom líder... seu único “senão” era não estar na igreja às vezes durante a semana, mas isso não desmerecia suas qualidades de pregador. Perguntei a ele uma vez sobre seu posicionamento ele me disse que suas obrigações de ministro estavam em dia, porém que um trabalho secular tem exigências que devem ser respeitadas, e ele precisava do trabalho secular para providenciar um melhor nível de vida para sua família. E finalizou dizendo que ele poderia ser pastor de uma igreja, mas em primeiro lugar ele era pastor de sua família, e que um pastor dá abrigo, alimento, carinho e proteção às suas ovelhas. Se eu achava que ele fazia errado de ter um emprego, saí da sala de cara no chão concordando com tudo o que ele disse.

Mas, pra quem não sabe, o seminarista um dia vira pastor. E com o seminarista Serafim não foi diferente. Ele foi ordenado pastor, e foi obrigado a adaptar sua vida de ex-executivo de sucesso com o dia-a-dia da vida sacerdotal. Pastor ganha salário, mas esse salário depende da fidelidade dos fiéis com o dízimo e as ofertas. Como a igreja na qual ele era pastor não fazia parte do circuito “compre sua vida abençoada”, as ofertas eram escassas, e o dízimo não tinha uma regularidade. Então o salário dele às vezes atrasava, nem sempre era pago de forma integral, e às vezes não era nem pago. Essa foi a primeira igreja.

Sua segunda igreja, a qual ele achava que iria ser diferente, foi a mesma coisa.
A terceira igreja foi a mesma coisa. Mas a terceira igreja coincidiu com o terceiro filho. Com as despesas aumentando, ele foi obrigado a olhar para seu título de Mestre em Administração de empresas e Logística da Fundação Vanzolini (USP), que até então era um pálido diploma no fundo da gaveta – pra quem é pastor com mestrado em teologia, sua formação anterior é meio que “deixada de lado”, e pensar num plano “B”. Bom, voltar ao mercado como executivo, depois de 6 anos é quase impossível, ainda mais depois dos 40 anos. Bem, o agora Reverendo Serafim é quase um gênio em matemática, dono de um respeitável QI de 132 pontos, parece uma esponja absorvendo todo o conhecimento a que tem acesso. “Bom, eu poderia dar aulas de matemática...” ponderou.

Começou com as aulas 2 vezes por semana, à noite, nos dias em que não havia culto. As coisas melhoraram com o dinheiro extra. Depois 3 vezes por semana, à noite. Depois 3 vezes por semana à tarde e à noite. As coisas melhorando, melhorando.... Depois todos os dias, de tarde e de noite.
Agora o concurso para professor efetivo do Estado foi impugnado, e os professores contratados da rede pública perderam suas cadeiras. Reverendo Serafim está, como se diz lá no norte, “com as mãos na cabeça”. Como ficaria o Reverendo Matias, ao saber da situação do Reverendo Serafim? Será que iria rotulá-lo “ele não é Pastor, é professor”, como havia sido com ele?

Jesus, que é minha maior inspiração dentro da minha profissão (administração de empresas) , e dentro da minha admiração por dança do ventre, por suas palavras de amor e sensatez já havia nos ensinado, 2000 longos anos atrás “não julgueis, para que não sejais julgados, não condeneis para que não sejais condenados”.

Bom carnaval.

18 fevereiro 2009

4

Sou blogueira, orkuteira, interneteira, quero mais o que?

Ok girls... depois do papel ridículo do post abaixo, vamos falar sério....


Bom, nos meus tempos de igreja li um livro fantástico do Don Gosset chamado “Há poder em suas palavras” (Ed. Vida). O foco do livro, claro, é o poder de profetizar bênção para sua vida apesar das diversidades. Mas é um título muito apropriado quando o assunto é o seu comportamento dentro do meio de Dança do Ventre. “Há poder em suas palavras”.

Sei disso de cadeira, porque sempre fui uma pessoa que defende sua posição até o final. Minha mãe me ensinou a sempre “lutar pela minha verdade”, e eu levo isso a sério mesmo. Mas é claro que a vida ensina a gente a manter a boca fechada na hora certa. Porém nem sempre tive esse polimento...

