02 novembro 2008

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Dança do Ventre: Amor, sonho, profissão ou vício?


Olá meninas...

A dança em nossa vida é algo muito louco e admite muitas facetas. Na minha vida, a primeira face que a dança assumiu foi a do preconceito. Eu assistia à novela "O Clone" e via as mulheres assumindo uma posição submissa em público e ao anoitecer virando "dançarinas de alcova", ou ainda as cenas onde todas as mulheres "direitas" estavam cobertas e as atenções masculinas estavam voltadas para a bailarina com o corpo à mostra... Enfim! O que eu pensava sempre era "Eu é que não vou submeter meu corpo à essa pequenez que é essa dança, apenas uma moeda de troca com os anseios de um homem... " Walla!!! Quem te viu e quem te vê hein!!!
Alguns anos depois o ímpeto me levou a procurar uma academia de dança ou de ginástica para aprender a "Dança do Ventre" (viu como a vida dá voltas?). Eu sentia que devia romper com alguns paradigmas dentro de mim, e esse seria o primeiro deles.

A segunda face que a dança assumiu na minha vida foi a compulsão. De repente eu só queria dança, e meu mundo era a sala de aula. Eu era o próprio vendedor da Herbalife, só que meu produto era a Dança do Ventre e eu queria mudar a vida das pessoas. "Quer ser feliz? Pergunte-me como!" - Esse era meu lema. Eu não tinha outro assunto, só dança. Eu não tinha outro programa, só Casa de Chá. Enfim... "A chata". Em compensação a paixão avassaladora pela dança motivava meu corpo duro e limitado a ficar horas tentando reproduzir os movimentos da vídeo aula da Raqia Hassan...

Como toda paixão que "tem futuro" esse sentimento pela dança virou um amor grande, duradouro e sem limites... Eu tatuei a dança no meu corpo porque a vida muito antes a tatuou na minha alma. A dança adicionou cor, música, graça e beleza à minha vida num momento decisivo. E isso não é demagogia não, é real...

Muitas vezes temos dentro de nós amarras parecem indissolúveis: religião, opinião alheia, marido, preconceito, medo, receio. Muito maior é, porém, a força feminina. Quando iniciei nesta dança eu não sabia que estava potencializando nossa maior fonte de poder "o ventre". Não subestimem essa força meninas! Nosso ventre é capaz de gerar vida, mas não apenas conceder vida a um novo ser humano... nosso ventre é capaz de gerar vida, felicidade e alegria em nós mesmas.

Hoje a dança assumiu uma nova face que é o sonho!

Meu sonho é que a dança do ventre se torne minha única e primeira profissão. A primeira parte, depende de mim: crescimento técnico, condicionamento físico, estudo, estudo, estudo...

A segunda parte também, depende de mim: estabilizar financeiramente para dedicar à dança somente meu amor e não ter de confrontar minhas necessidades de sobrevivência com o meu amor à arte. Isto já estou plantando no meu trabalho "secular".

Observando muitas amigas e companheiras desse meio, vejo que a dança também assume a forma de vício. Você entende que aquilo existe, que te suga a energia vital (antes de contestar essa informação pense na rotina de ensaios antes do Mercado Persa, por exemplo, aí depois você me fala), mas vc simplesmente não consegue viver sem.

E você, querida leitora, qual face a dança mostra para você?

Grande beijo.

2 comentários:

  1. Olá, gostei muito do seu blog. Ele é muito bom.

    Parabéns!

    Abraços

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  2. estou na fase 2, entrando na do sonho agora =D

    Foi da curiosidade, a paixão, pra cair num amor que supera dificuldades imensas. Acho que quando é assim, é pq há um futuro nisso.

    'Eu tatuei a dança no meu corpo porque a vida muito antes a tatuou na minha alma.'

    mais verdadeiro impossivel.
    ótimo post!
    bjos
    ket

    ResponderExcluir

Mentes que pensam e fazem os outros pensar!!! Muito obrigada pelos seus comentários.

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