Tudo começou com o fórum KK. Eu sempre muito apaixonada pelas coisas, e estava descobrindo o universo da dança do ventre. Pra minha professora na época Lulu era “deusa”, e se a Lulu era a deusa, logo a KK era o céu. E eu era assídua do fórum KK. Adquiri o hábito (que mantenho até hoje, porém com menor freqüência) de acessar a página da KK todos os dias e opinava na maioria dos fóruns disponíveis, porque isso dava uns pontos e depois de uma determinada quantidade de pontos o Jorge dava CDs para os usuários do fórum. Sempre com o hábito de ser muito franca e talz... Até que resolvi comentar sobre a roupa jeans da Nevenka. Achava (e acho) roupa jeans, justa e curta o máximo do mau gosto – muito Dina pra Terra Brasilis. Temos ateliers que fazem roupas tão lindas.... Bom, enfim. Falei que a roupa, na minha opinião, era o Ó DA REQUENGUELA .
Nossssssssssssssssssaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!! Vixe, fui excomungada no fórum, ofendida pelo Douglas e banida pelo Jorge. Só porque não pratico a idolatria exacerbada, e além do mais não falei do talento da bailarina, falei do figurino!!!!!!!!!!!
Posso citar aqui vários figurinos que acho HORROROSOS de muitas bailarinas talentosíssimas. Não questiono o talento, mas acho a roupa feia, pronto. Sorry.

Quando meus dias de fórum KK acabaram já existia o Orkut. E eu era praticamente como dizem lá em Natal: Blogueira, Orkuteira, interneteira, quero mais o que? As comunidades que eu mais participava eram: Beit al Raqs, Fanáticas por dança do Ventre e Dança do Ventre com personalidade. Ah, eram bons tempos... a gente discutia, falava prós e contras e colocávamos nossas opiniões tranqüilamente! Até que um post sobre a pré seleção ofendeu o orgulho de quem a defendia como verdade absoluta, alguém chamou o Jorge e o exército de defesa da KK para “defender a trincheira”. Aff... foi um Deus nos acuda!!!! Lembra do episódio quando ele nos chamou, gordinhas que somos, de maçãs feias e podres? Uma pena eu não poder postar aqui porque esses comentários foram todos apagados. Depois disse que a gente queria ter nossos 15 minutos de fama, e que não seria ele que daria (mas pouquinho tempo depois, bem que ele chamou a Joelma Brasil, bem gordinha, pra dançar lá na KK, sorte de quem foi assistir porque a Joelma ARRRRRAAAAASAAAA). Daí começaram os telefones sem fio no Orkut, do tipo “Vc viu o comentário do povo lá na Dança do Ventre com personalidade? Ta pegando fogo!!”. Os comentários na página de recados do povo pipocavam... Era uma falação sem fim (e deve ter ficado pior depois que trancaram os recados). Esse tipo de gente, que fazia fuxicos sem fim em suas páginas de recados era quem acusava a quem dava a cara para bater de mal amada e talz... Whatever!
Nesse tempo tinha o blog da Zahara... Eu MORRIA de rir, queria Zahara pra presidente do Brasil e tudo!!!

Fui me desiludindo com as comunidades do Orkut de DV, porque todos os adjetivos eram pra nós: mal amadas, recalcadas, só porque tínhamos opinião. Parei de comentar. Já tem uns 2 anos. Minha última incursão orkuteira foi a defesa das meninas que pagaram pra ver a Dina o ano passado e viram foi o advogado pressioná-las a ficarem bem quietinhas.
Depois disso larguei... Vi recentemente o post da Lú sobre as grosserias que tão rolando por aí, mas sinceramente não me animei de procurar sabe? Não vale a pena. Mas acho que perde todo mundo quando a gente tem que manter uma máscara sobre determinados assuntos. Acredito que a crítica é necessária quando feita com bom senso e parcimônia. E que, acima de tudo, cada opinião individual deve ser respeitada.

Um beijão.

16 fevereiro 2009

2

Era pra ter ficado direito... Tutorial Make azul

Olá habibas...

Domingo à noite. Mais ou menos 7 horas. Unhas feitas, cozinha limpa, Faustão na TV e eu resolvi fazer outro tutorial de make (isso leva tempo e dá trabalho, fora o mico de ficar tirando 1000000 de fotos, com minha máquina que já pede aposentadoria faz tempo). Era pra ter ficado legal, mas no fim ficou uma m..... . Resolvi postar assim mesmo, e tirar um sarro, já que a gente perde o amigo mas não perde a piada, tcherto?

Vamos lá!!!



Como é que um ser humano se presta a esse papel? Afffff...

Bom, o fato é: assim como casar, ter filhos, fazer um MBA ou trilhar o caminho de Santiago, fazer escova progressiva é uma SÉRIA ESCOLHA na vida de uma pessoa. E assim como o vício em heroína que para se livrar dele vc tem que aguentar os efeitos colaterais da metadona, para se livrar da escova progressiva vc tem que manter os cabelos assim: 50% pixan, 50% esticado. Por isso: pensem muito bem. Converse com as amigas. Consulte um psicólogo antes de dar um passo importante desse.






Considerações:

Bom, como vcs podem ver, meu desejo de ser branquinha supera meu bom senso. Por isso comprei o Duo Cake da Vult nr.04 (pobre é assim: quando quer comprar a paleta da Graftobian vai na farmácia e compra uns Duo Cake da Vult), convencida que era da minha cor. Ficava meio clarinho na mão, mas naaaada demais. Bom, o resultado "Casper" tá aí pra todo mundo ver. E a preguiça de conferir se o rosto tá todo coberto, fica como? - vide raiz dos cabelos.

Não se engane!!!! Um dia o blush rosa da linha Natura Única vai se virar contra você, e a profecia é que vc ficará com a cara da Emília.






Esse é um momento histórico na "blogosfera": um produto usado e surrado!!! Que fique para a eternidade.

Sim eu SÓ TENHO UM primer de sombras (mentira, tenho o do Boticário mas não gosto não), e uso meeessssmmmmoooo, todo dia. Daí ele fica assim né! Coisa de creuza.


Atenção, momento sério: o stick do avon cor Pérola também serve como base para sombras e cumpre o papel direitinho viu meninas!!!!







Olha gente eu aaaaamoooo esse stick da NYX. Mas quero que ele dure eternamente porque dólar acima de R$ 2 aqui em casa "vem do maligno". Então a gente usa como base, mas assim, economizando né... dá uma pinta!




Momento homenagem: um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra vc, e pro Rê que me deu a paletinha da Luisance com essa sombra leeeeenda!! Adoro, adoro, adoro.

É um azul com um "gostinho" roxo, muito versátil.


Aqui começa: a pessoa quer usar um pigment da NYX (acho que é o Space Blue), mais claro do que a cor de baixo, e ainda um glitter em cima do opaco. Fica uma bosta. E ainda a pessoa quer economizar a mão, e não bate o excesso, daí a sombra cai: assim como na foto ao lado.




Está nas escrituras: Não aplicarás a sombra preta com o pincel chanfrado quando estiveres usando o creme fix. Simplesmente porque é IMPOSSÍVEL esfumar. Daí o serviço fica tal e qual a foto ao lado. (como vcs podem perceber, um olho mais achatado que o outro).








Aqui vcs podem ter uma idéia do quanto é impossível esfumar o preto com creme fix. Esfreguei e esfreguei a sompra "Pearl" da Kissywear para dar uma amenizada, mas o máximo que consegui foi espalhar ainda mais o azul.









Dica! Dica! Dica!: O lápis Duda Molinos não é tão bom quanto o da Tracta, e ainda custa R$ 16. Então, Tracta, aqui vão vocês (que o meu já tenho e tá grandão né!)

Usei o delineador da Vult com pincel curvadinho (coastal scents) resultado até que bonzinho.





Tentei clarear mais a foto no Photoshop, e acentuei mais o rosa das bochechas (que já estavam Emília)... Ahahahha... Filó me DESPREZA!!!!






E finally, a pose "Diva", "Boneca Emília", "Piriguete" da noite:



Te mete!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ah sim, um último comentário: batom marronclarinho não é NUDE (cor de boca) criatura. Repita comigo:

batom marronclarinho não é NUDE
batom marronclarinho não é NUDE

batom marronclarinho não é NUDE


batom marronclarinho não é NUDE

Só para fixar: BATOM MARRONCLARINHO NÃO É NUDE!!!!!!!!!







E a produça? Cabelos rebeldes enviados "maleporcamente" para traz com a faixinha e brincos rosa (para combinar com a make azul né gente).

Putz, tô foda!!!!!!!!!!!!!!!!!!










Gostaram?

Ehehe, um beijo e boa semana!!!!!

14 fevereiro 2009

2

Selinho!

Olá habibas!!!

A Jana do blog Mais que bonitas, querida, querida, querida, nos presenteou com um selinho!!!

Manja:




Como o próprio nome diz, é um selinho para reconhecer os blogs que estão fazendo sucesso de boca em boca, um seguidor por vez, essas coisas. Legal não?


As regras do selinho:


1.Mostrar a imagem

2. Linkar o Blog que te enviou;

3. Colocar o nome e o link de 5 Blogs que vc acha beeeeeeeem bacana mesmo e que vc percebeu que está crescendo justamente pelo boca a boca.

E avisar aos moderadores que receberam esse selinho!

Ofereço para:


Cris, do Cris Eda Tribal

Flah, do Mirit el Khalida

Zahira, do I live to dance

Naznin, do Blog da Naznin


Pra finalizar, o que dizer? OBRIGAAAAAAAADAAAAAAAAA JAAAANAAAAAAAAAA!!!!


Beijos...

10 fevereiro 2009

8

Tutorial make indiana

Hi gals!!!
Resolvi (finally) fazer meu primeiro tutorial de make. Espero que não tenha ficado muito lixo, ehehhe...

Vamos lá!

Antes:

Deusulivre!!!!

Pele:
- Corretivo amarelo Marcelo Beauty
- Base líquida Natura Aquarela cor 18
- Corretivo líquido Tracta cor "Médio"
- Pó compacto Natura Faces cor "Bege natural claro"

Já não precisa chamar a carrocinha!!!

Como base para as sombras usei o Potencializador de sombras "O Boticário"
Para iniciar, utilizei a sombra verde limão do duo "Diorwild" da Dior (presente da Iná, querida amiguinha do banco que só usa a sombra verde musgo do mesmo duo) em toda a pálpebra
Ficou assim:


Com o lápis preto da Tracta fiz um traço grosso no canto externo do olho e esfumei com o pincel delineador do O Boticário.
Ficou assim:


E sem reparar na sobrancelha por fazer hein gente!!!!!!!!!!!!

Acho que tô precisando do Pore Minimizer né gente... só na PLR do final do ano agora!!!!

Bom, em seguida passei a sombra da NYX "Mermaid Green" na metade da pálpebra.

Ficou assim:


Com um pincel fino, utilizei a sombra verde musgo do duo 07 da Vult no canto externo do olho, fazendo um "V". Esfumei com a sombra clarinha do mesmo duo.

Ficou assim:

Delineei a "linha d´água" com o lápis preto da Tracta (que é bem cremoso viu gente, aproveita que custa 10 conto!!!) e utilizei a sombra da Kissywear cor "Pearl" como iluminador.

Ficou assim:


Para delinear utilizei o delineador líquido da NYX cor Black, e de rimel as máscaras "Volum Express" da Maybelline (pra dar volume) e Up Lifting da Avon (pro cílio encostar na franja).

Ficou assim:




Em seguida utilizei o Bronzer Duo da Vult cor 03 pra marcar as maçãs do rosto, e de blush utilizei o Jequiti cor "Rosa".
O baton é o Helena Rubinstein cor 108 Twinkle.
Look final:




Espero que gostem!!!!
Um beijão!!!
3

Aprendizado em vídeos... eterno dilema...

Hi Gals...

Em primeiro lugar vou contar uma história pra vcs...

Eu estava na sala de aula, me alongando. Esperando a professora terminar os preparativos da aula. Daí chegou a aluna nova. Cumprimentou a prô, arrumou suas coisas e foi para onde eu estava a fim de “socializar”. Com uma altivez incomum já começou me perguntando: “Você faz aulas há quanto tempo? Já está dando aulas?” Como assim? A conversa não começa sempre com “Oi, meu nome é Vera, qual é o seu?” Sei lá... vai ver eu é que não entendo das coisas.
Respondi. “Comecei minha primeira turma há pouco tempo”. A realidade é que não gostei muito da pergunta mesmo. E minha primeira impressão não foi realmente das melhores. Mas a conversa continuou.
“Quais foram suas professoras?” – que diferença isso faz no relacionamento aluna-aluna? Menina curiosa!!! “Rahiza e Aleeha na academia perto de casa, Shahar Badri na casa de chá e Shaide Halim”. “E as suas?”
Ah, as minhas foram: Lulu Sabongi, Soraya Zaied, Fátima Fontes, Claudia Censi, Hayat el Helwa e Fádua Chuffi.
NA HORA pensei: vixe, a mina deve ser foda mesmo!!! Só estudou com feras. E deve dançar há um monte de tempo porque quando a Soraya foi embora mesmo? 2002?
Bom, foi mais forte do que eu, mas não consegui segurar a curiosidade e perguntei: “Nossa, você teve aulas com a Soraya onde? Na casa de chá?” Daí veio a resposta pra tanta professora fera: “Não, não, são minhas professoras por vídeo” (Culpa da Lulu, que no vídeo “Reconhecendo os estilos das grandes estrelas” diz alto e claro – se você estudou essas bailarinas por vídeo, elas foram suas professoras).
Pensei animada: “Ótimo, meu currículo vai ficar lindo se eu citar minhas “professoras” do vídeo também: Raqia Hassan, Nadia Gamal, Asa Sharif, Nelly, Fifi Abdo, Sohair Zaki, Najwa Fouad, Randa Kamel, Dandash, Jillina, Ansuya, Dolphina, Tamallyn Dallal, Suhaila Salimpour, Orit Maftsir, Amal Gamal, Rachel Brice, Amani, Sharon Kihara, Khajira Djoumahna e mais todas essas nacionais que ela citou.” Esqueci alguém?
“Sou autodidata! Meu aprendizado é com os vídeos!”
Para encurtar a história: ela me informou que ministrava aulas havia 3 anos e queria iniciar um projeto de dança, por isso procurou uma escola “convencional”.
Sabe no que fico pensando habibas? Nas ALUNAS de uma pessoa que nunca pisou numa sala de aula. Não desconfio do talento, de forma nenhuma. A Nájua ta aí pra provar que o talento supera a falta de ensino. Mas não era absolutamente o caso. Vários movimentos estavam cheios de vícios, fora a dificuldade de realizar movimentos mais elaborados, e a dissociação era algo quase INEXISTENTE.

O aprendizado em vídeos é válido e necessário. Acho pobre o aprendizado somente em sala de aula, é preciso assistir vídeo aulas, apresentações para somar sua dança, questionar, enriquecer seu repertório musical... Mas transformá-lo em sua única fonte de estudo pode ser perigoso! Quem vai te cobrar:
“Olha a postura”
“Alonga esse braço menina”
“Pára de roubar!!! Shime triangular é triângulo, não é duas pontas não”
“Pés para frente, olhe a posição dos pés!!”
“Redondinho não é oito pra baixo, pára de enrolar e faz direito”.
“Ouça a música, faça na batida da música”.
Em aula parece um saco esses avisos, mas são imprescindíveis para o crescimento do nosso nível técnico.
Como é possível que eu cobre isso da minha aluna, se eu não pude aprender isso?


Seguindo essa linha de pensamento, comecei a pensar no Tribal.

Conheço várias profissionais que nunca tiveram uma única aula de tribal “ao vivo”, mas imitam lindamente a Rachel Brice. Ralam pra caramba, estudam o vídeo à exaustão, e reproduzem os movimentos “tal e qual” vêem no vídeo. E uma boa parte dessas bailarinas tem uma base sólida de dança do ventre, já dão aulas há um bom tempo.

Existem também as referências nacionais, que manjam mooooooito de tribal e desenvolveram um estilo único que virou ícone: Shaide Halim e Karina Iman. A Karina Iman já conhecia de um vídeo da Fátima Fontes, dança muita DV e seu grupo de tribal RULEZ!! A Shaide dispensa babação de ovo, todo mundo sabe que ela é uma bailarina completa: ballet clássico, flamenco, contemporâneo, DV, indiano...

Mas o que tenho visto muito ultimamente são bailarinas que acordam num belo dia de sol e “decidem” montar uma coreo de tribal. Saem à cata de DVDs mil, assistem aquela tradicional apresentação das superstars no Folie Bergére e montam a tal coreo: não pode deixar de faltar os cambrês com paradinha da Rachel Brice e os braços de gatinho, e o figurino de tribal. Daí vai, apresenta, com bastante ensaio dá tudo certo!

E a professora dá o veredicto: Oh, agora estou habilitada a DAR AULAS de tribal, afinal, ta todo mundo apaixonado por tribal e eu quero engrossar meu dimdim né?

Infelizmente, é o que tenho mais visto por aí. E dá-lhe cópia mal feita da Rachel Brice.
Um beijo!

07 fevereiro 2009

8

É preciso ser rica para praticar dança do ventre?

Olá habibas...

Essa é uma pergunta que sempre me faço quando vejo o perfil de bailarinas que despontam ao estrelato em São Paulo. Tenho o grave defeito de observar TUDO, isso é bom em certas coisas, mas te faz enxergar coisas que às vezes não precisa. É o meu caso. E sempre observo o perfil das new bellydance superstars de Sampa.

Bom, o fato é: para estudar dança do ventre DE QUALIDADE em São Paulo, é preciso desembolsar um bom dinheiro em mensalidades. Não considero caro, porque eu quero muito que as profissionais vão pro Egito mesmo, aprender bastante pra me ensinar, quero que elas façam todos os workshops que aparecerem, porque sei que aquilo vai refletir diretamente na aula em que a professora vai me dar. Mas, de repente, pra maioria das pessoas é caro. Estamos falando aqui de R$ 100 a R$ 200 de mensalidades. Se for profissionalizante (a maioria dos cursos que procuro), pode colocar aí de R$ 150 pra cima.

Bom, quando a aula vai progredindo, vc vai precisar de um véu. Véu de voal e organza são bons, mas eu gosto mesmo é dos de seda (é, espírito de rico em orçamento de pobre = muuuuuitos reais no cartão de crédito parcelados em 54598523652 vezes). Oriento sempre minhas habibas falando do mais barato e funcional, e do que eu gosto e que é bom. Um véu de seda de uma metragem média (1,40 x 2,20), vc vai gastar uns R$ 100.

Vem chegando a hora da apresentação... e do gasto com o figurino. Nas primeiras apresentações vc até se vira com as roupas da 25 de março, mas para participar de um festival mais tchans (leia-se Mercado Persa, Mostra Cultural e afins), é mister fazer um figurino específico para o grupo. Custa caro. Uma roupinha siiiiiimplezinha, no mínimo, duzentão. Quer um pouquinho mais de franja? Trezentão. Quer strass? R$ 400. E por aí vai.

Quando a gente começa a se profissionalizar, dançar cobrando cachê, não dá pra ter só uma roupinha. O contratante repara. E as bailarinas de Sampa adoooooraaaaammm uma roupinha egípcia. Pronto, já elevamos o orçamento para uns R$ 500,00 (pra aquelas roupinhas mais do fim da feira do Egito né...).

Toda bailarina TEM QUE ESTAR BEM MAQUIADA! Isso, me desculpem as que acham que não, mas eu EXIJO uma maquiagem bem feita. E como a make vai estar de contato direto com o seu olho, vc vai comprar porcaria? Pelamor né!!!! Não precisa ser igual eu, que não posso ver um stand de make em lugar nenhum, mas pelo menos se vai gastar compra o bom!!!

Tudo isso custa dinheiro. Isso sem falar em CDs, DVDs, acessórios (eu deveria ter falado do gasto com snujs lá em cima, porque pra mim o aprendizado de snujs deve coincidir com o início de tudo, porque faz parte do estudo de música árabe. Já coloca uns R$ 40 de um snuj egípcio de boa qualidade também), bijuterias, festivais, workshops e o baralho a quatro.

Bom, começamos falando das bailarinas que estão despontando: já repararam que elas já NA ESCOLA DE DANÇA tem tudo isso sem ter ganho R$ 1,00 de cachê pra nada? E que, muitas das vezes, nem precisam trabalhar e têm a oportunidade de ficar hoooooras na escola ensaiando e aprendendo.

Em suma: será que os pobres mortais que trabalham, estudam, e contam as moedinhas pra ter acesso a esse prazer da dança do ventre, ainda podem se profissionalizar?

Ou só quem tem grana pode praticar dança do ventre?

Beijo.

05 fevereiro 2009

1

Minha Tatoo...


Hi girls.

Hoje vou mostrar pra vcs minha maior vitória de 2008: minha tatoo!!

Sempre tive vontade de ter uma tatuagem, mas esse assunto lá em casa era taboo dos cabeludos. Tatuagem é um negócio meio palavrão mesmo. Minha mãe quando queria colocar um defeito em alguém, se o coitado tinha uma tatoozinha pequenininha já disparava: "E o fulano, deusulivre, todo tatuado...". Daí aquela coisa né, eu tinha a vontade doida dentro de mim, mas como sempre fui a mrs. perfeitinha acabei deixando sempre pra "mais pra frente".

Depois que meu velho foi dirigir seu chevette nas regiões celestiais, caiu a minha ficha que amanhã não tem. Amanhã é um dia que a gente quer acreditar que existe, mas ele não existe. De verdade. Tomei vergonha na cara e comecei a fazer a lista das coisas que sempre quis realizar, mas não tinha tempo, não tinha coragem, não era hora. Já estava mais do que na hora de fazer minha tatoo.

Claro que meu marido foi peça fundamental no processo. Ele também queria tatuar. Ficávamos hooooooras assistindo "Miami Ink" (e eu virei fã incondicional da Kat Von D, tanto do talento dela como tatuadora, quanto da make dela, simplesmente imbatível!!!), sonhando com nossa tatoo...

O neguinho sempre tinha umas idéias: o olho de Thundera, o leão das Crônicas de Nárnia, vários dragões (e, no final, ele tatuou um), mas eu nunca tive uma idéia clara do que realmente faria. A única coisa que eu tinha certeza era que tinha que ser relacionado à dança, como uma forma de agradecer o universo pela oportunidade de ter conhecido a Dança do Ventre.


Decidimos então tatuar. Saí de casa morrendo de medo, sem uma idéia do que faria. Passei na Lan House, olhei o blog e não tive dúvida: tatuei a bonequinha aí ao lado. Alguns podem pensar: puxa, mas é isso? Uma bonequinha? Mas que significado tem? Vamos lá então!!!


1. A Dança mudou minha forma de enxergar a vida, mas, acima de tudo, mudou minha forma de ver a mim mesma. Desenvolveu em mim uma auto estima que NUNCA eu pude ter na minha vida.
2. Dançar pra mim foi derrubar muitas barreiras: físicas, psicológicas, religiosas... e eu também descobri ter em mim uma força que eu não sabia ter.
3. Aprender a dançar foi mágico, mas ensinar a dançar é fazer a magia. Você ter a oportunidade de ver uma aluna que um dia foi toda desajeitada para a sala de aula, e de repente vc a vê dançando uma coreografia, meu, é duka!!!!!!!!!!! Uma sensação indescritível. E o Amar el Binnaz, nosso grupo lá na academia, me dá a oportunidade de viver isso!

E, pra terminar, a bonequinha é linda de morrer né gente!!! Eheheh...

Vamos fazer um jabá pro tatuador, que ele merece:

Dragons Tatoo - Tatuador Tikko

R. Nathanael Tito Salmon, 206, CentroOsasco, SP,

06016-075Fone: (11) 3654-3041

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